Coletivo sem troco gera reclamações

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Wagner Gonçalves

Com taxa a R$ 2,90, usuários reclamam pela passagem que, comumente, se converte em R$ 3
Com taxa a R$ 2,90, usuários reclamam pela passagem que, comumente, se converte em R$ 3

Apesar da retração no valor da tarifa no transporte coletivo local, no ano passado, após as mobilizações nas ruas, as críticas continuam. Com um valor de R$ 2,90, munícipes reclamam que, algumas vezes, o troco não é repassado, gerando conflitos entre usuários e cobradores.

De acordo com Josefa Palmeira da Silva, além da facilidade, pagar a passagem com o cartão possibilita fazer integração, pois durante o dia ela faz quatro viagens no coletivo. “Por essa razão, prefiro pagar com o cartão e, também, para evitar outros problemas, pois ouço falar de muitas pessoas que não recebem o troco”, disse.

Para o Cervezão, uma usuária, que não se identificou, disse ser recorrente essa situação e faz uma crítica: “Se não pagamos a tarifa completa não nos deixam viajar, deveria haver algo quando acontece o contrário”.

São situações que acontecem em determinados horários, dependendo da linha e dos que nela trabalham. Conforme Derci Porto, com ela nunca houve problema, e todos os dias às 6h e às 15h30, no Boa Vista e, também, no Circular 1 não houve problemas.

No entanto, recentemente a falta de troco, na linha Paineiras, desencadeou desentendimento entre o cobrador e Welton Valério. Apesar de ter pago com R$ 20, o troco ficou incompleto por R$ 0,10. A situação teria sido resolvida se não fosse reincidente. “Um dia antes eu já havia deixado uma moeda”, disse Welton que indagou o cobrador sobre a quantia. “Ele me respondeu que não tinha o dinheiro e não poderia me pagar, que eu deveria procurar a empresa”, contou.

Para ele, o problema não foram os dez centavos, mas a maneira como foi conduzida a conversa e o descaso. Essa situação já foi vivenciada na própria linha, em outra ocasião. Welton se mobilizou e, nessa segunda-feira (22), fez um Boletim de Ocorrência eletrônico, notificando o acontecido. “Ao menos dessa forma estarei amparado legalmente para reclamar meu direito”, disse Welton.

Conforme informou a gerência da empresa Rápido São Paulo, responsável pelo transporte coletivo de Rio Claro, as moedas de troco destinadas aos passageiros são fornecidas aos cobradores todos os dias. Ela informa que esta é uma medida exigida pelo sindicato da categoria, que direciona à empresa a responsabilidade de providenciá-las.

Geralmente, nas primeiras voltas, principalmente no início da manhã, ou na troca de funcionários, há problemas com troco, quando os usuários pagam com valores altos em dinheiro, com R$ 20, por exemplo.

No entanto, após tomar conhecimento do caso em questão, a empresa destaca que, em caso de não haver troco, o cobrador deve pedir que o usuário aguarde até que se tenha o dinheiro necessário para, desta forma, devolvê-lo, e que serão intensificadas as ações com os funcionários, para que não voltem a acontecer episódios como esse.

Para tanto, a contribuição popular é de extrema importância e a empresa Rápido São Paulo coloca-se à disposição das pessoas, caso haja problemas. A comunicação deve ser feita diretamente à gerência, para notificação do fato e, por conseguinte, apuração, pelo telefone (19) 3524-7758.

2 COMENTÁRIOS

  1. A matéria diz: “……a empresa destaca que, em caso de não haver troco, o cobrador deve pedir que o usuário aguarde até que se tenha o dinheiro necessário para, desta forma, devolvê-lo….”

    uma pergunta…. e se chegar o local que o passageiro irá descer e não tiver ainda o troco? fica como? não quero entender só saber…. obrigado….

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