Divulgado o resultado do Sisu. Cerca de 60 mil estudantes foram aprovados

De 13 a 18 de julho é o período para os selecionados na chamada regular efetuarem a matrícula na instituição de ensino.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Quem se inscreveu no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o segundo semestre de 2022, já pode conferir o resultado da chamada regular desta edição.

O resultado foi publicado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira, 6 de julho, na página do Sisu no portal Acesso Único. Os selecionados na chamada regular terão de 13 a 18 de julho para efetuar suas matrículas, diretamente nas instituições para as quais foram aprovados. https://acessounico.mec.gov.br/acesso-unico

Ao todo, 59.937 estudantes foram selecionados na chamada regular. Desses, 36.351 (62% do total de selecionados) conseguiram aprovação para a 1ª opção de curso e 22.586 (38%) para a 2ª opção de curso, conforme indicado pelos candidatos no ato de suas inscrições. A oferta nesta edição do Sisu totalizou 65.932 vagas.

Lista de Espera

Para quem não conseguiu classificação para ficar entre os selecionados na chamada regular ainda há chances para disputar uma das vagas ofertadas nessa edição do Sisu. A partir desta quarta-feira, dia 6, aqueles que ainda não foram selecionados podem manifestar interesse em participar da lista de espera. O prazo para registrar, na página do Sisu, que deseja participar dessa última etapa do segundo processo seletivo de 2022 terminará às 23h59 do dia 18 de julho, horário oficial de Brasília.

Cronograma

13 a 18 de julho ─ é o prazo para matrícula dos selecionados na chamada regular.

De 6 a 18 de julho ─ é o período para manifestar interesse em participar da lista de espera.

Consumo de álcool antes de dormir pode prejudicar o sono

O hábito pode aumentar ronco e causar apneia

AGÊNCIA BRASIL

A cachacinha antes do almoço e antes de dormir é uma tradição para o mineiro Gustavo Motta, de 43 anos. “O problema é que eu acabei transformando isso em uma ‘bengala’ para conseguir dormir, já que tenho sérios problemas para dormir. Ansiedade, TDAH e depressão fazem parte da minha realidade. Diagnosticado, mas não medicado”, desabafa o jornalista que mora em Cabo Frio (RJ). 

Gustavo disse que bebe todas as noites nos últimos 20 anos. “Desde 2001, quando tive um problema no joelho que acabou com minha carreira na dança, eu era dançarino e ator na época, foi quando meus problemas psicológicos se tornaram mais fortes”. Ele conta que toma aproximadamente meio litro de aguardente por dia. 

Embora o álcool consiga trazer relaxamento e acelerar o adormecimento, o hábito de beber antes de dormir prejudica a qualidade do sono, alerta o biomédico e pesquisador do Instituto do Sono, Gabriel Natan Pires.

“A curto prazo, o álcool altera a arquitetura do sono, fragmentando este sono, piora o ronco e a apneia, e ainda a própria sensação de ter bebido demais e a ressaca pioram o sono também”.

Gustavo disse que sente as consequências do hábito no dia a dia. “Sinto falta de força física, cansaço, fora os outros problemas como pancreatite, inflamação no fígado e até uma trombose. Não tenho dores de cabeça. Roncava muito, mas fiz algumas cirurgias no nariz para evitar o ronco”. 

Consequências 

O especialista explica as consequências a curto prazo que o hábito de tomar umas doses para dormir causam, como por exemplo, prejudicar o sono REM. [último estágio do ciclo do sono, dura cerca de 20 minutos cada e é nele que os sonhos acontecem.] e ocasionar muitos despertares. Com isso, é comum acordar cansado na manhã seguinte. 

“O sono induzido por álcool não é natural, não serve como um sono reparador, não serve para descanso. Se a pessoa acorda com a sensação de que está mais cansado do que quando foi dormir é a prova de que o sono não foi adequado. O álcool nunca é adequado para induzir sono”. 

Pires explica ainda sobre outra consequência a curto prazo: a apneia do sono. “A apneia do sono é aquela doença em que a pessoa tem pausas recorrentes na respiração durante a noite. O álcool relaxa a musculatura da garganta. Então a pessoa que ronca quando está sob o efeito do álcool vai roncar mais, porque a musculatura da garganta vai ficar mais flácida”. Para quem ronca, o álcool é muito muito pior, devido a apneia. 

“A depender da quantidade de álcool que a pessoa toma, a ressaca vai piorar o sono, já que, com ressaca e dor de cabeça ninguém consegue dormir direito, ainda tem que levantar no meio da noite para urinar várias vezes. Então tem os efeitos do álcool agindo sobre o metabolismo do corpo, afetando o sono”. 

Segundo o levantamento Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2021, consumo de álcool com frequência foi de 18,3% para a população geral, indicando que, após o aumento visto em 2020, com prevalência de 20,9%, no primeiro ano da pandemia, o consumo abusivo retornou aos patamares percebidos desde 2010. 

Estágios do sono

O sono acontece em uma sequência pré-determinada. A primeira fase é chamada não REM [do inglês: rapid eye movement, ou movimento rápido dos olhos em português] e tem três estágios. Em seguida vem o sono REM, quando acontecem os sonhos. “O sono não REM, que é esse que começa o sono, é mais profundo. Diferentemente do que as pessoas pensam, o sono ruim é um sono superficial, em que o cérebro está muito ativo. Mas no sono não REM, o cérebro está bem lento”. 

O biomédico explica que durante o sono não REM existe um neurotransmissor no cérebro que predomina, chamado GABA [sigla do inglês Gamma-AminoButyric Acid – ácido gama-aminobutírico]. Este neurotransmissor reduz a atividade dos neurônios de várias regiões do cérebro, fazendo que funcionem mais lentamente. Por isso, é liberado pelo organismo no início do sono.

“Então quando o álcool entra no nosso corpo, ele acaba fazendo o mesmo efeito que o GABA faria. Por diminuir a função das regiões que promovem o despertar, o álcool também pode promover sono”.

Mas, não só no sono, mas em qualquer função do nosso corpo, detalha o médico. “Quando alguém  toma qualquer bebida alcoólica, ela primeiro vai inibindo funções como a social, então a pessoa fica desinibida. Depois vai perdendo o controle sobre a coordenação motora, depois da função da memória e até que pode chegar ao caso de intoxicação alcoólica, quando perde o controle da respiração, tudo isso porque o álcool vai inibindo essas funções”. 

Tolerância perigosa

Além de prejudicar a qualidade do sono e aumentar o ronco e a apneia, o hábito de beber para dormir pode piorar com o tempo. “O sono vai ficando cada vez menos reparador e quando começa a se estabelecer a dependência, a ansiedade de ter que beber antes de dormir, já piora o sono”, alerta o médico. 

Gabriel Natan Pires informou que, com o tempo, a tolerância à bebida aumenta, o que pode ser perigoso. “No começo, por exemplo, de um padrão de uso de álcool, a pessoa tinha que tomar uma taça de vinho para dormir. Depois de um tempo, uma taça de vinho já não faz o efeito que a pessoa precisa. Ela precisa tomar uma garrafa de vinho para dormir. Depois de um tempo não funciona mais. E esse padrão, de ter que aumentar a dose para conseguir o mesmo efeito é perigoso, porque a medida em que há o aumento, há o perigo de coma ou mesmo uma parada respiratória e por aí vai”.

Gustavo conta que também começou com poucas doses. “Comecei com pouco e fui aumentando. Acho que a capacidade de aguentar beber mais do que os outros, sem ter problemas com ressaca, fizeram esse hábito se tornar tão perigoso”. 

O jornalista relata que já tentou mudar o hábito de beber para dormir. “Fiz tratamento psiquiátrico, mas não consegui dar segmento. É muito complicado entender o que acontece com a cabeça da gente. Eu já tentei várias vezes, mas não consegui. Hoje, sem perspectiva na vida e sem pensar em futuro, está ainda pior. Mas acredito que posso parar um dia”.

Mudança de hábito

Na visão do biomédico Gabriel Natan Pires, a pessoa que não consegue dormir sem tomar álcool vive uma espécie de condicionamento. De acordo com o grau de dependência, pode ter uma síndrome de abstinência, caso decida interromper esta rotina. Nesse sentido, é necessário ajuda médica e psicológica para se livrar deste hábito. 

“O uso de álcool é uma dependência química. Então, é sempre muito melhor que a gente aposte na prevenção”, finalizou.

Indústria de Massas, Biscoitos e Pães prevê crescimento de 1% em 2022

Em 2020 o setor perdeu 1,5% do volume de vendas

AGÊNCIA BRASIL

Depois de apresentar um bom crescimento em 2020, em torno de 6% no volume de vendas, o setor de biscoitos, massas e pães e bolos industrializados preveem encerrar o ano de 2022 com uma elevação menor no volume, em torno de 1%. Apesar de parecer um crescimento pequeno, esse ainda seria um bom resultado, disse Claudio Zanão, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).

“Nossa expectativa é de crescimento de volume em torno de 1% no máximo. Mas se estabilizar em 0% será um bom resultado também”, disse ele durante o 17º Congresso Internacional das Indústrias. “A nossa categoria de produtos vem se mantendo muito bem durante a pandemia. Houve um crescimento maior em 2020, com o auxílio-emergencial. Em 2021 e 2022 houve uma queda, mas em paralelo a 2019, que era período pré-pandemia. Então não há nenhum motivo para uma explosão de consumo novamente”, explicou.

Nem mesmo a proximidade da Copa do Mundo pode trazer reflexos mais positivos. “Infelizmente não é a Copa do Mundo, nem as eleições [que vão influenciar nos números], mas o poder aquisitivo, que continua baixo. O auxílio-emergencial está menor e inconstante. Então isso faz com que se tenha menos dinheiro no bolso e o resultado é menos consumo”, falou o presidente-executivo da Abimapi.

No ano passado, esses setores juntos perderam 1,5% em volume, comparando com 2020. Porém, na comparação com 2019, um ano antes da pandemia de covid-19, o resultado foi positivo: aumento de 3%. Mas o que realmente impressionou no ano passado foram as exportações. “Batemos recorde em 2021 com 200 mil toneladas exportadas e US$ 240 milhões. E esperamos, nessa mesma ideia, continuar em 2022 a crescer mais 10% ou 15% também”, disse Zanão.

Rodadas de negócios

Com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Abimapi e a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) estão reunidas desde quinta-feira (7) em Florianópolis para o 17º Congresso Internacional das Indústrias. Durante o evento, as duas associações estão buscando ampliar os negócios no mercado externo.

Somente na quinta-feira ocorreram 80 reuniões, informou Rodrigo Iglesias, diretor internacional da Abimapi. “É a terceira rodada de negócios que nós fazemos durante o Congresso da Abimapi em parceria com a Abicab e a Apex-Brasil. Estamos realizando com foco no mercado dos Estados Unidos, Colômbia, Arábia Saudita, África do Sul, Chile. Temos inclusive compradores que estão participando pela primeira vez, online”, disse.

“Só na quinta-feira fizemos 80 reuniões com 10 compradores, dois deles online. E temos uma perspectiva por volta de US$ 5 milhões de negócios. Hoje [sexta-feira] devemos fechar por volta de US$ 10 milhões, já que temos mais reuniões previstas do que ontem”, disse Iglesias.

Para a Abimapi, os destaques dessas rodadas de negociação têm sido principalmente as massas e o pão de forma. “O pão de forma vem se destacando muito. Durante a pandemia, com o fechamento das padarias, o acesso ao pão francês ficou muito difícil. Então o pão de forma foi uma opção para o consumidor. O grande momento do consumo do pão de forma é o café da manhã. Ou era o café da manhã. Hoje ele virou almoço, jantar e virou lanche”, falou Zanão.

Já no caso da Abicab, as negociações têm envolvido principalmente o chocolate. “O chocolate vem vendendo muito para países árabes. E a bala vai para os países da África”, disse Ubiracy Fonsêca, presidente-executivo da associação.

Abicab

A associação que representa os setores de chocolates, amendoins e balas não trabalha com previsões futuras. Mas aposta na influência da Copa do Mundo para motivar a produção e comercialização desses produtos.

“Esperamos que esse crescimento continue acontecendo. Tudo leva a crer – e essa não é uma posição oficial da Abicab – que continuaremos com desempenho positivo”, falou Ubiracy Fonsêca, presidente executivo da Abicab.

No ano passado, segundo Fonsêca, o setor de chocolates foi um dos destaques, crescendo em torno de 36%. “Foi um crescimento bem expressivo. Fechamos com 693 mil toneladas de produto acabado, sem contar o achocolatado. As pessoas podem dizer que cresceu 2021 contra 2020, que foi um ano de pandemia. Mas é bom lembrar que em 2020 a produção não caiu: crescemos 0,5% em relação a 2019, que foi um ano sem pandemia. E no primeiro trimestre deste ano crescemos 6%”, disse Fonsêca.

O setor de amendoins também é outro que está indo bem, apesar de ter enfrentado problemas com seus principais compradores externos: a Ucrânia e a Rússia, que estão em guerra. “A Rússia e a Ucrânia juntas representavam mais de 50% das exportações do Brasil do amendoim granulado. A Abicab atuou fortemente nisso, visitando os órgãos de governo, a ApexBrasil, etc, para que pudéssemos encontrar caminhos. E obtivemos êxito, tivemos uma ponte positiva com a China que até então não importava o produto granulado diretamente do Brasil, importava via terceiros. Estamos em fase de acertos burocráticos para que o Brasil passe também a exportar para a China”, disse ele.

Já o setor de balas foi o que encontrou mais dificuldades nos últimos anos. “Na pandemia, por exemplo, ele foi muito mais impactado porque muitos dos setores de vendas do setor de balas [estavam fechados]. Mas ele já está se recuperando. Temos empresas com bons resultados”, falou.

O 17º Congresso Internacional das Indústrias é promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) e pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

Anvisa recebe pedido de registro definitivo da CoronaVac

Até hoje, vacina tem apenas aprovação para uso emergencial

AGÊNCIA BRASIL

Um ano e meio após a aprovação do uso emergencial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de registro definitivo da vacina CoronaVac contra a covid-19. O pedido foi enviado pelo Instituto Butantan ontem (8), mas a informação só foi divulgada hoje (9) pela agência.

O imunizante está aprovado no Brasil desde 17 de janeiro de 2021, para adultos e crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. A autorização, no entanto, prevê apenas o uso emergencial.

As áreas técnicas da Anvisa analisarão o registro definitivo em até 60 dias. Assim como as demais vacinas contra a covid-19, o pedido terá análise prioritária, conforme firmado pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 415/2020. Além da tramitação acelerada, a norma prevê a possibilidade de assinatura de termos de compromisso.

A análise será feita de forma conjunta, por três áreas distintas da Anvisa: a área de Medicamentos, que avalia os aspectos de segurança e eficácia; a área de Farmacovigilância, responsável pelo monitoramento e planos de acompanhamento da vacina; e pela área de Inspeção e Fiscalização, responsável pela avaliação das boas práticas de fabricação.

Esse não é a única pendência da CoronaVac na Anvisa. Na próxima quarta-feira (13), o órgão discutirá a autorização para uso emergencial do imunizante em crianças de 3 a 5 anos. A reunião será realizada por meio de videoconferência e será transmitida pelo canal oficial da Anvisa no Youtube.

Mega-Sena de hoje deve pagar prêmio de R$ 3 milhões

Apostas podem ser feitas até as 19h

O Concurso 2.498 da Mega-Sena, que será realizado hoje (9) à noite em São Paulo, deve pagar o prêmio de R$ 3 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.

O último concurso, na quarta-feira (6), teve um acertador de Blumenau (SC), que levou um prêmio de R$ 51,83 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

VÍDEO: Avenida da Saudade no caminho da história

Ela tem cerca de um quilômetro de percurso da Rua 8, onde o Cristo Redentor está de braços abertos para receber qualquer um, até a porta do Cemitério Municipal “São João Batista”. Estamos falando da Avenida da Saudade. Quem passa por ela, seja de carro ou a pé, com certeza é tomado por um sentimento de transbordamento.

A beleza é estonteante. E a sensação é de estar praticamente dentro das árvores. São dezenas da espécie Ficus Microcarpa, que com seus longos e centenários galhos, fazem com que uma sombra confortante tome conta de toda a extensão da avenida. Sorte de quem tem um tempinho para parar, andar e respirar por esse lugar. Simplesmente para contemplar a beleza da Via da Saudade.

Foto: Arquivo Público e Histórico de Rio Claro

De acordo com a arquiteta e urbanista Mônica Frandi Ferreira, superintendente do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro, pelas suas características formais, a Via da Saudade destaca-se do conjunto de ruas da região pelo paisagismo de suas árvores enfileiradas, que lhe conferem uma estética peculiar.

“Na questão funcional é uma avenida com começo e fim, que conduz o usuário da Rua 8 até a entrada do Cemitério Municipal, em duas faixas ladeadas por afastamento maior que o tradicional, distanciando as construções laterais, talvez sugerindo previsão de alargamento”, explica.

De alguns anos para cá, porém, a população tem percebido que algumas mudanças estão acontecendo. Árvores estão sendo removidas e chamam a atenção de quem passa pela via. O trecho entre a Rua 14 e a Rua 13, por exemplo, só conta atualmente com apenas duas grandes espécimes. As demais, foram removidas recentemente por estarem secas e colocarem em risco a segurança das pessoas, segundo a Prefeitura.

Nos últimos dias, a Câmara Municipal aprovou um requerimento de autoria do vereador Rafael Andreeta que questiona essas remoções das árvores e cobra para que, diante da compensação ambiental, sejam plantadas mudas maiores para que não se espere muito tempo para o crescimento.

Campanha pela web

Paulinha Cesar, fotógrafa, é uma das maiores defensoras da Avenida da Saudade. Em suas redes sociais, está sempre alertando e questionando os cortes realizados. “Estou em Rio Claro há 30 anos e me apaixonei pela Avenida. Todas as cidades por onde passei não existe uma avenida tão maravilhosa quanto a Da Saudade. O que estamos reparando é que as árvores estão ficando escassas. De uns anos para cá, vimos muitos cortes. Eu mesma já fiz vários vídeos cortando. Já cheguei a pedir laudos. É muito triste”, diz.

Bastante engajada, a profissional faz uma cobrança à Unesp para que se atente e “fiscalize” a avenida através dos cursos de Biologia e Ecologia, além da própria comunidade. “Eu procuro através das minhas redes sociais passar um pouco da mensagem, uma maneira de fazer a minha parte. A população tem que se unir mais, o poder está em nossas mãos, e cobrar do poder público uma atitude”, completa.

Tradição e turismo

O Senhor Marinho, comerciante que tem sua tradicional pizzaria Jangada há mais de 40 anos no trecho, lembra que seus clientes ficam maravilhados com a Avenida da Saudade. “Talvez o pessoal de Rio Claro, como já está acostumado, talvez não repare muito, mas para quem é de fora é um ponto turístico. A avenida é uma das mais lindas do interior de São Paulo, e nesses 31 anos que estou aqui a gente viu melhorias, modificações. Mas ultimamente achamos que tem ficado um pouco descuidada”, diz.

Para ele, há necessidades de melhor iluminação no trecho e atenção também com relação aos cortes das árvores. “A gente sabe que têm árvores que adoecem e precisam de poda, mesmo por que são centenárias. O que discordo é podar e não fazer um replantio de acordo. Tem que replantar alguma coisa que dê sentido à Avenida da Saudade”, opina.

O que diz a atual gestão

O secretário de Serviços Públicos, Ronald Teixeira Penteado, lembra que nesta nova administração ações de manutenção e zeladoria estão sendo realizadas na extensão da Avenida da Saudade e nas praças que compõem o trecho.

“Desde o corte de mato, a varrição, a limpeza, a poda de árvores e até a supressão total caso seja necessário. Todo pedido passa pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, onde técnicos avaliam a real necessidade seja de uma poda ou a retirada total da espécie para que após a emissão do laudo chega para nossa Secretaria para fazermos a programação dessa retirada”, explica.

Diante da necessidade da retirada das árvores, a Prefeitura de Rio Claro faz replantios para a compensação ambiental. “Com certeza temos um carinho especial, pois é uma área tradicional, importante da cidade, onde tem toda uma história e tradição”, afirma Ronald.

DEBAIXO DOS BRAÇOS DO CRISTO REDENTOR

Foi em janeiro de 2016 que um grupo de amigos – apaixonados pela Avenida da Saudade – resolveu criar uma das atrações carnavalescas mais autênticas de Rio Claro, o Bloco da Saudade. Nascendo já icônico, tornou-se desde então a principal tradição da última quinta-feira antes do início do Carnaval rio-clarense.

“O Bloco da Saudade surge quando acaba o Bloco do Veneno. Numa conversa com Leonel, Nuno e Henrique, eles resolvem desfilar, brincar e fazer uma concentração ‘debaixo do sovaco do Cristo’. De lá para cá, vem ganhando adeptos. Não há regras para o Bloco, só não pode deixar entrar a tristeza e quando ela entra não tem espaço”, lembra Ari Rios, um dos organizadores da folia em plena Avenida da Saudade.

A concentração, como ele comenta, se inicia na Rua 8, debaixo dos braços do Cristo Redentor, e segue até a esquina da praça defronte ao Cemitério Municipal ‘São João Batista’, onde termina na quadra da escola de samba Grasifs – Voz do Morro.

O Bloco da Saudade começou com um carrinho de feira puxando o som aos foliões e se modernizou para atravessar a tradicional Avenida. “Devido a quantidade de pessoas, tivemos que locar uma perua de som, quem sabe um dia um caminhão de som”, pontua. Para Ari, a relação das pessoas que participam do Bloco com a própria via mudou.

“Uma coisa é andar olhando para o chão, todo mundo no celular, mas quando você para numa avenida como essa, começa a olhar as árvores e o final dela, que é o Cemitério, ou começo dela no Cristo, vê que é uma avenida diferenciada”, finaliza.

Foto: Clara Belchior

Antecipe-se e veja como consultar seu local de votação no e-Título

Aplicativo é gratuito e pode ser baixado a qualquer momento, mas muita gente deixa para fazer isso na véspera das eleições

TSE

Sabe aquela sensação de que os dias estão voando?  É isso mesmo, o tempo está passando muito rápido e faltam menos de três meses para as Eleições 2022, marcadas para dia 2 de outubro. Cerca de 150 milhões de eleitores voltam às urnas em todo o Brasil para escolher os ocupantes dos cargos de deputado federal, deputado estadual (ou distrital), senador, governador e presidente da República. 

Se a expectativa é grande para votar, o melhor é se adiantar e já confirmar o local de votação pelo aplicativo e-Título, para verificar a seção e a zona eleitoral. O app do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra o local de votação e, por meio de ferramentas de geolocalização, guia o usuário até a seção eleitoral. Mais do que isso, o aplicativo ainda oferece a possibilidade de justificar a ausência às urnas, caso não consiga comparecer para votar.  

Para este ano, o aplicativo tem uma nova versão com muitas informações e novas facilidades. Lançado em 2018, o e-Título transformou a vida do eleitor ao permitir o acesso rápido e fácil à Justiça Eleitoral (JE) via celular ou tablet. Mais do que um aplicativo para a obtenção da via digital do título, que substitui o documento em papel e dispensa a impressão de uma segunda via, o app funciona como uma central de prestação de serviços da JE por dispositivos móveis.

Inovações para 2022

Entre as inovações do aplicativo implantadas pelo TSE para as eleições desse ano, estão a redução do impacto nos serviços em períodos de grande procura pelas eleitoras e eleitores e uma nova central de notificações. A versão contempla, ainda, melhoramentos relacionados à acessibilidade, inclusive com alteração das cores do aplicativo, garantindo melhor experiência para os usuários.

Outra novidade é a adaptação das telas e a mudança de cores para cumprir as melhores práticas de acessibilidade. Em especial, a mudança de cor da tela, que passou do verde para o azul para dar maior conforto às pessoas com algum tipo de deficiência visual, como o daltonismo. A versão apresenta, ainda, evolução na funcionalidade de notificações, que possibilita o registro histórico dos avisos recebidos pelo usuário.

Serviços

Além da consulta ao local da votação e da via digital do título, o aplicativo permite a apresentação de justificativa eleitoral, a emissão das certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais; o acesso e a emissão de guia para o pagamento de multas; e a inscrição como mesário voluntário, entre outras funcionalidades. Tudo isso sem a necessidade de ir pessoalmente ao cartório.

A Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores baixem o aplicativo antecipadamente para evitar eventuais “filas virtuais” nos dias que antecedem a data da votação e que podem comprometer a qualidade da conexão em virtude da grande quantidade de acessos simultâneos.

Como baixar

Não perca tempo: o e-título pode ser baixado nas plataformas Android ou iOS e está disponível para download no Google Play e na App Store.

Para utilizá-lo, o eleitor deve inserir o número do título ou do CPF, nome, nome da mãe e do pai e data de nascimento e seguir os passos indicados. Com o aplicativo em mãos, a pessoa tem no celular ou tablet todos os dados eleitorais sempre seguros e disponíveis, diminuindo os riscos de extravios e danos ao título.

Mais dois dias de Festival Gastronômico no Lago Azul

Evento começou quinta-feira e termina domingo.

O público de Rio Claro e região tem mais sábado e domingo (10) para participar do 1º Festival Gastronômico de Inverno, no Parque Municipal Lago Azul, em Rio Claro.

O festival de gastronomia é organizado pela Ariobar (Associação Rio-clarense de Bares e Restaurantes), com o apoio das secretarias municipais de Cultura e de Turismo.

O cardápio do festival tem pastel, caldo de legumes, torresmo, batata frita, hamburguinho, sanduíche de cupim, espetinhos, calzone, brigadeiro, bolo de pote, fondue, chope, cerveja, refrigerante, suco, pipoca, entre outras opções. “Temos cardápios para todos os gostos”, destaca o secretário municipal de Turismo, Guilherme Pizzirani.

Na portaria do evento os participantes doarão arroz, óleo ou molho de tomate que serão entregues ao Fundo Social de Solidariedade. Todo o material arrecadado será destinado às famílias que mais precisam.

Neste sábado e domingo (10), o evento será das 10 às 23 horas. Os organizadores montaram para as crianças uma área de diversão com brinquedos, como tobogã e cama elástica.

A programação musical prevê neste sábado, o jazz de Gumbo e as bandas Voltare e Balaio de Gato; e no domingo, dia do encerramento do festival, as atrações musicais serão Projeto Cops e Abel Duere e Nação Bantu.

Circuito Gastronômico

O Festival Gastronômico de Inverno tem o apoio da Câmara Municipal. Os vereadores Carol Gomes, Serginho Carnevale e Adriano La Torre apresentaram projeto de lei que institui a atividade no município. O projeto já foi aprovado nas comissões e deve ser votado em primeira discussão na segunda-feira (11).

Preço do morango dispara, e leite sobe 41,76% no ano

LEONARDO VIECELI – RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O bolso do brasileiro não ficou imune à inflação no primeiro semestre de 2022. No acumulado do ano até junho, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 5,49%, informou nesta sexta-feira (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados no indicador, 8 tiveram altas de preços no mesmo período. O segmento de vestuário teve a maior inflação no acumulado do ano até junho: 9,14%.

Entre os subitens que compõem esse grupo, as maiores altas foram verificadas em roupas associadas ao inverno. O agasalho feminino subiu 18,14%, o infantil avançou 17,66%, e o masculino ficou 15,75% mais caro.

Segundo analistas, a carestia de roupas reflete pelo menos dois fatores: os custos de produção ainda elevados e a volta da demanda em um cenário de menores restrições à circulação de pessoas.
Após vestuário, o grupo de alimentação e bebidas teve a segunda maior alta de preços no acumulado do ano até junho: 8,42%.

Entre os subitens, as maiores disparadas foram registradas por morango (106,81%), melão (64,60%) e batata-inglesa (55,77%). Pepino (55,58%), abobrinha (54,41%) e repolho (51,74%) vieram na sequência.

Frutas, legumes e hortaliças subiram no Brasil com o impacto do clima adverso na largada deste ano. A seca no Sul e as chuvas fortes em regiões como o Sudeste e o Nordeste abalaram plantações, com impacto sobre a oferta e os preços finais.

Ainda houve pressão nos custos do transporte das mercadorias, já que os combustíveis ficaram mais caros.

O grupo de transportes, aliás, teve a terceira maior inflação no acumulado do ano até junho: 7,38%. Trata-se do segmento com o principal peso na composição do IPCA.

Dentro de transportes, as maiores altas dos subitens foram de óleo diesel (33,39%) e gás veicular (23,90%). Seguro de veículo veio na sequência (23,61%). A gasolina, que tem o principal peso individual no IPCA, subiu 8,06%.

Os combustíveis mais caros são apontados como principais responsáveis pela inflação de transportes.

No acumulado do primeiro semestre, também houve aumentos nos grupos de artigos de residência (7,09%), educação (6,24%), saúde e cuidados pessoais (5,87%), despesas pessoais (3,55%) e comunicação (2,26%).

No mesmo período, o único segmento com deflação (queda de preços) foi habitação. A baixa atingiu 0,61%. Houve impacto da redução de 14,52% na energia elétrica residencial.

A conta de luz teve alívio após o fim, em abril, da taxa extra cobrada para financiar usinas térmicas durante a crise hídrica.
*
IPCA DOS GRUPOS NO ACUMULADO DO ANO, EM %
Vestuário 9,14
Alimentação e bebidas 8,42
Transportes 7,38
Artigos de residência 7,09
Educação 6,24
Saúde e cuidados pessoais 5,87
Despesas pessoais 3,55
Comunicação 2,26
Habitação -0,61

MAIORES ALTAS DE SUBITENS NO ANO, EM %
Morango 106,81
Melão 64,6
Batata-inglesa 55,77
Pepino 55,58
Abobrinha 54,41
Repolho 51,74
Cebola 48,23
Cenoura 45,67
Manga 43,67
Leite longa vida 41,76

MAIORES QUEDAS DE SUBITENS NO ANO, EM %
Limão -29,65
Abacate -25,01
Aluguel de veículo -22,54
Banana-maçã -20,21
Laranja lima -19,95
Pera -14,69
Energia elétrica residencial -14,52
Tangerina -12,76
Filé-mignon -9,98
Carne de carneiro -8,65

Evento reúne rock e muita diversão em Cordeirópolis

A Praça “Jamil Abrahão Saad”, no Centro da cidade, será palco de grandes shows neste final de semana; exposições e food trucks completam a programação

A praça central de Cordeirópolis será palco para um grande evento neste final de semana. O Moto Rock Fest acontece a partir do meio-dia de hoje, sábado (9), e amanhã, domingo, a partir das 10 horas da manhã.

Com bar temático, food trucks que integram uma organizada praça de alimentação e exposições, o evento reúne os apaixonados por motocicletas, pelo rock e quem deseja curtir um dia agradável na presença de familiares e amigos.

SHOWS

Com uma lista imensa de atrações para os moradores de Cordeirópolis e região, as bandas sobem ao palco a partir das 14h30 deste sábado, antes disso, DJs estarão animando a festa.

A primeira banda de hoje é a Djamblê, seguida de Rock You, Alabama, Malvada, Ronaldo e os Desimpedidos e, para finalizar a noite, uma conhecida banda do mundo do rock, Velhas Virgens, a partir das 23 horas.

No domingo, o som começa também com DJs e a primeira banda a subir ao palco é Linha de Frente, a partir das 11 horas, seguida de Atrito 137, Grito de Alerta, Ramones Cover. Às 18 horas quem anima a noite é o cantor Supla, seguido de uma das bandas mais esperadas do evento, Cólera. Trakinagem faz show às 21h15 e Roxigênio encerra a noite às 22h30.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Turismo e Eventos, Paulo Martimiano, os shows encerram com muita alegria as comemorações de aniversário da cidade, após dois anos com o público e os artistas longe dos palcos.

“Neste ano os eventos foram muito especiais, porque marcaram o retorno das festas, da celebração, e nada melhor do que o rock para agitar novamente o município”, afirma o secretário, “Afinal, Cordeirópolis também é conhecida como a cidade do rock, e neste fim de semana é o que não vai faltar”.

O evento também contará com exposições, uma que fala sobre o meio ambiente e uma segunda que celebra os 90 anos da Revolução de 32, com itens de um ex-combatente já falecido da cidade.

Gasolina cai mais 9% com corte de impostos estaduais

NICOLA PAMPLONA – RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O preço da gasolina caiu mais 8,9% nesta semana, como resposta aos cortes de impostos federais e estaduais aprovados pelo Congresso. O preço do diesel, menos afetado pelas medidas apoiadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), caiu apenas 0,4%.

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina nos postos brasileiros ficou em R$ 6,49 por litro nesta semana. O valor representa uma queda de R$ 0,90 (ou 12,1%) em duas semanas, desde que os impostos começaram a ser cortados.

É um valor ainda abaixo dos R$ 1,55 de queda média esperados pelo MME (Ministério de Minas e Energia). Mas o corte do ICMS ainda não ocorreu em todos estados -alguns deles brigam no STF (Supremo Tribunal Federal) para reverter a medida.

Com as duas semanas sucessivas de queda, o preço médio da gasolina no país voltou ao patamar de outubro de 2021. A expectativa do MME é que chegue a R$ 5,84 por litro.

Nesta quinta-feira (7), Bolsonaro editou decreto que obriga postos a divulgarem os preços que praticavam antes da aprovação dos cortes de impostos pelo Congresso, com o objetivo de forçar o setor a repassar a renúncia fiscal para o consumidor.

A pesquisa da ANP encontrou gasolina mais cara em Crateús (CE), a R$ 8,52 por litro. A mais barata foi encontrada em Macapá (AP): R$ 5,22 por litro.

Também beneficiado pelos cortes de impostos, o preço do etanol hidratado caiu 4,4% esta semana, para R$ 4,52 por litro, na média nacional. O preço mínimo detectado pela pesquisa da ANP foi R$ 3,63, em Várzea Grande (MT).

De acordo com a ANP, o litro do diesel foi vendido, em média, a R$ 7,52 no país. O produto já estava isento de impostos federais e sofre pouco impacto do corte do ICMS, já que a maior parte dos estados já praticava alíquotas inferiores ao teto estabelecido.

A queda recente nas cotações do petróleo reduz a pressão sobre a Petrobras ao eliminar a defasagem entre os preços internos e o valor estimado para importar os produtos, conceito conhecido como paridade de importação.

Por dois dias, esta semana, os preços médios da gasolina e do diesel nas refinarias brasileiras estiveram mais altos do que o mercado internacional, segundo estimativa da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

Nesta sexta (8), porém, a situação foi revertida: a gasolina ficou R$ 0,15 abaixo do mercado internacional. Já o litro do diesel está R$ 0,04 mais barato.

Jornal Cidade RC
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