IGOR MELLO RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Um jovem foi arrastado amarrado com uma corda pelo pescoço em uma estrada de terra em Alto Paraíso de Goiás, no interior Goiano. As imagens, feitas na madrugada de domingo (19), ganharam repercussão nas redes sociais.

Nas imagens, o jovem de tenta se levantar e segurar a corda, mas é derrubado novamente. Ao fundo, pessoas riem das cenas. O crime ocorreu em uma fazenda de propriedade do prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Marcus Rinco (DEM-GO). Ele alega que o espaço estava alugado para a realização de um evento por uma empresa terceirizada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade goiana, em nota, diz que não houve recusa em atender o jovem no hospital local, como chegou a ser difundido em redes sociais.

Segundo a pasta, “o paciente chegou ao Hospital Municipal Gumercindo Barbosa através do Serviço de Saúde Móvel (SAMU), onde foi atendido e medicado, sem que houvesse exigência de apresentação de documento de identificação, o rapaz também não possuía acompanhante. O mesmo evadiu da unidade de saúde, contra a orientação da equipe médica ao qual o atendeu”.

Ainda segundo a secretaria, “o jovem retornou a unidade trazido por acompanhante e foi novamente atendido e medicado, recebendo alta no dia consecutivo. O prontuário de atendimento do paciente consta os dois atendimentos durante o plantão, e pode ser solicitado pelo próprio ou familiares no Hospital Municipal”.

Após a repercussão do vídeo, Marcus Rinco divulgou um vídeo para negar responsabilidade sobre o ocorrido em sua fazenda. Segundo ele, a propriedade tem uma área que é alugada para eventos. No último fim de semana, ela foi cedida para a realização de uma cavalgada.

“Infelizmente aconteceram essas cenas. Mas os cuidados todos foram tomados. Durante o evento teve presença constante de segurança privada, a presença esporádica da PM, constante de ambulâncias aqui do Hospital Municipal para qualquer eventualidade. Então todos os cuidados foram tomados. Infelizmente aconteceram essas cenas bárbaras, eu concordo com isso, mas quero deixar bem claro que não tem nada a ver com a nossa empresa ou nossa fazenda.”

“Foram coisas que ocorreram em um evento terceirizado. Esses indivíduos responsáveis já estão respondendo por isso porque a Polícia Civil já está tomando as devidas providências”, emendou ele em vídeo distribuído para a imprensa.
Em seu perfil no Instagram, a empresa HC Festas e Eventos, responsável pela cavalgada, publicou uma nota de esclarecimento. No texto, a produtora nega relação com as agressões ao jovem.

“O vídeo que circula nas redes sociais aconteceu após o encerramento do evento. O Samu e a Polícia Militar foram acionados também por nós, prestando apoio à vítima. Os responsáveis pelo local e os responsáveis pela organização não têm vínculo com o ocorrido”, diz a nota.

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