Por maioria dos votos, os dois réus apontados como responsáveis pela agressão ao jovem Rafael Bandeira, na época com 18 anos, foram condenados a nove anos e quatro meses em regime fechado na noite de quinta-feira (13), mas receberam o direito de recorrer da decisão do júri em liberdade.

Rafael foi agredido no dia 29 de abril de 2017 na Avenida 29, com um pedaço de pau e, após dias em coma, perdeu completamente a audição do ouvido esquerdo.

O jovem relatou não ter gostado da decisão dos réus permanecerem soltos. Sua advogada, Sarah Dias, corrobora a opinião. “Eles podem ser presos ainda sim, vamos recorrer para início do cumprimento. Apesar de ser atuante para resguardar o direito de cada indivíduo a responder pelos seus atos mediante o devido processo legal, senti que a justiça que todos esperavam não foi concretizada, uma vez que poderão responder em liberdade. Talvez a justiça seja seletiva”, disse.

A reportagem conseguiu contato com a defesa de um dos réus, o advogado Willey Sucasas, e o mesmo afirmou que “A defesa respeita a posição adotada pelas senhoras juradas e pelos senhores jurados que compuseram o Conselho de Sentença, mas informa que discorda da decisão prolatada, a qual será objeto de recurso de apelação ao TJSP.
“A condenação do meu cliente, da forma como prolatada, novamente contrariou manifestamente a prova dos autos. Como se não bastasse, infelizmente, também ocorreu uma nulidade processual insanável durante o sorteio dos jurados, tendo a defesa imediatamente protestado. Todas essas situações serão analisadas pelas instâncias superiores do Poder Judiciário e a defesa técnica confia que o julgamento tende novamente a ser anulado”, finaliza.

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