Folhapress/ Joana Cunha

A procura por serviços de assessoria migratória segue em alta nos últimos meses, apontam empresas do ramo.

Diana Quintas, sócia da multinacional de migração Fragomen no Brasil, atribui o aquecimento a diferentes fatores, alguns ligados à pandemia, como a evolução do home office e o grande movimento de demissões que impactou políticas migratórias e de recursos humanos das empresas para se adaptarem às novas demandas dos profissionais.

“Mesmo antes da pandemia, 169 milhões de pessoas mudaram de país para trabalhar em 2019, representando 4,9% da força de trabalho global. Esse patamar deve ser superado em breve, já que o número de vistos negados para os Estados Unidos, por exemplo, caiu na administração Biden e quase 30 países lançaram nos últimos anos vistos específicos para nômades digitais”, segundo Quintas.

A Fragomen registrou, nos últimos cinco anos, um aumento de 200% na demanda de brasileiros em busca de vistos para Portugal, um dos países com maior atração após a flexibilização das regras para o fluxo. Depois das oscilações da pandemia, a expectativa é que os números deste ano superem 2021.

Na D4U USA Group, outra empresa do setor, as consultas de pessoas interessadas em trocar de país subiram 50% nos últimos 12 meses. A empresa afirma que o pico dessas procuras acontece no momento pré-eleitoral.

De janeiro e 12 de julho, 14.014 brasileiros enviaram suas declarações de saída definitiva do país à Receita Federal. Em todo o ano passado, foram 15.690.

O ritmo acelerou no segundo semestre de 2021, com 15.017 declarações que vinham represadas pelo fechamento das fronteiras pelo mundo.

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