Alunos da Escola Estadual Marciano de Toledo Piza realizaram manifestação de apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino nessa sexta-feira (foto cedida pelos alunos)

Ednéia Silva

Alunos da Escola Estadual Marciano de Toledo Piza realizaram manifestação de apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino nessa sexta-feira (foto cedida pelos alunos)
Alunos da Escola Estadual Marciano de Toledo Piza realizaram manifestação de apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino nessa sexta-feira (foto cedida pelos alunos)

Alunos da Escola Estadual Marciano de Toledo Piza fizeram uma manifestação em Rio Claro, nessa sexta-feira (10), em apoio à greve dos professores da rede estadual de ensino, iniciada no dia 16 de março. O ato, organizado pelos próprios estudantes, também reivindicou melhorias na qualidade de ensino.

Luís Fernando Rodrigues, aluno do 2º ano do ensino médio e presidente do Grêmio Estudantil, conta que a manifestação foi realizada às 7 horas, horário de entrada na escola. Os alunos se juntaram e saíram em passeata pelas ruas do Centro munidos de cartazes e apitos.

Luís explica que a iniciativa partiu dos próprios estudantes após tomarem conhecimento sobre a paralisação. Segundo eles, a mídia está ignorando a greve dos professores que tem reunido milhares de pessoas nas assembleias estaduais em São Paulo. “Ficamos sabendo de boca”, conta. Para ele, o ato público foi um gesto “solidário, autônomo e protagonista”.

Os estudantes também aproveitaram a manifestação para reivindicar melhorias na qualidade do ensino. Segundo ele, falta infraestrutura nas escolas. Os laboratórios não são utilizados por falta de material. Quando querem fazer alguma atividade prática, é preciso providenciar o necessário.

O estudante lembra que durante a campanha eleitoral várias promessas foram feitas, como computador em sala de aula, lousa digital, entre outras melhorias. Mas agora tudo foi esquecido. Questionado sobre outras manifestações, Luís informou que os alunos vão aguardar o resultado da assembleia dos professores e verificar se houve avanço nas negociações com o governo do estado. “Possivelmente haverá outras manifestações. Não é uma coisa vazia. Se não der certo na primeira, vamos fazer uma segunda, terceira, quarta”, destaca.

Pamela Cattai, aluna do 3º ano do ensino médio, também participou do ato público. A decisão de participar foi tomada visando o bem comum. “Eu decidi participar desse ato pois acredito que reclamar não vai nos levar a lugar algum. Temos que nos unir por um bem maior que será usufruído por outras pessoas, o ensino público. Estamos apoiando os professores nessa greve e queremos mudanças, pois só quem estuda em escolas públicas sabe como a educação estadual é carente em vários aspectos”, pontuou.

Nessa sexta-feira (10), os professores promoveram mais uma assembleia estadual e na Praça Roberto Gomes Pedrosa em frente ao Estádio do Morumbi, na capital paulista. De lá, os grevistas seguiram em caminhada até o Palácio dos Bandeirantes onde realizaram Ato em Defesa da Escola Pública e da Valorização do Magistério.

A diretoria da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) recomenda que os comandos de greve das subsedes continuem visitando as escolas, dialogando com professores, pais e alunos, pois a greve é em defesa da educação pública estadual.

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