Avenida da Saudade em Rio Claro no ano de 2020. (Imagem: Google Maps)

Avenida da Saudade em Rio Claro no ano de 2020. (Imagem: Google Maps)

Representantes do Condema apontam perdas, necessidade de inventário e falhas na compensação ambiental

A arborização urbana é o grande desafio para a Rio Claro do futuro, impulsionada pelas ondas de calor que assolaram a região Sudeste nos últimos anos e reforçam o debate sobre a falta de árvores na cidade.

Nos dias em que as temperaturas passaram dos 35 graus, a falta de vegetação foi severamente sentida em muitas regiões. Os benefícios são comprovados pela diferença de temperatura entre os lugares onde o asfalto impera e nas áreas verdes e bairros adjacentes.

Esse desafio foi um dos temas abordados em entrevista com os representantes do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema).


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“O que a gente sente muita falta, como rio-clarense, é a questão da arborização urbana. A gente teve muitas perdas nos últimos tempos, a figueira do São Benedito, muitos cortes de árvores sem reposição, sem planejamento, e a cidade está ficando um pouco mais triste por causa disso”, alertou o conselheiro Gabriel Castellano.

Desafios na manutenção e compensação ambiental

Já o presidente do Condema, Alexandre Carrille, lembrou que não basta apenas fazer o plantio.

“Temos um código de arborização, que já foi aprovado, mas para que este código ser completamente aprovado é preciso fazer um levantamento, um inventário do que existe na cidade, o que é preciso. Porque só plantar não adianta, a gente precisa ter uma manutenção desse plantio”, afirmou.

Uma outra questão discutida na entrevista foi a tão questionada compensação ambiental, quando são cortadas árvores na cidade e os cidadãos se queixam que o plantio anunciado nem sempre pode ser constatado na prática.

“A compensação, ela é útil, desde que seja para atender a necessidade daquela área, não adianta eu compensar em outra área aquilo que foi retirado”, destacou Carrille.

Gabriel exemplifica: “A gente está amarrado na legislação federal e na estadual quanto a isso. Vamos dizer, eu cortei uma árvore, tenho que plantar 25. E aí eu passo três anos apresentando relatório para a Cetesb. Depois de três anos, ninguém sabe mais o que aconteceu”.

Para o conselheiro, o ideal seria o acompanhamento do início ao fim, entre cerca de 15 a 20 anos, até a árvore adulta.

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