Sábado é Dia “D” das campanhas de vacinação contra pólio e de multivacinação

Sábado (17) é o Dia “D” das campanhas de vacinação contra a poliomielite e de multivacinação. É a oportunidade de colocar em dia a caderneta de vacinação e se imunizar contra doenças. A vacina contra a pólio é para crianças de 1 ano a menores de 5 anos e a de multivacinação, para pessoas menores de 15 anos.

As unidades de saúde ficarão abertas das 8h30 às 16h30 para a aplicação das doses das vacinas, com exceção das unidades do Jardim Novo, Jardim Brasília, Santa Elisa e Vila Cristina.

A comunidade contará também com a opção de quatro postos volantes que serão montados para ampliar as opções de acesso à imunização. Os postos volantes funcionarão das 10 às 16 horas no Jardim Público, Boulevard dos Jardins, supermercado Enxuto (Avenida Visconde do Rio Claro) e supermercado Paulistão.

A vacinação contra a pólio é direcionada a crianças de um ano a menores de cinco anos, desde que já tenham recebido até o dia 4 de outubro as três doses da Vacina Inativa Poliomielite (VIP) do esquema básico de vacinação.

Já a campanha de multivacinação tem como objetivo a atualização da carteira de vacinas de pessoas menores de 15 anos. Basta levar a criança ou adolescente a uma das unidades de saúde apresentando a carteira de vacinação e as doses em atraso serão aplicadas. No total serão oferecidas 14 tipos de vacinas: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite 1, 2 e 3, Pneumo 10v, meningocócica C, Pneumo 23v, febre amarela, tríplice viral, varicela, dT/dupla adulto, dTpa, HPV e meningocócica ACWY.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância dos pais ou responsáveis levarem as crianças e adolescentes para serem vacinados e destaca que a vacinação é fundamental para prevenir doenças e que a caderneta deve ser mantida atualizada.

Brasil está bem posicionado para acesso a vacinas de covid-19

AGÊNCIA BRASIL

Caso os testes clínicos em curso comprovem a eficácia das vacinas contra a covid-19, o Brasil está bem posicionado para obter doses já no ano que vem, avalia a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) Cristiana Toscano, que integra o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisadora explicou que acordos já assinados pelo governo federal e pelo estado de São Paulo dão alternativas ao país, mas alerta que é preciso se apressar no planejamento para preparar os mais de 30 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“No Brasil, a gente tem uma situação que considero bastante privilegiada, porque a gente tem os mecanismos bilaterais e o envolvimento do Brasil no Covax, que é um mecanismo multilateral”, disse a epidemiologista, que participou da Jornada Nacional de Imunizações, promovida pela Sociedade Brasileira de Imunizações. “A gente está bem posicionado do ponto de vista de acesso e de possibilidade e expectativa real de termos algumas vacinas já em 2021.”

Consórcio

No mês passado, o Brasil confirmou sua participação no consórcio Covax, organizado pela OMS para garantir acesso à imunização em todo o mundo. O fundo espera captar US$ 18 bilhões com o investimento de 80 países considerados autofinanciáveis, como o Brasil, para fornecer as vacinas para estes e mais 92 países que não teriam condições de fabricar ou comprar as doses.

Com a adesão, o país vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões e espera adquirir um portfólio que, até então, tem nove vacinas em desenvolvimento, para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021.

Acordos bilaterais

Em acordos bilaterais, o país contratou a transferência de tecnologia de uma vacina britânica e uma chinesa. O governo federal assinou acordo com os desenvolvedores da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para que a Fundação Oswaldo Cruz nacionalize a produção da vacina, que está na última fase de testes clínicos em diversos países, incluindo o Brasil. A vacina de Oxford também é uma das nove vacinas que integram o portfólio do Covax. 

Além disso, o governo do estado de São Paulo e o Instituto Butantan firmaram acordo para testagem e transferência de tecnologia para a produção nacional da vacina em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac.

Planejamento

Cristiana Toscano ressaltou que, devido à pandemia, os investimentos na produção precisaram ser antecipados, o que implica no risco de as vacinas não terem sua eficácia comprovada. Assim como os testes e os processos regulatórios, a pesquisadora destaca que o planejamento para fazer com que as vacinas cheguem aos postos também precisa ser agilizado desde o nível local até o nacional, porque há um horizonte de início da imunização nos primeiros meses do ano que vem.

“Não precisa esperar. Não tem um momento para falar ‘agora vamos começar’. O agora é já. A gente está trabalhando com uma previsão otimista e esperançosa. Se, de fato, nessa avaliação preliminar de dezembro, essas vacinas demonstrarem eficácia e segurança, a previsão é que entre fevereiro e março, no mais tardar, seja de fato possível iniciar a vacinação. Estamos falando de um tempo bastante curto para preparar tudo para uma vacinação de tamanha escala e tremenda importância”.

Em setembro, o governo federal instituiu um grupo de trabalho interministerial para coordenar a aquisição e a distribuição de vacinas “com qualidade, eficácia e segurança comprovadas” contra o novo coronavírus.

O planejamento, no entanto, já havia começado, como apresentou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia, na Comissão Externa da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar o enfrentamento à pandemia.

A pesquisadora reconhece que ainda há muitas lacunas que impactam no planejamento, como a confirmação do número de doses por pessoa, a eficácia em cada grupo populacional e o tempo de duração da imunidade. Para municiar governantes, a OMS elaborou modelagens para simular cenários que ajudem na tomada de decisão, o que inclui quais grupos priorizar para reduzir a mortalidade, a ocorrência de casos graves ou a preservação do sistema de saúde, por exemplo.

“A boa notícia é que, em relação a esse quesito [mutabilidade do vírus], para a vacina contra a covid, parece não ser necessária uma nova vacinação por mutação de vírus circulante”, avalia a pesquisadora, que aponta outro desafio: “Será uma vacinação diferente das campanhas habituais. Não deve ser direcionada a crianças e sim a grupos diferentes dos que estamos acostumados”.

Desemprego atinge 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro

AGÊNCIA BRASIL

O número de desempregados chegou a 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, ficando estatisticamente estável em relação à semana anterior (13,3 milhões). Com isso, a taxa de desocupação (14,4%) ficou estável em relação à semana anterior (13,7%) e cresceu frente à primeira semana de maio (10,5%), quando o levantamento foi iniciado.

Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a última divulgação da Pnad Covid-19 semanal. A coleta de dados por telefone continuará para subsidiar as edições mensais da pesquisa, que devem continuar até o fim do ano. 

“Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”, disse, em nota, a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

A população ocupada ficou em 83 milhões, estatisticamente estável na comparação com a terceira semana de setembro. “Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro, a variação foi negativa, mas sem qualquer efeito na taxa de desocupação”, afirmou a pesquisadora.

Flexibilização do distanciamento

Maria Lucia também destacou que a flexibilização das pessoas quanto ao distanciamento social continuou aumentando no fim de setembro. O grupo de pessoas que ficou rigorosamente isolado (31,6 milhões) diminuiu em 2,2 milhões, na comparação com a semana anterior.

Também aumentou o número pessoas que não tomaram qualquer medida de restrição para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Esse contingente cresceu 937 mil em uma semana, chegando a 7,4 milhões. 

Segundo o IBGE, a maior parte da população (86,7 milhões) afirmou ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continuou saindo de casa ou recebendo visitas na quarta semana de setembro, 1 milhão a mais na comparação com a semana anterior. Quem ficou em casa e só saiu em caso de necessidade somou 84,6 milhões, ficando praticamente estável em relação à semana anterior.

Estudantes

A pesquisa ainda mostrou que, na quarta semana de setembro, dos 46,1 milhões de estudantes que estavam matriculados em escolas e universidades, 39,2 milhões (85%) tiveram alguma atividade. Outros 6,4 milhões (13,9%) não tiveram atividade. O restante estava de férias (1,1%).

Segundo o levantamento, apenas 26,1 milhões (66,7%) tiveram atividades escolares durante cinco dias da semana. Outros 807 mil estudantes (2,1%) só tiveram atividades uma vez por semana.

Por disputa ao Planalto, Doria aposta em guerra da vacina e na economia contra Bolsonaro

IGOR GIELOW – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Após passar 2019 buscando se distanciar de Jair Bolsonaro e, neste ano, assumir o papel de antípoda do presidente, o governador João Doria (PSDB-SP) agora monta um tripé para tentar consolidar seu nome como viável para disputar o Planalto em 2022.

À frente de tudo, a percepção de que haverá mesmo uma guerra política em torno da vacina contra a Covid-19, dadas as sinalizações do Planalto contra o imunizante desenvolvido em São Paulo.

Os outros pontos do tripé citados por aliados do tucano são economia e reformas.

A CoronaVac, imunizante chinês contra o novo coronavírus no qual Doria apostou para ser produzido em conjunto com Instituto Butantan, é de longe o maior trunfo potencial.

O relato até aqui dos testes tem sido positivo, o que levou o governador a fazer um anúncio ambicioso: atingir toda a população paulista até fevereiro, começando em 15 de dezembro.

A meta foi secundada por quem trabalha diretamente com o tema, mas políticos próximos do governador apontam para o perigo óbvio de que algum problema na fase 3 dos ensaios com a vacina atrase o cronograma -isso se ela de fato funcionar.

O Palácio do Planalto sentiu o cheiro de sangue na água, e instruiu a pasta da Saúde a dificultar no possível a vida de Doria.

Enquanto o ministro Eduardo Pazuello mantém uma postura mais neutra, sendo elogiado com frequência pelo tucano, coube a seu número 2, Elcio Franco, assumir o papel de “bad cop” (o policial malvado de Hollywood).

Ele tem insistido em não incluir a CoronaVac no rol de imunizantes que podem ser distribuídos pelo SUS, o que ampliaria seu escopo de cobertura –e, claro, aquilo que um ministro palaciano chamou de “propaganda da vacina do Doria”.

O governo paulista crê que pode chegar a um acordo e tem o apoio de outros estados. Assim, nesta quinta (15) Franco baixou o tom, devido à evidente má repercussão que negar uma vacina (caso funcione) teria. Mas auxiliares de Doria temem novos óbices à CoronaVac.

Enquanto isso, o Palácio dos Bandeirantes vem recebendo contatos de políticos para tentar estabelecer esquemas alternativos.

Nas duas últimas semanas, visitaram Doria o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), para falar sobre o tema.

O alicerce econômico do projeto de Doria é mais convencional. Será anunciado nesta sexta (16) na forma de um plano de recuperação para o pós-pandemia, focado na aceleração da desestatização para tentar atrair investimentos.

Novamente, há o risco inerente às incertezas da economia global: se há dinheiro represado de sobra no mundo, a falta de clareza sobre a duração da pandemia serve como trava para investidores, isso para não falar sobre os temores acerca da política fiscal do governo federal.

Por fim, há o campo das reformas, que Doria considera uma vitrine se for bem trabalhada. Aqui, ele logrou uma difícil vitória nesta semana, quando viu aprovado na Assembleia Legislativa um polêmico pacote fiscal, que visa economizar R$ 7 bilhões em 2021.

O projeto foi bastante atacado por prever a apropriação do superávit de fundos de pesquisa estaduais, o que foi retirado do texto após queixas da comunidade acadêmica, além de acabar com entes estatais como a CDHU, empresa de habitação popular.

Além de dar respiro financeiro no ano que antecede a eleição, o projeto é visto como um cartão de visitas ante a sucessão de reformas emperradas na área econômica federal e o temor de lassidão fiscal de Bolsonaro para o mercado financeiro.

Do ponto de vista político, Doria deve manter o combate sistemático a posições do presidente e as críticas, buscando estabelecer uma narrativa de contraponto.

O caso do chefe do PCC André do Rap é emblemático: o tucano foi um dos primeiros a condenar a libertação que resultou em fuga do criminoso, algo que pode ser jogado na conta de Bolsonaro por não ter vetado dispositivo do pacote anticrime acerca de revisões de prisões.

O “acabei com a Lava Jato” de Bolsonaro, que ele tenta consertar diariamente, está na prateleira para uso futuro também. A proximidade do presidente com o protagonista do episódio do “dinheiros nas nádegas”, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), também.

Além de todos as dificuldades dos planos, há o imponderável. Em 2019, além de tentar se descolar de Bolsonaro após ter sido eleito em dobradinha com ele, Doria apostou na segurança e também na economia como bandeiras.

Veio a pandemia e ninguém mais falou no assunto. Para complicar, a corrida para a sucessão presidencial havia ficado embaralhada após a recuperação na popularidade de Bolsonaro, muito por cortesia dos novos adeptos oriundos do auxílio emergencial na pandemia.

Além disso, a crise institucional que emanava do Planalto foi contida, com a adesão maciça do centrão e de elementos da dita alta política de Brasília à agenda de normalização ora vigente.

Isso joga contra Doria, que busca articular os apoios centristas. Por ora, teve sucesso em amalgamar PSDB, DEM e MDB num projeto que passa pelas eleições em São Paulo e na Câmara dos Deputados.

Não é um jogo jogado, assim como a ligação de forças como o PSD a Bolsonaro também não. Para dois presidentes de partidos centristas, a popularidade de Bolsonaro seguirá como guia das acomodações por um tempo, e Doria precisará se mostrar menos “paulicêntrico” até lá.

Novamente, o insondável efeito de uma crise econômica ainda mais aguda aliada ao fim do auxílio emergencial, ou das agruras legais do clã presidencial, mantém todo o arranjo sob risco de dissolução.

Dos outros competidores potenciais em 2022, apenas o apresentador Luciano Huck representa uma ameaça à faixa de frequência política associada a Doria. O ex-ministro Sergio Moro pode atrair eleitorado semelhante, mas é odiado no centro político, e a esquerda está esfacelada por ora.

“Operação Fumaça” em RC tem reviravolta

Na última terça-feira (13), através de julgamento transmitido ao vivo pelo YouTube, a ministra Laurita Vaz, acompanhada de forma unânime pelos demais ministros integrantes da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), anunciou decisão, como relatora, no Habeas Corpus nº 452.992-SP, concedendo em parte a ordem requerida para anular os atos da instrução processual e, por consequência, da sentença superveniente proferida no processo instaurado pela deflagração da “Operação Fumaça” por parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado de São Paulo. Tal operação, realizada em dezembro de 2017, teve como alvo cidadãos de Rio Claro e região.

Em razão da deferida decisão, os atos processuais do processo deverão ser renovados em estrita observância ao Direito de Ampla Defesa e ao Contraditório previstos na Constituição Brasileira. Tal fato foi transmitido na mesma data do julgamento, através de telegrama, à Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Relembre

A Operação Fumaça foi deflagrada em dezembro de 2017 com o objetivo de desarticular organização criminosa acusada de extorquir empresários com exigência do pagamento de quantias milionárias, visando inviabilizar supostas operações do Gaeco e mandados de prisão falsos. O grupo investigado era composto por delegado de polícia, investigador, empresários, advogados e consultores, e de acordo com o MP prometia intervir junto a autoridades públicas do sistema de Justiça Penal para resolver as pendências criminais das vítimas.

Operação policial deixa 12 mortos no RJ

AGÊNCIA BRASIL

Uma ação conjunta da Polícia Civil com a Polícia Rodoviária Federal deixou 12 mortos na noite de ontem (12), em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com as polícias, os homens foram mortos em confronto com policiais.

As mortes ocorreram durante uma tentativa de interceptar um comboio de quatro carros que transportavam suspeitos de integrar uma milícia, em um acesso à rodovia Rio-Santos (BR-101), próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal.

Durante a tentativa de abordagem, segundo a Polícia Civil, os criminosos reagiram atirando contra os policiais. Pelo menos oito fuzis, além de pistolas e munições, foram apreendidos.

Lago Azul será reaberto com horário ampliado

A prefeitura de Rio Claro anunciou que o Parque Municipal Lago Azul deverá ser reaberto nesse mês de outubro, com funcionamento das 7 às 22 horas.

Fechado por causa da pandemia, o parque está passando por reforma geral. Antes da reforma, funcionava até as 19 horas. Agora, com a instalação de novo sistema de câmeras de monitoramento, segurança armada e nova iluminação, o Lago Azul terá seu horário de funcionamento ampliado.

A reforma também inclui a construção de calçamento no entorno do lago, instalação de redários e pedalinhos.

O Parque Municipal Lago Azul, que fica na Vila Operária, é um dos cartões-postais da cidade e conta com opções de lazer para crianças e adultos.  O parque tem quadras de basquete, campo de futebol, campo de futebol society, campos de bocha, pista de skate, pista para caminhada, academias ao ar livre, e um lago de 37.000 metros quadrados.

Com bate-boca entre ministros, STF mantém revogação de habeas corpus a André do Rap

MATHEUS TEIXEIRA – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Com bate-boca entre ministros, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu a sessão que manteve a revogação do habeas corpus concedido a André de Oliveira Macedo, 43, conhecido como André do Rap, um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Por ordem do ministro Marco Aurélio Mello no dia 9 de outubro, Macedo foi solto no dia 10 e está foragido desde então.

O presidente da corte, Luiz Fux, protagonizou duros embates com o ministro Marco Aurélio, que teve a decisão de liberar o traficante cassada pelo colega.

Logo após Marco Aurélio votar, Fux fez comentários sobre o tema e o colega rebateu: “Só falta essa, Vossa Excelência querer me ensinar como votar. Só falta essa. Eu não imaginava que seu autoritarismo chegasse a tanto”, disse.

Ao responder, Fux disse que não havia ouvido a intervenção do colega, que o criticou mais uma vez: “Só falta essa Vossa Excelência querer me peitar para eu modificar meu voto”, disse.

Fux, por sua vez, disse que não há razões ser classificado como totalitário nem para presumir que em outros processos também revogará entendimento de colegas.

“Eu peço à Vossa Excelência, em nome da nossa amizade antiga e ligações entre nossos familiares, que tenhamos dissenso, mas nunca discórdia.”
Ao final, a maioria da corte defendeu a decisão do presidente do tribunal, ministro Luiz Fux, de suspender, no último sábado (10), a ordem de soltura determinada pelo ministro Marco Aurélio.

Votaram nesse sentido os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.

Os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski afirmaram que são contrários ao STF julgar procedente a suspensão de liminar apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e deferida por Fux. Eles afirmaram que o presidente não teria poder para rever entendimento de um colega.

Lewandowski, porém, disse que, como ficou vencido quanto ao cabimento do uso dessa natureza processual nesses casos, é a favor de, no mérito, manter a decisão de Fux.

O ministro também ponderou que o traficante fugiu e, com isso, passou a descumprir a decisão de Marco Aurélio. Assim, ressaltou que a ordem de prisão tornou-se necessária porque a decisão de Marco Aurélio foi descumprida, uma vez que Andre do Rap fugiu e não cumpriu a determinação de permanecer no endereço indicado à Justiça.

Os demais integrantes da corte também fizeram ressalvas à atuação individual da presidência contra atos de outros ministros.

Em relação à interpretação adequada do parágrafo único do artigo 316 do Código de Processo Penal, a maioria criticou a atuação de Marco Aurélio e sustentou que o dispositivo não leva à soltura imediata dos presos.

O direito do detento de ter a prisão preventiva renovada a cada 90 dias, segundo os ministros do STF, deve ser observado pelo juiz do caso. Ao STF cabe, no máximo, determinar que o magistrado responsável pelo processo faça essa análise.

O dispositivo foi incluído no projeto de lei anticrime aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro no fim de 2019.
Gilmar Mendes afirmou que o caso “é um festival de erros, equívocos e omissões” e criticou o fato de o Ministério Público e de o juiz do caso não terem reavaliado a prisão preventiva, como manda a lei.

Ele também apontou culpa na PGR e citou o procurador-geral, Augusto Aras. “Quero dizer logo que a Procuradoria não fica imune de críticas nessa análise. Com o devido respeito à atuação da PGR, é bastante constrangedor o fato da PGR ter quedado sem apresentar qualquer impugnação nos autos do HC da terça-feira até o fim da sexta-feira”, disse.

Gilmar Mendes afirmou que houve equívoco ainda no sistema de distribuição de processos do STF. Segundo ele, a ministra Rosa Weber seria a relatora automática do processo porque foi responsável por recursos da Operação Oversea, que prendeu André do Rap.

“O caso não é de redistribuição”, avaliou o então presidente do STF.
Fux, por sua vez, informou que assinará um ato nesta quinta-feira (15) para corrigir “anomalias e heterodoxias da distribuição”.

Marco Aurélio, que já havia feito duras críticas a Fux em entrevistas à imprensa, começou o voto com uma ironia sobre a promessa de Fux de editar uma norma para definir regras mais claras de distribuição de processos.

“Não creio que o regimento interno já esteja reformado, porque a reforma não é ato do presidente, por maior que seja o viés totalitário. A reforma do regimento cabe ao colegiado”, diz.

O ministro afirmou que houve “falta de diligência do juiz de origem, do Ministério Público e da polícia” e que ele não pode “ser considerado bode expiatório” no caso. Afirmou ainda que Fux atuou como “censor, tutor e curador” de um colega.

Marco Aurélio ressaltou ainda que deu habeas corpus com base no mesmo trecho do CPP em diversos outros casos e Fux não revogou os despachos.

Isso prova, segundo o ministro, que o presidente atuou com base na capa do processo, no preso envolvido, e não com base no que diz a lei.

“Vou repetir o que sempre consigno: paga-se um preço por se viver num Estado democrático de Direito, e este preço é módico e está ao alcance de todos: o respeito estrito ao arcabouço normativo legal e constitucional”, disse.

Mulher leva idoso morto ao banco para tentar sacar benefício em Campinas (SP)

ALFREDO HENRIQUE – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A Polícia Civil de Campinas (93 km de SP) investiga uma mulher que levou um idoso morto, a uma agência bancária, para tentar sacar o benefício dele. A tentativa de fraude contra a previdência do estado de São Paulo ocorreu no último dia 2. A mulher havia levado o cadáver em uma cadeira de rodas.

Um laudo, concluído e entregue à Polícia Civil nesta quinta-feira (15), indica que o idoso, um escrivão de polícia aposentado de 92 anos, tinha morrido cerca de 12 horas antes de seu corpo ser levado pela mulher, de 58 anos, até uma agência do Banco do Brasil, na região central da cidade. Ela era companheira do aposentado.

“A causa da morte foi natural, mas vamos indiciar a companheira do idoso por estelionato e vilipêndio de cadáver [desprezar ou humilhar corpo]”, explicou ao Agora o delegado Cìcero Simões da Costa, do 1º DP de Campinas.

Em decorrência da conclusão do laudo, acrescentou o policial, funcionários do banco, além da ex-companheira do idoso, serão ouvidos novamente em depoimento.

No último dia 2, guardas-civis de Campinas foram acionados para irem a agência do Banco do Brasil, pois no local o escrivão de polícia aposentado “estaria passando mal.”

Ao chegar na agência, segundo relatado pelos guardas à polícia, uma equipe de bombeiros civis já atendia o idoso, que chegou ao local, por volta das 10h, em uma cadeira de rodas, empurrada pela mulher de 58 anos, que se identificou como companheira dele, e afirmou estar desempregada.

Em seguida, ainda de acordo com os GCMs, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), também chegou à agência e socorreu à vítima. Um dos socorristas levantou dúvidas sobre a morte do policial aposentado, “que aparentava estar morto há mais tempo, devido ao estado cadavérico em que se encontrava e ao inchaço dos pés”, diz trecho de boletim de ocorrência.

A mulher que acompanhava o escrivão aposentado afirmou à polícia manter uma união estável com ele, há cerca de dez anos. Ela teria dito aos guardas, segundo registrado pelo 1º DP, que levou o companheiro ao banco porque ela movimentava as contas do idoso. Porém, a desempregada alegou ter perdido a senha de letras do companheiro, com a qual receberia a aposentadoria – cujo valor não foi informado.

Contradições Apesar das alegações, a mulher não apresentou nenhuma procuração que a autorizava a movimentar as contas do idoso. Ela também, segundo a polícia, entrou em contradição ao afirmar duas histórias sobre a última vez em que falou com o então companheiro.

Em uma delas, garantiu ter falado com o idoso, na manhã em que o levou ao banco. “Porém em outro momento, questionada pelos guardas de quando teria conversado com [o escrivão aposentado] pela última vez, afirmou que havia falado com seu companheiro na data de ontem [1º de outubro]”, afirma trecho de boletim de ocorrência.

Ao chegar na agência, a desempregada teria tentado ser atendida rapidamente, passando a afirmar que o idoso estava passando mal, fazendo com que testemunhas acionassem o Samu.

Por causa das duas versões contadas pela mulher, além da suspeita de o idoso ter sido levado já morto ao banco, situação confirmada nesta quinta por meio de laudo, os GCMs decidiram apresentar o caso no 1º DP de Campinas. O Agora tentou entrar em contato com a desempregada, mas não havia conseguido até a publicação desta reportagem.

Resposta A Spprev (São Paulo Previdência), da gestão João Doria (PSDB), afirmou contar com um núcleo de investigações previdenciárias com o qual detecta e investiga casos de supostas fraudes previdenciárias. “Todos os pensionistas e aposentados civis e militares devem manter seu cadastro atualizado para continuar recebendo os benefícios”, diz trecho de nota.

O órgão acrescentou que o recadastramento deve ser feito, obrigatoriamente, pelo próprio pensionista e aposentado civil e militar, uma vez ao ano, em seu mês de aniversário. A prova de vida por ser feita em qualquer agência do Banco o Brasil, ou em alguma agência presencial da Spprev. “No caso de pensionistas universitários, o recadastramento deverá ser realizado semestralmente, nos meses de janeiro e julho”, explicou.

Sobre o caso mencionado nesta reportagem, o órgão afirmou que o benefício “foi suspenso e será extinto.”

O banco do Brasil afirmou usar recursos como identificação do cliente, por meio de senhas, além de cartão e biometria para “mitigar o risco de fraudes nos pagamentos de benefícios previdenciários”. “O BB esclarece ainda que cumpriu com todos os protocolos no caso da ocorrência registrada em uma de suas agências em Campinas, o que inclui a apresentação de procuração ou a presença do beneficiário na agência”, afirma o banco em nota.

Carro capota após colisão próxima ao antigo Horto

Um fiesta vermelho capotou após colidir contra um sandeiro prata que estaria parado na Avenida Dr. Edmundo Navarro de Andrade, próximo ao antigo Horto Florestal na tarde desta quinta-feira (15), em Rio Claro.

Segundo informações da motorista do sandeiro, que estaria dentro do automóvel parado e estacionado junto de outros passageiros, todos teriam sentido um forte impacto e visto o segundo veículo capotar.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para prestar o atendimento necessário aos envolvidos no acidente. A motorista do veículo vermelho teve algumas escoriações e recebeu cuidados.

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.