O vereador Rodrigo Guedes (União Brasil) tentou voto favorável dos vereadores na sessão de ontem, mas foi em vão

Prefeito Gustavo vetou projeto de lei de Rodrigo Guedes que trata de entrega de medicamentos para idosos e pessoas com necessidades especiais em suas residências. Alegação é impacto financeiro nos gastos

A Câmara Municipal de Rio Claro aprovou na noite dessa segunda-feira (17) o veto projeto medicamentos do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD). O projeto de lei, proposto pelo vereador Rodrigo Guedes (União Brasil), visava a entrega de medicamentos a idosos e pessoas com necessidades especiais em suas residências.

Com a aprovação do veto, a proposta que beneficiaria aqueles sem condições de buscar remédios nas farmácias municipais está derrubada e não será implementada.

O prefeito Gustavo justificou o veto alegando o impacto econômico-financeiro da iniciativa. Estimou-se um custo anual de cerca de R$ 1,8 milhão para a distribuição dos medicamentos. Segundo a prefeitura, tal despesa comprometeria o equilíbrio fiscal e a programação orçamentária vigente do município.


📲 Quer receber as notícias mais importantes de Rio Claro direto no celular? Entre no canal do JC no WhatsApp e acompanhe atualizações ao longo do dia com informação confiável. 👉 Acesse e participe gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbBrqcjDZ4LVqU0BOd3Z


Durante a sessão, o vereador Rodrigo Guedes refutou a justificativa de custo. Ele argumentou que o programa já foi testado e implementado com sucesso em outras cidades. Guedes também afirmou que o veto seria uma forma de perseguição política.

“É pura perseguição política, retaliação política. Esse prefeito não está vendo a população, está vendo o autor do projeto”, declarou o parlamentar.

Debate e votação na Câmara

Rodrigo Guedes recebeu apoio de vereadores como Tiemi Nevoeiro (Republicanos), Val Demarchi (PL) e Rafael Andreeta (Republicanos). Eles defenderam o projeto que garantiria a entrega domiciliar gratuita de medicamentos de uso contínuo, mas seus votos foram vencidos.

A maioria dos parlamentares, em sua maioria da base governista do prefeito Gustavo, votou a favor do veto.

O líder do Governo Gustavo na Câmara, Serginho Carnevale (PSD), reiterou a justificativa financeira. Ele mencionou que a Fundação de Saúde estimou o custo anual em R$ 1,8 milhão.

“É um projeto importante, (…) mas onde há ‘cobertor’ para esse valor?”, questionou Carnevale, ressaltando a dificuldade de aplicabilidade.

Mesmo na oposição, a vereadora Néia Garcia (PL) votou a favor do veto, assim como Sivaldo Faísca (PL). Néia Garcia argumentou que prefere que o montante fosse destinado a outras prioridades de saúde pública, como internações em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Mais em Política:

Quem são os candidatos a deputados por Rio Claro

Ronaldo Caiado estará em Rio Claro neste sábado