A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou que vai manter integralmente as mais de 90 mil bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado que estão em vigor atualmente. Segundo o órgão, mesmo com as restrições orçamentárias, não houve interrupção no pagamento do auxílio e não serão cortadas bolsas em 2021.
A medida vai permitir a continuidade de diversos programas, entre eles, o Programa de Combate a Epidemias, que apoia projetos de pesquisas sobre a covid-19 e outras doenças. De acordo com a Capes, foram concedidas 1,9 mil bolsas para o programa, totalizando R$ 53,7 milhões.
Em função da pandemia, a Capes prorrogou 36,5 mil bolsas de mestrado e de doutorado no país de forma excepcional.
O número de alunos autodeclarados negros matriculados nas universidades federais do Brasil aumentou quase 200% nos últimos nove anos. Em 2012, quando a Lei de Cotas para o ensino superior foi implementada, eles representavam 20,5% do total de alunos das federais. Em 2020, o número passou para 47,4%.
Os dados são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Para além da questão racial, no entanto, alunos egressos da rede pública de ensino sempre enfrentaram imensos desafios para acessar vagas da universidade pública no Brasil.
A lógica sempre foi clara – e perversa, no sentido da ampliação das desigualdades sociais: alunos de escolas particulares, mais bem estruturadas e com desempenho quase sempre superior às públicas nas avaliações oficiais de qualidade de ensino, enfrentam processos de seleção com muito mais preparo e condições.
Políticas afirmativas postas em prática pelas próprias universidades públicas, como a Reserva de Vagas implementada pela USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, já mostram resultados importantes. Em 2020, segundo a instituição, 47,8% de seus alunos vieram de escolas públicas.
A personagem principal da ‘Reportagem da Semana’ exemplifica o poder que as políticas afirmativas têm para democratizar o acesso ao ensino superior gratuito no Brasil. E mostra que, quando somadas ao apoio familiar, podem resultar em conquistas. É o caso de Camila Fernandes de Oliveira.
Aos 19 anos, filha de pedreiro e empregada doméstica, tendo feito todos os anos dos ensinos fundamental e médio em escola pública, sem passar por cursinhos pré-vestibulares comunitários ou privados, ela conseguiu uma vaga num curso de elite, em termos de concorrência: vai cursar medicina na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
“Sendo quem eu sou e de onde vim, é uma vitória extraordinária. Hoje, pessoas pobres e que estudaram em escola pública igual a mim, com a mesma realidade que a minha, não têm tantas oportunidades que as pessoas de classe média, de escola particular. Sempre enfrentei muitos desafios, mas sempre consegui ter o estudo como minha prioridade”, disse ela ao Jornal Cidade.
Camila, moradora no Novo Wenzel, em Rio Claro, contou que considera a entrada para a universidade federal como uma vitória quase impossível. “Quase. Eu venci. Passei e desejo que mais pessoas como eu tenham esse tipo de oportunidade, [ocupando] nossos espaços de direito, [inclusive] na medicina e outros cursos que são mais elitizados.”
A jovem afirmou que sempre foi muito regrada. Nunca estudava demais e também nunca tirava tempo demais para descansar. “Tinha meus horários de estudo e lazer e conseguia administrar muito bem. Namorar, assistir filmes e também manter o rendimento de segunda à sexta-feira nunca foram problema para mim”, relatou.
Ela fez questão de reforçar que só conseguiu o feito devido a base que teve na Etec Prof. Armando Bayeux da Silva, em Rio Claro. “Nessa escola, encontrei professores muito bons, que me ensinaram muito. Basta ter foco e ir em busca do seu objetivo. Não desista. Você consegue”.
Com lágrimas nos olhos, a mãe de Camila, Marinalva Fernandes de Souza de Oliveira, de 48 anos, se emocionou ao falar da filha. “Trabalhava de empregada doméstica numa casa e um patrão me disse: ‘como podem encherem a casa de filhos? Não conseguem nem dar estudo a eles’. Eu respondi: ‘meus filhos vão estudar’. Eu lutei muito e hoje só tenho orgulho da Camila e de todos eles”, comentou.
Camila com os pais Marco e Marinalva Fernandes de Souza Oliveira na sala de casa, no Novo Wenzel
Mais dois alunos da Bayeux da Silva são aprovados em medicina
Livia Porto, de 18 anos, também se esforçou para conseguir uma vaga numa universidade pública de medicina. A jovem, que mora no Cidade Jardim, vai estudar na USP (Universidade de São Paulo) campus Bauru. Além do ensino médio, ela optou também por fazer um cursinho particular.
“Foi uma rotina bem intensa, muito louca, muitos estudos, cursinhos acompanhados da escola, mas tudo valeu a pena. O esforço foi totalmente recompensado com a aprovação. Não tem nada que explique a energia que a gente sente na hora de ver o nosso nome na lista”.
Livia disse que desde que entrou no ensino médio, já tinha o foco de passar direto para a universidade. “Dei tudo de mim para conseguir isso. Coloquei na cabeça uma meta e fui. Desde o segundo colegial ia para a escola de manhã e fazia cursinho à noite. Abri mão de festas, amigos, mas no final, tudo vale a pena”, desabafou.
Sobre a Bayeux, ela afirmou estar muito agradecida, pois o ensino a preparou não só para a vida profissional, mas para a vida adulta. “Vim de escola particular, e, quando entrei na Etec, foi um choque, pois o sistema de ensino é totalmente diferente, só que muito mais humano. A escola me ensinou a ser gente de verdade. Tive auxílio dos professores nos exercícios que não sabia resolver. Todo o suporte que tive aqui foi essencial para chegar no meu objetivo.”
Já Rafael Alves Lopes, também de 18 anos, foi outro aluno da escola que se esforçou e conseguiu uma vaga. O jovem vai cursar medicina na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Ele também optou por um cursinho online.
“Com a pandemia, o maior desafio foi em relação às aulas presenciais. Tive de readequar todo o cronograma. Na Etec, o ensino sempre foi de muita qualidade, principalmente a base das matérias nos dois primeiros anos de ensino médio, muito importante para a minha aprovação. Sempre tem uma matéria ou outra para estudar por conta. Na pandemia, foi o diferencial. Fiquei muito feliz quando vi o resultado. É uma sensação de dever cumprido”, descreveu.
Jovem, que mora no Cidade Jardim, vai estudar na USP (Universidade de São Paulo) campus BauruJovem, que mora no Centro, vai cursar medicina na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
Etecs aprovam mais de dois mil alunos em universidades públicas
O ano de 2020, marcado pela escalada da pandemia, foi também tempo de aprendizado e superação para os alunos das Escolas Técnicas Estaduais.
A adaptação ao ensino online e a conquista de mais autonomia foram habilidades necessárias, que serviram para ajudar no ingresso às universidades.
Levantamento do Centro Paula Souza aponta que jovens de 140 Etecs conquistaram 2.033 vagas em instituições públicas de Ensino Superior do país. Desse total, 1.452 foram em universidades paulistas e 581, em faculdades de outros estados ou instituições federais.
Na tarde deste sábado (29), a Guarda Civil recebeu denúncia sobre uma confraternização envolvendo diversas pessoas e que estaria acontecendo em Cascalho.
No local, foram flagradas cerca de 40 pessoas, a maioria jovens. Nenhum dos participantes utilizavam mascaras e muito menos mantinham o distanciamento, além do som alto, incompatível com o aceitável.
“É lamentável que tudo o que estamos fazendo para cuidar das pessoas, a equipe médica da Secretaria de Saúde que tem trabalhado dia e noite bem como todo o investimentos feito, ainda nos deparamos com situações como essa. Realmente é muito triste a falta de empatia e consciência”, destaca o GCM Max da Guarda Civil e membro do Comitê de Enfrentamento da Covid.
Como medida administrativa, os responsáveis pela festa foram qualificados e com o apoio da Polícia Militar, foram solicitados a encerrar a festa além de também elaborado Boletim de Ocorrência que será encaminhado à Polícia Civil para providências policiais, visando responsabilizar não só os organizadores como também o proprietário do local sobre crimes de medida sanitária.
Duas mulheres, um homem e uma idosa faleceram por coronavírus em Rio Claro, conforme aponta boletim divulgado pela Secretaria de Saúde neste sábado (29). Agora são 443 vidas perdidas para a Covid desde o início da pandemia. O total de casos subiu para 14.483, com 88 casos confirmados nas últimas 24 horas.
O município tem 669 pessoas em tratamento da doença, sendo que 122 estão hospitalizadas e 586 estão em isolamento domiciliar. Dos 122 pacientes internados, há 64 em UTI. O índice de ocupação de leitos, públicos e particulares caiu de 79% na sexta-feira (28) para 73% neste sábado.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos. Isso é fundamental para evitar a infecção pelo coronavírus e também sua transmissão
Dos 14 cães que estavam em busca de um lar definitivo na ‘Audote’, feira realizada pelo Departamento de Proteção Animal de Rio Claro, com apoio de defesa dos direitos dos animais, realizada neste sábado (29), nove já estão em novos lares.
O evento aconteceu no Parque Lago Azul, no quiosque da entrada da Avenida 42. Os cinco animais que não foram adotados retornaram para o Canil Municipal.
Interessados em adotar, basta comparecer no local que fica na Avenida das Indústrias, sem número, no Distrito Industrial. O canil abre de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h e aos sábados e domingos, das 8h às 12h.
O município de Rio Claro recebeu nesta semana 200 cestas básicas do governo estadual. “Vamos utilizar estas cestas para atender famílias rio-clarenses que precisam de auxílio e tenham pessoas com deficiência”, informa Bruna Perissinotto, presidente do Fundo Social de Solidariedade.
Os produtos foram doados pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. “Agradecemos a secretária Célia Leão e a presidente do Fundo Social do Estado, Bia Doria, por esta importante colaboração neste momento de pandemia”, destaca Paulo Meyer, assessor municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Os secretários municipais Professor Dalberto (da Cultura) e Rogério Marcheti (da Administração) também participaram do recebimento das cestas básicas.
Nesta pandemia, o município de Rio Claro vem realizando várias atividades para arrecadar alimentos que posteriormente são entregues às famílias que precisam. Nos postos de vacinação contra covid, as pessoas podem doar alimentos para estas famílias.
O número de mortes diárias por covid-19, segundo a média móvel de sete dias da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chegou a 1.819 ontem (28). Na comparação com 28 de abril, portanto um mês antes, houve uma queda de 23,8%.
O número de mortes registrado ontem foi 41,8% inferior ao registrado no pico dos óbitos da pandemia, em 12 de abril (3.124). Apesar disso, os registros ainda estão em um patamar bem superior ao início do ano (158,7%), já que em 1º de janeiro, a média mortes era de 703.
A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado dessa soma por sete. O número é diferente daquele divulgado pelo Ministério da Saúde, que mostra apenas as ocorrências de um dia específico.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou ao grupo interministerial composto pela Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério da Saúde sugestão de mudança na legislação atual, que regulamenta medidas de contenção de novas variantes da covid-19. Cabe ao grupo decisões sobre a imposição de medidas de restrição excepcional e temporária de entrada de pessoas no país. As sugestões foram encaminhadas nessa sexta-feira (28).
A principal proposta da Anvisa é suspender a exceção concedida pela Portaria 653/2021 ao ingresso de trabalhadores marítimos de embarcações e plataformas, oriundos de países com circulação de novas variantes do coronavírus. Esses trabalhadores atualmente podem ingressar no Brasil, por via aérea ou marítima, desde que negativados em teste PCR prévio e não reportando nenhum sintoma na Declaração de Saúde do Viajante (DSV).
Pela sugestão da Anvisa, os marítimos estrangeiros procedentes desses países ficariam impedidos de ingresso no Brasil e os brasileiros em viagem de retorno desses países precisariam necessariamente cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque.
Nos próximos dias, a Anvisa deve enviar também sugestão relativa à melhor delimitação dos locais para quarentena de casos suspeitos, de acordo com critérios e especificidades de estados e municípios.
Uma obra de arte elaborada com sucatas da antiga Cervejaria Skol-Caracu poderá ser vista no Museu Amador Bueno da Veiga em Rio Claro. O Leão Alado é uma escultura metálica concluída em 1999, feita pelo artista Lúcio Bittencourt e idealizada pelo engenheiro e professor Luiz Carlos Kal Iamondi Machado e pelo professor Asdrubal Bellan.
“Nossa intenção é que mais pessoas conheçam esta escultura, como forma de estimular o gosto pelas artes e também como incentivo ao interesse pela história da cidade”, afirmou Kal Machado, ex-prefeito de Rio Claro, durante evento de assinatura de comodato com o município.
O prefeito Gustavo Perissinotto destacou que desde o início o governo municipal tem apoiado as iniciativas que ampliem as atividades culturais no município. “A pandemia dificulta a realização de eventos presenciais com grandes públicos, mas estamos trabalhando no sentido de preparar os espaços públicos para que, quando este momento passar, Rio Claro tenha mais opções culturais para todos”, afirmou.
De acordo com o Professor Dalberto, secretário municipal de Cultura, a intenção da prefeitura é colocar a escultura do Leão Alado em exposição o quando antes. “É uma peça bonita, que faz referência a uma parte importante da história de Rio Claro e certamente valorizará ainda mais o acervo do nosso museu”, afirmou.
O município de Rio Claro já começou a receber doações para a campanha do agasalho. “Também já iniciamos a distribuição de material para as famílias que precisam”, informa Bruna Perissinotto, presidente do Fundo Social de Solidariedade.
As doações de cobertores, roupas e sapatos podem ser feitas no Fundo Social (que funciona no Paço Municipal – Rua 3, entre as avenidas 3 e 5) e no Barracão da Solidariedade (Rua 1-B, com Avenida 1-A). “O barracão é também o local onde as famílias que precisam de agasalhos devem ir para retirar os materiais”, informa Bruna.
O Fundo Social faz um pedido para que a população dê atenção especial à doação de roupas infantis. “A procura por roupas de crianças é sempre grande”, explica Bruna.
No dia 12 de junho, das 8 às 13 horas, será feito um mutirão de arrecadação de agasalhos em drive thru, em frente ao Centro Cultural, iniciativa da prefeitura em parceria com a EPTV.
Nesta sexta-feira (28), a Prefeitura fez mais um fechamento e nivelamento de valeta para melhorar o trânsito em Rio Claro. Dessa vez na Rua 8 com a Avenida 12, no bairro Santa Cruz.
Essa foi a terceira valeta que a secretaria municipal de Obras reduziu a profundidade na semana. Na quarta-feira (26), fez o serviço na Rua 6 com a Avenida 3 e na quinta-feira (27), na Rua 1 com a Avenida 6, ambos no Centro.
O trabalho tem sido executado todas as semanas por conta da elaboração de cronograma norteado pelo mapeamento feito das valetas mais profundas da cidade, além do manejo das equipes de tapa-buraco, reparos e recapeamentos asfálticos.
“Essa organização é fundamental para que o trabalho tenha continuidade para resolvermos este problema histórico na cidade, além de melhorar consideravelmente a segurança e o fluxo do trânsito”, comenta o secretário municipal de Obras, Ivan De Domenico.
O trabalho de nivelamento e fechamento das valetas, além de melhorar o trânsito na cidade, mantém o escoamento da água, sem riscos de empoçamento.
O serviço de diminuição da profundidade de valetas tem sido feito com metodologia desenvolvida pela equipe da secretaria municipal de Obras, e já foi executado em mais de 10 pontos da cidade, como na Rua 8 com a Avenida 2 e também na Avenida 4, na Rua 9 com a Avenida 1 e também na Avenida 2; em ambos os lados da Rua 6 com a Avenida 4, na Rua 6 com a Avenida 6, na Rua 7 com a Avenida 23 e na Avenida 20 com a Rua Samambaia e com a Rua 9.
Rio Claro foi uma das dezenas de cidades que fizeram oposição às ações do Governo Federal neste sábado (29). O ato nacional ocorreu após recentes manifestações pró-Bolsonaro por todo o País e também no município no início do mês. O protesto aconteceu na manhã de hoje na Praça Dalva de Oliveira, na esquina da Rua 14 com a Avenida Tancredo Neves, no Jardim Claret.
Os organizadores levaram faixas pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Na justificativa, a atuação do governo frente à pandemia da Covid-19, considerada ineficaz diante das mais de 450 mil vidas perdidas no Brasil. Os manifestantes reivindicam a vacinação em massa com doses suficientes para vacinar toda a população, além de um auxílio emergencial com valor maior para que famílias necessitadas possam se sustentar.