Ex-cortador de cana se forma em medicina

Franco Adailton – Folhapress

De cortador de cana a médico. Assim se apresenta o clínico geral Wellington Gomes nas redes sociais, nas quais já tem mais de 11 mil seguidores, sem romantizar o recente passado de extrema pobreza, tampouco ocultar as raízes na zona da mata ao sul de Pernambuco.

Aos 29 anos, é o mais velho dos cinco filhos do casal de lavradores Arnaldo José Alves, 46, com Mauricéia Maria Gomes, falecida quando o primogênito tinha apenas 17 anos. Os dois se juntaram ainda na infância, ele com 13 anos, ela com 12.

Ele próprio, aos 10 anos, começou a trabalhar no corte da cana, em um episódio que ficou marcado na memória. Após horas de labuta sob sol escaldante, a exemplo do que faziam os genitores, recebeu apenas R$ 5 pela colheita de uma tonelada do vegetal.

Filho de pais analfabetos, Gomes é o primeiro da família, tanto paterna quanto materna, a conquistar uma graduação, após se formar em medicina em 25 de novembro, colar grau 24 horas depois e pegar a carteira no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco em 13 de dezembro.

Foram seis anos de curso na Faculdade Pernambucana de Saúde, onde estudar, diz, só foi possível por preencher os critérios para uma bolsa integral pelo Prouni (Programa Universidade para Todos), criado em 2004, durante o primeiro mandato do petista Luiz Inácio Lula da Silva.

“Obviamente, tive o mérito de passar no vestibular, após três tentativas, mas, se não fosse pela bolsa, não teria condições de arcar com uma mensalidade em torno de R$ 6.000”, reconhece o médico, ao falar com a reportagem ao final de mais um dia de plantão.

Para se manter no curso, recebia do Prouni uma bolsa mensal de R$ 400, mas precisava completar a renda com bicos no estacionamento da Casa do Estudante de Pernambuco –onde morou após uma prova com 600 candidatos para 20 vagas–, além de dar aulas de reforço para vestibulandos.

Um dia após pegar a carteira de médico, começou a trabalhar na rede pública de sua terra natal, Ribeirão, localizada a quase 90 km de Recife. Ainda atende numa clínica privada na cidade e em dois hospitais públicos nos municípios de Gameleira e Primavera, na mesma região.

Hoje, já sob melhores condições, repete a rotina de viagens que o levou a pedalar 48 km por dia durante três anos, desde o engenho Santa Cruz, onde morava, até o centro de Ribeirão, para também ser o primeiro da família a concluir o ensino médio em uma escola de tempo integral.

“Saía de casa por volta de 5h40, 6h, para chegar um pouco antes da aula, que começava às 7h. Uma vez, no trajeto, um caminhão me deu um banho de lama, mas segui para a aula”, recorda. “Decidi que não podia parar de estudar, porque eu não aguentava mais aquela vida dura”, completa.

A vida à qual Gomes se refere era seguir a história dos pais: acordar de madrugada para ganhar uns trocados para cortar cana no auge da safra. Na entressafra faltava trabalho, e a fome que batia à porta era saciada com banana verde, “macaxeira” (aipim ou mandioca), peixe e farinha.

Certa vez, lembra, quando ainda estava no primeiro ano do ensino médio, trabalhou mais de dez horas para cortar toneladas de cana, ao lado do pai, para juntar R$ 110. Era véspera do fim da inscrição para a prova da UPE (Universidade de Pernambuco), que serve para juntar pontos para o vestibular.

“À época, ainda não sabia qual profissão seguir, mas tinha a certeza de que precisava escolher algo que me possibilitasse melhorar as condições de vida de minha família”, recorda. “Com o primeiro salário que eu receber, vou tirar meu pai desse trabalho”, planeja.

O clínico não deixa de comemorar o início da ascensão social, mas reitera ser uma das exceções à regra da falta de acesso à educação para milhões de brasileiros. “Espero que políticas públicas como o Prouni continuem a existir, pois é preciso tratar os desiguais com equidade. Consegui superar, mas não precisa ser tão sofrido assim”, afirma.

Jovem é arrastado pelo pescoço por estrada de terra

IGOR MELLO RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Um jovem foi arrastado amarrado com uma corda pelo pescoço em uma estrada de terra em Alto Paraíso de Goiás, no interior Goiano. As imagens, feitas na madrugada de domingo (19), ganharam repercussão nas redes sociais.

Nas imagens, o jovem de tenta se levantar e segurar a corda, mas é derrubado novamente. Ao fundo, pessoas riem das cenas. O crime ocorreu em uma fazenda de propriedade do prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Marcus Rinco (DEM-GO). Ele alega que o espaço estava alugado para a realização de um evento por uma empresa terceirizada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade goiana, em nota, diz que não houve recusa em atender o jovem no hospital local, como chegou a ser difundido em redes sociais.

Segundo a pasta, “o paciente chegou ao Hospital Municipal Gumercindo Barbosa através do Serviço de Saúde Móvel (SAMU), onde foi atendido e medicado, sem que houvesse exigência de apresentação de documento de identificação, o rapaz também não possuía acompanhante. O mesmo evadiu da unidade de saúde, contra a orientação da equipe médica ao qual o atendeu”.

Ainda segundo a secretaria, “o jovem retornou a unidade trazido por acompanhante e foi novamente atendido e medicado, recebendo alta no dia consecutivo. O prontuário de atendimento do paciente consta os dois atendimentos durante o plantão, e pode ser solicitado pelo próprio ou familiares no Hospital Municipal”.

Após a repercussão do vídeo, Marcus Rinco divulgou um vídeo para negar responsabilidade sobre o ocorrido em sua fazenda. Segundo ele, a propriedade tem uma área que é alugada para eventos. No último fim de semana, ela foi cedida para a realização de uma cavalgada.

“Infelizmente aconteceram essas cenas. Mas os cuidados todos foram tomados. Durante o evento teve presença constante de segurança privada, a presença esporádica da PM, constante de ambulâncias aqui do Hospital Municipal para qualquer eventualidade. Então todos os cuidados foram tomados. Infelizmente aconteceram essas cenas bárbaras, eu concordo com isso, mas quero deixar bem claro que não tem nada a ver com a nossa empresa ou nossa fazenda.”

“Foram coisas que ocorreram em um evento terceirizado. Esses indivíduos responsáveis já estão respondendo por isso porque a Polícia Civil já está tomando as devidas providências”, emendou ele em vídeo distribuído para a imprensa.
Em seu perfil no Instagram, a empresa HC Festas e Eventos, responsável pela cavalgada, publicou uma nota de esclarecimento. No texto, a produtora nega relação com as agressões ao jovem.

“O vídeo que circula nas redes sociais aconteceu após o encerramento do evento. O Samu e a Polícia Militar foram acionados também por nós, prestando apoio à vítima. Os responsáveis pelo local e os responsáveis pela organização não têm vínculo com o ocorrido”, diz a nota.

Rio Claro: com cinco pessoas na UTI, pandemia ainda alerta município

O mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Rio Claro aponta que dos seis hospitalizados por Covid-19 no município, cinco estão em unidades de terapia intensiva (UTIs). Todos os pacientes estão na rede pública de saúde. Nas últimas semanas, o Fundação Municipal de Saúde vem registrando oscilações baixas nas internações ocasionadas pela doença, mas diferente de outros municípios que já chegaram a zerar as internações totais, em Rio Claro isso ainda não aconteceu.

A vacinação contra o coronavírus trouxe alívio para Rio Claro. Nos últimos meses, o poder público viu os índices de novos casos e as próprias internações despencarem. As mortes são as menores desde o início da pandemia. Em novembro, por exemplo, o município fechou o mês com o menor patamar de óbitos. Naquele período apenas uma morte foi ocasionada pela Covid-19. Neste mês de dezembro, um novo óbito foi registrado.

As internações, porém, deixam o setor de saúde municipal em alerta. Os especialistas são enfáticos em ressaltar que a vacinação, além das medidas de proteção sanitária, é a principal arma contra o coronavírus, sobretudo para casos de média e grave complexidade que podem levar às hospitalizações. A campanha de imunização em Rio Claro continua. Nesta quinta-feira (23), as equipes atenderão das 10h às 22h no Shopping Rio Claro, na Vila Paulista.

No hospital de campanha do Cervezão, metade dos leitos destinados para casos de Covid foram desativados semanas atrás e o Pronto Atendimento do local voltou a atender casos de urgência e emergência paralelamente à pandemia. A Santa Casa de Misericórdia, que também atende via SUS, também diminuiu os leitos de Covid, assim como os hospitais particulares do município.

Trecho movimentado de Rio Claro ganha árvore de Natal de 12 metros

A grande árvore de Natal instalada na Rua 1, nas imediações da antiga estação ferroviária, deixou mais bonito um dos pontos mais movimentados do Centro de Rio Claro.

Colocada perto da Avenida 7, em trecho que dá acesso ao Shopping e fica ao lado do terminal de ônibus circulares, a árvore enfeita a praça que homenageia os ferroviários e estimula, com seus 12 metros de brilho e luzes, o espírito natalino de quem passa por ali.

A grande árvore de Natal é um item da decoração natalina que a prefeitura instalou em vários pontos do município para celebrar as festas de final de ano. “É uma decoração que chama a atenção pelo tamanho dos enfeites e ajudam a dar às noites da cidade o clima de magia tão associado ao Natal”, comenta o secretário municipal de Esportes e Turismo, Yves Carbinatti.

Outro destaque que vem chamando a atenção da população é o presépio gigante colocado na Avenida Tancredo Neves, perto do terminal rodoviário. A decoração tem ainda árvores de Natal com cerca de seis metros na antiga estação ferroviária, na Avenida 29, no aeroclube, praça Dalva de Oliveira, perto da rodoviária e no Lago Azul, onde também há um grande Papai Noel sentado.

Grandes bolas iluminadas foram colocadas na Avenida Castelo Branco, em frente à empresa Elektro. Cinco ursos polares e um boneco “de neve” foram instalados na praça Dalva de Oliveira, e outro boneco iluminado está no aeroclube.

Confira fotos da decoração de Natal em Rio Claro:

Ciclista rio-clarense quase dá “volta ao mundo” pedalando 36 mil km em um ano

O ciclista rio-clarense Omar Murad está muito próximo de bater uma marca impressionante: a de 36 mil quilômetros pedalados em um ano.

Para se ter noção do tamanho da conquista, ela se aproxima de uma volta completa ao globo terrestre. A circunferência da Terra é de aproximadamente 40 mil km.

Próximo de alcançar a meta, Murad deu entrevista à Jovem Pan News Rio Claro e falou sobre seu treinamento e outras coisas relacionadas à conquista.

Com seis internados, Rio Claro tem 7% dos leitos para covid ocupados

Boletim divulgado nesta quarta-feira (22) pela Fundação Municipal de Saúde aponta três novos casos de Covid em Rio Claro e total de 19.649. Entre os infectados nesta pandemia pelo coronavírus, 19.060 estão recuperados e três estão em isolamento domiciliar, sem sintomas ou com sintomas leves da doença.

Seis pessoas estão hospitalizadas em leitos Covid e 7% dos leitos destinados a este atendimento estão ocupados. Há uma pessoa em enfermaria e cinco estão em unidades de terapia intensiva.

A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

Rio Claro tem 12 horas de vacinação nesta quinta-feira

Plantão de vacinação contra a Covid será realizado nesta quinta-feira (23) no shopping Rio Claro. Serão 12 horas de atendimento para vacinar quem precisa tomar uma das três doses contra a Covid. O atendimento realizado pelas equipes da Fundação Municipal de Saúde será das 10 às 22 horas, com acesso pela entrada principal (oeste) do shopping. Nesta quinta-feira não haverá vacinação nas unidades básicas de saúde.

A primeira dose continua para maiores de 12 anos, inclusive gestantes e puérperas. As segundas doses serão para quem foi vacinado com Pfizer ou Coronavac até 2 de dezembro ou com a Astrazeneca até 25 de novembro.

Já a dose de reforço será aplicada em quem tem 18 anos ou mais e tomou a segunda dose de qualquer laboratório em agosto ou antes disso. Também são vacinadas com mais uma dose as pessoas que tomaram dose única da Janssen há no mínimo dois meses.

Todos que forem se vacinar devem levar RG, CPF e comprovante de residência em Rio Claro. No caso de segundas e terceiras doses também é necessário o comprovante de vacinação com as doses anteriores.

Transporte coletivo de Rio Claro vai até as 22 horas na véspera de Natal

Nessa sexta-feira, 24, véspera de Natal, o transporte público municipal coletivo de Rio Claro vai operar até as 22 horas. O horário de circulação normal às sextas-feiras, que é até as 23h30, foi alterado devido às festas natalinas.

A prefeitura também programou o horário de circulação dos ônibus urbanos no próximo dia 31 (sexta-feira), véspera de ano novo, para até as 22 horas, também em caráter excepcional, dessa vez devido à passagem de ano.

Quem for utilizar os ônibus nessa sexta-feira, dia 24, e no próximo dia 31, deve ficar atento e se programar.

Nos demais dias, seguem os horários normais, que podem ser consultados no site da empresa Rápido São Paulo, que opera o sistema de transporte coletivo em Rio Claro. O endereço é rapidosp.com.br/horarios/. Também é possível consultar as informações no posto da empresa na Rua 1 entre as avenidas 1 e 2, em frente à estação ferroviária.

Fãs, ídolos e suas histórias

Para quem é fã de verdade, ficar horas numa fila para comprar ingressos, debaixo de chuva ou de um sol escaldante, não é nada. Muito menos fazer outras loucuras, como viajar horas de ônibus para assistir a um show. Nada disso parece coisa fora do comum para aqueles fãs de verdade. 

Nesta edição, a Revista JC Magazine mostrará a relação entre fãs e ídolos. A profissionais Ana Paula Pires Lorenzon Zumpano, psicóloga, psicopedagoga e neuropsicóloga vai explicar até que ponto essa admiração é saudável. E, claro, também tem muita emoção com histórias de rio-clarenses que são apaixonados por seus ídolos.

Para Ana Paula, ser fã, admirar algum artista ou alguma figura pública, pode ser  considerado saudável quando não apresenta influência significativa na vida da pessoa, por exemplo: ouvir uma música, assistir a um show, querer conhecer alguém que você admira, pedir um autógrafo.

“A partir do momento em que se começa a idolatrar essa figura de forma desproporcional, compulsiva e radical, pode trazer prejuízos significativos para si como: ser demitido, rompimento de um relacionamento, agravo no rendimento escolar, descaracterização da sua personalidade e identidade, querendo ter as mesmas características físicas do outro, procurando cirurgiões plásticos para se parecerem cada vez mais”, explicou.

Ana Paula ressalta, ainda, que as redes sociais acabam auxiliando o desencadeamento desse fanatismo exagerado, devido à facilidade de encontrar informações sobre as celebridades, que antes eram menos acessíveis.

“Alguns fãs são tão obsessivos que acabam tendo atitudes radicais e apresentam excesso de ciúmes, perseguição ou agressão, sendo influenciados por ilusões e delírios de que essas celebridades possam estar dedicando seu trabalho especificamente para eles”, disse.

Também segundo ela, a partir do momento em que é notada uma fixação, um isolamento e uma intolerância com outros assuntos ou pessoas que não dividem a mesma opinião, é importante ficar atento. 

“Indivíduos com baixa autoestima, inseguranças e sem autoconfiança podem desenvolver um fanatismo exacerbado devido à fragilidade e à necessidade de se apoiar em algo ou alguém, a fim de preencherem a incompletude de suas vidas. Vale ressaltar que aquela figura é um personagem. Atrás dele existe uma pessoa como qualquer outra, que tem sentimentos, tem bom humor e mau humor, que tem problemas e nem sempre sabe como resolvê-los, que não são perfeitos e que também envelhecem”, citou Ana Paula.

Amor à primeira vista

A corretora de imóveis Telma Penteado Ferrari, de 50 anos, tinha 14 quando ouviu pela primeira vez o cantor americano Prince – um dos artistas mais influentes da música pop da década de 1980, que venceu sete Grammys, um Oscar e um Globo de Ouro. Ela contou ao JC que foi amor à primeira vista. E pela televisão.

“Na época, em 1985, esperei acabar a música na TV para ver quem estava cantando. Pronto, foi instantâneo. A partir daquele momento, virei mega fã. Comecei a comprar os discos sem nem inglês saber, aí levava as músicas para alguém traduzir só para saber o que eles estavam falando”, comentou.

Cinco anos depois, em 1990, era anunciado o Rock in Rio II – um festival de música reconhecido como o maior do planeta, tendo sede no Rio de Janeiro. Já com 19 anos, Telma recebeu o aval da mãe para participar. E lá foi ela, junto de uma amiga, rumo à capital fluminense, onde se hospedaram no apartamento de uma outra amiga. No entanto, num dia antes do show, foram até uma boate. E, para a surpresa de Telma, seu ídolo estava lá.

“Estávamos super simples de shorts, camiseta e ao chegar [na boate], uma muvuca, afinal, o Prince estava lá dentro. Não tínhamos dinheiro, mas meus amigos fizeram uma vaquinha para eu entrar. Ele estava em cima do palco. Fui até a escada e um segurança percebeu minha movimentação. Disse a ele que era muito fã e queria conhecer o artista. Ele ficou comovido com a moça do interior. Nesse momento, o Prince desce para ir ao banheiro e passou do meu lado. Eu congelei, mas me comportei. Por isso, o segurança deixou eu subir no palco para conhecer a banda e assistir o show lá de cima. Na época não tinha celular, não levei máquina fotográfica, mas registrei esse momento no coração”, relembrou.

A corretora de imóveis afirmou que gosta de todas as fases do artista, que foi cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e produziu dezenas de álbuns comerciais ao longo da carreira.

“Ele passou por várias fases depois que ele teve o próprio selo e a própria gravadora, ele mudou bastante e podia fazer a música que queria. O que mais me encantava nele é que tocava todos os instrumentos, mas nunca estudou com alguém. Ou seja, um talento sem igual.”

Mesmo depois de tanto tempo, Telma ainda é apaixonada pelo músico. ‘Escuto muito ainda hoje. Logicamente que tenho outra cabeça hoje. Quando menina, era maluca por ele. Quando você vai ficando mais velha… é diferente, mas gosto demais dele. Uma referência”, definiu.

Prince morreu no dia 21 de abril de 2016, há 5 anos. Ele sofreu uma overdose acidental aos 57 anos. “Muita gente que sabia que eu era fã dele mandou mensagem e me ligava perguntando como eu estava. Até parecia a viuva”, brincou.

‘Dois corações e uma história’

“E perto um do outro, a vida é diferente, a solidão dá espaço, ao amor que estava ausente. Quem olha não tem jeito, de duvidar agora, da força da paixão que tem…dois corações e uma história”. A frase foi retirada da música lançada em 2004 por Zezé Di Camargo & Luciano. A dupla, que completa 30 anos de carreira em 2021, faz parte da história de amor da rio-clarense Lílian Gomes, de 43 anos, e do seu esposo, Aurélio Ferro, de 50 anos, ambos empresários. Os dois completaram 29 anos de casados – mesmo período em que Lilian é apaixonada pela dupla sertaneja.

“Logo que comecei a namorar eu peguei para ouvir. Ele [o esposo] falava que eu não saía da cabeça dele, remetendo à música ‘É o Amor’. Aí, quando tínhamos uma briguinha de casal, cantávamos aquela música ‘Muda de  Vida’. Isso só foi aumentando o amor tanto pela dupla, como pelo meu marido”, salientou.

Com pouco dinheiro na época, a empresária foi ao show da dupla pela primeira vez, em 2015, em Campinas (SP), e comprou um ingresso que dava acesso apenas à lateral do palco, que foi montado em 360 graus. No entanto, deu um jeitinho de chegar mais perto dos artistas.

“Fui passando em barreiras e seguranças e consegui chegar até a área vip, bem próxima do palco. Ficava escondendo minha pulseira porque não era da mesma cor que as demais daquele setor. Mas no fim, consegui pegar na mão deles e fazer uma selfie com o Luciano, que pegou meu celular para fotografar”, recordou.

Outra situação que a empresária citou foi que saiu de Rio Claro sozinha rumo à cidade de Paranavaí, no Noroeste do estado do Paraná, para ir em um show.  Foram quase 700 quilômetros só na ida, numa viagem de mais de oito horas. Que, para ela, valeu muito a pena. “Não consegui ir ao camarim, mas fui até uma academia, onde o encontrei mais de perto.”

Na pele e no coração

Além do coração, alguns fãs decidem eternizar na pele esse amor pelos ídolos, como é o caso da operadora de telemarketing, Gabriela Quirino, de 27 anos, que acompanha um dos ruivos mais famosos do Brasil: Ferrugem – Jheison Failde de Souza.

Com vários sucessos como ‘Para você acreditar’ e ‘Atrasadinha’, gravada com o cantor Felipe Araújo, o pagodeiro conquistou o coração da rio-clarense que fez duas tatuagens em homenagem ao ídolo. 

“Fiz uma igual a que ele tem na perna atrás do braço e a outra no antebraço que diz: ‘Amar como eu te amo não é para qualquer um’ – que é uma frase retirada da música ‘Caso do Amor’, de Ferrugem.”

A rio-clarense começou a gostar do ídolo em 2013 quando ele veio para uma apresentação em Rio Claro. Gabriela disse que já fez muitas coisas por ele, como ir a shows em cidades distantes e também ir atrás do músico em hotéis e em academias. E ela disse que é recíproco esse amor.

“Ele retribui com muito carinho. Em dezembro de 2020, não ia para um show pois estava desempregada. E ele disse: ‘você vai sim, vai comigo de van e vai assistir meu show do palco. Esse será meu presente de natal para você’.”

‘Incrível, original e atemporal’

Nair Helena Cerri Hebling, de 60 anos, disse que conheceu os Beatles, formado por quatro jovens de Liverpool: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, de forma tardia. Em uma década juntos, os cantores transformaram a banda em uma marca valiosa, um símbolo da cultura pop, batendo recordes de vendas e lançando músicas que são icônicas até hoje.

“Quando eu descobri, eles já não existiam mais como uma banda. Na verdade, acho que foi bom assim, pois talvez eu teria feito grandes loucuras. De qualquer maneira, me tornei aquela fã de ter todos os álbuns, CDs, DVDs, livros e consegui, felizmente, assistir a cinco seis shows do Paul McCartney e do Ringo Starr. Acho a música deles incrível, original e atemporal”, afirmou.

A médica comentou também a febre que foi o jogo ‘The Beatles: Rock Band’, em 2009. O jogo da MTV Games foi desenvolvido pela Harmonix e traz uma experiência bacana na franquia: foi o primeiro jogo musical a oferecer harmonias, desafiando o jogador a recriar os arranjos vocais dos Beatles. “A gente vê as crianças também conhecendo as músicas. Acho isso muito legal. Para quem já teve a boa chance de ver um show do Paul McCartney ao vivo, dá para notar que é uma celebração de muitas gerações. E acho isso incrível e cativante e a música deles fala ao coração de muitas pessoas. Talvez porque falam de coisas simples, de sentimentos e situações corriqueiras que acontecem na vida de todo mundo”, opinou.

Três pessoas são resgatadas de trabalho “escravo” em Limeira

Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho, Polícia Rodoviária Federal e Departamento de Vigilância em Saúde do Município de Limeira, realizada nessa terça-feira (21), resultou no resgate de três trabalhadores de condições análogas à escravidão em Limeira (SP).

A procuradora Clarissa Ribeiro Schinestsck recebeu denúncia sigilosa relatando que os trabalhadores estavam mantidos em condições degradantes de trabalho e moradia em uma chácara localizada na Estrada da Barra, chamada Chácara Barra Verde.

As autoridades identificaram três trabalhadores responsáveis por cuidar de 62 cachorros e 100 gatos. Dois deles eram um casal de irmãos, originários da cidade de Piracicaba, sendo que ele iniciou a prestação de serviços há mais tempo, e ela, a partir do segundo semestre do ano. A terceira trabalhadora foi trazida do estado do Ceará pela empregadora, e também prestava serviços há muitos meses na propriedade.

Os trabalhadores residiam em um barracão sem condições de higiene, com fiação elétrica exposta, gerando riscos de incêndio. O banheiro não tinha chuveiro, de forma que os empregados tomavam banho por meio da água que saía de um cano, vinda de um poço, cuja qualidade não foi atestada. Eles bebiam a mesma água.

O barracão, de três cômodos, possuía um quarto sem janela e sem iluminação, e o botijão de gás ficava ao lado de uma das camas, propiciando riscos de explosão e asfixia, em caso de vazamento de gás. Não havia armários, obrigando os obreiros a guardar suas roupas dentro de malas espalhadas pelo chão. Uma das trabalhadoras dormia em um colchão sujo, no chão, junto com os gatos.

“As condições encontradas eram subumanas e indignas. A proprietária da chácara propunha aos trabalhadores que comessem os restos de comida dos animais”, lamentou a procuradora.

Todos trabalhavam informalmente, sem registro em carteira de trabalho, e não recebiam salários. A empregadora, eventualmente, dava pequenas quantias em dinheiro aos trabalhadores, e também de forma eventual, enviava um pacote de arroz, outro de macarrão, e alguns ovos. Os trabalhadores tinham que “se virar”, indo buscar cestas básicas em uma igreja distante, todos os meses, sempre de bicicleta.

Mas sempre que saíam da propriedade, a proprietária os ameaçava de expulsão, afirmando, segundo relatos, que preferia que eles não deixassem a chácara em nenhuma hipótese, sempre proferindo palavrões e palavras de baixo calão contra os empregados.

Solução – O auditor fiscal do trabalho que acompanhou a operação lavrou auto de resgate por redução de trabalhadores à condição análoga à escravidão, dando aos 3 trabalhadores o direito de receber o seguro-desemprego.

A empregadora celebrou termo de ajuste de conduta perante o MPT, se comprometendo a formalizar os contratos de trabalho e a pagar todas as verbas devidas aos trabalhadores, além de pagar indenização por danos morais individuais no valor de R$ 100 mil aos dois empregados mais antigos, ou dar a eles uma casa no mesmo valor. Para a trabalhadora que ficou menos tempo prestando serviços, a indenização será de R$ 65 mil. A signatária tem até dezembro de 2022 para pagar as indenizações, e as verbas trabalhistas devidas devem ser pagas imediatamente.

Pelos danos morais causados à coletividade, a empregadora pagará indenização no valor de R$ 35 mil, reversível ao CAMI (Centro de Apoio Pastoral do Migrante), responsável pelo acolhimento de vítimas de trabalho escravo na cidade de São Paulo.

Os trabalhadores foram levados para um hotel da cidade, que está sendo custeado pela empregadora, bem como a sua alimentação. O custeio pelo transporte das bagagens também ficou por conta da empregadora.

Por fim, o TAC estabelece uma série de obrigações relativas à obrigação de manter empregados registrados em carteira de trabalho, pagar salários em dia, manter alojamentos conforme estabelecido em norma trabalhista, entre outras, sob pena de multa por descumprimento.

O Departamento de Assistência Social do Município de Limeira está assistindo os trabalhadores, inclusive acompanhando-os na abertura de contas bancárias para o recebimento das verbas trabalhistas.

O MPT informou as autoridades municipais competentes sobre a necessidade de acompanhar os cuidados dos animais da chácara, o que é de responsabilidade da proprietária.

Os autos do inquérito serão remetidos ao Ministério Público Federal, para que seja investigada a responsabilidade criminal da empregadora, uma vez que está tipificado no Código Penal o crime de redução de trabalhadores à condição análoga à escravidão.

Saúde abrirá consulta pública sobre vacinação contra Covid-19 para crianças

Marianna Holanda – Folhapress

O Ministério da Saúde fará, a partir de quinta-feira (23), consulta pública sobre a vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na semana passada.

A consulta, cuja previsão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta (21), ficará disponível no site oficial da pasta até 2 de janeiro, “para que sejam apresentadas contribuições, devidamente fundamentadas”.

Depois disso, o ministério terá mais três dias para decidir sobre a adesão de crianças desta faixa etária no PNI (Programa Nacional de Imunização), conforme prazo estipulado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Há uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema, e o relator Ricardo Lewandowski autorizou ao governo apresentar o plano de vacinação para a faixa etária apenas no dia 5.

Como um dos argumentos da AGU (Advocacia-Geral da União) para adiar a apresentação do plano foi justamente a consulta pública, o ministro do STF exigiu a apresentação de documentos até o prazo estabelecido.

Além do resultado, Lewandowski pede metodologia empregada; plano amostral, indicando as pessoas consultadas e a área de realização da consulta; período de realização da consulta; sistema de controle; conferência e fiscalização da coleta de dados; questionário aplicado; e, claro, o resultado.

Na segunda-feira , Queiroga havia dito que “a pressa é inimiga da perfeição”, e que a prioridade seria “segurança”, ao ser questionado se não seria possível antecipar o processo para as últimas semanas deste ano.

Como resposta a uma queixa do ministro sobre não ter tido acesso à íntegra da decisão da Anvisa, a agência divulgou nesta quarta-feira (22) os pareces técnicos para liberar a vacina para crianças.

São dois documentos, um de 57 de páginas, e outro, de oito. O primeiro, segundo a Anvisa, reflete a avaliação do risco-benefício a partir de informações técnicas; já o segundo, chamado de plano de gerenciamento de riscos, contém ações de farmacovigilância.

A Anvisa exigiu ainda da Pfizer a inclusão de uma carta aos profissionais d e saúde, disponibilizada em sites da própria agência e da empresa, bem como o uso de redes sociais para elucidar sobre o modo de preparo e administração do produto para a população pediátrica.

“Deve-se ter em mente que, para qualquer medicamento, existe um risco associado ao seu uso. Logo, medidas de minimização de risco adicionais poderão ser implementadas após a concessão de registro formal ou alteração pós registro, caso as atividades já propostas se mostrem insuficientes para gerenciar as preocupações de segurança”, diz o documento da Anvisa.

A proposta de consulta pública na Saúde foi anunciada no final de semana pelo ministro, após reações negativas de Jair Bolsonaro quanto à possibilidade de vacinar crianças. Na transmissão semanal de quinta-feira, o presidente chegou a dizer que divulgaria os nomes de técnicos e diretores da Anvisa que concederam autorização para a medida.

A declaração do chefe do Executivo foi vista como forma de intimidação por técnicos da agência, que, desde que autorizaram a vacina para crianças, vêm recebendo ameaças.

Como a Folha mostrou, desde a última sexta-feira (17), depois da live de Bolsonaro, foram cerca de 150 emails até anteontem. “Último aviso”, “alerta popular”, “comunistinha sem caráter”, “passe mal fdp” são alguns dos termos encontrados nessas mensagens.

Os emails foram encaminhados para a Polícia Federal (PF), que abriu inquérito.

Queiroga, por sua vez, deu respaldo à intenção do presidente de expor o corpo técnico da Anvisa. “Não há problema em se ter publicidade dos atos da administração. Acredito que isso é até um requisito da Constituição”, disse a jornalistas em frente ao ministério, ao ser questionado se a iniciativa do mandatário não poderia acabar influenciando nas ameaças que os técnicos têm recebido.

Jornal Cidade RC
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