Prefeito Adinan Ortolan é empossado no Conselho Estadual de Educação de São Paulo

O prefeito de Cordeirópolis Adinan Ortolan foi empossado nesta quarta-feira (27) na Capital, como Conselheiro Estadual de Educação de São Paulo.

Entre os nomeados titulares está a presidente da seccional paulista da União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), Márcia Bernardes, Dirigente Municipal de Educação de Mairiporã-SP. Já na qualidade de titulares, para mandato de três anos, também tomam posse: Roque Teóphilo Júnior (em recondução), Thiago Lopes Matsushita (em recondução), Marlene Aparecida Zanata Schneider e Cláudio Mansur Salomão (em recondução).

Ortolan já ocupou um cargo dentro da Undime São Paulo, na época secretário Municipal da Educação, foi vice-presidente da Undime nos anos de 2009 e 2010.

No mesmo período também coordenou a Conferência Nacional da Educação (CONAE) em São Paulo e o Fórum Paulista de Formação de Professores (Plataforma Freire). Nesta cerimônia, ele está como suplente, para mandato de dois anos, ao lado de Rosângela Aparecida Ferini Vargas Chede (em recondução), Maria Alice Carraturi e Jacintho Del Vecchio Junior.

Ana Maria Braga recebe alta de hospital após sofrer queda em casa

Folhapress

A apresentadora Ana Maria Braga, 72, recebeu alta do Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, na noite desta terça-feira (26). Ela havia sido internada no último domingo (24) após sofrer uma queda na cozinha de sua casa e ter batido a cabeça.

O comando do programa Mais Você (Globo) foi assumido por Fabrício Battaglini e Talitha Morete, que deram a notícia da alta na manhã desta quarta-feira (27). “Ótima notícia. Ana Maria já teve alta e está em casa, graças a Deus. Beijo, Ana Maria. A gente segue aqui”, disse a repórter.

“O que aconteceu, vamos relembrar. Ela caiu no domingo em casa, ali na cozinha. Está tudo bem com ela, por isso os médicos liberaram. Ontem à noite, a Ana já voltou para casa. Então está vendo a gente com certeza. Beijo”, completou Battaglini.

A veterana precisou ser substituída na segunda-feira (25). Na ocasião, Battaglini explicou que “a Ana levou um tombo em casa ontem [no domingo]. Ela está se recuperando e está bem”. Morete acrescentou que ela foi encaminhada ao Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde ficou internada em observação.

Battaglini completou que não teve nenhuma fratura, mas fez uma tomografia e o médico achou melhor mantê-la hospitalizada por alguns dias. “Queda são comuns em qualquer fase da vida. A Ana não fraturou nada nem se cortou, mas era preciso um exame mais minucioso, então ela fez uma tomografia”, disse.

Polêmica no vôlei: Minas afasta Maurício Souza por comentários homofóbicos

Marcos Guedes, Folhapress

O Minas Tênis Clube, pressionado por seus patrocinadores, resolveu punir o atleta de vôlei Maurício Souza. O central de 33 anos, que fez publicações homofóbicas nas redes sociais, foi afastado do elenco. Segundo a agremiação, terá de pagar uma multa e se retratar antes de ser reintegrado -mas não terá seu contrato rescindido, como muitos queriam.

Há duas semanas, o jogador manifestou seu descontentamento com o anúncio da DC Comics de que o novo Super-Homem, filho do Super-Homem original, vai se descobrir bissexual nas próximas edições dos quadrinhos. “Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, escreveu.

Deu-se, então, uma discussão virtual com Douglas Souza, seu companheiro na seleção brasileira e membro da comunidade LGBTQIA+. A situação cresceu a ponto de a Fiat e a Gerdau, que bancam os times feminino e masculino de vôlei do Minas, cobrarem do clube uma posição firme sobre o assunto.

A diretoria publicou na segunda-feira (25) uma nota considerada branda e tardia, na qual condenava a homofobia, mas defendia que “todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”. Apontava ainda que havia conversado “internamente” com o central.

O texto não satisfez boa parte da opinião pública e incomodou os patrocinadores. Em notas separadas, bem mais duras do que a apresentada pelo Minas, a Fiat e a Gerdau pediram na terça (26) a tomada de “medidas cabíveis”. No caso da Fiat, as palavras foram em tom de cobrança por uma solução “no espaço mais curto de tempo possível”.

Ainda na terça, os dirigentes tiveram uma reunião com esses patrocinadores e decidiram pelo afastamento. Houve uma reação negativa de parte do elenco. Chegou a circular a informação de que o capitão William havia redigido uma carta, assinada por todos os companheiros -entre eles o abertamente gay Maique-, ameaçando deixar a equipe se o contrato de Maurício fosse rescindido.

“Calma, gente. Eu não assinei nada!”, publicou Maique, que costuma chamar o companheiro de “amigo” apesar de considerar “burrice” seu posicionamento homofóbico. “Continuo lutando pelos meus direitos e de toda a nossa comunidade. Tem coisas [com] que não compactuo e não aceito”, acrescentou. “As coisas estão aí, e todo o mundo está vendo. Não tem como passar pano.”

O líbero ainda republicou a nota oficial da Fiat e agradeceu: “Muito obrigado, seguimos juntos lutando”. Antes, Douglas Souza, que está atuando no Vibo Valentia, da Itália, havia publicado mensagem semelhante, celebrando o posicionamento das empresas. E atletas como Carol Gattaz, que defende a equipe feminina do Minas, adotaram o mesmo tom.

“Homofobia é crime. Racismo é crime. Respeito é obrigatório. Está na lei, garantido pela Constituição. Já toleramos desrespeito, gracinhas e preconceitos disfarçados de opinião por muito tempo. Chega!”, escreveu Gattaz, que já teve relações públicas com mulheres. “Homofobia é crime”, repetiu a ex-jogadora Fabi Alvim, bicampeã olímpica.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, com quem se encontrou recentemente em Brasília, Maurício Souza tem um histórico de declarações e publicações consideradas homofóbicas. A mais recente, pela repercussão, causou um incômodo maior nos patrocinadores do Minas, cuja pressão sobre os dirigentes não foi meramente protocolar.

A solução encontrada foi o afastamento temporário. Uma solução que incomodou os defensores de Souza, que apontaram uma “ataque à liberdade de expressão”. E uma solução que incomodou quem esperava uma punição mais severa, que pudesse servir de exemplo e evitar novas manifestações preconceituosas.

“O famoso não vai dar em nada, né? Toda vez a mesma coisa. Cansado disso, de sempre ouvir falas criminosas, e no máximo o que rola é uma ‘multa’ e uma retratação nas redes sociais”, afirmou Douglas Souza, que disputou os Jogos Olímpicos ao lado de Maurício. “Todos os dias, todas as horas, um dos nossos morre. E o que temos? Uma retratação.”

Até a publicação deste texto, Maurício ainda não tinha se manifestado sobre a punição. Antes do desenrolar da questão nesta terça, ele havia insistido que manteria sua posição. “Hoje em dia, o certo é errado, e o errado é certo… Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias”, avisou.

Morre Gilberto Braga, autor de ‘Vale Tudo’ e ‘Anos Rebeldes’, aos 75 anos

Folhapress

Autor de telenovelas como “Vale Tudo” e “Paraíso Tropical”, Gilberto Braga morreu na noite desta terça-feira (26), aos 75 anos. Ele sofria da doença de Alzheimer e estava internado no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, devido a uma infecção gerada por uma perfuração do esôfago. O dramaturgo, que era casado com o decorador Edgar Moura Brasil, não resistiu às complicações.

Rosa Maria Araújo, historiadora e irmã de Braga, confirmou a morte e lamentou a perda do primogênito da família. “O Gilberto era o sonho de consumo de qualquer irmão, muito afetuoso, estudioso e inteligente. Foi ele que nos apresentou ao cinema, ao teatro e à televisão. Vai fazer, realmente, muita falta”, diz.

Braga começou a carreira de dramaturgo nos início dos anos 1970, quando assinou dois episódios do seriado “Caso Especial”, que trazia diferentes histórias com equipe e elenco variados. Na mesma década, trabalhou em adaptações de obras clássicas, com destaque para “Escrava Isaura”, de 1976, marco da televisão brasileira que teve Lucélia Santos como protagonista do romance de Bernardo Guimarães.

Mas foi com o sucesso retumbante de “Dancin’ Days”, de 1978 – com Sônia Braga, Antonio Fagundes e Joana Fomm no elenco – que Braga consolidou as bases das telenovelas contemporâneas em horário nobre -e, de quebra, influenciou até mesmo o que os brasileiros vestiam, numa produção lembrada também pelos figurinos coloridos e inspirados na discoteca.

A ela se seguiram “Água Viva”, de 1980, que mostrou com pioneirismo o uso da maconha na televisão brasileira, dentro do contexto do cotidiano de personagens de classe média alta, “Brilhante”, “Louco Amor”, “Corpo a Corpo”, “Anos Dourados” e “O Primo Basílio”.

Foi em 1988, no entanto, que seu maior sucesso foi ao ar. “Vale Tudo” se tornou um fenômeno da Globo e alçou o autor carioca ao panteão da teledramaturgia brasileira. Na reta final do folhetim, mobilizou a população brasileira com a pergunta “quem matou Odete Roitman?”. As tentativas de decifrar o assassinato da vilã vivida por Beatriz Segall geraram um dos mais eficazes “quem matou?” da nossa televisão -no fim, descobrimos, Leila, personagem de Cassia Kiss, havia dado um fim à personagem.

​”Eu gosto muito de herói, mas talvez eu escreva melhor os vilões”, costumava dizer Braga, que eternizou no imaginário popular figuras desprezíveis, mas também fascinantes, como a própria Odete Roitman e também Maria de Fátima, vivida por Gloria Pires na mesma novela.

Em “O Dono do Mundo”, de 1991, o carioca criou para Antonio Fagundes o médico Felipe Barreto, um tipo cafajeste que tentava seduzir uma jovem virgem às vésperas de seu casamento, só para ganhar uma aposta.

Braga também foi o autor de “Anos Rebeldes”, “Pátria Minha”, “Labirinto” e “Força de um Desejo”. Nos anos 2000, lançou outros folhetins que, hoje sabemos, se tornaram novos clássicos da nossa teledramaturgia -“Celebridade”, de 2003, e “Paraíso Tropical”, de 2007.

O primeiro foi responsável por apresentar uma nova vilã emblemática -Laura Prudente, personagem de Cláudia Abreu que se aproximava de Maria Clara Diniz, vivida por Malu Mader, uma ex-modelo e empresária. A rivalidade das duas criou a receita para a trama, que tem como uma de suas cenas mais icônicas uma violenta briga num banheiro, que hoje ganhou sobrevida nas redes sociais e virou meme.

Já “Paraíso Tropical” rendeu a Braga uma indicação ao Emmy Internacional, ao acompanhar as histórias das gêmeas Paula e Taís -vividas por Alessandra Negrini-, do ambicioso empresário Olavo -Wagner Moura- e da prostituta Bebel -Camila Pitanga.

Seus últimos trabalhos como autor principal, ambos na Globo, foram em “Insensato Coração”, de 2011, e “Babilônia”, de 2015.

“Se alguém um dia fez com que a telenovela passasse a representar não histórias idealizadas, mas ‘a vida da gente’, esse alguém foi Gilberto Braga”, diz Zeca Camargo, apresentador e colunista deste jornal. “Gênio não só nas tramas, mas na transformação da nossa vida cotidiana em ricas narrativas televisivas, Gilberto marcou mais de uma geração de telespectadores.

Polícia Federal realiza, em Rio Claro, operação contra fraude em Instituto de Previdência de MG

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 27/10, a Operação Encilhamento II, no combate a grupo criminoso especializado em fraudar recursos de Instituto de Previdência.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Pouso Alegre/MG e um na cidade de Rio Claro/SP, todos expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária em Minas Gerais.

Os mandados visam colher provas da ação do grupo criminoso sobre aplicações de recursos do Instituto de Previdência de Pouso Alegre – IPREM, no período de 2012 a 2018.

A investigação é o desdobramento da Operação Encilhamento realizada pela Polícia Federal em São Paulo para desarticular uma organização criminosa que praticava fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento. Esses institutos continham, entre seus ativos, debêntures sem lastro, emitidas por empresas de fachada.

Na operação paulista, foram identificados 28 institutos de previdência municipais com investimentos em fundos que adquiriram, direta ou indiretamente, papéis sem lastro. Tais aquisições foram feitas por meio de uma empresa de consultoria contratada pelos institutos e com apoio de servidores do mesmo.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 288 (associação criminosa), 317 (corrupção passiva) e 333 (corrupção ativa), todos do CPB e pelo crime previsto no art. 4º. da Lei 7.492/86, fraude à licitação e gestão fraudulenta.

Haverá coletiva de imprensa, às 10h, na sede da Delegacia Regional da Polícia Federal em Varginha.

Rio Claro Basquete perde para o Pinheiros na estreia do NBB


Na estreia do Rio Claro  Basquete no NBB-14  o Leão enfrentou o Pinheiros na noite hoje(26) e acabou derrotado por  86 a 75 em São Paulo.

Nós dois primeiros quartos a partida foi equilibrada e o time da capital conseguiu uma pequena vantagem vencendo o primeiro período por 20 a 18 e o segundo por 13 a 12.

No terceiro quarto a partida seguiu no mesmo ritmo até os cinco minutos, quando a equipe do Pinheiros passou a ter um melhor aproveitamento ofensivo e a vantagem que era de três pontos foi ampliada para 17. Vitória do time da capital no quarto por 37 a 23. 

Nos primeiros seis minutos do último período o Leão conseguiu diminuir  em nove pontos a vantagem do adversário. O Pinheiros tentou segurar a reação do Leão, mas faltando três minutos para o fim Rio Claro derrubou a vantagem pra sete pontos. Mas, a reação parou por aí já que a equipe da capital conseguiu se reequilibrar na  partida e manteve vantagem para assegurar a vitória.

Os destaques de Rio Claro foram Pastor com 25 pontos e Betinho 21. 

CPI da Pandemia no Senado aprova relatório final que indicia 80 pessoas

Na véspera de completar seis meses de atividades, a CPI da Pandemia aprovou, nesta terça-feira (26), seu relatório final. Prevaleceu o texto do senador Renan Calheiro (MDB-AL), que recebeu sete votos favoráveis e quatro contrários. Com isso, os votos em separado apresentados por outros parlamentares não chegaram a ser analisados.

Votaram a favor do documento os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Otto Alencar (PSD-BA). Votaram contra os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O parecer da comissão parlamentar de inquérito agora será encaminhado a diferentes órgãos públicos, de acordo com a competência de cada um. Será enviado à Câmara dos Deputados, à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), a ministérios públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI).  

A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela prática de nove infrações. Os três filhos do presidente também não foram poupados pelo relator, que os acusou da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Além deles, Renan Calheiros identificou infrações penais cometidas por duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog, e por outras 74 pessoas. Entre elas, deputados, empresários, jornalistas, médicos, servidores públicos, ministros e ex-ministros de Estado.  

Fonte: Agência Senado

Cinco missas serão realizadas na capela do cemitério municipal no Dia de Finados

O cemitério municipal São João Batista volta neste ano a ter missas ao longo do Dia de Finados. No ano passado a tradicional celebração religiosa não pôde ser realizada devido à Covid.

Mesmo com a liberação das missas, os fiéis devem seguir medidas de segurança, como usar máscara. Cinco missas estão programadas para a terça-feira (2) na capela do cemitério municipal, às 8 horas, 10 horas, meio dia, 14 horas e 17 horas.

No Dia de Finados e na véspera, segunda-feira, os quatro portões do cemitério estarão abertos das 7 às 18 horas. As entradas ficam localizadas na Rua 16, Rua 20, Avenida 19 e Avenida 23.

Nova imagem mostra Dr. Jairinho no elevador com Henry no dia da morte do menino

Folhapress

Em uma tentativa de contestar a versão da Polícia Civil e do Ministério Público, a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, divulgou imagens que mostram o político assoprando a boca do menino Henry Borel, 4, seu enteado, na madrugada de sua morte.

Jairo e a mãe da criança, Monique Medeiros, são réus sob suspeita do homicídio da criança.

Para os advogados do ex-parlamentar, a gravação indica que o acusado tentou reanimar o menino, o que derrubaria a alegação de omissão de socorro. Nas imagens, gravadas no elevador do prédio onde moravam, por volta das 4h do dia 8 de março, Henry aparece no colo de Monique. Jairo tenta, algumas vezes, assoprar a boca da criança.

Em abril, já havia sido divulgada pela imprensa uma imagem do menino no elevador, com os olhos revirados e pálido.

Para a advogada criminalista Flávia Fróes, contratada por Dr. Jairinho para um trabalho de investigação defensiva, a Polícia Civil “fez questão de esconder da mídia a respiração boca a boca”. Ela afirma que tanto o ex-vereador quanto Monique são inocentes. “É o maior erro judiciário da história da atualidade”, diz.
Procurada pela reportagem, a polícia não se manifestou sobre as declarações da advogada.

Na primeira audiência sobre o caso no Tribunal do Júri, no início do mês, o delegado Henrique Damasceno afirmou que a tentativa de socorro a Henry, antes da chegada ao hospital, não foi adequada. Ele disse que assoprar a boca de uma criança no colo não é o procedimento indicado para reanimação.

O laudo da reprodução da morte do menino Henry Borel, 4, apontou que o menino já estava morto havia ao menos uma hora quando foi retirado pela mãe e pelo padrasto do apartamento onde morava.

O documento afirmou que Henry sofreu 23 lesões no total, produzidas mediante ação violenta entre as 23h30 e as 3h30 daquela noite. Entre elas estão escoriações e hematomas em várias partes do corpo, infiltrações hemorrágicas em três regiões da cabeça, laceração no fígado e contusões no rim e no pulmão.
Segundo o laudo, as marcas constatadas no corpo de Henry sugerem várias “ações contundentes e diversos graus de energia, sendo que as lesões intra-abdominais foram de alta energia”. As hemorragias nas três regiões da cabeça do menino, por exemplo, teriam ocorrido em momentos distintos.

Os peritos, portanto, descartaram a possibilidade de queda alegada pela mãe e pelo ex-vereador em seus depoimentos à polícia. “Uma queda de altura não produziria tais lesões [sangramentos na cabeça]. A quantidade de lesões externas não pode ser proveniente de uma queda livre”, escreveram.

O relatório indicou que a causa do óbito foi hemorragia interna e laceração hepática (lesões no fígado) causadas por “ação contundente”. Henry chegou ao hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio de Janeiro) já morto, conforme confirmaram as médicas que o atenderam.

Dr. Jairinho e Monique foram presos temporariamente em abril, um mês depois da morte do menino. Já no início de maio, o casal teve a prisão convertida em preventiva (sem prazo) e foi denunciado por homicídio triplamente qualificado.

O Ministério Público argumenta que Jairo cometeu o crime por sadismo. Pela argumentação da Promotoria, o ex-vereador tinha prazer em machucar o menino, enquanto Monique tiraria vantagens financeiras da situação.

Jornal Cidade RC
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