PT usa ex-prefeitos para ganhar fôlego no entorno da Grande SP

GÉSSICA BRANDINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Na tentativa de retomar o comando de cidades da região metropolitana de São Paulo, o PT aposta em ex-prefeitos para sair vitorioso das urnas. A estratégia se repete em seis cidades, o equivalente a metade dos municípios já governados pela sigla nos últimos 20 anos com candidaturas em novembro.
Em 2016, na esteira do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o partido foi praticamente varrido da região metropolitana, assumindo apenas uma prefeitura, a de Franco da Rocha, contra nove na eleição anterior.
Agora, o PT está na disputa de 25 das 39 cidades da Grande São Paulo, sem contar a candidatura de Jilmar Tatto na capital. Desde 2000, 17 municípios da região já elegeram ao menos uma vez prefeitos da sigla, segundo dados do TSE disponibilizados pelo Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getulio Vargas (Cepesp Data/FGV).
O secretário-geral do PT no estado, Chico Macena, diz que, além de ex-mandatários, o partido aposta em pessoas já reconhecidas na política local. “São pessoas jovens do ponto de vista de uma geração e já com uma bagagem política e capacidade”, diz, citando as vereadoras Bete Siraque e Rosângela Santos, que disputam as prefeituras de Santo André e Embu das Artes, respectivamente.
Embu das Artes e Guarulhos são as cidades onde o PT governou por mais tempo neste século. Foram quatro mandatos consecutivos em cada. Osasco e Santo André tiveram três vitórias do partido desde 2000.
Foi durante o segundo mandato de Lula na Presidência que o partido teve o seu melhor resultado na Grande São Paulo, com 11 prefeitos em 2008. Naquele ano, Luiz Marinho, que comandou dois ministérios de Lula, foi eleito pela primeira vez prefeito de São Bernardo do Campo, cargo que disputa novamente.
Na ocasião, Marinho desfilou pelas ruas da cidade ao lado do então presidente. Foi também em parceria com o governo federal que o prefeito obteve recursos para obras na cidade, mesmo efeito que beneficiou os governos de Elói Pietá em Guarulhos e de Emídio de Souza em Osasco.
Esse legado promete embalar a candidatura dos três petistas, que governaram os municípios por dois mandatos. Em Guarulhos, pesquisa Ibope realizada nos dia 25 e 28 de setembro com 805 eleitores mostra Pietá tecnicamente empatado com o atual prefeito e candidato à reeleição, Gustavo Henric Costa (PSD), o Guti.
O mandatário tem 25% das intenções de voto, contra 22% de Pietá, que governou a cidade de 2001 a 2008. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Em uma simulação de segundo turno, a posição se inverte, mas segue o empate técnico: Pietá com 38%, e Guti com 36%.
O ex-prefeito petista é menos rejeitado que o atual ocupante do cargo, mas ambos são os mais rechaçados pelos entrevistados. Não votariam em Guti de jeito nenhum 31%. Em Pietá, 26%.
Também retornam ao pleito de 2020 os ex-prefeitos José de Filippi, em Diadema, Sergio Ribeiro, em Carapicuíba, e Ramon Velasquez, em Rio Grande da Serra.
Num contexto de pandemia, a presença física de Lula em atividades de campanha é incerta. Ao final de outubro, o ex-presidente completará 75 anos. Ele tem seguido a quarentena desde o início da pandemia, em março, segundo integrantes do partido, e usado a internet para fazer política.
“[Lula] Está com uma disponibilidade incrível, porque tem participado de muitas lives e reuniões com a militância. Agenda física nós não sabemos”, afirma Macena.
Pietá sonha com a presença do ex-presidente na campanha. “Lula foi o presidente que mais ajudou Guarulhos e nos ajudou a construir o maior hospital da cidade. Se depender dele, aparece na campanha”, diz. O ex-presidente mora em São Bernardo, onde começou na política como líder sindical, ao comandar greves de metalúrgicos no final dos anos 1970, durante a ditadura militar.
Na cidade, ele recebeu o apoio de militantes nas horas que antecederam sua prisão, em abril de 2018, após condenação em segunda instância pela Lava Jato.
Presidente do PT no estado, Marinho afirma que a sigla prepara formas de fazer a imagem de Lula circular pelo país, assim como a do ex-prefeito Fernando Haddad e da ex-presidente Dilma.
“É uma liderança que respeitamos e é respeitada. Há quem o odeie e quem o ame. Acima de tudo, ele nos representa e lidera. [O Lula] participará de forma efetiva das nossas campanhas, não só da minha”, afirma o petista, acrescentando que a presença física dependerá da liberação dos médicos.
“Quando os profissionais da saúde liberarem, provavelmente ele participará”, diz.
Ex-advogado de Lula, Emídio destaca que essa será uma campanha diferenciada, com menos corpo a corpo e mais interação nas redes sociais.
Ainda que não esteja presente em carreatas, Lula tem contribuído para nacionalizar o discurso da campanha, com críticas à condução da pandemia pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como na mensagem divulgada no feriado do 7 de Setembro.
O tom também marca as peças divulgadas pelo partido, sob o slogan “Na hora do vamos ver, quem defende você é o PT”, destacando programas nacionais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.
Macena afirma que a crítica da legenda é feita às políticas do governo e que o impacto da pandemia na economia dos municípios e no desemprego afetará diretamente as realidades locais.
“Parece que a gente fala que tem um debate nacional a ser feito descolado dos municípios e não é isso. Debate nacional a ser feito é sobre o cotidiano das pessoas e inclusive das perspectivas de cada prefeitura no âmbito local resolver os problemas”, diz.
A polarização com o PSDB em algumas cidades, como São Bernardo do Campo, também deve marcar mais uma vez a retórica dos candidatos petistas, mas, na avaliação de Macena, os tucanos estão enfraquecidos com a divisão da centro-direita.

Entenda o novo artigo 316 do Código de Processo Penal, que levou à soltura de chefe do PCC

WÁLTER NUNES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

A decisão do ministro Marco Aurélio Mello que permitiu a soltura do traficante André Oliveira de Macedo, o André do Rap, é baseada numa norma que foi incluída recentemente no Código de Processo Penal (CPP).
O ministro usou como justificativa para conceder o habeas corpus o artigo 316 do CPP, que estabelece que as prisões preventivas devem ser revisadas a cada 90 dias, sob pena de tornar a prisão ilegal.
A inclusão dessa novidade no Código de Processo Penal aconteceu na esteira do pacote anticrime, que é como ficou conhecido um projeto de lei aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Bolsonaro vetou 25 dispositivos da lei anticrime, mas manteve a previsão de revisão das prisões preventivas.
A modificação no Código de Processo Penal criou uma obrigação simples, de reavaliação das prisões preventivas a cada 90 dias. Isso evita transformar as prisões em depósito de gente sem condenação definitiva”, diz o advogado Igor Tamasauskas.
A cada três meses, o Ministério Público precisa apresentar argumentos sólidos que demonstrem a necessidade de se manter a pessoa presa, mesmo sem uma condenação definitiva.
Segundo Marco Aurélio Mello em entrevista à Folha de S.Paulo, isso não aconteceu no caso do habeas corpus que favoreceu André do Rap.
“O juiz não renovou, o MP não cobrou, a polícia não representou para ele renovar, eu não respondo pelo ato alheio, vamos ver quem foi que claudicou”, disse Marco Aurélio à Folha.
No sábado (10), logo após o traficante sair da prisão, o presidente do Supremo, Luiz Fux, suspendeu a decisão de Marco Aurélio Mello e determinou que o traficante retornasse imediatamente para a prisão. André do Rap agora é considerado foragido da Justiça.
Segundo o advogado Igor Tamasauskas, o ministro Marco Aurélio Mello cumpriu a função de conferir se a lei estava sendo cumprida ou não.
“Alguém não fez o dever de casa e o ministro Marco Aurélio limitou-se a reconhecer a ilegalidade. Se o sujeito era tão perigoso assim, as autoridades de primeira instância deveriam estar mais atentas”, diz.
O pacote anticrime foi enviado ao Congresso em 2019 por iniciativa do então ministro da Justiça, Sergio Moro, que redigiu o texto junto com uma comissão de juristas comandada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
O artigo 316, que determina o prazo de 90 dias para a revisão das prisões preventivas, não constava na versão original protocolada no Congresso. A inclusão desse item aconteceu após emenda feita pelo deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).
O ex-ministro Sergio Moro foi contra essa inclusão e um parecer assinado pela área jurídica do Ministério da Justiça, em dezembro de 2019, orientou pelo veto do artigo 316. Após a soltura de André do Rap, Moro voltou a criticar o artigo 316 do Código de Processo Penal.
“O artigo que foi invocado para soltura da liderança do PCC não estava no texto original do projeto de lei anticrime e eu, como ministro da Justiça e Segurança Pública, me opus à sua inserção por temer solturas automáticas de presos perigosos por mero decurso de tempo”, disse Moro.
O próprio autor da emenda que criou o artigo 316, o deputado Lafayette de Andrada, criticou a decisão que soltou André do Rap. “A periculosidade é um dos casos que justifica a manutenção da prisão preventiva. Não vejo razão para soltá-lo”, declarou.
A decisão que soltou um dos chefões do PCC (Primeiro Comando da Capital) com base em artigo incluído pelo grupo de trabalho do pacote anticrime opôs deputados neste domingo (11) e foi considerada despropositada pelo Palácio do Planalto.
No Congresso, um grupo ligado ao presidente Jair Bolsonaro e defensor da Operação Lava Jato articula a apresentação de projetos de lei para retirar do Código de Processo Penal o dispositivo que determina que, a cada 90 dias, seja revista a decisão de manter a prisão preventiva de um acusado de crime.
No campo contrário, deputados defendem o dispositivo e argumentam que o objetivo fundamental do texto é impedir que pessoas pobres presas injustamente passem longos períodos encarceradas sem julgamento.

Jovem de 19 anos morre afogado na represa Billings, em São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Um jovem de 19 anos morreu afogado na tarde deste domingo (11) na represa Billings, na região conhecida como ilha do Bororé, no Grajaú, zona sul de São Paulo.
Segundo os bombeiros, cinco viaturas foram até o local para atender a ocorrência na estrada Velha do Bororé, 100, próximo à primeira balsa, mas o jovem foi localizado já morto. Não foi informado detalhes de como o jovem se afogou nem com quem ele estava na represa.
No último fim de semana de setembro, quatro pessoas morreram afogadas no estado de São Paulo. O forte calor registrado naqueles dias levou muitos banhistas para praias e represas, apesar da quarentena do novo coronavírus.
No dia 26 de setembro uma pessoa morreu em uma represa de Cajamar (Grande SP) e outra em Campinas (93 km de SP). No mesmo dia, os bombeiros confirmaram outra morte, em Parelheiros (zona sul da capital paulista). Uma pessoa foi resgatada também em Parelheiros, mas seu estado de saúde não foi informado. No dia segunda, uma pessoa morreu em uma represa de Santo André (ABC).
Ao todo, o Corpo de Bombeiros foi chamado para 12 casos de afogamento no sábado e 24 casos no domingo, incluindo represas e o mar do litoral paulista. Todas as vítimas foram socorridas, mas ainda não existe confirmação sobre o estado de saúde delas.

Planos de saúde repassaram ao SUS R$ 491 milhões no primeiro semestre

Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) repassou ao Sistema Único de Saúde (SUS) R$ 491 milhões no primeiro semestre deste ano. Em 2019, o ressarcimento ao SUS, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), somou R$ 1,151 bilhão. O ressarcimento ao SUS foi criado pelo artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 (Lei dos Planos de Saúde) e regulamentado pelas normas da ANS. Trata-se da obrigação legal das operadoras de planos privados de assistência à saúde de restituir as despesas do SUS no eventual atendimento de seus beneficiários que estejam cobertos pelos seus respectivos planos.

A ANS informou que devido à pandemia do novo coronavírus e à alteração de prazos processuais administrativos vigente a partir da publicação da Medida Provisória nº 928, o processo de ressarcimento ao SUS foi afetado no que se refere à recepção de impugnações e recursos e, em consequência, à sua análise, cobrança e repasse. O órgão esclareceu também que, com a retomada dos prazos processuais a partir de julho, os padrões utilizados antes da pandemia deverão ser gradualmente retomados.

Pandemia e mudanças assistenciais

Durante a pandemia, com o aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias e pela covid-19, a ANS acompanhou as mudanças assistenciais e os padrões adotados em sistemas para registro dos atendimentos realizados, com o objetivo de que possam ser revertidos em notificações de ressarcimento ao SUS. Para isso, foram criados leitos específicos, código próprio para a doença na lista de Classificação Internacional de Doenças (CID), bem como procedimentos especiais para assistências hospitalar e ambulatorial relacionados à covid-19. A Agência destacou que essas informações já fazem parte do conjunto de dados que identificam e qualificam os casos envolvidos no processo de ressarcimento ao SUS.

A assistência hospitalar em caso de internação pela covid-19 já era de cobertura obrigatória pelos planos de saúde desde o início da pandemia, quando os registros de casos no SUS se enquadravam em procedimentos não específicos, notadamente no tratamento de pneumonias ou influenza (gripe). A ANS explicou, contudo, que “considerando os cronogramas e prazos do ressarcimento ao SUS, os eventos relacionados à pandemia e elegíveis para esse processo somente serão conhecidos a partir do primeiro trimestre de 2021, sendo encaminhados às operadoras e divulgados publicamente a partir da notificação do Aviso de Beneficiário Identificado (ABI) n° 85, previsto para lançamento em 29 de março de 2021”.

Balanço

Desde o início do ressarcimento ao SUS, a ANS cobrou das operadoras de planos de saúde um total de R$ 6,32 bilhões, que correspondem a mais de 4,09 milhões de atendimentos efetuados. Desse valor, 69% foram pagos de uma só vez ou parcelados, resultando em R$ 4,49 bilhões repassados ao Fundo Nacional de Saúde. Os valores são ajustados com juros e multa, informou a ANS, por meio de sua assessoria de imprensa.

No período de 2015 e 2019, transplantes de rim, tratamentos de doenças bacterianas e cirurgias múltiplas destacam-se entre os atendimentos realizados pelos maiores valores cobrados no grupo das internações, enquanto hemodiálise, radioterapia, acompanhamento de pacientes pós-transplante e hormonioterapia do adenocarcinoma de próstata respondem pelos maiores valores cobrados entre os atendimentos ambulatoriais de média e alta complexidade.

São Paulo registrou, entre todos os estados da Federação, o maior número de atendimentos cobrados com Guia de Recolhimento da União (GRU), cerca de três vezes ao observado para Minas Gerais, segundo colocado na ordenação por casos, registra o 10º Boletim Informativo – Utilização do Sistema Único de Saúde por Beneficiários de Planos de Saúde e Ressarcimento ao SUS, da ANS.

Inadimplência

A Agência esclareceu ainda que quando a operadora de plano de saúde não efetua de forma voluntária o pagamento dos valores apurados, ela é inscrita na dívida ativa e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN), ficando sujeita também à cobrança judicial.

Desde o ano 2000, o ressarcimento ao SUS encaminhou para inscrição em dívida ativa R$ 1,36 bilhão, dos quais R$ 753,81 milhões ocorreram entre 2016 e 2020. No primeiro semestre deste ano, o valor encaminhado atingiu R$ 277,29 milhões. A expectativa da ANS é que a necessidade desse encaminhamento seja diminuída de maneira progressiva a partir da maior assertividade dos casos notificados, qualificação das análises de impugnações e recursos, além da melhor orientação das operadoras.

Brasil tem 30 mil crianças acolhidas e 5 mil aptas para adoção

O Brasil tem 30.967 crianças acolhidas em unidades como abrigos e 5.154 aptas para serem adotadas. Os dados são do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) do Conselho Nacional de Justiça.

Amanhã (12) é comemorado o Dia da Criança, data em que são destacados temas relacionados a essa faixa etária. Meninos e meninas em acolhimento se encontram em condição delicada. Essa medida é aplicada pela Justiça quando há situações de abandono, maus-tratos, negligência  ou risco.

Contudo, esse apoio é temporário e tem o prazo máximo de 18 meses. A criança pode ter a solução da situação com reintegração familiar ou a adoção. Há 4.533 unidades de acolhimento no Brasil.

Números

Do total de meninos e meninas acolhidos, 7.997 têm até 6 anos. A maioria dos abrigados é de adolescentes: são 5.886 com 12 a 15 anos e 8.634 com mais de 15 anos. A distribuição por gênero é similar, com 50,7% de meninos e 49,3% de meninas.

Conforme o painel de informações do SNA, a lista dos estados com mais crianças aptas para adoção começa por São Paulo (1.075), seguida de  Minas Gerais (677), Rio Grande do Sul (648), Paraná (519) e Rio de Janeiro (493).  Ainda de acordo com o sistema do CNJ, há 3.702 crianças em processo de adoção e 36.155 pretendentes disponíveis.  

Processo de adoção

Em fevereiro, a Agência Brasil publicou uma matéria explicativa mostrando como são os procedimentos para adoção no Brasil. Há uma série de requisitos estabelecidos pela legislação para que pessoas e ou casais se candidatem ao processo.

O primeiro passo para quem quer adotar é procurar a Vara de Infância e Juventude (VIJ) da sua região. Lá, a pessoa obterá informações específicas sobre o processo e receberá uma lista de documentos pessoais a serem apresentados – como cópia do CPF, identidade, certidão de casamento ou união estável (se for o caso) – comprovante de residência, comprovante de bons antecedentes criminais e atestado de saúde física e mental.

Após protocolar a inscrição, a pessoa – ou casal – deve participar de um curso de preparação psicossocial e jurídica voltada para adoção. Nesse curso, os candidatos a adotantes adquirem uma noção mais ampla da importância da preparação emocional de toda a família e de todas as mudanças que virão com a chegada de um novo integrante.*Com informações do repórter Marcelo Brandão.

Com dois gols de Marinho, Santos derrota Grêmio na Vila Belmiro

FPF

Comandado por Marinho, autor de dois gols, o Santos ampliou a série invicta na temporada. Na tarde deste domingo (11), o time alvinegro derrotou o Grêmio, por 2 a 1, na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Brasileirão e chegou ao 12º jogo sem perder.

O bom momento se reflete também na classificação do Campeonato Brasileiro. A equipe do técnico Cuca chegou ao sexta lugar, com 24 pontos, empatado com o Fluminense, mas em desvantagem por ter uma vitória a menos (7 a 6). O Grêmio é apenas o 11ª com 17.

O Santos entrou disposto a buscar o resultado logo no começo. Aos dois minutos, Arthur Gomes teve a primeira chance, mas cabeceou para fora. Em seguida, aos 13, foi a vez de outro Menino da Vila desperdiçar. Kaio Jorge recebeu boa enfiada de Luan Peres e finalizou firme, para boa defesa de Vanderlei.

O gol não demorou a sair. Aos 17 minutos, Kaio Jorge tentou fazer o cruzamento e a bola explodiu no braço de Paulo Miranda. A arbitragem marcou pênalti. Marinho foi para a bola e anotou um golaço, cavando na hora da batida, sem dar chances para Vanderlei.

O Grêmio até assustou o Santos na bola aérea com Thaciano e Diego Souza, mas foi o Santos quem seguiu mandando no duelo. Jean Mota arriscou de longe e a bola carimbou a trave. Ainda no primeiro tempo, Diego Pituca quase marcou um golaço em toque de letra.

Os visitantes começaram o segundo tempo assustando em finalização de Diego Souza, que passou tirando tinta da trave de João Paulo. Marinho respondeu à altura e, por pouco, quase ampliou. Jean Mota foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. O atacante santista chegou batendo de primeira e carimbou a trave de Vanderlei.

Aos poucos, o Santos perdeu o ímpeto e o Grêmio cresceu com as alterações feitas pelo técnico Renato Gaúcho. Desta forma, veio o empate. Em boa trama pela esqueda, a bola chegou para Pepê dentro da área. O atacante rolou para o meio e Diego Souza apareceu para finalizar com categoria, no cantinho de João Paulo, aos 27 minutos.

Em momento adverso no confronto, o Santos contou com boa jogada individual de Arthur Gomes, que pela esquerda, achou Marinho. O atacante tentou finalizar, mas foi impedido por David Braz. Após consulta ao VAR, a arbitragem assinalou pênalti. Marinho foi para bola e novamente não deu chances para Vanderlei, finalizando no canto direito do arqueiro. No último lance da partida, João Paulo fez boa defesa em chute de Maicon de fora da área para garantir a vitória santista.

O Santos volta a jogar contra o Atlético-GO, na próxima quarta-feira (14), às 20h30, na Vila Belmiro. Um pouco mais cedo, o Grêmio encara o Botafogo, em casa.

Rio Claro não registrou caso de coronavírus nas últimas 24 horas

Boletim divulgado no final da tarde deste domingo (11) pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro aponta que o município manteve os mesmos números de óbitos e de casos confirmados de coronavirus: 139 óbitos e 4.865 casos positivos.

Rio Claro tem 29 pacientes hospitalizados, sendo 24 em leitos públicos e cinco em particulares. O número de pessoas que se recuperaram da doença é 4.688.

Moto furtada é localizada no Maria Cristina

A equipe da Patrulha Rural da Polícia Militar localizou na tarde deste domingo (11) pelo bairro Maria Cristina, uma moto que havia sido furtada no dia 26 de setembro deste ano.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a equipe realizava patrulhamento pela estrada da Avenida 11, quando foram informados via COPOM que no final da Avenida 14 do bairro Maria Cristina havia uma motocicleta de cor preta escondida em uma área de mata.

Pelo local os policiais vistoriaram as ‘baias’ dos animais e em uma área de mata obtiveram êxito em localizar uma moto CB 250 Twister de cor preta sem placa e com a numeração do chassi suprimida coberta pela vegetação.  

Após pesquisa da numeração do motor foi verificado que era produto de furto na data de 26/09/20 sendo seu emplacamento correto (GCM-3300). Diante dos fatos o veículo foi apresentado no plantão policial e elaborado BO/PC e auto de exibição e apreensão.

SP registra 37,2 mil óbitos e 1,03 milhão casos de coronavírus

GOVERNO DO ESTADO DE SP

Neste domingo (11) o estado de São Paulo registra 37.256 óbitos e 1.037.660 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de COVID-19, 914.717 pessoas estão recuperadas, sendo que 113.505 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 42% na Grande São Paulo e 43% no Estado. O número de pacientes internados é de 8.027, sendo 4.458 em enfermaria e 3.569 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h deste domingo.

Hoje, os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 581 com um ou mais óbitos. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 21.439 homens e 15.817 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 76,3% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (9.553), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (8.748) e 80 e 89 anos (7.635). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (43), 10 a 19 anos (67), 20 a 29 anos (313), 30 a 39 anos (1.056), 40 a 49 anos (2.456), 50 a 59 anos (4.892) e maiores de 90 anos (2.493).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,7% dos óbitos), diabetes mellitus (43,3%), doenças neurológicas (10,9%) e renal (9,6%), pneumopatia (8,2%). Outros fatores identificados são obesidade (8%), imunodepressão (5,5%), asma (3%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,7%), Síndrome de Down (0,5%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 29.924 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,3%).

Perfil dos casos

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 483.495 homens e 548.031 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.134 casos.

A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (244.580), seguida pela faixa de 40 a 49 (214.362). As demais faixas são: menores de 10 anos (25.900), 10 a 19 (49.330), 20 a 29 (174.863), 50 a 59 (155.997), 60 a 69 (94.554), 70 a 79 (48.102), 80 a 89 (22.844) e maiores de 90 (6.578). Não consta faixa etária para outros 550 casos.

Nadal domina Djokovic, vence 13º Roland Garros e chega a 20 Grand Slams

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A decisão de Roland Garros entre os dois primeiros colocados do ranking mundial, neste domingo (11), se transformou praticamente numa aula do vice-líder Rafael Nadal, 34, para o número 1 do mundo Novak Djokovic, 33.

Com domínio absoluto do confronto, o espanhol conquistou seu 13º título de Roland Garros após bater o sérvio por 3 sets a 0 (6/0, 6/2 e 7/5), em 2 horas e 41 minutos de partida.

Ao manter sua hegemonia no saibro de Paris, ele igualou pela primeira vez na carreira o número de títulos em torneios de Grand Slam do suíço Roger Federer, 39. Agora, ambos têm 20 troféus nos quatro eventos mais importantes do circuito. Djokovic vem em terceiro nessa lista, com 17.

A líder nesse quesito, entre homens e mulheres, é a australiana Margaret Court, com 24.

Quando o locutor da quadra Philippe Chatrier -que neste ano recebeu apenas mil espectadores por dia devido às restrições da pandemia e teve seu novo teto retrátil fechado para a final- anuncia os participantes da partida, elenca seus principais feitos em Roland Garros.

Se ele já precisava de uma pausa para tomar fôlego ao citar as 12 conquistas de Nadal, para o ano que vem terá que treinar ainda mais e emendar nada menos que 13 títulos do espanhol em Paris.

Neste domingo, o rei do saibro novamente mostrou por que acumula esse cartel tão expressivo no Slam francês. Desde o primeiro set, levou Djokovic às cordas errando pouco e acertando muito, especialmente nos momentos decisivos.

Ao fim do segundo set, contabilizava 21 bolas vencedoras, seis erros não forçados, cinco quebras de saque a seu favor e três chances de quebra para o rival salvas.

Já o sérvio, que nessa altura somava 30 erros não forçados e tinha baixo aproveitamento no primeiro saque, não encontra alternativas.

Pelo placar, até que a partida poderia ter sido mais rápida. Apesar do acachapante 6/0 logo de cara, o primeiro set teve 48 minutos de duração. Isso porque em várias ocasiões Djokovic conseguia se manter na disputa em games longos, mas acabava sucumbindo ao final deles.

A terceira parcial foi a mais equilibrada, e o sérvio enfim conseguiu devolver uma quebra de saque de Nadal, mas ao final dela o espanhol conseguiu quebrar novamente e confirmar seu serviço para fechar em 7/5.

Antes do torneio, havia dúvidas sobre como seria o desempenho do espanhol numa edição do evento disputada sob frio e vários dias úmidos do outono parisiense. Tradicionalmente, o campeonato é realizado em maio e junho, na primavera, mas acabou adiado pela pandemia.

O espanhol gosta do clima quente principalmente porque ele ajuda seu topspin, efeito que faz a bola girar e subir mais ao quicar do outro lado da quadra, dificultando a vida do oponente. Nadal tem essa arma como uma de suas principais e também reclamou do novo modelo de bolas escolhido pela organização do campeonato.

Antes da final, à qual chegou sem perder sets, ele disse que já havia se sentido melhor em outras edições de Roland Garros. Mas quem olhar apenas para o que ocorreu dentro de quadra no jogo deste domingo terá dificuldades para acreditar nesse discurso.

Já Djokovic, que no início do ano alimentava a esperança de ele mesmo chegar aos 20 Slams em breve, terá que recalibrar seus planos para 2021.

Essa foi a sua segunda derrota na temporada. A primeira ocorreu quando ele acertou uma bolada não intencional numa juíza de linha e acabou desclassificado do US Open, nas oitavas de final -o torneio acabou vencido por Dominic Thiem.

Como Wimbledon foi cancelado por causa da pandemia, o sérvio termina 2020 com um troféu de Slam, o do Australian Open, num ano em que se chegou a especular a possibilidade de ele vencer os quatro.

Daqui a três meses, em janeiro de 2021, ele voltará a tentar a escala a montanha que agora tem Rafael Nadal e Roger Federer juntos no topo.

Tenistas com mais títulos de Grand Slam:
Roger Federer 20
Rafael Nadal 20
Novak Djokovic 17
Pete Sampras 14
Roy Emerson 12
Rod Laver 11
Björn Borg 11
Bill Tilden 10

Força-tarefa de Doria busca André do Rap, traficante solto pelo STF e foragido

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

André de Oliveira Macedo, 43, mais conhecido como André do Rap, é alvo de uma força-tarefa no estado de São Paulo. O anúncio do esforço policial em busca do narcotraficante foi feito pelo governador paulista João Doria.

O anúncio de Doria foi feito na noite de sábado (10), em suas redes sociais.
Na mesma postagem, o governador elogia Luiz Fux, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) que suspendeu uma decisão do ministro da Corte Marco Aurélio Mello e determinou retorno imediato à prisão de André do Rap.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que a Polícia Civil já está em operação para localizar e prender Macedo. “Policiais dos departamentos Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e de Operações Policiais Especiais (DOPE) estão em diligências desde ontem (10)”, afirma a secretaria.

Na sexta (9), Marco Aurélio Mello havia mandado soltar o traficante. Segundo o ministro, Macedo está preso desde o final de 2019 sem uma sentença condenatória definitiva, excedendo o limite de tempo previsto na legislação brasileira. Em liberdade, o integrante do PCC deveria informar à Justiça a residência onde poderia ser encontrado, caso necessário contato.

Após a soltura, o traficante deveria seguir para o litoral, o que não ocorreu. Fontes afirmaram ao Jornal Nacional, da TV Globo, que o traficante teria ido para Maringá (PR), de onde autoridades acreditam que ele fugiu para o Paraguai.

Marco Aurélio Mello afirmou que a decisão do presidente da corte de revogar o habeas corpus concedido ao traficante é “péssima” para o Supremo.

O ministro afirma que a ação de Fux “é um horror”. “Sob minha ótica ele adentrou o campo da hipocrisia, jogando para turma, dando circo ao público, que quer vísceras. Pelo público nós nem julgaríamos, condenaríamos e estabeleceríamos pena de morte”, disse à reportagem.

O traficante havia sido preso em 2019, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

A compra de uma lancha de R$ 6 milhões levou a polícia até Macedo.

Família procura homem desaparecido desde o dia 6 de outubro

Um homem de 50 anos está desaparecido desde o dia 6 de outubro em Rio Claro. A família faz buscas pelo parente e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento.

Segundo Muryllo Polezi, filho de José Carlos de Souza Júnior, conhecido como Júnior Medina, que está desaparecido, ele foi visto pela última vez na parte da tarde do dia 6 de outubro pelo bairro do Estádio. “Um amigo próximo da família disse que conversou com ele no dia e que o mesmo alegou estar indo para Piracicaba, sua cidade natal”, relata o filho.

A família registrou um boletim de ocorrência informando que Júnior Medina, como é conhecido, possui esquizofrenia e no dia do seu desaparecimento vestia camisa branca, shorts preto e chinelo.  

José Carlos de Souza Júnior tem 50 anos, é aposentado, pele de cor branca, calvo e 1,83 metros de altura. Júnior é casado pela 2ª vez e da atual relação tem dois filhos de 10 e 6 anos e outros dois filhos de outro relacionamento.

A família pede ajuda para encontrá-lo. Qualquer informação, poderá ajudar a encontrar Júnior Medina.

Quem souber do paradeiro de José Carlos de Souza Júnior, ou tenha alguma informação sobre o seu desaparecimento, entrar em contato com Muryllo Polezi pelo telefone (19) 99898-1236.

Jornal Cidade RC
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