Trio é preso pela Guarda Civil furtando panelas e antena parabólica

Na madrugada desta sexta-feira (28), por volta da 1h, um Guarda Civil da CCOM- Central de Comunicações, que reúne as câmeras de monitoramento da cidade, visualizou um indivíduo pulando o muro de um terreno, no São Miguel, enquanto outros dois aguardavam do lado de fora.

De imediato, foi enviada uma viatura até o local que flagrou R.R.D. no interior do terreno com uma mochila contendo cabos de fiação e do lado de fora, algumas panelas separadas e uma antena parabólica já estavam na rua para serem levadas pelos demais.

A equipe do CCOM conseguiu contatar o proprietário do terreno que compareceu ao local e identificou os objetos sendo de sua propriedade. Vítima e autores do furto foram conduzidos ao Plantão de Polícia, onde esses últimos foram autuados em flagrante delito, sendo recolhidos à carceragem local onde permanecem à disposição da justiça.

Com falta de fornecimento de energia elétrica, Riclan perde cerca de 60 toneladas de produção

A empresa Riclan, uma das maiores produtoras de balas, chicletes e pirulitos do país, registrou nessa quinta (27) a perda de cerca de 60 toneladas de produção. Segundo o presidente Mario Schraider, a falta de fornecimento de energia elétrica no local teria resultado no problema. O profissional afirma, ainda, que o empecilho teria sido registrado em outras oportunidades, o que vem causando prejuízos financeiros.

Schraider comenta que a falta do abastecimento de energia atrapalha o processo contínuo de produção. “Perde-se dinheiro e tempo. Meus funcionários ficaram durante toda a tarde parados aguardando. Toda a produção feita tiveram que empurrar com água para ser retirada. É prejuízo e a Elektro não dá atenção, para o pessoal da fábrica foi uma surpresa”, queixa-se. O presidente da empresa afirma que, ainda que alguma paralisação ocorra por poucos minutos, já atrapalha o andamento dos trabalhos.

Diante da paralisação de ontem, centenas de funcionários ficaram “de braços cruzados” aguardando o retorno da energia elétrica. Ainda segundo Schraider, em outras vezes que houve o aviso sobre possível falta de energia, atrasos teriam sido cometidos. Consultada, a Elektro afirmou que a empresa foi informada por e-mail, no dia 14, sobre o desligamento programado para a data de ontem (27) para a realização de obra de melhoria na rede elétrica.

“Essa foi uma situação pontual, da qual o cliente foi comunicado com antecedência, conforme determinado pelo órgão regulador”, diz a concessionária. Um boletim de ocorrência foi registrado pelos representantes da Riclan no plantão policial.

Feira “Audote” busca novos lares para animais do canil municipal

As pessoas interessadas em adotar um dos cães abrigados no Canil Municipal podem participar neste sábado (29) do Audote. O evento destino à adoção dos animais acontece das 8 às 12 horas no Parque do Lago Azul, no quiosque da entrada da Avenida 42.

Os organizadores orientam que os interessados em adotar um dos animais devem apresentar documento pessoal de identificação, comprovante de endereço e fotos da residência. Também é preciso levar uma guia ou caixa de transporte para conduzir o cão para seu novo lar.

A realização do Audote é do Departamento de Proteção Animal, com apoio de entidades de defesa dos direitos dos animais e patrocinadores. No local também será realizada uma atividade de cunho ambiental, que é a troca de um litro de óleo usado por uma muda de qualquer espécie.

A adoção de animais é uma prática de solidariedade que traz benefícios a todos os envolvidos. Porém, para que seja realizada com sucesso, precisa acontecer de forma responsável, com o comprometimento do novo tutor nos cuidados com os cães. Muitos desses animais foram resgatados de situações de violência e abandono tanto nas ruas, quanto em residências.

Rio Claro FC empata com o Água Santa e está eliminado

Em partida disputada noite de hoje(27) em São Bernardo do Campo o Rio Claro FC empatou em 2 a 2 com o Água Santa e deu adeus ao retorno a elite do futebol de São Paulo. O time de Diadema retorna ao Paulistão após ser rebaixado em 2019.

Os gols da partida foram marcados por Bambam e Rhuan do Netuno e Cesinha e Thiaguinho do Galo Azul.

Fuga de profissionais

Abro a edição eletrônica do jornal “O Estado de S. Paulo” e dou de cara com a manchete: “Fuga de profissionais para os EUA é a maior em uma década”. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas que saem daqui buscando maior reconhecimento profissional e salário compatível com a sua capacidade e currículo.

Esses brasileiros se enquadram na categoria EB2, voltada para “profissionais excepcionais”. Em 2020, foi registrada alta de 36% na concessão de vistos para esses profissionais qualificados.

Com isso, a escassez desses profissionais só aumenta, nesse momento em que eles são mais do que necessários para atuar no combate à pandemia.

Eu pergunto: – eles estão errados? Eu respondo: – Não. Se estão indo embora, é porque não encontraram aqui condições para que desenvolvam a atividade para a qual se capacitaram durante anos e até mais de uma década.

A decisão de deixar o país, os parentes, os amigos, a casa onde habitavam para se adaptar a uma nova realidade e a uma cultura bem diversa da nossa é uma tarefa difícil, complicada.

O imigrante tem que atender a exigências rigorosas para validar o diploma, além de outros trâmites burocráticos. Alguns profissionais gastam mais de R$ 100 mil e correm ainda o risco de não se adaptar e voltar ao Brasil desencantados.

É claro que a condição desses profissionais é bem diferente dos imigrantes que vão para os EUA como ilegais, pagando um valor alto para atravessadores que não garantem que eles consigam driblar a fiscalização e permanecer naquele país trabalhando como garçons, diaristas ou outra profissão que não exige maior qualificação.

Semana passada, vários brasileiros retornaram para cá, algemados, deportados, sem dinheiro e sem emprego. Situação humilhante.

Ser imigrante sempre é problemático. O ideal é que o país em que nasceram garanta a ele uma vida digna. A Constituição garante esse direito. Mas a realidade é bem diferente do que está escrito.

Com um país em crise, um governo descoordenado, milhões de desempregados, a migração passa a ser um sonho de muitos, que muitas vezes termina em pesadelo.

Com a desvalorização da educação, do conhecimento, da profissionalização em cursos de ponta, acessível à maioria da população, continuaremos na rabeira, bem atrás do avanço que se verifica nos países que já estão há muito tempo entre os mais desenvolvidos. É uma pena, um atraso que dificilmente será reparado nos próximos anos ou décadas. Vivemos a nossa tragédia enquanto o presidente se exibe em motos como um super-herói que vive em outra frequência e em outro planeta.

Bom final de semana.

O colaborador é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação.

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Kim Kataguiri e Arthur Val são entrevistados ao vivo no JC nesta sexta; acompanhe

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM) e o deputado estadual Arthur Val (Patriota), lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), serão entrevistados nesta sexta-feira (28), a partir das 8h30, na Rádio Jovem Pan News Rio Claro AM 1410. Ambos estarão em Rio Claro, junto ao vereador da capital paulista, Rubinho Nunes (Patriota), para apresentarem o projeto Locomotiva São Paulo. Posteriormente, se reunirão com o vereador Hernani Leonhardt (MDB) na Câmara Municipal onde devem protocolar projetos de apoio aos municípios no enfrentamento da pandemia. Assista à entrevista com imagens pelos canais www.facebook.com/jcrioclaro e www.youtube.com/jcrioclaro.

Gás encanado sobe até 40% em São Paulo a partir de segunda (31)

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – As tarifas de gás encanado em São Paulo vão subir até 40% na segunda-feira (31), com o repasse do aumento de 39% promovido pela Petrobras no início de maio. A alta põe mais pressão nos índices de inflação do país.

A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo) diz que fez acordo com as concessionárias Comgás e Naturgy para segurar parte do repasse e evitar uma alta média de 34% na região metropolitana e de até 80% na área da Naturgy.

Ainda assim, os percentuais de reajuste são questionados pela indústria consumidora do combustível.
Os maiores reajustes se darão na área de concessão da Naturgy, com elevação de 39,9% para os consumidores de GNV (gás natural veicular) e 39% a 39,7% para a indústria, dependendo da faixa de consumo. Clientes residenciais terão alta entre 30% e 33,3% e comerciais, de 14,9% a 15,3%.

A Arsesp diz que, neste caso, o repasse da Petrobras daria um reajuste médio de 13%, mas o contrato previa também correção de margens pelo IGP-M, índice de inflação que vem sofrendo forte influência da desvalorização cambial.
Na área da Comgás, que abastece a região metropolitana, os clientes residenciais terão aumento de 9,5% a 9,8%. O reajuste para clientes comerciais varia entre 9,7% e 10,2% e para industriais vai de 8,4% a 9,7%.

O GNV (gás natural veicular) vai subir 8,1%. Esse segmento tem sido bastante afetado em outros estados que já repassaram o reajuste da Petrobras, com fortes impactos no bolso de taxistas e motoristas de aplicativo.
Em um mês, o preço médio do combustível no Brasil aumentou 17,1%. Há duas semanas bateu recorde histórico de R$ 4,83 por metro cúbico. Na semana passada, recuou para R$ 4,80, o segundo maior valor desde o início da pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), em 2004.

Em notas divulgadas nesta quinta-feira (27), a Arsesp diz que recebeu pedido da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado para avaliar possíveis cenários de reajustes e medidas para reduzir o impacto do repasse.
“Com a anuência da concessionária e, de acordo com o contrato de concessão, os usuários de gás encanado terão suas tarifas reajustadas com menor valor a partir do dia 31 de maio de 2021”, afirmou a agência, nos dois textos, referentes aos percentuais da Comgás e da Naturgy.

O percentual de alta para a indústria é questionado por cinco associações industriais, que acusam governo do estado e concessionária de adotar “práticas regulatórias pouco eficientes”.

O texto, assinado por grandes consumidores de energia e produtores de vidro, químicos e cerâmica, defendem que não deveria haver reajuste, caso a agência não tivesse beneficiado a Comgás em decisões recentes.

Na primeira, dizem, foi identificado erro na última revisão de tarifa da concessionária, que poderia aliviar as tarifas. No segundo caso, defendem que a Comgás abriu mão de ações judiciais contra a Petrobras cuja receita poderia ter sido revertida em benefício do consumidor.

“O efeito estadual do aumento caminha na contramão da aprovação da Nova Lei do Gás em âmbito nacional”, diz o manifesto, referindo-se à aprovação do novo marco regulatório do setor, que promete redução do preço do combustível.

O reajuste da Petrobras foi anunciado em abril, tendo como justificativa a recuperação das cotações internacionais do petróleo e a desvalorização cambial, que afetou não só o valor cobrado pelo combustível mas também o custo de transporte em gasodutos.

O percentual foi classificado como “inadmissível” por Bolsonaro. O repasse aos consumidores depende da legislação de cada estado.

A escalada vem motivando protestos entre os consumidores, que cobram do governo promessa de reduzir o preço do gás feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, logo no início do mandato do presidente Jair Bolsonaro.
Guedes prometeu um “choque de energia barata” com a redução do papel da Petrobras no mercado de gás e a aprovação do novo marco regulatório do setor, mas dois anos depois, a estatal ainda permanece a principal fornecedora do país.

A política de preços da Petrobras para o gás natural acompanha a cotação do petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, e a taxa de câmbio -que hoje torna os preços internos mais caros do que em 2008, quando o petróleo bateu US$ 100 por barril.

A empresa está propondo às distribuidoras um novo contrato, indexado pela cotação do gás natural nos Estados Unidos, defendendo que é um modelo mais previsível. A avaliação do mercado, porém, é que a mudança, por si só, não garante redução dos preços.

Guedes: auxílio emergencial pode ser renovado se pandemia continuar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo pode prorrogar o auxílio emergencial, caso a pandemia da covid-19 se agrave no país e o programa de imunização não atinja níveis suficientes para a maior parte da população. Pelo prazo atual, o benefício será pago até julho.

Segundo o ministro, já existe uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada no ano passado, que permite o aumento de gastos para cobrir as necessidades de combate e reflexos da pandemia e, por meio dela, é possível estender o pagamento, como foi feito para este ano.

“Se Deus quiser, teremos dias melhores à frente e vamos celebrar também o fim dessa doença, mas o auxílio emergencial é uma arma que nós temos e pode, sim, ser renovado. Se, ao contrário do que esperamos, se a doença continuar fustigando, e as mortes continuam elevadas, a vacina, por alguma razão não está chegando, tem que renovar, vamos ter que renovar”, afirmou Guedes, ao participar hoje (27) do encontro Diálogos com a Indústria, realizado em um hotel de Brasília, pela Coalizão Indústria, que conta com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e congrega 15 entidades.

Apesar disso, não é com esta possibilidade que o governo está trabalhando neste momento, disse o ministro. “Não é a nossa expectativa hoje. A expectativa é que está avançando a imunização, mas vamos observar. O auxílio é uma ferramenta para uma camada de proteção e, sim, que tem que ser renovado. Hoje achamos que, se a vacinação em massa progride, pode ser que não seja necessário [ampliar o pagamento do auxílio]”, afirmou.

Para Guedes, a resposta para se vai haver ou não a prorrogação do auxílio emergencial é a pandemia e o ritmo de vacinação. “Se nós tivermos vencendo o combate, a vacinação em massa e, mais, até o final de julho, tivermos vacinado 60%, 70% da população e com 100% da população idosa vacinada, onde está a maior parte da incidência de óbitos. Se nós atingirmos o controle da pandemia através da imunização, porque antes era a ideia de imunização de rebanho, não se falava em vacina, nunca se falou em vacina, teste em massa, quando a doença chegou, depois é que foram se desenvolvendo estes armamentos adicionais. Desenvolveu-se a vacina e começou a busca pela vacina”, informou, acrescentando que, além dos percentuais mais elevados de vacinação, vai ser considerada a queda nos casos de óbitos com retorno aos níveis registrados no fim da primeira onda entre 100 e 300 por dia.

“Hoje é fácil dizer que o governo não viu isso e aquilo. Na verdade, o Brasil inteiro foi para as eleições. Se a classe política achasse que a doença estava aí, firme e forte ainda, ela tinha adiado as eleições. Havia uma convicção de que a doença estava arrefecendo. Aconteceram as eleições, depois vieram as festas de fim de ano, as festas dos mais jovens”, destacou.

Guedes comentou que, embora o programa anterior para a liberação do auxílio emergencial tivesse prazo para terminar em 31 de dezembro de 2020, algumas parcelas ainda seriam pagas nos dois primeiros meses deste ano. “A economia ainda estava relativamente protegida por dois meses. Dois meses e meio depois, então, entraram os nossos programas de novo.”

Segundo o ministro, o cálculo da primeira fase do auxílio tinha sido feito com base em expectativas do Ministério da Saúde sobre a evolução da pandemia logo no começo dos casos no Brasil. O cenário, no entanto, não se confirmou, e veio a segunda onda e a necessidade de novos auxílios.

De acordo com Guedes, aí entrou o timing político que foi o processo eleitoral das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. “Existia o protocolo, que era uma PEC que já renovava, já tinha cláusula de calamidade pública. Era apertar o botão e disparava tudo outra vez, era o nosso aprendizado. Só que havia um processo político. Quem dá o timing das coisas que acontecem é a política. Estava vindo uma eleição com disputa forte de quem seria o presidente da Câmara e o presidente do Senado. Então, acabamos esperando”, disse Guedes. Após a eleição de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado, Guedes reuniu-se com os dois no Ministério da Economia, e o assunto era auxílio emergencial e vacina.

No centro de SP, oferta de atestados falsos para vacina de Covid acontece perto de policiais militares

ALINE MAZZO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O já conhecido comércio de falsos atestados médicos na região da praça da Sé, região central da capital paulista, adaptou-se para atender a mais nova demanda: documentos que atestem comorbidades para quem deseja furar a fila da vacina contra Covid-19.


O “kit completo” inclui atestado médico com a suposta doença e o receituário de um medicamento usado. Tudo sai por R$ 220, pagos em dinheiro, “mas só quando eu te entregar a papelada”, afirma um dos negociadores, tentando dar garantia do serviço.


Neste mês, pessoas com comorbidades para Covid-19 (como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, entre outras) podem se vacinar em São Paulo -cada município define as faixas etárias que estão liberadas. A imunização desses pacientes, no entanto, exige comprovação da doença, seja por meio de atestado, receita ou laudo médico.


A oferta e compra dos documentos falsos acontece a poucos metros de policiais militares, entre a saída do metrô Sé e a entrada do Poupatempo, na praça do Carmo. A Folha esteve no local nesta terça (25) e na quarta-feira (26) e acompanhou como funciona o esquema.


Os atestados não são oferecidos em alto e bom som pelos arrastadores –que têm a função de angariar clientes que precisam tirar foto 3×4 ou fazer cópias de documentos para levar ao Poupatempo–, mas basta perguntar a um deles como conseguir um atestado que já se ouve: “É pra vacina?”


Diante da resposta positiva, eles dizem que esse documento “é mais complicado” e encaminham o interessado para um arrastador específico, que se encarrega da negociação.

Usando máscara no queixo e com olhar sempre atento aos policiais militares que passam pelo local, Rogério, como ele se apresenta, já avisa que o serviço tem um preço salgado “porque não é fácil conseguir toda documentação que estão pedindo”, referindo-se à exigência de comprovar doença para ser vacinado.


A reportagem o questionou, sem se identificar, como conseguir um atestado que comprovasse comorbidade para se vacinar contra Covid-19. De pronto, Rogério pergunta se a pessoa é “mais nova ou mais velha”. “Quem é mais novo a gente coloca diabetes, para não dar erro. Se for mais velho, pode ser pressão alta mesmo.”

O atestado, continua Rogério, vem com o nome completo do suposto paciente, número da CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) e assinatura e carimbo de uma médica com CRM “quente”, referindo-se à validade do registro no Conselho Regional de Medicina.


Isso porque, no sistema usado nos postos de saúde para registro de pessoas vacinadas contra a Covid, o Vacivida, há um campo para inclusão do CRM do médico que assina documentos e laudos que comprovem a doença ou deficiência do paciente.

Pelo atestado falso, diz o negociador, o valor cobrado é de R$ 150 –mais que o triplo do pedido pelos falsários por um atestado comum, que sai por R$ 40 e é usado geralmente para abonar faltas ao trabalho.


Rogério, no entanto, alerta que, para a comprovação completa da comorbidade junto ao posto de saúde, o recomendado é também adquirir uma receita falsa, com prescrição da medicação para a doença escolhida.


“Sai mais R$ 70. Vem o nome do remédio, quanto tomar e a assinatura de outro médico, com CRM quente também”, diz.


Para dar mais credibilidade à fraude, Rogério orienta a reportagem a utilizar a receita na compra do remédio ao menos uma vez. Assim, segundo ele, o documento terá o visto de um farmacêutico, o que descartaria qualquer suspeita de irregularidade.


“Demora cerca de 30 minutos. Você me dá o nome completo da pessoa e pode esperar por aqui mesmo ou até naquela lanchonete, tomando um suco. Eu vou até o escritório e já volto com a papelada. Você só me paga quando eu te entregar a papelada”, explica.


Questionado pela reportagem se poderia passar o número do CRM dos profissionais usados no atestado e na receita, antes de contratar o serviço, a fim de verificar se são mesmo verdadeiros, o negociador targiversa.

Jornal Cidade RC
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