Folhapress

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a AFA (Associação do Futebol Argentino) anunciaram um acordo para o cancelamento do jogo entre Brasil e Argentina. A partida foi interrompida pouco após seu início, em setembro de 2021, quando agentes de saúde foram ao gramado para tirar atletas argentinos que haviam entrado de maneira irregular em São Paulo.

Esses jogadores, três deles titulares do time alviceleste, tinham como origem o Reino Unido. Na ocasião, pessoas que chegavam do local precisavam passar por um período de isolamento no Brasil, como parte dos esforços de prevenção contra a Covid-19. O duelo, então, foi paralisado, e desde então não havia uma solução.

Ela chegou nesta semana, quando as confederações e a Fifa (Federação Internacional de Futebol) chegaram a um acerto em relação ao confronto -que não faria diferença na classificação das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Assim, não será necessário o julgamento que estava previsto na CAS (Corte Arbitral do Esporte).

“A CBF e a AFA assumiram suas respectivas responsabilidades pelos eventos que levaram ao abandono da partida, conforme constatado pelos órgãos judiciais da Fifa”, diz a nota publicada pela confederação brasileira, de texto bastante semelhante ao divulgado, em espanhol, pela associação argentina.

Foi estabelecida uma multa de 300 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) à CBF. No caso da AFA, o valor no acordo com a Fifa foi de 150 mil francos suíços (R$ 800 mil). Metade dessas multas ficará suspensa por um período probatório de dois anos. A outra metade deverá ser paga agora, e parte será destinada à OMS (Organização Mundial da Saúde), em apoio ao combate à Covid-19.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, havia se mostrado inicialmente contrário a um acordo. Ele pretendia levar o caso adiante na CAS, mas atendeu a um pedido da comissão técnica. Tite não queria uma situação incerta e disse que gostaria de ocupar a data reservada para o jogo (22 de setembro) com um amistoso preparatório para o Mundial do Qatar.

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