Previsão do tempo desta segunda-feira(28)
Informações do CEAPLA-Unesp Rio Claro.
Informações do CEAPLA-Unesp Rio Claro.
Uma manutenção emergencial na rede de esgoto que será executada pela BRK Ambiental, responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto em Rio Claro, interdita nesta segunda-feira (28) o trecho da Avenida M23, entre as Ruas 06 e M19, no Parque das Indústrias.
O serviço tem início às 8h e previsão de ser concluído até o final da manhã, podendo se estender dependendo da complexidade do trabalho.
Durante o período de manutenção na rede de esgoto, a Avenida M23 permanecerá interditada no trecho, mantendo apenas o acesso local. Para os motoristas que seguem pela via, a empresa recomenda atenção aos desvios:
O trecho da manutenção contará com placas de sinalização e todos os esforços serão feitos para que a finalização do serviço e a liberação do trânsito ocorram com brevidade.
Em caso de dúvidas, a empresa atende gratuitamente pelo telefone 0800 771 0001. Informações também podem ser obtidas pela página da empresa na internet: http://www.brkambiental.com/rio-claro.
As praias do Rio de Janeiro voltaram a registrar, no domingo (27), grande movimentação de banhistas. Medidas de restrição impostas pela prefeitura e pelo governo estadual em decorrência da pandemia de covid-19 foram mais uma vez desrespeitadas.

Por volta de 14h30, quando os termômetros registravam 33 graus, aglomerações eram registradas nas praias de Copacabana e de Ipanema, na zona sul da cidade. Além disso, muitas pessoas passeavam, sem máscara de proteção, no calçadão de Copacabana.

O município do Rio de Janeiro vem implementando um Plano de Retomada das Atividades Econômicas. Atualmente, está em curso a fase. Nesse estágio, o banho de mar está permitido, mas os banhistas não podem ficar na areia.
Na calçada da orla, as pessoas estão autorizadas a circular, mas devem utilizar máscara. Um decreto do governo estadual também mantém, ao menos até 6 de outubro, a proibição de permanência nas praias e lagoas.
Apesar das restrições, tem sido comum nos dias de calor a instalação de barracas, o uso de cadeiras, a venda de bebida alcoólica pelos ambulantes, a falta de uso de máscaras e a prática de altinha. Tudo isso está proibido.
Também não está permitido estacionar na orla aos sábados, domingos e feriados. Há exceção apenas para moradores, usuários de vagas especiais e turistas hospedados em hotéis da região. A prefeitura informou ter removido 186 veículos ontem (26).
“A Guarda Municipal mantém as ações de patrulhamento e de fiscalização das infrações sanitárias em toda a cidade, incluindo as praias que contam nos finais de semana com reforço de 81 agentes atuando na orla, além do efetivo regular de 190 guardas nas zonas sul e oeste da cidade. Os agentes fiscalizam as posturas municipais nas praias, o estacionamento irregular e orientam a população sobre a atual fase de flexibilização”, informa o município.
SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) –
Nove estados e o Distrito Federal apresentam queda em novas mortes de covid-19 neste domingo (27), conforme os dados levantados pelo consórcio de imprensa do qual o UOL faz parte. Por outro lado, sete unidades federativas registraram aceleração de óbitos.
Foram registradas 335 novas mortes por covid-19 no país nas últimas 24 horas. A média móvel de mortes foi de 697, que mantém o país em patamar estável (-5%).
Os sete estados que registraram alta na variação da média móvel em relação há 14 dias são: Amazonas (39%), Amapá (57%), Bahia (16%), Minas Gerais (18%), Rio de Janeiro (47%), Rio Grande do Norte (24%) e Roraima (100% por não ter mortes registradas hoje).
Os nove estados -além do DF (-40%)- que tiveram queda são: Acre (-50%), Alagoas (-22%), Ceará (-21%), MS (-21%), MT (-32%), PA (-30%), RO (-45%), RS (-25%), SE (-34%). Outros dez se mantiveram estáveis.
Das regiões, as que se mantiveram estáveis são Nordeste (-2%), Norte (-14%) e Sudeste (7%). O Sul (-17%) e o Centro-Oeste (-22%) apresentaram queda.
Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.
O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias -no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.
ISABELA PALHARES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –
Um grupo de pais de escolas particulares de São Paulo se reuniu para pressionar o prefeito Bruno Covas (PSDB) a autorizar o retorno das aulas regulares presenciais em outubro. Para o próximo mês, só estão liberadas atividades extracurriculares.
A mobilização teve início quatro dias após Covas anunciar que as escolas da capital poderiam reabrir a partir de 7 de outubro, mas apenas para atividades esportivas, de música, línguas, recreação e acolhimento. A autorização não segue o plano feito pelo governo estadual, que prevê nesta data a volta das aulas regulares presenciais.
Em cinco dias, o grupo recolheu virtualmente a assinatura de pouco mais de 6.900 pessoas. O documento foi entregue à Secretaria Municipal de Educação nesta sexta (25).
“As escolas estão preparadas desde julho para retomar às aulas com segurança, mas não podem porque o prefeito não libera. Não me parece razoável permitir atividades secundárias, com pouca eficácia para as crianças, mas não as aulas de verdade”, diz a advogada Vera Vidigal, mãe de alunos que estudam nos colégios Santa Cruz e Miguel de Cervantes.
A prefeitura diz que estuda o retorno das aulas presenciais para novembro, após a conclusão do quarto inquérito sorológico em crianças e adolescentes da cidade. A última pesquisa do tipo indicou a incidência de anticorpos para o Sars-CoV-2 em 16,5% das crianças de 4 a 14 anos, com maior prevalência nas que estudam na rede pública.
“Não deveriam proibir a escola particular, que se preparou para esse retorno, porque as escolas públicas não receberam esse preparo”, defende Vidigal.
Nos últimos meses, Covas, que tenta a reeleição, sofre pressão de grupos opostos sobre a reabertura das escolas na cidade. De um lado, sindicato de professores pedem que as aulas presenciais só sejam retomadas em 2021, com o argumento principal de que as escolas não foram preparadas para um retorno seguro. De outro, donos de escolas querem a autorização para voltar a funcionar.
Covas, que diz não ceder à pressão de nenhum dos lados, tem adiado a decisão sobre o retorno. Os donos de escolas, ao perceberem que a pressão não surtiu efeito, orientaram os pais a se mobilizarem para pedir o retorno das aulas.
Mãe de 2 alunos do colégio Dante Alighieri, Mariana Guedes, de 42 anos, diz que, apesar do esforço da unidade em manter a qualidade das aulas a distância, as crianças estão desmotivadas e irritadas de ficarem longe dos colegas.
“Os dois [filhos] estão aprendendo porque a escola se esforçou muito em manter a qualidade, mas eles já estão sem motivação, sem concentração, com saudades dos amigos, das professoras. É uma questão comportamental”, diz Guedes, que é fonoaudióloga.
Ela defende que a prefeitura autorize a retomada das aulas em unidades que apresentem protocolo de segurança que atenda a todos os requisitos estabelecidos pelo governo estadual e municipal.
“Quem cumpre o protocolo, pode abrir. Quem não tem, fica fechado. É até uma forma de a sociedade cobrar o poder público de dar estrutura para as escolas públicas reabrirem”, diz.
Para Vivian Zollar, de 38 anos, mãe de um aluno do colégio Ítaca, o retorno gradual primeiro com atividades extracurriculares é importante para a readaptação das crianças, mas ela diz ter sido liberado muito tarde em São Paulo.
“A prefeitura não quer liberar as particulares antes para não ampliar as desigualdades, mas elas já estão acontecendo e se aprofundando a cada dia. Na rede privada, as aulas estão acontecendo a distância, na pública não. Precisamos mudar isso o quanto antes”, diz Zollar, que é nutricionista.
Em nota, a prefeitura disse respeitar qualquer tipo de manifestação, mas reforçou que a decisão sobre o retorno às aulas só acontecerá após o resultado do próximo inquérito sorológico, com previsão de ser concluído apenas na segunda quinzena de outubro.
RENATO FONTES – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A tarde deste primeiro domingo (27) de primavera foi de recorde de temperatura na cidade de São Paulo com 34,8º C, às 16h, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB). Foi a tarde mais quente do ano.
O recorde de calor anterior registrado pelo CGE foi de 34,1º C, registrado no dia 12 de setembro.
Já a Climatempo, que usa dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), registrou 34,9º C. O Inmet mede a temperatura oficial da capital, na estação automática do mirante de Santana (zona norte).
Na região de Itaquera (zona leste), os termômetros do CGE registraram um número ainda maior: 36,2º C. Este valor superou também a máxima absoluta que era de 36º C.
Ainda de acordo com o CGE, hoje foi o segundo dia mais seco do mês e do ano. Os menores índices médios de umidade relativa do ar atingiram 21,7%. Já o Inmet registrou número ainda mais baixo:15%.
Por conta disso, a Defesa Civil decretou estado de alerta em toda a capital. O alerta foi emitido pelo CGE às 11h05.
O calor levou centenas de paulistanos para a avenida Paulista, na região central da capital, onde alguns termômetros de rua chegaram a marcar 36º C. Outros milhares de paulistanos preferiram descer a serra e lotaram as praias da Baixada Santista.
Em casa, o universitário Rafael Garcia, 25 anos, que mora na Vila Carrão (zona leste), teve que apelar pela piscina de plástico instalada no quintal para amenizar o calor. “Já que a gente não pode sair de casa por conta da pandemia, o jeito é se virar como pode”, disse.
Nas próximas horas, as temperaturas elevadas e a sensação de tempo abafado continuam. A noite terá pouca nebulosidade e não há previsão de chuva.
Previsão para os próximos dias De acordo com o CGE, a segunda-feira (28) começa com sol e calor na capital. A máxima se aproxima dos 35°C e as menores taxas de umidade ficam próximas de 20%. Entre o meio da tarde e a noite, a aproximação de uma frente fria gera ventos de rajada que podem atingir 50 Km/h. A noite terá ventos soprando do quadrante sul, acentuada queda da temperatura e potencial para chuviscos.
Na terça-feira (29), o sistema frontal se afasta, entretanto, os ventos úmidos provenientes do oceano favorecem a formação de muitas nuvens. Há potencial para garoa entre a madrugada e o início da manhã. Temperatura amena e umidade acima dos 60%. Mínima de 17°C e máxima de 24°C.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
Depois de impasse fora das quatro linhas, Palmeiras e Flamengo entraram em campo na tarde deste domingo (27), no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. E, com a bola rolando, as equipes ficaram no empate por 1 a 1 no “jogo da discórdia”. Patrick de Paula abriu o placar para o time da casa, e Pedro empatou.
A partida começou com atraso de 20 minutos. Após indefinição, o confronto só foi confirmado depois que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) aceitou um pedido da CBF e reverteu decisões do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) que haviam decretado o adiamento do jogo. O Flamengo, com um time completamente desfigurado e comandado por Jordi Guerreiro, fez partida equilibrada e surpreendeu um Palmeiras com muitos problemas na criação.
Com o resultado, os dois times perdem chance de se aproximar do líder Atlético-MG, que soma 24 pontos. O Palmeiras tem 19 pontos, e o Flamengo, 18.
Agora, as equipes se concentram na Libertadores. O Palmeiras recebe o Bolívar na quarta-feira (30), enquanto o o Flamengo enfrenta o Independiente del Valle no mesmo dia no Maracanã.
Os destaques da partida vieram do time rubro-negro. Principais nomes do Flamengo nesta tarde, o meia Arrascaeta e o centroavante Pedro comandaram a boa atuação da equipe. Experiente, o uruguaio conseguiu distribuir bem o jogo e fazer “o time andar”. Já Pedro, sempre perigoso, foi responsável pelo gol do Rubro-Negro.
Ao contrário do que se imaginava, o jogo começou foi marcado por equilíbrio. O Palmeiras teve domínio da posse de bola nos minutos iniciais, mas não ofereceu perigo. Foram do Flamengo, inclusive, as melhores chances do primeiro tempo. Pedro e Arrascaeta, com chutes da entrada da área, obrigaram Weverton a fazer duas boas defesas. Do lado alviverde, só pouco antes do intervalo a equipe ameaçou, com finalização de Zé Rafael defendida por Hugo.
No segundo tempo, o Palmeiras conseguiu furar a defesa do Flamengo logo aos nove minutos em chute de fora da área de Patrick de Paula. Com um pouco de sorte, é verdade – a bola desviou no meio do caminho e tirou o goleiro Hugo da jogada.
Mas um minuto depois, veio o empate. Pedro apareceu bem posicionado entre dois marcadores e completou cruzamento da direita para o gol.
No fim, o Flamengo seguiu com personalidade e ficou mais perto do segundo gol do que o rival.
IMPASSE
Até pouco antes das 16h havia impasse sobre a realização da partida. Isso porque o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) acatou pedido do Sindiclubes ontem e determinou o adiamento do duelo. O TRT-RJ ainda negou hoje um pedido da CBF para reverter a decisão.
Na esfera esportiva, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou, também ontem, um novo pedido do Flamengo para o adiamento da partida. Porém, com a decisão do TRT-RJ na Justiça comum após o pedido do Sindiclubes, o jogo seguia suspenso.
Foi só por volta das 15h50, quando o TST (Tribunal Superior do Trabalho) deferiu recurso da CBF e acatou pedido da confederação para a realização da partida, que foi confirmado que as equipes iriam a campo. Essa era a última instância cabível e não havia a possibilidade de recurso.
Antes disso, o Palmeiras ameaçou pedir a paralisação do Campeonato Brasileiro caso o jogo não acontecesse.
PALMEIRAS
Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez, Viña; Gabriel Menino (Raphael Veiga), Patrick de Paula, Zé Rafael (Bruno Henrique), Lucas Lima (Rony); Gabriel Veron (Willian), Luiz Adriano. T.: Vanderlei Luxemburgo
FLAMENGO
Hugo Souza; João Lucas (Yuri de Oliveira), Otávio, Natan, Ramon; Thiago Maia, Gerson, Arrascaeta; Guilherme Bala (Richard Rios), Pedro, Lincoln (Lázaro). T.: Jordi Guerreiro
Estádio: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Juiz: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Cartões amarelos: Gabriel Menino, Felipe Melo, Lucas Lima, Zé Rafael (Palmeiras); Guilherme Bala, João Lucas (Flamengo)
Gols: Patrick de Paula, aos 9min do segundo tempo (Palmeiras); Pedro, aos 10min do segundo tempo (Flamengo)
RANIER BRAGON, GUILHERME GARCIA E FLÁVIA FARIA – BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Os 523 mil pedidos de registro de candidatura computados até o momento para as eleições municipais de novembro já representam um recorde no número total de candidatos, de postulantes do sexo feminino e, pela primeira vez na história, uma maioria autodeclarada negra (preta ou parda) em relação aos que se identificam como brancos.
O crescimentos de negros e mulheres na disputa às prefeituras e Câmaras Municipais tem como pano de fundo o estabelecimento das cotas de gênero a partir dos anos 90 e as mais recentes cotas de distribuição da verba de campanha e da propaganda eleitoral, decisões essas tomadas pelos tribunais superiores em 2018, no caso das mulheres, e em 2020, no caso dos negros.
A cota eleitoral racial ainda depende de confirmação pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), o que deve ocorrer nesta semana.
Em relação à maior presença de negros, especialistas falam também no impacto do aumento de pessoas que se reconhecem como pretas e pardas após ações de combate ao racismo.
Apesar de o prazo de registro de candidatos ter se encerrado neste sábado (26), o Tribunal Superior eleitoral informou que um residual de registros feitos de forma presencial ainda levará alguns dias para ser absorvido pelo sistema.
Além disso, candidatos que não tiveram seu nome inscrito pelos partidos têm até quinta-feira (1º) para fazê-lo, mas isso normalmente diz respeito a um percentual ínfimo de concorrentes.
Os 523 mil pedidos computados até agora já representam 45 mil a mais do total de 2016 e cerca de 80% do que o tribunal espera receber este ano, com base nas convenções partidárias -cerca de 645 mil postulantes.
Até o final da manhã deste domingo (27), o percentual de candidatas mulheres era de 34%, 176 mil concorrentes. Nas últimas três eleições, esse índice não passou de 32%. Pelas regras atuais, os partidos devem reservar ao menos 30% das vagas de candidatos e da verba pública de campanha para elas.
Em 2018, a Folha de S.Ppaulo revelou em diversas reportagens que partidos, entre eles o PSL, lançaram candidatas laranjas com o intuito de simular o cumprimento da exigência, mas acabaram desviando os recursos para candidatos homens.
No caso dos negros, o TSE decidiu instituir a partir de 2022 a divisão equânime das verbas de campanha e da propaganda eleitoral entre candidatos negros e brancos.
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, porém, determinou a aplicação imediata da medida. Sua decisão, que é liminar, está sendo analisada pelo plenário da corte, com tendência de confirmação.
Até a manhã deste domingo, os autodeclarados pretos e pardos somavam 51% dos candidatos (263 mil) contra 48% dos brancos (248 mil). Entre os negros, 208 mil se declaravam pardos e 55 mil, pretos.
O TSE passou a perguntar a cor dos candidatos a partir de 2014. Nas três eleições ocorridas até agora, os brancos sempre foram superiores aos negros, ocupando mais de 50% das vagas de candidatos, apesar de pretos e pardos serem maioria na população brasileira (56%).
Embora o TSE não tenha registrado cor ou raça dos candidatos nos pleitos anteriores, é muitíssimo improvável ter havido eleição anterior com maioria de candidatos negros.
Assim como no recenseamento da população feita pelo IBGE, os candidatos devem declarar a cor ou raça com base em cinco identificações: preta, parda (que formam a população negra do país), branca, amarela ou indígena.
A Folha mostrou na sexta-feira (24) que ao menos 21 mil candidatos de todo o país que disputarão as eleições deste ano mudaram a declaração de cor e raça que deram em 2016, conforme registros disponibilizados até a quinta-feira (23) pela Justiça Eleitoral.
A maior parte das mudanças -36% do total- foi da cor branca para parda. O movimento contrário vem na sequência, com 30% das alterações de pardo para branco.
Apesar da possibilidade de fraude, especialistas falam no impacto do aumento de pessoas que se reconhecem como pretas e pardas após ações de combate ao racismo.
A decisão de adoção imediata das cotas raciais colocou em posições opostas os núcleos afros dos partidos políticos, favoráveis à decisão, e os dirigentes das siglas, majoritariamente brancos, que em reunião nesta semana com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, chegaram a dizer ser inexequível o cumprimento da medida ainda neste ano.
Também há receio de fraudes em relação às candidaturas negras. E há de se ressaltar que, assim como a cota feminina não resultou até agora em uma presença nos postos de comando de Executivo e Legislativo de mulheres na proporção que elas representam da população, a cota racial também não é garantia, por si só, de que haverá expressivo aumento da participação de negros na política, hoje relegados a pequenas fatias de poder, principalmente nos cargos mais importantes.
Rio Claro registrou mais dois casos de coronavírus no boletim divulgado no final da tarde deste domingo (27) pela Secretaria Municipal de Saúde.
O total de casos chegou a 4.712 e o de pacientes recuperados a 4.558.
O número de óbitos se mantém em 135 e o de hospitalizados também não se alterou. São 26 pacientes, sendo 20 em leitos da rede pública e seis em leitos particulares.
RAMON ROSSI
Profissionais que atuam no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), na GCM (Guarda Civil Municipal) e no Corpo de Bombeiros realizaram, na manhã deste domingo (27), um ‘sirenaço’ em homenagem ao médico João Roque Freitas Cordeiro, falecido no último sábado, vítima de covid-19 em Araras.
O médico chegou a trabalhar no hospital de campanha de Rio Claro, mas ele já não atendia mais no hospital quando foi infectado pelo novo coronavírus.
O cardiologista morava em Araras, onde também estava internado. A idade e outros detalhes do caso não foram divulgados.
AGÊNCIA BRASIL
Mais de 283,5 mil acidentes de trânsito registrados em rodovias brasileiras, nos últimos cinco anos, tiveram como causa principal ou secundária questões relacionadas à condição de saúde dos motoristas, no momento da ocorrência. Esse volume de colisões, capotamentos e outros desastres deixou 247.475 feridos e 14.551 mortos.

A informação faz parte de levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), com base no levantamento de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre janeiro de 2014 e julho de 2020.
| CAUSA DO ACIDENTE COM ÓBITO | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | Total |
| Falta de atenção à condução | 1.510 | 1.209 | 1.215 | 1.845 | 1.368 | 1.264 | 636 | 9.047 |
| Ingestão de álcool | 508 | 480 | 439 | 455 | 302 | 324 | 171 | 2.679 |
| Condutor dormindo | 352 | 329 | 290 | 371 | 302 | 311 | 137 | 2.092 |
| Mal súbito | – | – | – | 170 | 115 | 100 | 34 | 419 |
| Restrição à visibilidade | – | – | – | 99 | 79 | 79 | 23 | 280 |
| Ingestão de substâncias psicoativas | – | – | – | 17 | 6 | 10 | 1 | 34 |
| Total | 8.234 | 6.867 | 6.398 | 6.245 | 5.269 | 5.333 | 16.330 | 14.551 |
Segundo a Abramet, médicos do tráfego reuniram os acidentes em grandes grupos, sendo que as categorias mais recorrentes incluem falta de atenção à condução, ingestão de álcool, sonolência do condutor, mal súbito, restrição de visibilidade e ingestão de substâncias psicoativas.
As informações reúnem informações apenas acidentes nas estradas e rodovias sob supervisão da PRF. Não foram contabilizados, portanto, transtornos em colisões que aconteceram em pistas, ruas e avenidas dos centros urbanos. Para a Abramet, este cenário poderia ser até pior, “pois um número importante de colisões não entra nas estatísticas”.
Segundo a associação, a falta de atenção ao volante pode ser consequência de situações clínicas como fadiga, stress, cansaço, déficit de atenção ou comprometimento do raciocínio e responde por 215.401 dos acidentes catalogados, ou seja, 76% do total registrado no período e que podem estar relacionados à saúde do motorista. Apenas essa categoria responde por 182.288 (74%) feridos e 9.047 (62%) mortes.
Na sequência, vem a ingestão de bebida alcoólica. Entre 2014 e julho de 2020, foram registrados pela PRF 40.268 acidentes nas rodovias onde esse fator foi considerado uma das causas. Do volume de colisões, foram contabilizadas 36.999 vítimas com ferimentos leves ou graves e 2.679 óbitos.
A terceira condição de saúde que mais aparece no levantamento é o sono. Quando insuficiente, é causa frequente e muito importante da sonolência diurna, sendo capaz de causar acidentes graves. Este fator motivou, segundo a PRF, 22.683 acidentes registrados nas rodovias, causando 2.092 mortes e deixando 22.645 feridos, entre 2014 e julho deste ano.
O chamado mal súbito – perda de consciência devida mais frequentemente a doenças cardiológicas (infarto, arritmias) e neurológicas (AVC, convulsões) – foi responsável por 2.702 acidentes; a visão reduzida, com 2.205 ocorrências; e o efeito de entorpecentes sobre o condutor, com 292 casos. Juntos, eles respondem por 773 mortes no trânsito e o encaminhamento de 5.543 vítimas de colisões para atendimento médico.
Na tarde de sábado (26) policiais militares ambientais prenderam um indivíduo pelo crime de furto de fios de cobre pelo bairro Jardim Paulista em Rio Claro.
Durante patrulhamento a equipe avistou um indivíduo andando de forma acelerada, olhando para trás, segurando uma sacola, aparentando estar nervoso e com um sangramento escorrendo pelo rosto.
Em razão da atitude suspeita, ele foi abordado e afirmou aos policiais que havia saído da cadeia no dia 19 deste mês. Indagado sobre os fios de cobre que estava na sacola, disse que havia acabado de furtar de uma residência em construção. O indivíduo foi reconhecido pela vítima como autor do furto.
Diante do fatos foi dado voz de prisão em flagrante ao indivíduo e conduzido ao Plantão Policial, onde permaneceu a disposição da justiça pelo delito do art. 155 Furto consumado.