A semana que se inicia é de comemoração para os feirantes. O dia do profissional é comemorado em 25 de agosto e foi criado para homenagear a primeira feira livre que aconteceu no país, nesta mesma data, no ano de 1914 e contou na época com 26 feirantes no Largo General Osório, no bairro Santa Efigênia, em São Paulo. Algum tempo depois, o prefeito da capital paulista, Washington Luís, oficializou as feiras e mercados livres.

As primeiras feiras vendiam apenas itens alimentícios, frutas, verduras e legumes. Com o passar do tempo e o aumento da freguesia, porém, alguns comerciantes tomaram a iniciativa de levar outros produtos para a feira, como roupas, salgados, artesanato e, em geral, tudo o que entrega utilidade para a população.

Diante de todo esse avanço, não demorou nada para a prática se popularizar de vez. Em uma visita à Feira do Corujão, que acontece no Espaço Livre da Vila Martins, a reportagem do Jornal Cidade conversou com profissionais que relataram a rotina de luta e amor pela profissão.

Veterano em feiras, Fabio Alves é morador do Distrito de Ajapi, tem espaço cativo no local e trabalha há 12 anos com isso. Receptivo, com um sorriso no rosto, recebe os clientes para fazer o que sabe de melhor: vender! “A nossa rotina começa bem antes da feira, em casa, preparando as coisas com muita alegria. No meu caso, o meu principal produto é o ovo e quando chego monto a banca, organizo tudo para receber o público. Na realidade os clientes se tornam amigos. É o que eu faço há mais de 10 anos e abracei com muito orgulho. Esse contato direto com as pessoas torna tudo mais fácil, mais leve porque, quando estamos no sítio, é um trabalho mais individualizado e até mesmo distante”, explica.

Cercado de outros produtores, Fabio faz questão de deixar claro que a concorrência é algo que não existe: “Aqui torcemos uns pelos outros. A troca de experiências também é outro ponto que eu costumo destacar. Sempre aprendo muito aqui com meus colegas feirantes e eles também me ensinam demais”, explica.

E quem está chegando nesta grande família da feira é o casal Antonio Bordin Filho, 68 anos, e Cleide Camargo Bordin, 64 anos. Moradores do Bairro dos Lopes, viraram feirantes há um mês: “Sempre tivemos a nossa produção em casa e resolvemos virar feirantes com o intuito mesmo de conseguir uma renda extra que nos tempos de hoje é mais do que bem-vinda. Muito do que produzíamos acabava sobrando, muitas vezes dividíamos com vizinhos e agora achamos por bem trazer a nossa colheita para a feira. Estamos muito otimistas”, contou seu Antonio.

Já a esposa Cleide complementa: “Gosto de plantar, gosto de colher e gosto mais ainda de apresentar para as pessoas. Apesar de estarmos no início está sendo uma experiência muito positiva. Sou uma pessoa que gosta muito de conversar e aqui, em contato com os visitantes, tenho essa oportunidade. Sempre fui de frequentar feiras e agora, estar do outro lado da bancada, é uma nova fase”, afirma.

As feiras de Rio Claro têm o gerenciamento da Secretaria Municipal da Agricultura, numa parceria com os feirantes: “O trabalho do feirante é de extrema importância no nosso município, porque é algo que vem sendo realizado há décadas e, com o passar dos anos, cresceu e passou a oferecer além de frutas, verduras e legumes, outras opções, o que torna a ida a uma feira um passeio completo para toda a família. Por isso estendemos o convite a toda a população para que realmente prestigie. Os produtores plantam e colhem os alimentos frescos com muito amor, eles têm carinho e dedicação pelo que fazem. O preço é bom, o alimento é de qualidade e isso torna tudo especial. Sem contar a mão de obra artesã e as delícias gastronômicas servidas para uma refeição no local. Vale a pena incentivar esses profissionais”, afirma Diego Reis, que é diretor de inspeção sanitária e acompanha de perto o trabalho dos feirantes.

Cronograma

  • Corujão – Terças e sextas-feiras – Rua 3-A com a Avenida 46-A (Vila Martins) – Horário das 17h às 20h30. A praça de alimentação atende até as 22 horas
  • Point da Lagoa – Quintas-feiras – Lagoa Seca do Cervezão- Horário das 18h às 22h

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