Marido de Ivete Sangalo é criticado ao dizer que família pegou Covid da cozinheira

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O nutricionista Daniel Cady, 35, marido da cantora Ivete Sangalo, 48, participou de uma live com a atriz Regina Casé, 67, e revelou que ele e a família já tiveram Covid-19. Na conversa, realizada na última quarta-feira (7), ele disse que todos tiveram sintomas leves e já cumpriram o período de isolamento.


Nas redes sociais, no entanto, o relato de Cady acabou sendo muito criticado. Primeiro porque ele afirmou que, após contrair a doença, a família estaria “meio vacinada”, o que não é verdade já que é possível a recontaminação, e por dizer que a doença “chegou por uma funcionária, uma cozinheira”.


“Quando a elite se pronuncia é para isso”, criticou um internauta no Twitter. “Que patético colocar a culpa na empregada que nem deveria estar trabalhando”, comentou outro. “Esse relato do marido da Ivete Sangalo é absurdo em tantos níveis…”, disse mais um.


No bate-papo, o nutricionista afirma ter vontade de conhecer o sítio de Regina Casé. A atriz diz que ele pode visitá-la, mas apenas se ficar cinco dias trancado em casa e fizer um teste de Covid. Foi aí que Cady revelou a contaminação da família.


“Todos nós já pegamos Covid aqui em casa, mas graças a Deus foram só sintomas leves. Marcelinho, eu, Ivete, todo mundo. Graças a Deus não teve nada. Estamos todos meio que vacinados agora, mas com o cuidado redobrado”, afirmou.


Ele ainda continuou: “Estávamos meio entocados. A Covid chegou por uma funcionária, uma cozinheira. O que a gente pode fazer a gente fez. Mas esse lance de o funcionário passar uma semana aqui e folgar… Enfim, ela acabou trazendo para cá, mas está tudo bem.”

Cady afirmou que todos estão mantendo o isolamento social, mas também estão “mais tranquilos para sair de casa”, afirmação que também foi atacada por internautas. Casados desde 2011, Cady e Ivete têm três filhos: Marcelo, 11, e as gêmeas Marina e Helena, 3.

VÍDEO: Santa Casa reverte primeiro caso de criança entubada com Covid

O primeiro caso de criança entubada por complicações respiratórias causadas pelo Covid, terminou bem na Santa Casa de Rio Claro. A menina de apenas 10 anos, teve alta nessa sexta-feira, 9 de abril e vai comemorar o aniversário em casa. “Comemorar o aniversário, depois de tudo o que passamos é como se ela tivesse nascido de novo”, diz a mãe Maria Simone de Souza, de 38 anos.

Gabriela Paula de Souza, de apenas 10 anos deu entrada na Santa Casa no dia 28 de março com complicações respiratórias. No início do mês, o filho mais velho apresentou os primeiros sintomas. Ele foi separado da família, mas logo em seguida a irmã, cunhado, sobrinha, marido, além da própria mãe, testaram positivo, quase todos aos mesmo tempo. “No dia 23 eu fui ao médico, porque estava com os sintomas da doença e já na volta para casa, ela reclamou de dor de cabeça e cansaço”.

Os primeiros tratamentos foram feitos em Corumbataí, município onde a família reside. Mas, a febre alta persistiu até que foi detectado que a saturação da menina já estava baixa e ela foi transferida para a Santa Casa de Rio Claro. Dois dias depois, o quadro de Gabriela apresentou piora e ela foi encaminha para a UTI. “Quando ela chegou aqui o quadro já era grave. Tentamos fazer a ventilação não invasiva, mas, ela teve que ser entubada e chegou a ficar em posição de Prona, que é aquela de barriga para baixo, pra melhorar a oxigenação dos tecidos”, conta Dr. Sérgio Pimenta Terra Junior, médico do setor Covid da Santa Casa.

A mãe recebeu a notícia por telefone. Mesmo curada da doença, ela apresentava cansaço e o acompanhamento da menina foi feito pelo pai. “Quando ele me ligou contando que ela iria para a UTI, meu mundo caiu. Eu só pensava na minha menininha, na minha princesa, tão pequena ainda, com tanta coisa pra viver, tive medo que ela não voltasse”, conta Simone, emocionada.

Mas, felizmente, uma semana após o início do tratamento intensivo Gabriela estava curada. “Um milagre de Deus e desses profissionais da Santa Casa. Meu coração doía cada vez que eu ia embora, mas, eu sabia que ela estava sendo bem cuidada”, lembra.

Durante o período de internação na UTI, Simone levava áudios da família para que a filha escutasse. “Ela respondia com movimentos leves, eu sabia que ela estava escutando”. A mãe tinha razão, quando acordou, Gabriela se lembrava de ter ouvido a avó e as tias. “Eu achei que tivesse sonhado”, conta a menina.

De malas prontas pra voltar para casa, Gabriela se despede da equipe da Santa Casa, que se emociona com mais uma história de superação e cura, mas, faz um alerta importante para os pais. “Casos de complicação em crianças são mais incomuns, mas, podem acontecer. Também é fundamental ficar atento a alimentação para que a criança se mantenha saudável e dentro do peso ideal para cada idade. Sabemos que a obesidade é uma comorbidade que pode agravar os casos de Covid, então, recomendamos atenção redobrada com a saúde em todos os aspectos”, orienta Dr. Sérgio.

Agora, Gabriela só pensa em voltar para casa, mas, com a  inteligência e perspicácia própria da sua idade, a primeira atividade que ele pretende fazer ao retornar é gravar um vídeo contando os dias que passou no hospital e orientando para os cuidados básicos com a saúde.

Infrações leves e médias serão convertidas automaticamente em advertência

MARIANA FREIRE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Motoristas que cometerem infrações de trânsito leves e médias podem ter a punição convertida automaticamente em advertência por escrito segundo as novas regras do Código de Trânsito, sancionadas em outubro pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As alterações entram em vigor na segunda-feira (12).


Segundo o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), órgão responsável pelas normativas de trânsito no país, o motorista que cometer uma infração do tipo não precisará acionar o órgão autuador de trânsito. Com isso, não será necessário pagar a multa, e os pontos na CNH (carteira de motorista) não serão aplicados.


Nas regras atuais, a possibilidade de conversão da multa em advertência já é prevista, mas depende da decisão da autoridade de trânsito a respeito de uma solicitação do motorista.


Agora, será levado em consideração automaticamente qual penalidade será mais educativa, afirma Fábio Karaver, advogado especialista na área de Trânsito e membro da Comissão de Direito do Trânsito da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo.


Para ter direito à advertência por escrito automática, o motorista não pode ter cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses. Em caso de reincidência em infrações, a multa e os pontos serão aplicados.


“[O motorista] precisa ficar 12 meses sem receber qualquer tipo de multa. Uma vez que a primeira multa leve ou média já tenha sido convertida em advertência, ele não terá esse benefício se cometer alguma infração a mais nesse período”, afirma nota enviada pelo Contran.

Entre as infrações que podem ser convertidas em advertência estão parar na calçada ou sobre faixa de pedestres, classificadas como leves, e exceder em até 20% o limite de velocidade da via ou estacionar na contramão, consideradas médias.


DESCONTO NA MULTA
Outra mudança na aplicação das multas é a possibilidade de realizar pagamentos com desconto. Para isso, o motorista que cometer uma infração tem que optar pelo SNE (Sistema de Notificação Eletrônica) e por não apresentar defesa prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento da infração.


Seguindo esses critérios, o condutor pode pagar apenas 60% do valor da multa, em qualquer fase do processo, até o vencimento. Atualmente, já é possível ter desconto de 20% no pagamento caso a multa seja paga antes do vencimento.


O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo da CDT (Carteira Digital de Trânsito). De acordo com o Contran, o motorista pode acompanhar, receber e pagar antecipadamente multas pelo sistema e, com isso, garantir o direito aos 40% de desconto.

Advertência por escrito automática

Quem poderá ser beneficiado:
Motoristas que não cometeram nenhuma outra infração de trânsito nos últimos 12 meses
A conversão da multa em advertência será automática para aqueles que se enquadrarem no que diz a lei, sem necessidade de apresentar um recurso ou solicitação formal

Desconto no pagamento
Motorista pagará 60% do valor da multa caso:
– Opte pela notificação pelo SNE (Sistema de Notificação Eletrônica)
– Opte por não apresentar defesa prévia nem recurso, reconhecendo o cometimento da infração

Prefeitura de Rio Claro reativa fonte luminosa

Rio Claro voltou a contar com sua fonte luminosa, que foi inaugurada em dezembro de 2016 e funcionou por apenas algumas semanas. “Estamos colocando em funcionamento um equipamento que deixa a cidade mais bonita e é um atrativo para os turistas”, ressaltou o prefeito Gustavo Perissinotto ao acompanhar a reativação da fonte na noite de sexta-feira (9) ao lado do secretário municipal de Esportes e Turismo, Yves Carbinatti.

De acordo com o prefeito, a reativação da fonte era uma das metas para os 100 primeiros dias do governo municipal e foi providenciada pela Secretaria Municipal de Esportes e Turismo. “As pessoas reconhecem o atrativo turístico da fonte e sempre nos pediam providências para que voltasse a funcionar”, afirmou Yves Carbinatti.

Yves Carbinatti (secretário de Esportes e Turismo) e Gustavo Perissinotto (prefeito) em frente a fonte.

O prefeito Gustavo lembrou que neste momento difícil que a população enfrenta na pandemia, é sempre bem-vinda toda iniciativa que possa dar alguma alegria às pessoas. Localizada na Praça dos Ferroviários “Maquinista Palmínio Altimari”, na Rua 1 com a Avenida 7, no centro de Rio Claro, a fonte luminosa estava sem funcionar há pelo menos quatro anos.

Jovem que cresceu em Araras cria podcast sobre relatos do dia a dia

Sabe quando acontece alguma coisa com você e a melhor maneira é aceitar? Pois é. Um publicitário chamado André Rodrigues Gibello, de 24 anos, que passou a infância toda em Araras, no Jardim Piratininga, criou uma ferramenta para que as pessoas possam contar os causos do dia a dia.

No podcast ‘Deu No Que Deu’ (@deunoquedeupod), produzido em parceria com a amiga de Gibello, Vitória Moreira Alves, de 24 anos, as pessoas podem enviar as histórias por meio de comentários, respostas de stories ou pela DM (Mensagem Direta) no Instagram. A ideia é entregar, para quem escuta, um pouco de leveza e descontração no meio da ‘bagunça’, correria e estresse do cotidiano.

Ele garantiu, em entrevista ao Jornal Cidade esta semana, que o anonimato é garantido. Afinal, o objetivo é sempre poder compartilhar boas e engraçadas histórias, mas sem expor a identidade das pessoas.

“Mais do que ouvir, é importante deixar claro a participação das pessoas. Gostamos de dizer que o ‘DNQD’ conta aquilo que a gente simplesmente aceita e ri para não chorar da situação”, disse ele.

O projeto nasceu em 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, e que se concretizou em fevereiro deste ano. “Comtantas coisas acontecendo no mundo, nos questionamos inúmeras vezes se as pessoas queriam ou precisavam de (mais um) podcast”, explicou.

O ‘DNQD’  pode ser acessado por diversas plataformas de streaming de áudio e também pela página oficial no Instagram. Os episódios estão disponíveis no Spotify, Apple Podcast, Google Podcast, Anchor, Radiopublic e Breaker. Toda quinta-feira, há um novo episódio.

Parceria 

“Precisamos muito da ajuda das pessoas”, diz co-criadora 

Vitória é co-criadora do projeto. Ela disse que a ferramenta é totalmente colaborativa. “Dependemos muito dos relatos [do público] para construir cada episódio. Lançamos o tema seguinte a cada sexta-feira no nosso Instagram e gravamos dias depois para dar tempo de receber bastante conteúdo dos ouvintes”, disse.

A jovem explicou que o conteúdo foi pauta de discussão com seu amigo quando ainda estavam na fase de estruturação do projeto. 

“Não queríamos que fosse algo para falar de mim ou dele e nem que parecesse algo superficial. Nosso intuito sempre foi de compartilhar coisas que todo mundo passa”, comentou.

Para ela, a ideia é criar uma comunidade em que haja bastante troca e na qual todos enxerguem que ninguém está imune de passar por esses acontecimentos.

Vitória Moreira Alves, 24 anos, co-criadora do projeto 

Mãe de Henry pode ser responsabilizada por omissão, afirmam criminalistas

ANA LUIZA ALBUQUERQUE E JÚLIA BARBON
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Presa temporariamente sob suspeita de envolvimento na morte do filho Henry Borel, de 4 anos, a professora Monique Medeiros, 32, poderá responder por homicídio qualificado caso o juízo entenda que há indícios de que ela foi omissa, segundo criminalistas consultados pela reportagem.

Seu namorado, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade), 43, é apontado pela investigação como o autor das agressões que resultaram na morte do menino. Trocas de mensagens com a babá da criança indicam que Monique sabia que Henry era agredido pelo padrasto.

O Código Penal prevê no artigo 13 que a responsabilização penal pode ocorrer por ação ou omissão. A omissão é considerada relevante quando a pessoa deveria e poderia agir para evitar o resultado. Como responsável de Henry, Monique tinha a obrigação legal de protegê-lo.

“Em algumas situações a omissão é tão grave que a pessoa responde como se tivesse agido. O pai e a mãe têm um dever de vigilância. Se houver a menor suspeita de que algo está acontecendo de errado, é necessário tomar uma atitude para evitar problemas maiores”, afirma o advogado João Paulo Martinelli, professor de processo penal no Ibmec-SP.

O criminalista Conrado Gontijo, doutor em direito penal pela USP, ressalta que, para haver a condenação de Monique, a acusação terá que provar que houve uma omissão concreta, especificamente em relação ao episódio da morte de Henry.

“É uma omissão concreta, não é hipotética. Tem que ser relacionado ao evento específico, naquele dia, naquela hora, o que ela poderia ter feito para parar aquela agressão”, diz.
A dinâmica da morte de Henry e o momento em que as lesões foram produzidas ainda não ficaram claros. O laudo de necropsia não é definitivo quanto ao tempo das equimoses ou roxos na pele da criança, que podem ter ocorrido de 12h a 48h antes, e diz que “não há sinais de maus tratos, crônicos ou não”.

Segundo Gontijo, a suposta lesão corporal narrada na troca de mensagens com a babá um mês antes da morte do menino não pode ser objeto de um futuro processo. Portanto, tampouco pode ser julgada eventual omissão de Monique no episódio. Isso porque, para a sua comprovação, teria sido necessário fazer o exame de corpo de delito naquele dia, o que não ocorreu.

Monique e Jairinho foram presos temporariamente na quinta-feira (8), sob suspeita de homicídio qualificado, após decisão judicial favorável a representação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O órgão pediu a prisão por 30 dias, já que o crime é considerado hediondo.

Monique foi levada ao Instituto Penal Ismael Sirieiro, presídio feminino em Niterói, e Jairinho ao Complexo de Gericinó, em Bangu (zona oeste do Rio). Ela deverá ficar isolada das outras presas por questão de segurança, mesmo após a quarentena de 14 dias devido à pandemia. A reportagem apurou que o presídio detectou risco de agressão por outras detentas.

Uma possível linha de defesa para Monique seria argumentar que estava sob ameaça de Jairinho, possibilidade até o momento negada pela Polícia Civil. O vereador e o pai já foram investigados por suposto envolvimento com as milícias, mas não foram coletadas provas suficientes para incriminá-los.

Se Monique conseguisse provar que estava impedida de agir, sua omissão no assassinato poderia restar afastada, segundo criminalistas. Para isso, ela teria que desmentir depoimento anterior, no qual afirmou que Jairinho não agredia o filho.

Os advogados avaliam que o pai de Henry, Leniel Borel, fez tudo o que poderia para defender o menino com os elementos que tinha. Nesta sexta (9) ele disse ao jornal O Globo que chegou a ouvir do menino “o tio machuca”, na presença da avó materna e da babá em uma videochamada cinco dias antes da morte. A avó teria dito que era coisa da sua cabeça.

A babá Thayná Ferreira, 25, e a empregada da casa, Leila Rosângela Mattos, 57, também poderão ser responsabilizadas criminalmente no futuro, mas por falso testemunho, caso isso seja provado, segundo o que a polícia e a Promotoria indicaram até aqui.

Ambas afirmaram em depoimento à polícia que nunca notaram nada de anormal na relação entre o casal e o menino, o que vai de encontro às mensagens encontradas no celular de Monique. Nelas, Thayná conta que Jairinho se trancou no quarto com o menino, que depois saiu mancando e com dor na cabeça.

“Ficou bastante evidenciado que ela [a babá] mentiu para a gente. Ao invés de narrar qualquer incidente, falou que a relação da família era harmoniosa”, afirmou o delegado Henrique Damasceno, acrescentando que as razões para isso ainda serão apuradas.

A situação da faxineira ainda é incerta. Ela chegou a dizer no depoimento que o vereador nunca ficava sozinho com o menino, mas as mensagens indicam que ela também estava no apartamento naquele dia. Procurada pela reportagem por telefone, ela respondeu que “tudo que tinha para falar falou na delegacia” e desligou.
Para Martinelli, do Ibmec-SP, em tese a babá também poderia ser responsabilizada por omissão, mas seria preciso avaliar se ela foi vítima de coação. “O próprio risco de demissão é uma forma de coação na situação em que vivemos hoje”, diz.

Outro fato que gerou estranheza à juíza que determinou a prisão, Elizabeth Louro, foi que as duas funcionárias tiveram um encontro com o advogado do casal dias antes de prestarem depoimento à polícia. Elas mesmas contaram que a irmã de Jairinho pediu que elas fossem ao escritório de André França Barreto no dia 18 de março.

Um motorista passou para pegá-las e, chegando lá, elas falaram com ele separadamente. Ambas relatam aos investigadores que ele perguntou sobre a rotina e a relação da família. Segundo Thayná, o advogado disse que ela seria intimada e que era “para ela dizer somente a verdade”.

Mais de 57 mil não voltaram para tomar a 2ª dose de vacina na capital paulista

CLAYTON FREITAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo disse que 57.476 pessoas que já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 ainda não voltaram para receber a dose de reforço na capital paulista. Com isso, correm o risco de não adquirirem a imunidade máxima oferecida pelo imunizante.
Estudos indicam que a eficácia da Butantan/CoronaVac é de 50,38%, e da Fiocruz/AstraZeneca, 76%.
A vacina do Butantan deve ser aplicada 21 dias após a primeira dose, e da Fiocruz, depois de 12 semanas (90 dias) após a data da dose inicial.

“A vacina, da forma como ela foi pesquisada, só é totalmente eficaz com a dose de reforço”, afirmou o médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) Gonzalo Vecina Neto.
As quase 57,5 mil pessoas que perderam o prazo correto de tomar a segunda dose representam 3,7% das 1.531.233 moradores da capital que tomaram a dose inicial do imunizante.

Uma das maiores referências no país em políticas de saúde, Vecina Neto afirma que a informação sobre qual é de fato a redução da eficácia não existe. O motivo é que todos os estudos clínicos indicaram a eficácia no intervalo indicado, e não fora dele. “Não fizemos esse tipo de investigação. O que se sabe é que a máxima eficácia foi encontrada nesses intervalos”, afirmou.

Vecina Neto diz que as pessoas devem ser contatadas, e, se for o caso, a prefeitura deve ir até a casa de cada uma.
Em nota, a secretaria afirma que tanto os médicos quanto os enfermeiros informam sobre a importância da segunda dose. Além disso, os agentes comunitários de saúde realizam visitas casa a casa para alertar a população da importância da imunização correta com as duas doses. A nota diz que as pessoas que não tomaram nenhuma das doses ou apenas a primeira delas são monitoradas.

A pasta, da gestão Bruno Covas (PSDB), diz ainda que envia, via celular, informações sobre a chegada da segunda dose para aqueles que tomaram a dose inicial, e mantém abertas todas as salas de vacina, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com a oferta da imunização contra a Covid-19.

A secretaria não explicou os motivos para as pessoas não voltarem para tomar a segunda dose da vacina.
Funcionários de unidades de saúde também ligam para alertar sobre a dose de reforço para quem tomou a primeira.
Os públicos elegíveis podem ainda procurar os postos volantes em igrejas, shoppings, farmácias e drogarias parceiras.

SP registra 2,61 milhões de casos e 81,7 mil mortes por Covid-19

O Estado de São Paulo registra nesta sexta-feira (9) 2.618.067 casos confirmados e 81.750 mortes pela COVID-19. Entre os infectados, 2.229.351 estão recuperados e, desse total, 264.492 estiveram internados e receberam alta hospitalar.

Hoje, há 27.701 internados com quadros graves da doença, sendo 12.628 em leitos de Terapia Intensiva e 15.073 em enfermaria. São 446 pessoas hospitalizadas a menos em comparação ao balanço de ontem, que registrava mais de 28,1 mil, mantendo a tendência de queda.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI se mantêm em queda com registro de 88% no Estado e de 86,2% na Grande São Paulo, as menores do mês de abril.

A atualização de todos os dados pode ser consultada em: www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus.
Até o dia 11 de abril, seguirá vigente a Fase Emergencial do Plano São Paulo, com a manutenção das restrições mais rígidas visando garantir a assistência a vida e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado, além de frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo coronavírus.

Com a queda de internações por COVID-19, todo o Estado retorna para a Fase Vermelha até o próximo dia 18, mantendo-se as restrições de circulação das 20h às 5h e veto a cerimônias religiosas coletivas.

O Governo de SP reitera a importância das medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos. É fundamental que a população fique em casa, neste momento.

Vacinação contra a Covid em idosos com 67 anos será apenas no drive-thru

Os idosos com 67 anos ou mais começam a ser vacinados contra a Covid-19 na segunda-feira (12) em Rio Claro. As pessoas que pertencem a este grupo deverão procurar um dos três pontos de atendimento que funcionam em sistema de drive-thru, a partir de parceria da Secretaria Municipal de Saúde com os hospitais Santa Filomena, Unimed e São Rafael. Nos três locais a vacinação é a partir das 8h30.

Também nos três pontos de drive-thru serão vacinadas com segunda dose as pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac/Butantan até dia 23 de março. A vacinação dos profissionais da educação será realizada na Faculdade Anhanguera e no Centro Cultural. “Por isso pedimos que os idosos que irão receber a primeira ou segunda dose da vacina procurem os pontos de drive-thru”, observa Valeska Canhamero, chefe de divisão da Vigilância Epidemiológica.

A equipe do Santa Filomena realiza drive-thru na entrada principal do Shopping Rio Claro, na Avenida Conde Francisco Matarazzo Junior. O atendimento no São Rafael é pela entrada do pronto atendimento na Rua 1 entre as avenidas 15 e 19. A equipe da Unimed atende na Rua 12 entre as avenidas 14 e 12 (prédio da antiga empresa Alexandre Junior).

Para ser vacinada a pessoa deve apresentar cartão SUS, CPF e RG e, em caso de segunda dose, o cartão de vacinação. A comunidade deve ficar atenta às divulgações oficiais sobre a vacinação, realizadas nas redes sociais e nos sites da prefeitura de Rio Claro e da Secretaria de Saúde.

Um ano após a primeira morte, Rio Claro chega a 334 óbitos por covid

O boletim desta sexta-feira (9) da Vigilância Epidemiológica de Rio Claro aponta mais quatro mortes por Covid-19, um idoso e três mulheres. De acordo com os números da Secretaria Municipal de Saúde, até agora são 334 óbitos pela doença no município que, há um ano, registrava o primeiro falecimento decorrente da doença. Somente nestes primeiros dias de abril, o novo coronavírus levou à morte 33 pessoas.

São 68 casos positivos nas últimas 24 horas, a maioria, 34, de pessoas na faixa etária de 21 a 40 anos. Com isso, o município tem agora 11.687 casos da doença, com 10.391 recuperados. Dos 962 pacientes que estão em tratamento, 129 estão hospitalizados, o que resulta em 80% de ocupação de leitos. O índice inclui UTI e enfermarias da rede pública e privada.

Isolamento social, higienização frequente das mãos e uso de máscara são as medidas preventivas à covid e devem ser adotadas por todos. A Secretaria de Saúde ressalta que é preciso responsabilidade e conscientização de que no enfrentamento à pandemia deve haver engajamento de toda a comunidade. Para que todos possam superar este momento, é necessário que cada um faça a sua parte.

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.