Previsão do tempo desta segunda-feira(14)
Informações do CEAPLA- Unesp Rio Claro.
Informações do CEAPLA- Unesp Rio Claro.
Agência Brasil
Cerca de 3,4 milhões de beneficiários do ciclo 6 de pagamentos do auxílio emergencial, nascidos em março, receberão R$ 1,2 bilhão em suas contas poupança social digital, hoje (14). Desse total, 65,4 mil receberão R$ 98,4 milhões referentes às parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 3,3 milhões, receberão as parcelas do Auxílio Emergencial Extensão, em um montante que totaliza R$ 1,1 bilhão.

A partir de hoje, os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos ou nas casas lotéricas, compras na internet e pelas maquininhas em mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais.
Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta segunda-feira serão liberados a partir do dia 4 de janeiro de 2021.
O benefício criado em abril pelo Governo Federal foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.
Também nesta segunda-feira, a Caixa realiza o pagamento da quarta parcela do Auxílio Emergencial Extensão para os beneficiários do programa Bolsa Família. Cerca de 1,6 milhão de pessoas com Número de Identificação Social (NIS) 3 receberão R$ 416,2 milhões.
Durante todo o mês de dezembro, 15,8 milhões de pessoas cadastradas no programa que foram consideradas elegíveis vão receber, no total, R$ 4,1 bilhões.
No caso do Bolsa Família, o pagamento do auxílio segue os mesmos critérios e datas do benefício regular do programa.
(FOLHAPRESS) –
O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 276 novas mortes pela Covid-19, além de 21.395 novos casos da doença, segundo levantamento feito por veículos de imprensa com dados das secretarias de saúde dos estados. Com isso, neste sábado (12), o Brasil registra no total 181.419 mortos pela doença e 6.901.990 registros de infectados.
Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.
De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 637. O país vem em uma tendência de alta de mortes, com média móvel acima de 600 óbitos todos os dias desde a última segunda-feira (7), o que não ocorria desde o começo de outubro.
O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo (13), com os números oficiais usados pelo governo federal, registrou 21.825 casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 279 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, foram 181.402 óbitos acumulados e 6.901.952 casos confirmados no país. No período, 5.982.953 pessoas se recuperaram da doença.
A pasta informou novamente que, assim como no sábado (12), o estado de Goiás apresentou problemas técnicos e não conseguiu atualizar seus dados. “Além disso, as informações referentes aos últimos 3 dias e investigação permanecem com a dificuldade de atualização nos finais de semana, como informado em semanas anteriores”, disse em nota.
Agência Brasil
Os Estados Unidos esperam imunizar 100 milhões de pessoas com a vacina contra a covid-19 até o fim de março, disse o chefe do programa norte-americano de vacinação para a doença.

A primeira vacina foi autorizada para uso emergencial pelos reguladores dos EUA na noite da última sexta-feira e a distribuição teve início neste domingo (13).
“Teremos imunizado 100 milhões de pessoas até o primeiro trimestre de 2021”, afirmou o chefe da Operação Warp Speed, Moncef Slaoui, em entrevista.
Ele disse que os Estados Unidos pretendem ter cerca de 40 milhões de doses da vacina distribuídas até o fim de dezembro de 2020, o que incluiria a vacina recém-autorizada da Pfizer Inc e uma da Moderna Inc, cuja expectativa é obter a autorização para uso de emergência ainda nesta semana.
Outros 50 milhões a 80 milhões de doses serão distribuídos em janeiro, e o mesmo número em fevereiro, disse Slaoui. A vacina requer duas doses por pessoa.
“Estamos trabalhando com a Pfizer para continuar a ajudá-los e apoiá-los a atingir o objetivo de nos fornecer mais 100 milhões de doses no segundo trimestre de 2021”, explicou.
Os primeiros a serem vacinados serão os profissionais de saúde da linha de frente, bem como os residentes em casas de repouso.
O Flamengo recebeu o Santos neste domingo (13) no estádio do Maracanã, em jogo válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, e venceu por 4 a 1 para alcançar os 45 pontos (na 3ª posição da classificação).
Já a equipe da Vila Belmiro, que entrou em campo com uma equipe alternativa (porque o técnico Cuca decidiu poupar seu time para o jogo contra o Grêmio da próxima quarta-feira pela Libertadores), ficou na 8ª posição com 38 pontos.
Diante de um adversário que claramente sentia falta de entrosamento e se posicionava atrás em busca de oportunidades em jogadas de contra-ataque, o Flamengo começou a partida com mais volume, mas com dificuldades para furar a defesa adversária.
Assim, o time da Gávea só conseguiu abrir o marcador aos 41 minutos, quando o volante Gerson aproveita bola que fica viva na área após bate e rebate para fazer de cabeça.
O segundo veio logo no início da etapa final. O uruguaio Arrascaeta é derrubado dentro da área e o juiz marca pênalti. Gabigol vai para a cobrança e não falha aos 4 minutos.
O 3 a 0 não demorou a sair. Aos 12 minutos Bruno Henrique cruza e o goleiro João Paulo tira parcialmente, a bola sobra para Filipe Luís, que, com frieza, se livra de um adversário e bate para vencer o goleiro adversário.
Mas o Flamengo queria mais, e alcançou aos 25 minutos, graças a nova cobrança de pênalti perfeita de Gabigol, que bateu deslocando o goleiro João Paulo.
Quatro minutos depois, os meninos do Santos conseguem marcar o seu gol de honra, quando Madson cruza e Bruninho chega no meio da zaga para fazer de cabeça. A partida permaneceu movimentada, mas o placar ficou inalterado até o final, com a vitória do Flamengo de 4 a 1 sobre o Santos.
Na próxima rodada o Santos visita o Vasco em São Januário no domingo (20), dia no qual o Flamengo recebe o Bahia.
Idosa que estava hospitalizada é a mais recente vítima fatal da Covid-19 em Rio Claro. Boletim divulgado no domingo (13) pela Secretaria Municipal de Saúde aponta 154 óbitos causados pela doença no município.
O total de casos positivos chegou a 5.917, sendo que cinco casos foram confirmados nas últimas 24 horas. Há um óbito em investigação.
O número de pessoas internadas é 51, incluindo casos suspeitos, com 20 pacientes em leitos públicos e 31 em leitos particulares. Deste total, 20 pessoas estão em UTI.
Até o momento, em Rio Claro, 5.447 pessoas se recuperaram da Covid-19.
O Estado de São Paulo registra neste domingo (13) 44.018 óbitos e 1.334.703 casos confirmados do novo coronavírus. Entre o total de casos diagnosticados de COVID-19, 1.180.726 pessoas estão recuperadas, sendo que 143.387 foram internadas e tiveram alta hospitalar.
As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 65,1% na Grande São Paulo e 59,3% no Estado. O número de pacientes internados é de 10.805, sendo 6.105 em enfermaria e 4.700 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 12h deste domingo.
Hoje, os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 599 com um ou mais óbitos. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: http://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus
Perfil da mortalidade
Entre as vítimas fatais estão 25.311 (57,5%) homens e 18.707 (42,5%) mulheres. Os óbitos permanecem concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 76,8% das mortes.
Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (11.404), seguida pelas faixas de 60 a 69 anos (10.405) e 80 e 89 anos (9.038). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (54), 10 a 19 anos (75), 20 a 29 anos (353), 30 a 39 anos (1.238), 40 a 49 anos (2.849), 50 a 59 anos (5.650 e maiores de 90 anos (2.952).
Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59,9% dos óbitos), diabetes mellitus (43,2%), doenças neurológicas (10,8%), renal (9,4%), pneumopatia (8,3%). Outros fatores identificados são obesidade (8,3%), imunodepressão (5,5%), asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) e hematológica (1,7%), Síndrome de Down (0,4%), puerpério (0,1%) e gestação (0,1%). Esses fatores de risco foram identificados em 35.309 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,2%).
Perfil dos casos
Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 620.761 homens e 707.564 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.378 casos.
A faixa etária que mais concentra casos é a de 30 a 39 anos (314.848). As demais são: menores de 10 anos (33.703), 10 a 19 (66.391), 20 a 29 (230.380), 40 a 49 (272.693) 50 a 59 (198.243), 60 a 69 (121.027), 70 a 79 (60.755), 80 a 89 (27.994) e maiores de 90 (7.798). Não consta faixa etária para outros 871 casos.
O Governo do Estado de São Paulo depositou, na terça-feira (8), R$ 566,25 milhões em repasses de ICMS para os 645 cidades paulistas. O depósito feito pela Secretaria da Fazenda e Planejamento é referente ao montante arrecadado no período de 30/11 a 4/12. Os valores correspondem a 25% da arrecadação do imposto, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.
No mês de dezembro, a estimativa é transferir às prefeituras o total de R$ 2,97 bilhões em repasses de ICMS. Os depósitos semanais são realizados por meio da Secretaria da Fazenda e Planejamento sempre até o segundo dia útil de cada semana, conforme prevê a Lei Complementar nº 63, de 11/01/1990. As consultas dos valores podem ser feitas neste link Acesso à Informação > Transferências de Recursos > Transferências Constitucionais a Municípios.
Nos onze meses deste ano, a Secretaria da Fazenda e Planejamento depositou R$ 26,77 bilhões aos municípios paulistas.
| Mês | Nº de Repasses | Valor Depositado |
| Janeiro | 5 | R$ 2,73 bilhões |
| Fevereiro | 4 | R$ 2,39 bilhões |
| Março | 4 | R$ 2,39 bilhões |
| Abril | 5 | R$ 2,19 bilhões |
| Maio | 4 | R$ 1,83 bilhão |
| Junho | 4 | R$ 1,96 bilhão |
| Julho | 5 | R$ 2,38 bilhões |
| Agosto | 4 | R$ 2,45 bilhões |
| Setembro | 4 | R$ 2,33 bilhões |
| Outubro | 5 | R$ 3,19 bilhões |
| Novembro | 4 | R$ 2,93 bilhões |
| Total: R$ 26,77 bilhões |
Agenda Tributária
Os valores semanais transferidos aos municípios variam em função dos prazos de pagamento do imposto fixados no regulamento do ICMS. Dependendo do mês, pode haver até cinco datas de repasses. As variações destes depósitos oscilam conforme o calendário mensal, os prazos de recolhimento e o volume dos recursos arrecadados. A agenda de pagamentos está concentrada em até cinco períodos diferentes no mês, além de outros recolhimentos diários, como por exemplo, os relativos à liberação das operações com importações.
Índice de Participação dos Municípios
Os repasses aos municípios são liberados de acordo com os respectivos Índices de Participação dos Municípios, conforme determina a Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988. Em seu artigo 158, inciso IV está estabelecido que 25% do produto da arrecadação de ICMS pertencem aos municípios, e 25% do montante transferido pela União ao Estado, referente ao Fundo de Exportação (artigo 159, inciso II e § 3º).
Os índices de participação dos municípios são apurados anualmente (artigo 3°, da LC 63/1990), para aplicação no exercício seguinte, observando os critérios estabelecidos pela Lei Estadual nº 3.201, de 23/12/81, com alterações introduzidas pela Lei Estadual nº 8.510, de 29/12/93.
CONSTANÇA REZENDE – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski deu neste domingo (13) prazo de 48 horas para que o Ministério da Saúde informe uma data de início e de término de seu plano de vacinação da população contra a Covid-19.
“Intime-se o Senhor Ministro de Estado da Saúde para que esclareça, em 48 (quarenta e oito) horas, qual a previsão de início e término do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid – 19, inclusive de suas distintas fases”, escreveu o ministro em seu despacho, endereçado também à Advogacia-Geral da União.
No sábado, o STF divulgou ter recebido um plano de vacinação do governo, mas o documento não apresenta prazo de início e término. A Saúde diz que isso só será possível após aprovação de alguma vacina pela Anvisa.
A equipe da Patrulha Rural da Polícia Militar durante patrulhamento pela estrada Rio Claro x Ipeúna na manhã deste domingo (13) visualizou uma camionete de cor cinza abandonado no local.
Como já era de conhecimento da equipe que havia um modelo parecido produto de roubo no mês passado pelo bairro Santo Inácio, em Ipeúna, ao averiguarem o veículo tratava- se da mesma camionete Placas(CFU-4443) produto de roubo na data de 27/11/20.
O veículo se encontrava intacto, trancada e sem a chave. Feito contato com o proprietário o mesmo compareceu ao local o qual tendo seu bem restituído.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O último GP da temporada 2020 da Fórmula 1, que aconteceu neste domingo (13) em Abu Dhabi, terminou com vitória de Max Verstappen, da Red Bull. Ele largou na pole position e se manteve em primeiro até o final da prova.
Foi a décima vitória do piloto, de 23 anos, na modalidade.
A liderança na corrida não foi suficiente, porém, para garantir ao piloto o vice-campeonato do torneio, que ficou com Valtteri Bottas, da Mercedes, segundo colocado no GP dos Emirados Árabes.
Companheiro de Bottas, o inglês Lewis Hamilton já havia conquistado antecipadamente o campeonato, pela sétima vez. Ele teve Covid-19 e ficou de fora da prova do último final de semana, no Bahrein, mas voltou a correr neste domingo e chegou na terceira posição.
Diferentemente das provas anteriores, marcadas pelo acidente grave de Grosjean e pelos problemas com os carros da Mercedes, a corrida em Abu Dhabi não teve grandes sobressaltos.
A largada teve poucas trocas de posições, nenhuma entre os primeiros colocados. As posições dos primeiros colocados na largada, Verstappen, Bottas e Hamilton, na sequência, se mantiveram no final da prova.
Vencedor da corrida do último domingo (6), o piloto mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, teve uma pane mecânica em seu carro e precisou deixar a prova. Por causa do incidente, o safety car foi acionado.
Pérez ainda não tem equipe para a próxima temporada.
O brasileiro Pietro Fittipaldi, neto de Emerson Fittipaldi, que substitui Grosjean na Haas, ficou na 19ª colocação.
BRUNO RODRIGUES E JOÃO GABRIEL – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde que chegou ao Brasil, há um ano e meio, para comandar a seleção feminina de futebol, a sueca Pia Sundhage, 60, fez reverência a Pelé, cantou Alceu Valença e até se acostumou ao atraso rotineiro dos brasileiros.
Mas apesar de saber a letra de “Anunciação”, o aprendizado do nosso idioma é uma barreira. “Esse português está me deixando louca, é muito difícil!”, diz a treinadora, aos risos, em entrevista à Folha.
O perfil brincalhão, que já caiu nas graças de torcedores, dá lugar à seriedade quando o assunto é o que acontece dentro das quatro linhas.
Pia busca uma melhora do nível de desempenho da seleção, que passa pelo desenvolvimento de três aspectos que ela identifica como problemáticos do futebol brasileiro: controle emocional, intensidade inferior à da Europa e compactação das equipes.
De olho na Olimpíada, a sueca também fala sobre os papéis das veteranas Marta e Formiga e diz que não há lugar cativo na convocação para os Jogos de Tóquio. “Se elas tirarem o pé, não terão chance.”
Folha – Já faz um ano e meio que a senhora assumiu a seleção. Como tem sido sua vida no país até aqui?
Pia Sundhage – É muito diferente de tudo o que eu já fiz. O futebol é o mesmo. Você tem dois gols, dois times, as estrelas, espírito de equipe e tal. A diferença é a cultura. Quando eu estava nos Estados Unidos, o inglês, ainda que não seja meu idioma nativo, era mais fácil. Mas esse português está me deixando louca, é muito difícil! Ser treinadora de futebol é pura comunicação. Dar indicações, feedbacks. No início, eu também ficava impressionada que ninguém chegava no horário. Eu sou sueca, sempre pontual. Precisei escolher minhas batalhas. E se uma técnica quer ter sucesso, é importante conhecer com quem está falando. Então esse [o idioma] é o meu maior desafio, um desafio divertido.
Folha – Nos EUA, você ilustrou o seu trabalho com uma música do Bob Dylan, que fala sobre mudanças. Há alguma música que já simbolize o seu trabalho no Brasil?
Pia Sundhage – Aquela canção, “The Times They Are a-Changin'”, significava na época que eu estava em um outro país e precisaria mudar se eu quisesse chegar às atletas. E as atletas também precisariam mudar para chegar a mim e ter sucesso. Tem a música [para o Brasil] do Alceu Valença, a do “tu vens” [Anunciação], que foi a primeira que cantamos.
Folha – Que outros aspectos da cultura brasileira já a impactaram de alguma forma?
Pia Sundhage – Eu venho da Suécia e sou muito organizada. E isso me lembra como as jogadoras brasileiras são emocionais. Pode ser uma força, mas também uma fraqueza. Quando não vão bem, não quero que nenhuma delas entre em um processo de resolver as coisas sozinhas. Se algo não funciona, eu quero que elas mantenham uma organização sueca. Com emoções, mas organizadas. Estive muitos anos nos Estados Unidos e elas são as líderes em tirar o melhor de cada uma. Não sabem perder e há uma razão para isso: elas amam competir. As brasileiras também amam competir, mas a chave é, quando você não vence, transformar isso em força para o time.
Folha – Quando a senhora chegou em 2019, mostrou admiração pelo futebol brasileiro. Qual a sua primeira lembrança com relação ao Brasil?
Pia Sundhage – Minha primeira memória é o meu irmão e a minha irmã dizendo que a Suécia havia enfrentado o Brasil na Copa do Mundo de 1958. E que um jovem jogador chamado Pelé marcou gols. Eu queria marcar gols também, então, eu com cinco, seis anos de idade dizia que eu era Pelé.
Folha – A senhora trará mais um assistente, Anders Johansson, para trabalhar ao seu lado em 2021. O que ele irá incorporar ao seu trabalho?
Pia Sundhage – Ele esteve na elite masculina do futebol sueco, também na elite feminina, e quero que trabalhe com a defesa. Nós temos sido seguras na defesa, mas precisamos ser mais precisas no posicionamento e um pouco mais rápidas na tomada de decisão. E também nas bolas paradas. Tenho Lilie [Persson] responsável pelo ataque e Anders responsável pela defesa.
Folha – De que forma o adiamento da Olimpíada de Tóquio para 2021 atrapalhou seu planejamento?
Pia Sundhage – Nós tínhamos um planejamento muito bom trabalhando junto com [Luciano] Capelli [fisiologista] e Fábio [Guerreiro, preparador físico] para o nosso calendário. A Covid-19 fez com que a gente não se encontrasse. Enquanto isso, as seleções europeias jogaram, disputaram a classificação à Euro. Então estão um pouco na frente.
Folha – A senhora conquistou duas medalhas de ouro olímpicas com os EUA. O que poderá trazer dessas experiências para a seleção brasileira na Olimpíada?
Pia Sundhage – Escolher as prioridades corretas. É muito importante apontar para onde você quer que as jogadoras olhem, mais importante que ganhar o próximo jogo. Primeiro de tudo, você tem um jogo a cada dois dias, e isso é muito difícil. Com a equipe americana, nós treinamos bastante. Já com a Suécia, em 2016, algumas jogadoras não chegaram nem a treinar entre uma partida e outra. Organização é importante. E eu já estive em todos os tipos de situações.
Folha – Formiga terá 43 anos na Olimpíada. Marta, 35, e Cristiane, 36. Depender de atletas veteranas é um problema no desenvolvimento de atletas jovens?
Pia Sundhage – Nunca é um problema. Mas é muito importante, até pelo respeito ao futebol feminino do Brasil, olhar para as mais novas. E nós temos feito isso ultimamente. Não é sobre a idade, é sobre performance. Enquanto uma jogadora como Formiga, como Marta, fizer o melhor em cada treinamento, elas terão chance de formar o time da Olimpíada. Mas se elas tirarem o pé um pouco, não.
Folha – A senhora já encontrou o papel que Marta poderá desempenhar na sua equipe?
Pia Sundhage – Eu não sei. A questão não é sobre a performance individual de Marta, é sobre o time. Debinha, por exemplo, está marcando muitos gols, mas a questão é: por quê? Não só com Debinha, mas com Ludmila, Formiga, Luana… É mais complexo do que pensar só na Marta. A pergunta é importante. Nós iremos discutir bastante como utilizar Marta. Se ela estiver saudável e jogando bem, nosso trabalho é fazer com que ela tenha sucesso. Antes da Olimpíada, terei uma resposta. Agora, não.
Folha – Recentemente ocorreram dois períodos de treinamento com grupos diferentes de atletas. Um com jogadoras do futebol brasileiro, na Granja Comary, e outro com nomes do exterior, em Portugal. Percebeu diferenças entre esses dois grupos?
Pia Sundhage – A diferença é a velocidade do jogo, intensidade. As jogadoras da Europa, Formiga e Luana, por exemplo, elas jogam no PSG e enfrentam outros times europeus, e a velocidade do jogo se mantém por 90 minutos. Eu assisti à final do Brasileiro que o Corinthians venceu o Kindermann. Há trechos em que se chega a essa intensidade, mas não se sustenta. Os times se soltam, ficam espaçados. Isso não acontece com frequência na Europa. Fizemos os mesmos exercícios na Granja e em Portugal, com GPS. A intensidade das que atuam na europa foi maior.
Folha – Manter o time compacto e intenso durante todo o jogo é o seu maior desafio então…”
Pia Sundhage – Se a gente se espalha no campo, sinto que não poderemos usar nossa técnica. Em espaços pequenos, somos as melhores do mundo. Mas é preciso ir a algum lugar, ter uma direção. A gente usa uma expressão: “challenge the line” [desafiar a linha]. Se a gente joga espalhado, tem mais dificuldades de trazer o nosso melhor para o jogo.
Folha – Uma das expectativas que sua contratação trouxe foi também de desenvolvimento da modalidade. A senhora sente essa responsabilidade?
Pia Sundhage – Eu espero que as pessoas olhem para mim como uma pessoa generosa. Tenho a chance de compartilhar o meu conhecimento, e você pode fazer o que quiser com esse conhecimento. A questão é que, quando se trata de clubes, leva tempo para criar uma conexão. O jogo está ficando cada vez mais rápido. Nós temos a técnica, só precisamos de um pouco mais de velocidade, correr sem e com a bola. Então acho que aí poderemos levar o jogo das mulheres ao próximo nível.