Foto – Prefeitura de Joinville

Folhapress/ Mauren Luc

 Joinville, a maior cidade de Santa Catarina, está desde segunda-feira (28) em estado de emergência devido às chuvas que atingem o Sul do país.

Até o momento, 145 pessoas estão desabrigadas, e os alagamentos interditam pontes e galerias, especialmente na zona rural do município de 600 mil habitantes. Não há registro de feridos ou desaparecidos, informou a prefeitura.

As enchentes também prejudicaram o transporte escolar em algumas regiões e resultaram no fechamento de escolas, impactando cerca de 1.500 alunos.

Desde sábado (26), o acumulado pelas chuvas ultrapassou os 400 milímetros de precipitação. O volume equivale a 15 vezes a média do período. A previsão é de a chuva continue intensa e persistente nesta madrugada.

Com isso, o prefeito Adriano Silva (Novo) decretou situação de emergência e sobrevoou a região, confirmando as principais áreas atingidas, que são o Morro do Meio, Vila Nova e Quiriri.

Embora a previsão para as próximas horas seja de redução no volume de precipitação, há alerta em relação ao grande fluxo de água nos rios em função da chuva em regiões de serra.

Segundo a prefeitura, dentro da cidade não há rodovias federais interrompidas, mas há impactos pelas ocorrências na BR-376, que liga Paraná a Santa Catarina, na BR-280 e na Serra Dona Francisca, que dá acesso ao Planalto Norte, liberada recentemente.

Foram montados abrigos emergenciais nas escolas municipais Dr. Ruben Roberto Schmidlin (Morro do Meio), Prof. Avelino Marcante (Bom Retiro) e na Escola Agrícola Municipal Carlos Heins Funke (Pirabeiraba).

No Morro do Meio, 108 pessoas foram atendidas; em Pirabeiraba, sete foram abrigadas. A equipe da Secretaria de Assistência Social está nos locais fazendo o cadastramento dos atingidos.

Devido à alta turbidez dos rios, causada por folhas, galhos e areia, a Companhia Águas de Joinville alerta que a Estação de Tratamento de Água do Cubatão reduziu a velocidade dos trabalhos, o que pode prejudicar o abastecimento na região.

Os bairros mais atingidos pela falta de água são: Adhemar Garcia, Aventureiro, Boa Vista, Bucarein, Comasa, Espinheiros, Fátima, Iririú, Jardim Iririú, Jardim Paraíso, Jarivatuba, João Costa, Paranaguamirim, Parque Guarani, Petrópolis, Ulysses Guimarães e Vila Cubatão.

Instituições de ensino e de saúde e os abrigos emergenciais que foram montados na cidade estão sendo abastecidos por caminhões-pipa. A normalização do fornecimento depende da melhora nas condições dos rios. A prefeitura reforça a importância do consumo consciente de água.

Uma central solidária foi criada para arrecadar doações às famílias atingidas. Os itens mais necessários são água mineral, alimentos não perecíveis, roupa de cama e banho e produtos de higiene e limpeza. Também podem ser doados colchões, travesseiros, cobertores e cestas básicas, além de ração para animais.

A central funcionará no Expocentro Edmundo Doubrawa (anexo ao Centreventos Cau Hansen) a partir desta quarta-feira (30), das 8h30 às 19h30.

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