“O menor salário da Câmara hoje é o do vereador”, explica André Godoy

Ao debater a proposta de redução do número de vereadores na Câmara Municipal de Rio Claro, o presidente André Godoy destaca que a redução das cadeiras não é a única medida necessária para diminuir custos. Além de defender redução do repasse feito pela prefeitura ao Legislativo, Godoy também lembra que, na questão de salários, chefes de Gabinete e assessores ganham mais que os vereadores.

Área azul continua funcionando mesmo com fechamento do comércio

A área azul continua funcionando em Rio Claro mesmo com o fechamento da maioria das atividades comerciais no município, a partir de quinta-feira (25).

“Renovamos a recomendação para que as pessoas permaneçam em casa, mas quem precisar ir de carro até o Centro deve ficar atento à área azul, que continua operando”, comenta o prefeito João Teixeira Junior.

Devido ao aumento de casos de Covid-19 no município, a prefeitura interrompeu nesta semana a reabertura gradual do comércio e determinou que apenas os estabelecimentos ligados a serviços essenciais podem permanecer abertos. Em princípio, essa nova etapa de prevenção está prevista para dez dias.

“Estamos tomando essas medidas a partir de critérios técnicos e sempre dando prioridade à saúde da população”, comenta o prefeito Juninho. “Com base nessas análises decidimos que, por enquanto, a área azul permanece ativa”, reforça.

Trabalharemos para restaurar o serviço financeiro no Brasil rapidamente, diz WhatsApp

ISABELA BOLZANI – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O chefe do WhatsApp, Will Cathcart, afirmou nesta quinta-feira (25) que o aplicativo de mensagens vai trabalhar com seus parceiros e com as autoridades brasileiras para restaurar seu serviço de pagamentos digitais no Brasil rapidamente. O executivo é responsável por coordenar todas as estratégias de produtos do aplicativo no mundo.

Na terça-feira (23), o Banco Central e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) suspenderam o acordo entre WhatsApp, Cielo e instituições financeiras que permitia pagamentos e transferências de recursos diretamente entre usuários do aplicativo.

Em comunicado, a autoridade ordenou que as bandeiras de cartão de crédito Visa e Mastercard, usuárias do sistema, suspendessem a operação de pagamentos dentro do novo modelo.

No mesmo dia, o BC também mudou o prazo que concede a empresas de pagamentos para se adaptarem às regras do mercado. Antes, a autoridade dava 180 dias para adaptação quando entendia que era necessária a regulação de novos participantes ou de novos serviços. O prazo, agora, é de 30 dias – podendo ser uma suspensão imediata caso o BC considere necessária uma autorização prévia.

Na prática, essa mudança travou a operação de pagamentos pelo WhatsApp.

Na quarta-feira (24), lideranças do aplicativo de mensagens e técnicos do BC se reuniram na sede da autoridade monetária, em Brasília, segundo o executivo do WhatsApp.

“Nos reunimos com as autoridades do BC e estamos animados em permitir que os brasileiros enviem pagamentos seguros e sem dinheiro físico no Whatsapp o mais breve possível”, afirmou Cathcart, em nota.

Ainda segundo o executivo, o BC expressou, nesta reunião, a intenção de encontrar um caminho com a Visa e a Mastercard (bandeiras parcerias do novo modelo do Whatsapp) para que o serviço prossiga, além de envolver outras autoridades para resolver quaisquer dúvidas pendentes.

“O WhatsApp afirmou seu apoio a um modelo pró-competitivo e aberto para pagamentos e também seu compromisso em fornecer pagamentos via PIX tão logo o sistema esteja disponível. O Banco Central ressaltou que respalda plataformas como o WhatsApp que estão inovando em pagamentos digitais e criando novas maneiras de apoiar pessoas e pequenas empresas em todo o Brasil”, disse Cathcart, em nota.

Sobre a mudança do prazo, o Banco Central afirmou, em nota, entender que seria necessário “reduzir o prazo padrão”, inclusive tendo discricionariedade sobre ele, posto que a razão para ter esses arranjos é o “risco ao normal funcionamento das transações”, sendo certo que o prazo não guardava proporcionalidade com a motivação”.

Em relação à reunião realizada na quarta-feira (24), a assessoria de imprensa do BC afirmou desconhecer mais detalhes.

Google anuncia que vai pagar por notícias

NELSON DE SÁ -SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Em novembro, após duas décadas em publicidade no Google e no DoubleClick, Brad Bender foi indicado pelo presidente do gigante de buscas, Sundar Pichai, como vice-presidente de produto, mas em jornalismo, News.

E na madrugada desta quinta (25) ele anunciou seu primeiro resultado, um programa de licenciamento de conteúdo. Ou seja, o Google vai pagar aos veículos de jornalismo profissional pelo uso de notícias.

O novo produto ou experiência só estará disponível mais para o fim do ano, nas ferramentas Google News e Discover. Os países já confirmados, neste primeiro anúncio, são Alemanha, Austrália e Brasil. Aqui, já estão fechados acordo com o jornal Estado de Minas e A Gazeta (do Espírito Santo).

Bender não dá detalhes, diz que ainda está em desenvolvimento, mas enfatiza que o programa “sinaliza um grande desenvolvimento na maneira” como o Google trabalha com publishers, as empresas jornalísticas.

“Sundar falou da importância do jornalismo de qualidade, do quanto ele valoriza o jornalismo.”

PERGUNTA – Na prática, como o conteúdo licenciado será apresentado no Google News e no Discover?

BRAD BENDER – Vamos licenciar o conteúdo para um produto inteiramente novo, essa experiência de descoberta, que permitirá aos usuários entrar mais fundo em assuntos complexos. E estamos planejando pagar pelo que estamos chamando de “extended metering” (medição estendida), que é dar acesso a conteúdo de paywall, para que os usuários possam ir além dele e ter a oportunidade de se tornarem clientes fiéis, potencialmente assinantes. A licença vai variar de publisher para publisher, mas pode incluir coisas como imagens de alta resolução, vídeo, áudio, além da medição estendida.

Como vocês vão estimar um pagamento justo pelas notícias?

BB – Estamos fazendo parceria com cada publisher diretamente. Não é a primeira vez que licenciamos conteúdo. Já pagamos antes por conteúdo de áudio, clima, mas esta é realmente uma mudança de passo significativa na nossa atividade. Vamos investir um valor expressivo para criar esse produto. Mas os termos serão privados, para cada publisher.

Vocês vão lançar o novo produto mais à frente, até o fim do ano. Esperam reunir mais veículos?

BB – Já temos vários. No Brasil, Diários Associados e A Gazeta [Espírito Santo]. Na Alemanha, temos Der Spiegel, Frankfurter Allgemeine Zeitung, Die Zeit. Temos Schwartz Media, The Conversation, Private Media na Austrália. Vários acordos estão fechados e estamos ansiosos para expandir. Neste momento, conversamos em meia dúzia de outros países. E é realmente o caso de ter a mistura certa de publishers, um painel representativo de cada país. Estamos focando uma gama diversa e ampla, com atenção especial para noticiário local, tentando nos concentrar em publishers que se dedicam à cobertura jornalística de qualidade sobre assuntos que importam para a comunidade. E que tenham alcance significativo em seus mercados.

O programa pode ser um modelo para outras plataformas, não só YouTube, mas Facebook e até TikTok?

BB – Veja, nós nos importamos com o futuro do jornalismo. E eu penso que garantir um futuro para o jornalismo requer que todos deem um passo adiante. Empresas como nós, empresas como essas que você nomeou, governos, sociedade civil, mesmo usuários, todos temos um papel a representar. Para nós, o sucesso do Google vem de existir esse ecossistema aberto de informação. Os nossos interesses são alinhados com os publishers. Estamos construindo em cima disso, dos nossos anos de esforços com a indústria do jornalismo. É um passo adiante significativo no engajamento com o setor.

A Austrália vem cobrando que as plataformas paguem por notícias. A França também, mas ela não está no programa. Vocês negociaram com veículos franceses? As demandas dos dois têm a ver com o desenvolvimento deste novo produto?

BB – Nós escutamos, em alto e bom som, que temos que fazer mais para apoiar publishers ao redor do mundo. E este anúncio é parte da solução. Só para ficar claro, estamos em discussão com publishers franceses há meses, antes da ordem das autoridades de concorrência, e esse continua sendo um dos elementos que estamos conversando. E estamos engajados com as autoridades australianas de concorrência, em seu processo de criar um código de conduta para notícias.

Você vem do lado publicitário do Google. O programa é baseado nessa sua experiência?

BB – Minha experiência em publicidade, o tempo que passei com publishers digitais, 20 anos, me permitiu um entendimento e uma apreciação mais profundos do modelo de negócios e dos desafios. Muitos publishers estão tendo uma abordagem multifacetada para a criação de um modelo mais sustentável. Publicidade é uma parte. Assinantes, receita com leitores, é outra. E vemos este programa como sendo mais uma parte.

Por que alguém de publicidade é escolhido para consertar um atrito de dez anos ou mais?

BB – Uma das razões por que me animei a vir para notícias é por ter esse entendimento. Por ter visto o valor do jornalismo, mas também por entender o que está acontecendo no lado do negócio. A razão por que é importante para o Google é que nós vemos informação de qualidade como essencial para a sociedade e a democracia, mais amplamente. Estou animado a ajudar a fazer a ponte, superar a divisão, e a levar o negócio do jornalismo a um lugar mais sustentável. Da minha perspectiva, este programa de licenciamento sinaliza um grande desenvolvimento na maneira como trabalhamos com publishers, como apoiamos jornalismo de qualidade. Como mencionei, é só o começo.

Os primeiros países serão Alemanha, Brasil e Austrália. Há uma razão para estes três serem priorizados?

BB – Primeiro, queríamos dar a notícia, porque temos vários acordos assinados e estamos ansiosos para compartilhar isso amplamente. E ressaltar estes três países demonstra um dos princípios do programa, de buscar um conjunto diverso e representativo. Temos um das Américas, um no Pacífico e um na Europa. É emblemático da nossa abordagem.

Como estão as negociações no Brasil? E o que é específico nessa atenção ao mercado brasileiro?

BB – Estamos engajados com publishers que podem trazer seu jornalismo e voz editorial para a experiência. Queremos ter certeza de conseguir marcas respeitadas e publishers locais, assim como atores digitais. Enfatizar jornalismo é provavelmente mais importante do que nunca, uma forma de ajudar a lidar com alguns dos problemas complexos que estão sendo enfrentados no Brasil, como desinformação. É ajudar a garantir que as pessoas tenham um debate público bem informado. Parte da solução é oferecer às pessoas informação de qualidade e desenvolver ações que apoiem o jornalismo profissional. Isso é algo que eu destacaria como específico para o Brasil. Ajudar a conectar as pessoas às fontes mais confiáveis de informação.

Em ação conjunta, quatro grandes de SP pedem volta de jogos em agosto

DIEGO SALGADO, JOSÉ EDUARDO MARTINS E SAMIR CARVALHO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) –

Os quatro clubes grandes de São Paulo estão sincronizados na preparação para o retorno aos gramados. Segundo apurou a reportagem, além de manterem uma agenda similar para exames médicos e testes físicos, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo defendem a mesma ideia quanto ao retorno das competições após a pausa por causa da pandemia do novo coronavírus. A ideia do quarteto é retomar o Estadual em agosto, um mês após o início dos treinamentos.
O secretário estadual de Esportes de São Paulo, Aildo Rodrigues Ferreira, cogitou a possibilidade de o Campeonato Paulista ser retomado no fim de julho. Entretanto, na avaliação dos quatro grandes de São Paulo, há necessidade de um mês de treinamentos, no mínimo, antes da reestreia da temporada, para que eles minimizem a diferença para os seus rivais nacionais. Afinal, em outros Estados as atividades já foram liberadas há mais tempo.
“O parecer do Núcleo de Saúde e Performance, responsável por toda a parte médica e científica do departamento de futebol do Palmeiras, indica que é preciso um período de pelo menos 30 dias de treinos físicos e técnicos a partir de julho, em trabalhos coletivos e sem restrições, para que haja um retorno apropriado às competições. Vivemos um momento inédito, nunca se ficou tanto tempo sem jogos, os atletas nunca ficaram tanto tempo sem atividade regular, então é necessária uma preparação adequada para que eles estejam em condições físicas de entrar em campo”, disse Daniel Gonçalves, coordenador científico.
Um clube que serve de exemplo é o Atlético-MG. A equipe, que contratou Jorge Sampaoli em março, agora está à frente dos demais. O clube pôde trabalhar cerca de duas semanas o físico dos atletas, e o argentino teve quase três semanas para desenvolver a parte tática do time.
Enquanto isso, os jogadores dos clubes paulistas fizeram apenas a manutenção do condicionamento físico em suas casas. Na maior parte dos casos, as equipes do estado passaram recomendações para que seus atletas trabalhassem em suas residências.
“O Corinthians concorda que serão necessários de 25 a 30 dias de preparação para retornar aos campeonatos e aguarda definição das autoridades”, disse Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol do Corinthians.
No estado de São Paulo, os treinamentos foram liberados a partir do dia 1º de julho. Até lá, os clubes programaram os testes físicos e a realização dos exames médicos.
Todas as atividades e os centros de treinamento estão adaptados para as normas de segurança. O efetivo de funcionários foi reduzido, não há contato entre os jogadores, e áreas internas, como vestiários e refeitórios, não estão sendo usados. A expectativa é que, a partir da próxima semana, já possam ser realizados treinos táticos, como fantasma, sem contato entre os jogadores.
“O que a gente tem que exigir a partir do início dos treinos, no dia 1º de julho, é pelo menos um mês de trabalho. Os jogadores estão há cem dias sem treinar. Não dá para marcar jogo com apenas 15 dias de treino”, afirmou o técnico do São Paulo, Fernando Diniz.

Disney é pressionada a adiar reabertura de parques na Flórida

Agência Brasil

Grupos de pessoas estão pressionando a Disney a adiar a reabertura do parque Disney World, na Flórida, que estava prevista para 11 de julho, citando recentes picos dos casos de covid-19 no estado.

Nessa quarta-feira (24), mais de 7 mil pessoas assinaram uma petição, criada por Katie Belisle, uma anfitriã da Disney World Atrações, que foi enviada aos prefeitos de Orlando, Buddy Dyer, e de Orange County, Jerry Demings.

“Esse vírus não sumiu e infelizmente só piorou no estado”, diz a petição. “Manter nossos parques temáticos fechados até que os casos diminuam de forma sustentada manteria nossos convidados, funcionários e suas famílias em segurança”.

Não foi possível localizar Belisle para comentar o assunto.

Os parques da Walt Disney estão fechados desde janeiro para ajudar a conter a disseminação do novo coronavírus. A empresa estimou que perdeu US$ 1 bilhão em sua divisão de parques temáticos entre janeiro e março.

“A segurança e o bem-estar de nossos membros do elenco e convidados estão na vanguarda do nosso planejamento, e mantemos um diálogo ativo com nossos sindicatos sobre os extensos protocolos de saúde e segurança, seguindo orientações de especialistas em saúde pública, que planejamos implementar à medida que avançamos em direção à nossa proposta de reabertura em fases”, disse uma porta-voz da Disney em comunicado.

A petição na Flórida vem depois de uma reação semelhante dos sindicatos que representam trabalhadores da Disneylândia em Anaheim, na Califórnia, que planeja reabrir em 17 de julho.

Saque imediato do FGTS deve ser declarado no Imposto de Renda

Agência Brasil

Parte dos 60,4 milhões de trabalhadores que retiraram até R$ 998 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no ano passado terá de acertar as contas com o Leão. O saque imediato deve ser informado na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2020.

A obrigação vale apenas para quem recebeu mais de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2019 ou se enquadra em qualquer outro critério para enviar a declaração. Caso o contribuinte esteja isento de Imposto de Renda, não precisará enviar o documento apenas por causa da ajuda do FGTS.

O saque imediato deve ser declarado no formulário de rendimentos isentos e não tributáveis, no item 4, que engloba indenizações por rescisão de contrato de trabalho, por planos de demissão voluntária, por acidente de trabalho e saques do FGTS. Ao abrir o campo, o contribuinte deve informar o valor sacado, escrevendo “Caixa Econômica Federal” e o número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) da instituição (003603050001-04).

Caso não tenha o comprovante de saque, o contribuinte pode pedir um extrato na página do FGTS na internet, na página da Caixa ou no aplicativo FGTS para dispositivos móveis.

As regras para o saque imediato são semelhantes às dos saques regulares, em que o trabalhador também precisa declarar o valor retirado do FGTS. Além de demissões sem justa causa, o FGTS pode ser sacado em caso de término de contrato temporário, aposentadoria, rescisão por falência, doenças graves e mais dez situações. As regras do saque regular podem ser consultadas na página da Caixa na internet.

Como fazer a declaração

O prazo para entregar a declaração acaba no próximo dia 30, às 23h59min59s. Neste ano, a Receita espera receber 32 milhões de documentos. O prazo inicialmente se encerraria em 30 de abril, mas foi adiado em dois meses por causa da pandemia do novo coronavírus.

Com os comprovantes de rendimentos e os documentos de despesas dedutíveis em mãos, o contribuinte deverá iniciar o preenchimento da declaração. Segundo a especialista, caso a pessoa já tenha feito e apresentado a declaração em 2019, esse será o ponto de partida. “Basta eu ter a cópia eletrônica dessa declaração e restaurá-la no programa do IRPF”.

Já para quem, em 2020, fará a declaração pela primeira vez, é necessário criá-la no programa disponibilizado pela Receita Federal. Inicialmente, devem ser preenchidos os dados cadastrais, como CPF, nome, endereço, e profissão. Em seguida, deve ser declarada a renda auferida, ou seja, a renda do trabalho, renda de aluguel, ou qualquer outra forma que a pessoa tenha recebido rendimentos.

“Vamos dizer que esse é o primeiro bloco de informações da declaração. É o valor dos rendimentos, sejam eles tributáveis, sejam eles isentos de tributação, ou aqueles classificados como tributação exclusiva na fonte. E o valor do imposto pago sobre o valor desses rendimentos auferidos durante o ano de 2019”.

Segundo as normas da Receita Federal, deve entregar a declaração 2020 (ano-base 2019) o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro. Também deve apresentar o documento quem teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 142.798,50; contribuintes com rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte de mais de R$ 40 mil, e contribuintes com patrimônio de mais de R$ 300 mil em 31 de dezembro de 2019.

Também deve entregar a declaração quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou fez operações na bolsa de valores; quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês no ano passado e quem optou pela isenção de Imposto de Renda incidente sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais e comprou outro imóvel até 180 dias depois da venda.

Pagamentos, despesas e bens

Em um segundo bloco da declaração, é necessário o preenchimento dos pagamentos realizados. A declaração de pagamentos pode trazer benefícios ao contribuinte na medida em que eles são classificados como dedutíveis, como despesas médicas, despesas educacionais e a previdência privada. No terceiro bloco de informações requeridas, é necessário declarar bens, direitos e dívidas.

As orientações detalhadas sobre a declaração do IRPF 2020 estão disponíveis no site da Receita Federal. A multa por atraso de entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74.

Nuvem de gafanhotos: governo declara emergência fitossanitária

Agência Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido ao risco de surto da praga Schistocerca cancellata nas áreas produtoras dos dois estados. A portaria com a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

O estado de emergência tem por objetivo permitir a implementação de plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais. De acordo com o ministério, a emergência fitossanitária é por um prazo de 1 ano.

A nuvem de gafanhotos está a cerca de 250 quilômetros da fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina. A preocupação das autoridades do setor agropecuário e de produtores rurais é o dano que os insetos possam causar às lavouras e pastagens, se houver infestação.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cereais, capins e outras gramíneas. Segundo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho.

Em nota, o minstério informou que está acompanhando o fenômeno em tempo real e que “emitiu alerta para as superintendências federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária para que sejam tomadas medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região.

De acordo com a pasta, especialistas argentinos estimam que os insetos sigam em direção ao Uruguai. A ocorrência e o deslocamento da nuvem de gafanhotos são influenciados pela temperatura e circulação dos ventos.

O fenômeno é mais comum com temperatura elevada. Segundo o setor de Meteorologia da secretaria gaúcha, há expectativa de aproximação de uma frente fria pelo sul do estado, que deve intensificar os ventos de norte e noroeste, “potencializando o deslocamento do massivo para a Fronteira Oeste, Missões e Médio e Alto Vale do Rio Uruguai”.

A nota diz ainda que o gafanhoto está presente no Brasil desde o século 19 e que causou grandes perdas às lavouras de arroz na Região Sul no período de 1930 a 1940. “No entanto, desde então, tem permanecido na sua fase ‘isolada’, que não causa danos às lavouras.”

O ministério informa que especialistas estão avaliando “os fatores que levaram ao ressurgimento desta praga em sua fase mais agressiva” e que o fenômeno pode estar relacionado a uma conjunção de fatores climáticos.

A Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul orienta os produtores rurais gaúchos a informar a Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua localidade se identificar a presença de tais insetos em grande quantidade.

Com Minas, sobe para 9 estados com mais de 80% das UTIs ocupadas

(FOLHAPRESS) –

A escalada dos casos graves do novo coronavírus fez crescer a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em 16 estados brasileiros. Com isso, já chega a nove o número de estados com mais 80% dos leitos para o tratamento da Covid-19.
O estado de Minas Gerais assumiu a ponta entre as unidades da federação com maior taxa de ocupação dos leitos. Roraima, Mato Grosso e Rio Grande do Norte aparecem na sequência, também em rota de crescimento do número de casos graves da doença.
Em Minas, com avanço dos casos confirmados no interior e na capital, a taxa de ocupação total de UTIs em Minas Gerais atingiu 90,6% na segunda-feira (22) e deixou o estado próximo ao colapso. Sem separar leitos para Covid-19, a Secretaria Estadual de Saúde informa que 16% das internações de pacientes graves são relacionadas à doença.
Há um mês, a ocupação total de leitos de UTI no estado era de 69%. Com a flexibilização da economia em várias regiões, incluindo Belo Horizonte, os números saltaram e tiraram o estado da zona de tranquilidade que tinha, em comparação ao cenário nacional.
Uma previsão do Ministério Público de Minas Gerais, com base em análises e estudos, incluindo uma nota técnica elaborada pela UFMG, estimava na semana passada que o estado chegaria ao esgotamento dos leitos nesta quinta. A data foi adiada graças à expansão na rede estadual, segundo o secretário adjunto de saúde, Marcelo Cabral.
“Apesar de todos os problemas, conseguimos jogar mais para frente a data estimada para o esgotamento de leitos. Esses dados são dinâmicos, já que o trabalho de ampliação das vagas é feito diariamente”, afirmou o secretário em entrevista à imprensa nesta quarta (24).
Das 14 macrorregiões de saúde do estado, seis têm percentual de ocupação de UTIs acima de 90%. As regiões de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora estão entre elas.
Nesta quarta, Minas chegou a 31.343 casos de Covid-19 confirmados e 771 mortes. As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave tiveram aumento de 718% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Um dos primeiros estados a autorizar a reabertura de comércio e de parques públicos, Mato Grosso continua com uma escalada no número de pacientes graves. A ocupação dos leitos de UTI, que há duas semanas era de 13%, subiu para 76% na semana passada e 87% nesta semana.
A situação é mais grave no interior: nas cidades de Rondonópolis, Cáceres e Sorriso, a ocupação dos leitos era de 100% nesta terça-feira (22). Em Várzea Grande, cidade da Grande Cuiabá, apenas um dos 40 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estava disponível.
Estados como Pernambuco, Maranhão e Ceará também registraram ocupação acima de 80%, mas vivem uma desaceleração no número de casos graves.
No Maranhão, onde o sistema de saúde atingiu o colapso há cerca de dois meses, o governo começou a redirecionar UTIs que estavam reservadas para pacientes com o novo coronavírus para pessoas com outras doenças. Em uma semana, o número de leitos para Covid-19 foi reduzido de 474 para 416.
A Secretaria Estadual da Saúde apontou queda na ocupação de leitos, do número de novos casos e da taxa de contágio na Grande Ilha, formada pela capital São Luís e pelas cidades de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. O novo cenário fez o governo retomar na serviços ambulatoriais e procedimentos cirúrgicos na Grande São Luís.
No interior do estado, porém, houve um incremento no número de casos graves. Na segunda (22), 80% dos leitos fora da Grande Ilha estavam ocupados. Há duas semanas, eram 68%.
Pernambuco também tem registrado queda na demanda de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave por leitos de UTI.
Na terça-feira (23), a taxa de ocupação das UTIs na rede pública estadual era de 83%. Desde o início da pandemia, 762 vagas foram abertas. Há uma semana, o índice registrado foi de 87%.
A fila para pacientes aguardando por um leito de UTI, que no início de maio chegava a 256 pacientes, foi zerada.
No Rio de Janeiro, a taxa de ocupação das UTIs vem caindo há algumas semanas. Nesta segunda, 57% dos leitos nas unidades estaduais de referência para a doença. Contribuiu para a melhora a inauguração de um hospital de campanha em São Gonçalo na última quinta (18), ainda com 20 das 80 UTIs previstas.
Outros cinco hospitais de campanha prometidos pelo governador Wilson Witzel (PSC) não foram abertos até hoje. Um estudo técnico da própria Secretaria de Saúde recomendou que eles não fossem mais construídos, já que a ocupação está baixa e os custos de manutenção seriam altos, como revelou a TV Globo.
A fila por vagas de enfermaria e terapia intensiva no estado subiu levemente na última semana -de 73 na última segunda (15) para 91. Epidemiologistas que acompanham os números da Covid-19 se preocupam com a abertura da economia em várias cidades e o aumento de casos no interior, que podem voltar a inundar o sistema de saúde da capital.
Em São Paulo, o governo do estado afirma que não houve tensionamento nos leitos de UTI a despeito do novo recorde de óbitos em 24 horas​ registrado nesta terça-feira (22). A taxa de ocupação dos leitos para pacientes graves é de 65,7%, chegando a 68% na Grande São Paulo.
Os números são menores do que os registrados na semana anterior, quando as taxas estavam em 70% no estado e em 77% na Grande São Paulo.
Bahia, Paraná e Distrito Federal continuam em rota de crescimento no número de pacientes graves. Ao todo, a Bahia tem 75% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados nesta terça, percentual que sobe para 82% em Salvador.
O estado tem cerca de 50 mil casos do novo coronavírus e 1.491 mortes. Cidades como Juazeiro, Santo Antônio de Jesus, Conceição do Coité e São Francisco do Conde registraram rápido crescimento no número de casos nos últimos dias.
O Distrito Federal também segue tendência de alta na ocupação dos leitos após medidas de reabertura. Com 33.282 novos casos e 433 mortes até segunda (22), a capital federal tinha de 67,2% dos leitos ocupados.
No Paraná, alguns hospitais públicos de Curitiba e na região oeste do estado estão sem leitos exclusivos para tratamento de pacientes com o novo coronavírus.
A taxa média de 59% só é empurrada para baixo graças às condições favoráveis das outras áreas do estado. Mesmo com novos 71 leitos, houve crescimento em relação à semana anterior, em que o porcentual era de 51%. Na capital, 78% das UTIs estão preenchidas.
Em meio a medidas de flexibilização do isolamento, Mato Grosso do Sul continua sendo o único estado com ocupação de leitos abaixo de 50%, mas com tendência de alta. O número de leitos ocupados subiu de 10% para 23% em uma semana.

Jornal Cidade RC
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