Cemitério São João Batista. Foto: Arquivo JC

Cemitério São João Batista. Foto: Arquivo JC

Família identifica restos mortais de Maria Luíza Pinheiro e conclui sepultamento definitivo em cemitério particular da cidade

Após dias de angústia, a família de Maria Luíza Pinheiro, falecida em novembro de 2023, finalmente conseguiu realizar seu sepultamento num túmulo definitivo, adquirido por sua filha, Paula Pinheiro, num cemitério particular em Rio Claro. O caso do desaparecimento da ossada de Maria Luíza no Cemitério Municipal São João Batista foi denunciado ao JC pela filha Paula.

Em reportagem publicada no último domingo (18), a filha relatou o desespero dos familiares ao constatarem, durante exumação para transladar o corpo para o jazigo adquirido, que não se tratava dos restos mortais da matriarca. Paula relata que um representante do cemitério entrou em contato também no domingo para que a filha fosse até o local para o reconhecimento de Maria Luíza.

Resolvido o engano, o translado foi agendado para a tarde dessa segunda-feira (19). A Prefeitura também informou que não haveria nova despesa para os familiares, que já haviam arcado com os custos da exumação onde foi descoberta a troca de ossadas. Finalmente, na tarde dessa segunda-feira, foi possível desfazer o erro.


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A filha Paula relatou ao JC que, surpresa, ao invés de ossada, ao fazer o novo reconhecimento verificou que o corpo estava parcialmente intacto, o que gerou novas dúvidas. Segundo o município, o corpo recebeu serviço de tanatopraxia, que prolonga a preservação do mesmo. Porém, não explicou o motivo de antes ter apresentado uma ossada que não era da mãe da munícipe.

Entenda o caso da troca de ossada

Paula relatou ao JC que em 2023 sua mãe e sua irmã faleceram. Sem possuir jazigo e sem recursos na época para fazer a compra, a leitora teve como única saída providenciar os sepultamentos no chamado “paredão” do cemitério municipal, quando foi informada que teria o prazo de três anos para providenciar sepultura definitiva para suas familiares.

Paula conta que, com sacrifício, adquiriu um túmulo num outro cemitério de Rio Claro e o translado foi agendado para o último dia 09. Ao acompanhar a remoção das ossadas, porém, a leitora constatou que não se tratava dos restos mortais de sua mãe, tanto pela questão da arcada dentária como pelas roupas. “Eu paguei R$ 1,4 mil para a remoção e não tenho condições de pagar novamente. E a única resposta que recebi é que vão tentar encontrar o corpo da minha mãe”, disse à reportagem na sexta-feira (16).

Questionada pelo JC naquele dia, a Prefeitura afirmou que a Secretaria Municipal da Administração, por meio do Departamento de Complexo Funerário, lamentava a situação e informou que estava em contato com a família acertando detalhes do translado para novo enterro. “Não haverá nova despesa para a família. A Prefeitura se colocou à disposição dos familiares para todo apoio e suporte necessários”, disse na ocasião.