Bares questionam ‘nova’ fase amarela

As novas regras da fase amarela do Plano SP de combate à covid-19, na qual Rio Claro se encontra atualmente,anunciadas na última sexta (8), impede os bares de funcionarem com público presencial após as 20h. A decisão, claro, incomoda os donos dos estabelecimentos, que lutam para se manter em meio aos prejuízos.

Em Rio Claro, a situação não é diferente e os bares têm sofrido com as restrições impostas pelo Governo de SP. Orlando Baungartner, do Sujinhos Bar, na Bela Vista, é um dos proprietários de bares que sofreram ao longo dos últimos meses.

“Por conta da pandemia, ficamos seis meses parados, tivemos queda de cerca de 90% da receita, bares sofreram com perda de funcionários, tem sido uma fase bem difícil. Essa nova decisão do Governo de São Paulo atrapalha ainda mais. Para nós, que trabalhamos com bares e casas noturnas, fechar às 20 hora prejudica muito a gente. Esse negócio do fechamento é uma palhaçada, um absurdo”, comentou Orlando.

Com relação às restrições, o dono do Sujinhos ainda questiona o motivo de só os bares terem que fechar às 20h: “O Governo elogia o comércio por seguir os protocolos, quando não é bem isso que a gente tem visto. Não desmerecendo os lojistas, que tem que trabalhar também, mas porquê nós não? Isso não condiz com o que é justo. Acredito que se mantivermos aberto por mais tempo, com 40% de ocupação, mesa distanciadas etc, seria melhor. Tivemos reunião com a antiga administração municipal e da secretaria de saúde em Dezembro, expusemos isso, e falaram pra gente que é preciso seguir o decreto do estado. Conversamos com advogados e não é bem assim, já que o decreto não lei. Colocaram pra gente que o problema é o bar, quando o fluxo maior que vemos é no Centro durante o dia. O prejuízo foi terrível, fomos taxados como culpados de uma situação de que a culpa não é nossa, tanto que a maior taxa de mortes aconteceu quando estávamos fechados. Assim fica difícil pra gente trabalhar, mesmo que corretamente, já que o diálogo segue essa linha, o pessoal só vai seguindo o governador”.

Outro dono de bar que sofre com a situação é Cacá, do Bar do Tatão, na Vila Martins: “Sem dúvidas q o horário até as 20h fica muito restrito, ainda mais se referindo a alguns bares que abrem a partir das 17 ou 18h. Acaba que nem compensa abrir. O problema é que as contas vêm. Acho que já deu tempo o suficiente para os governos verem que não é um comércio aberto até as 20h que é o problema. São os transportes públicos, as grandes empresas que não pararam, os mercados, quer dizer, em tudo tem aglomeração e não só nos bares, lanchonetes e restaurantes, que são tratados como culpados. É preciso ter bom senso dos governos. Estamos fazendo isso por necessidades. Temos filhos, colaboradores e familiares que dependem deste setor. Também temos receio desta doença e infelizmente temos que enfrentar, mas com bom senso vamos vencer”.

73 anos do Policiamento Rodoviário de SP e dia do policial militar rodoviário

O Policiamento Rodoviário, segmento especializado da Polícia Militar do Estado de São Paulo, comemora no próximo dia 10 de janeiro de 2021 seus 73 anos de criação e o Dia do Policial Militar Rodoviário.

Aos “10 de janeiro de 1948”, surgia a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo. O sonho e o ideal de um homem, nosso 1º Comandante, Tenente PM José de Pina Figueiredo, tornava-se realidade. A partir de 1962, seus componentes passaram a integrar a então Força Pública do Estado de São Paulo, sob a denominação de Corpo de Policiamento Rodoviário.

Hoje, além de sua Sede, o Comando de Policiamento Rodoviário (CPRv) conta com seis Batalhões de Polícia Rodoviária. São aproximadamente 22.000 km de rodovias guarnecidas diuturnamente pelo CPRv, com o mesmo afinco dos pioneiros do final da década de 40, de modo a honrar irrevogavelmente o compromisso organizacional com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana, por meio de ações com foco na segurança pública e viária.

A data de 10 de janeiro, também, contempla a comemoração do Dia do Policial Militar Rodoviário, instituído para relembrar a gênese do Policiamento Rodoviário, por meio do projeto de lei de iniciativa do Deputado Estadual Gil Lancaster, como forma de valorizar nossos profissionais que se empenham diuturnamente para a garantia de um trânsito e de rodovias mais seguras.

Os seis Batalhões têm buscado servir aos usuários e a população paulista com a mesma determinação de seus antecessores, seguindo fielmente a premissa gravada na história pelo comandante Pina de Figueiredo. Prova disso é que,desde 2011, alinhado ao Movimento Paulista de Segurança no Trânsito e ao Programa de Redução de Acidentes de Trânsito e Segurança Viária da ONU, são empenhados esforços policiais, mensurados diariamente pelo “Observatório de Trânsito e Segurança Viária do CPRv”, por meio de indicadores de desempenho operacional.

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No período de 2011 a 2020, as ações do Policiamento Rodoviário contribuíram para a redução de mais de 38,67% no número de mortos e 41,95% no número de feridos decorrentes de sinistros de trânsito nas rodovias estaduais.

Focando a fiscalização no comportamento do motorista (embriaguez ao volante e controle de velocidade), foram obtidos resultados históricos: fevereiro de 2020 foi o mais seguro dos últimos 241 meses, mesmo período em que foi registrado o feriado de carnaval mais seguro dos últimos 27 anos. E o mais importante, 2020 foi o ano em que foi registrado o menor número de óbitos decorrentes de sinistros rodoviários dos últimos 38 anos, no Estado detentor da maior densidade veicular da Federação. Mais o árduo trabalho continua.

A terceira Conferência Global da ONU sobre Segurança no Trânsito, realizada em fevereiro de 2020 em Estocolmo, definiu os anos de 2021 a 2030 como a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito. A meta agora é a redução de, pelo menos, 50% de lesões e mortes no trânsito no mundo inteiro. Entre as principais recomendações da Declaração de Estocolmo está o controle da velocidade no trânsito. O Policiamento Rodoviário não hesitará nas suas missões, em busca de atingir a meta proposta, tudo em prol de um trânsito mais seguro e humanizado.

A prevenção criminal também foi alvo de destaque. Em 2020, foram retiradas de circulação mais de 145 toneladas de drogas ilícitas, maior patamar de toda a série histórica, que corresponde a um aumento da ordem de 102% nas apreensões, se comparado ao ano imediatamente anterior. Foram apreendidos ainda 30,7 milhões de maços de cigarros (+68%). Tivemos 237 armas de fogo apreendidas, 752 pessoas procuradas pela Justiça foram capturadas e 2.798 foram presas em flagrante pelos mais diversos crimes.

Foi lançada em 2021 a 49ª edição do Programa Educativo de Trânsito (Calendário Institucional), com o intuito de reforçar e sensibilizar as pessoas, com respeito às condutas adequadas para a melhoria dos níveis de segurança no trânsito rodoviário. Nesta edição, o mencionado Programa Educativo tem como tema as “Inovações Tecnológicas no Policiamento Rodoviário”, ressaltando a centralidade das novas soluções tecnológicas para a mudança de comportamento dos usuários das Rodovias Paulistas e a promoção de níveis satisfatórios de segurança rodoviária.

O Comandante do Policiamento Rodoviário, Coronel PM Lourival da Silva Júnior parabeniza o “Policiamento Rodoviário pelos seus 73 anos” e, mais que isso, aos Policiais Militares Rodoviários que contribuíram e que continuam contribuindo para alcançar a excelência na prestação dos serviços essenciais de segurança pública nas rodovias paulistas.

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Maia chama Bolsonaro de covarde em meio a disputas da vacinação e na Câmara

MATHEUS TEIXEIRA – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em meio às disputas pelo comando da Câmara e sobre a vacina contra a Covid-19, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou as redes sociais neste sábado (9) para chamar Jair Bolsonaro (sem partido) de “covarde”.

Além disso, Maia afirmou que o presidente da República tem culpa pelas 200 mil mortes por Covid-19 registradas no Brasil até agora.

Neste sábado, o presidente da Câmara também rebateu as críticas de Arthur Lira (PP-AL), que concorre à presidência da Casa contra o seu grupo, representado por Baleia Rossi (MDB-SP).

“Cada vez mais o candidato do Bolsonaro usa das mesmas práticas do seu chefe. Por isso que cada vez mais eu ouço ele ser chamado de ‘Bolsolira'”, respondeu Maia por meio de sua assessoria de imprensa.

O deputado do DEM afirmou que Lira cria narrativas falsas para tentar transferir para seu grupo atitudes que “o padrinho dele [Bolsonaro] defende e aplaude”.

Lira havia dito que Maia conduziu a Câmara de maneira “personalista” e que a candidatura de Baleia nasce “de uma imposição”. O deputado diz ter recebido relatos de pressão de governadores nas bancadas e de repressão das cúpulas partidárias contra a sua candidatura. “Tudo isso lá do lado da turma que fala em democracia e liberdade”, afirmou Lira.

Já a acusação de Maia de que Bolsonaro seria covarde foi feita a partir do compartilhamento de uma nota da coluna Radar da revista Veja, que afirma que o presidente tem culpado o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pela perda de popularidade do governo e pelo atraso na vacinação contra a Covid-19.

“Bolsonaro é covarde”, escreveu Maia no Twitter. Segundo a nota da revista, na reunião ministerial ocorrida nesta semana, Bolsonaro disse, um pouco em tom de brincadeira e um pouco com seriedade, que a Covid-19 “baqueou Pazuello e que ele não dá conta de mais nada”.

O ministro pegou a doença em outubro e chegou a ficar dois dias internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.

A irritação de Bolsonaro seria pela crescente pressão que tem recebido nas redes sociais por causa do atraso em iniciar a vacinação contra a Covid no Brasil.

Neste sábado, o Ministério da Saúde informou que fechou um acordo com o Instituto Butatan para distribuir as vacinas da Coronavac a todos os estados simultaneamente. Os imunizantes serão disponibilizados pelo SUS.

Os atritos entre Maia e Bolsonaro se intensificaram na última semana.

O chefe do Executivo criticou o fato de o presidente da Câmara ter se unido ao PT para eleger Baleia como seu sucessor à frente da Casa.

Bolsonaro comentou suposta contradição de Maia por ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou que, na verdade, o deputado se assemelha ao PT.

“Pelo poder, água e óleo não se misturam. Se bem que aí eu acho que não é água e óleo, não, são duas coisas muito parecidas”, disse.

Nas redes sociais, Maia rebateu as declarações do presidente.
“Não me surpreende que o presidente Bolsonaro critique a união de partidos em apoio à candidatura de Baleia Rossi à presidência da Câmara. Só compreendem o nosso gesto aqueles que defendem a democracia antes de tudo. Aqueles que respeitam diferenças e valorizam o diálogo”, escreveu.
Ele ainda recordou que durante a pandemia Bolsonaro foi a manifestações que pediam o fechamento do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Eu sempre condenei atitudes assim e sempre defendi a representação de todos os partidos no Congresso. O bloco Democracia e Liberdade se une para condenar o autoritarismo, o fascismo e a incompetência. São muito naturais as críticas e o incômodo de Bolsonaro à nossa união”, ressaltou.

Um dia antes, Maia havia criticado as declarações de Bolsonaro de que houve fraude nas eleições de 2018. O deputado classificou a afirmação de Bolsonaro como um “um ataque direto e gravíssimo ao TSE e seus juízes”.

“Os partidos políticos deveriam acionar a Justiça para que o presidente se explique. Bolsonaro consegue superar os delírios e os devaneios de Trump”, criticou Maia, também em rede social.

Em dezembro, ambos também haviam protagonizado duros embates devido à perda de validade da medida provisória que instituía o 13º do Bolsa Família.

Em uma live, Bolsonaro afirmou que a MP não virou lei por culpa de Maia: “Sabia que não teve [13° para o Bolsa Família] nesse ano? Foi promessa minha? Foi. Foi pago ano passado? Foi. Mas, o presidente da Câmara deixou caducar a MP. Vai cobrar de mim? Cobra do presidente da Câmara”, disse Bolsonaro em 17 de dezembro.

Maia, por sua vez, disse que o chefe do Executivo mentiu e que o tema não avançou no Congresso por causa do governo. “Hoje, o próprio ministro Paulo Guedes confirmou que o presidente é mentiroso, quando disse que de fato não há recursos para o 13º do Bolsa Família.”

Neste sábado, Bolsonaro recebeu diversos ministros no Palácio da Alvorada para almoçar. O secretário da Pesca, Jorge Seif Júnior, publicou imagens do encontro nas suas redes sociais.

Também estiveram presentes os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Milton Ribeiro (Educação).

Rio Claro registra 60 novos casos de coronavírus

Rio Claro registrou 60 novos casos de coronavírus nas últimas 24 horas, conforme boletim divulgado neste sábado (9). O município totaliza 6.907 casos, com 6.302 pacientes recuperados e 168 óbitos.

O município de Rio Claro tem 34 pacientes hospitalizados, sendo 14 em leitos públicos e 20 em leitos particulares. Dos 34 internados, 18 estão em unidades de terapia intensiva.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização.

Papa Francisco diz que deve tomar vacina contra a Covid-19 na próxima semana

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Papa Francisco, 84, afirmou que deve tomar a vacina contra a Covid-19 na próxima semana e criticou quem se opõe à vacinação. As declarações foram dadas em entrevista à rede Canale 5, neste sábado (9).

“Na próxima semana começaremos [a vacinação], já tenho minha data”, disse. “Temos que fazê-lo”, insistiu o pontífice argentino, para quem “há um negacionismo suicida que não consigo explicar”.

“Acredito que do ponto de vista ético todos devem ser vacinados, porque você não só põe em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a dos outros”, seguiu.

“Não sei por que alguns dizem ‘não, a vacina é perigosa’, mas se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom, que não apresenta riscos particulares, por que não fazê-lo?”, questionou o pontífice.

Na entrevista, o papa também afirmou que pessoas que trabalham contra a democracia devem ser condenadas, independentemente de quem elas sejam, e que lições devem ser aprendidas sobre a invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores do presidente Donald Trump na última quarta-feira (6).

“Fiquei estupefato porque se trata de um povo tão disciplinado na democracia”, afirmou. “Sim, isso deve ser condenado, esse movimento, não importa quem esteja envolvido nele”, seguiu.

Ele disse também que “nos ambientes mais evoluídos sempre há algo que não funciona” e que há pessoas “que tomam um caminho contra a comunidade, contra a democracia, contra o bem comum”.

O pontífice também afirmou que violência pode aparecer em qualquer lugar, que é importante compreender o que deu errado e que se aprenda com a história.

SP registra 1,54 milhão de casos e 48,3 mil óbitos por coronavírus

O Estado de São Paulo registra neste sábado (9) 48.298 óbitos e 1.540.513 casos confirmados do novo coronavírus.

Entre o total de casos diagnosticados de COVID-19, 1.350.513 pessoas estão recuperadas, sendo que 161.398 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 66,1% na Grande São Paulo e 64% no Estado. O número de pacientes internados é de 12.373, sendo 7.128 em enfermaria e 5.245 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 11h deste sábado.

Hoje (9), os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 611 com um ou mais óbitos. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade, junto com o perfil, pode ser consultada também em: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus.

Ministério da Saúde anuncia que distribuirá vacina do Butantan a todos estados

BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde informou nesta sábado (9) que fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para distribuir com exclusividade as vacinas contra o novo coronavírus pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para todos os estados, simultaneamente.

A pasta informou que campanha de imunização gratuita deve começar “tão logo os imunizantes recebam autorização da Anvisa”.

Na sexta-feira, o Butantan fez pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para aplicar doses da Coronavac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A previsão é de que a Anvisa se manifeste sobre o pedido em até 10 dias.

“Assim, brasileiros de todo o país receberão a vacina simultaneamente, dentro da logística integrada e tripartite, feita pelo Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde”, informou em nota, o Ministério da Saúde.

Na nota, o ministério informou ainda que já havia assinado junto ao Butantan contrato para a aquisição de 46 milhões de doses da Coronavac fabricada pelo instituto.

O ministério informou que as doses serão distribuídas proporcionalmente à população de estados, que farão a distribuição entre os municípios.

A pasta da Saúde informou que nos próximos dias deve acontecer uma reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes de Conass (Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais) e Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde) para detalhamento dos próximos passos da logística e calendário da campanha.

Participaram do encontro ontem, em São Paulo, os assessores especiais do Ministério da Saúde, Zoser Hardmann e Aírton Cascavel; a coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Francieli Fantinato; o superintendente de São Paulo do Ministério da Saúde, José Carlos Paludeto; além do presidente e da diretora do Instituto Butantan, Dimas Covas e Cíntia Retz, respectivamente. O coordenador do Fórum Nacional de Governadores, Wellington Dias (PT-Piauí) também participou do encontro por videoconferência.

Defensoria Pública da União pede adiamento do Enem 2020

AGÊNCIA BRASIL – A Defensoria Pública da União (DPU) recorreu à Justiça Federal para tentar adiar a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), agendadas pelo Ministério da Educação (MEC) para começar no próximo dia 17.

Entidades científicas como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), além de organizações como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) também defendem o adiamento do exame.

Em comum, as iniciativas favoráveis à suspensão temporária sustentam que as aglomerações nos locais de prova favorecerão a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da covid-19 em um momento em que a incidência da doença está aumentando em quase todo o país.

No novo pedido de tutela de urgência que ajuizou ontem (8), no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), o defensor público federal João Paulo Dorini afirma que não há, até o momento, “clareza sobre as providências adotadas para evitar a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão” em todo o Brasil.

Dorini lembra que a ação civil pública que corre no TRF-3 foi protocolada pela DPU e pelo Ministério Público Federal (MPF) em abril de 2020, poucas semanas após o MEC divulgar o edital do Enem. E que, já naquela ocasião, defensores e procuradores pediam que todo o cronograma do exame fosse ajustado “à nova realidade trazida pela pandemia”, principalmente quanto aos prejuízos que os alunos da rede pública de ensino sofreram devido às dificuldades de cumprir o programa de ensino.

“Em abril, não se sabia se as provas poderiam ser realizadas em janeiro seguinte, seja por não se saber que o conteúdo programático do ano letivo teria sido cumprido (o que não foi, quando muito, apenas formalmente), seja por não se saber como estaria a transmissão do vírus e os riscos sanitários envolvidos”, afirma Dorini, argumentando que, até o momento, “não houve uma solução judicial a contento para viabilizar a realização de um exame que não reproduza as deficiências pedagógicas nas redes estaduais de ensino durante a pandemia e que possa ser realizado de maneira segura”.

“Não há maneira segura para a realização de um exame com quase seis milhões de estudantes neste momento, durante o novo pico de casos da covid-19”, acrescenta o defensor. “Qual será o impacto de mais um aumento exponencial de contaminações em decorrência [da realização do] Enem, que não se restringirá apenas a estudantes e funcionários, mas também a seus familiares e pessoas de suas convivências, em um sistema de saúde já colapsado em muitas cidades”, questiona Dorini ao pedir que a Justiça Federal aprecie a questão com urgência e determine o adiamento das provas.

Medidas de prevenção

Em redes sociais, o Ministério da Educação afirmou que tem sido “diligente” [cuidadoso] na aplicação dos recursos públicos para garantir a segurança dos candidatos do Enem, bem do do Revalida e do Encceja. Em nota divulgada em seu site, o ministério afirma que o Inep destinou R$ 64 milhões apenas para as medidas de prevenção contra a covid-19 na aplicação do Enem (aquisição de equipamentos de proteção individual, álcool em gel e mais locais para aplicação de provas) e detalhou as principais ações que o instituto vem adotando.

“Foram estabelecidas regras específicas para reduzir aglomerações nos locais de prova, durante a aplicação”, destaca a pasta, explicando que tais normas foram definidos em conjunto com as empresas contratadas para aplicar o exame, com base nas principais diretrizes do Ministério da Saúde e “de outros órgãos e entidades de referência”.

Segundo o Ministério, os referidos procedimentos estão detalhados em dois editais, o nº 54 e o nº 55. Entre outras coisas, os editais estabelecem a proibição da entrada e permanência nos locais de prova de qualquer pessoa sem máscara de proteção que cubra totalmente o nariz e a boca (e que, segundo o MEC, “serão verificadas pelos fiscais para evitar possíveis infrações”. Só será permitida a retirada momentânea da máscara para alimentação ou ingestão de líquidos.

Os editais também estabelecem que, antes do início das provas, o aplicador deverá fornecer álcool aos candidatos que, antes de entrar na sala de provas, terão que higienizar as mãos. O MEC garante que as salas serão higienizadas antes da aplicação do exame e organizadas de forma a garantir um distanciamento social adequado e “o máximo de ventilação natural” possível.

Pessoas que informaram que fazem parte de algum grupo de risco (idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou que afetam a imunidade) deverão receber tratamento diferenciado, ocupando salas com ocupação de até 25% da capacidade máxima. Segundo o ministério, estes participantes já foram previamente identificados no momento da inscrição. Além disso, gestantes, lactantes, idosos e pessoas com condições médicas preexistentes (cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, diabetes, obesidade mórbida, hipertensão, doenças imunossupressoras e oncológicas) ocuparão salas com, no máximo, 12 pessoas.

Quem no dia da prova apresentar sintomas de qualquer doença infectocontagiosa não deverá comparecer ao local do exame, mas deverá comunicar sua condição previamente, por meio da Página do Participante. As doenças para as quais os editais do Inep preveem a possibilidade de reaplicação dos testes são: coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela e covid-19.

“Com todas as medidas de prevenção e os cuidados adotados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep para a realização do Enem 2020, somados à compreensão e à colaboração de todos os participantes, temos a confiança e a certeza de que realizaremos o exame com segurança para todos os envolvidos”, afirma o ministério, alegando que a aplicação das provas “é fundamental para garantir o acesso dos estudantes ao ensino superior em 2021”.

Repercussão

Também ontem, 50 entidades científicas dos campos da Educação e da Saúde divulgaram uma nota conjunta em que apontam a “necessidade urgente” de que a realização das provas do Enem sejam adiadas “para outro momento no qual os índices de transmissão e a capacidade de resposta dos serviços de saúde estejam dentro de níveis aceitáveis”. Entre as organizações signatárias estão a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); a Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped); a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

“As propostas apresentadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) como medidas de segurança para evitar a infecção pela covid-19 não são suficientes para garantir a segurança da população brasileira, num momento de visível agravamento da pandemia no país”, sustentam as entidades na nota. “Este exame existe para incidir na redução das desigualdades do acesso ao ensino superior e não pode servir para ampliar desigualdades ou, o que é inaceitável, se tornar espaço vetor de uma pandemia já fora de controle por incúria governamental”.

Em outra frente contra a aplicação das provas presenciais a partir do dia 17, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) acionaram o Ministério Público Federal (MPF) com uma representação judicial para que o órgão tente obter o adiamento do exame na Justiça.

“Entramos com uma ação no Ministério Público Federal pedindo esclarecimentos sobre o Enem 2020; posicionamento a respeito de uma nova data e transparência sobre as medidas de segurança para a realização da prova”, informaram as entidades, ontem, em suas redes sociais. “Desde março de 2020 estamos tentando dialogar com o governo federal e com as demais autoridades sobre possíveis soluções para a realização do Enem, no entanto, as providências adotadas pelo Ministério da Educação e pelo Inep têm se mostrado insuficientes”, acrescentam.

Novo edital para 2,7 mil soldados PM de 2ª classe é lançado

SSP – Foi publicado no DOE (Diário Oficial do Estado), deste sábado (9), o edital para selecionar 2.700 soldados de 2ª classe que irão atuar nas unidades da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo). O curso de formação tem duração média de um ano e é realizado na Escola Superior de Soldados “Coronel PM Eduardo Assumpção”, na zona norte da Capital, e nos núcleos de formação no interior, à ela subordinados.  

A abertura deste concurso público foi autorizada pelo despacho do governador João Doria publicado no DOE, de 25 de janeiro de 2020.  

O edital na íntegra poderá ser conferido no site da Imprensa Oficial, no caderno Executivo I – seção Concursos Públicos, a partir da página 197.  

Inscrições

Os interessados na seleção poderão se inscrever das 10h de 14 de janeiro até às 23h59 de 25 de fevereiro deste ano, exclusivamente pelo site da Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Fundação VUNESP, pagando uma taxa de R$ 57. O pagamento da taxa deverá ser feito, no máximo, até o 1º dia útil subsequente ao término do período das inscrições.  

Principais requisitos  

Os candidatos precisam ser brasileiros e ter entre 17 e 30 anos, exceto para aqueles que já pertencem aos quadros da PM paulista. É necessário estar em dia com suas obrigações eleitorais e militares e ser habilitado para condução de veículo motorizado entre as categorias “B” e “E”. Tatuagens são permitidas, desde que não faça alusão à discriminação, violência ou seja ofensiva à PM ou aos direitos humanos. As mulheres interessadas necessitam de altura mínima de 1,55 metro e os homens, de 1,60 m.  

Para ser um futuro soldado da PM, o participante precisa ter concluído o ensino médio ou equivalente e passar em todas as etapas do concurso dentro do número e vagas. 

Salário e atribuições 

A remuneração inicial do aluno-oficial é de R$ 3.318,53, incluindo o salário-base, o Regime Especial de Trabalho Policial (RETP) e o valor de insalubridade. 

As atribuições do cargo de Soldado PM de 2ª classe são o  policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. 

Banco do Brasil renegocia R$ 40 milhões em dívidas por WhatsApp

AGÊNCIA BRASIL – Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões, informou o Banco do Brasil (BB). O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira.

Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.

Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia.

Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.

O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente.

Para fazer uso da solução, o dispositivo móvel do cliente deve estar liberado para transações pelo WhatsApp. A ferramenta também permite o cancelamento de acordo realizado, a emissão de segunda via de boleto de renegociação e a liquidação antecipada de acordos.

PM prende homem por embriaguez ao volante no centro

Na madrugada deste sábado (09), policiais militares da 1ª Companhia do Trigésimo Sétimo Batalhão de Polícia Militar do Interior prenderam um homem por embriaguez ao volante, no município de Rio Claro.

A equipe em patrulhamento pelo Centro da cidade flagrou o momento em que um homem conduzindo uma motocicleta avançou o sinal vermelho. Na sequência, a equipe teve sucesso na abordagem.

Durante a busca pessoal não foi localizado nenhum ilícito, porém, o infrator da lei exalava forte teor alcoólico e logo confessou aos policiais ter feito uso de bebidas alcoólicas, o que se confirmou no resultado do teste do etilômetro.

Diante dos fatos, o infrator foi conduzido ao plantão policial permanecendo à disposição da autoridade policial, a motocicleta foi apreendida.

Rainha Elizabeth 2ª e príncipe Phillip recebem vacina contra coronavírus

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A rainha Elizabeth 2ª, 94, e seu marido, o príncipe Phillip, 99, receberam neste sábado (9) a primeira dose da vacina contra o coronavírus, informou o Palácio de Buckingham.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas já foram imunizadas no Reino Unido.

O Reino Unido tem registrado mais de 52 mil novos casos diários de Covid-19 e mais de 1.100 mortes por dia, e é o país europeu com maior número de mortes totais desde o começo da pandemia (mais de 78,5 mil).

Com a disseminação de uma nova variante, cuja transmissão é 70% maior, o governo impôs novo lockdown para tentar controlar o aumento acelerado de casos.

Também adotou uma nova estratégia de vacinação, adiando a injeção da segunda dose para tentar dar ao menos uma dose ao maior número de pessoas o mais rapidamente possível. Ainda não se sabe se os imunizantes impedem a transmissão, mas o objetivo é proteger os mais vulneráveis, evitando colapso nos hospitais e mortes desnecessárias.

Jornal Cidade RC
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