Familiares de vítimas de Capitólio pedem R$ 18 mi em indenização à Justiça

MÔNICA BERGAMO – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um sobrevivente da tragédia de Capitólio (MG), ocorrida em janeiro deste ano, e familiares de cinco vítimas mortas no acidente acionaram o Tribunal de Justiça de Minas Gerais contra o município. Juntos, eles pedem R$ 18 milhões em indenização por danos morais, materiais e ao projeto de vida.

A queda de parte de um cânion no lago de Furnas sobre pessoas que passeavam de lancha deixou dez mortos no início deste ano. Cerca de 30 turistas ficaram feridos.

A petição apresentada junto ao Judiciário mineiro é subscrita por 15 familiares de cinco vítimas, entre pais, mães, irmãos e filhos, além do sobrevivente, proprietário da embarcação que foi atingida.

Nenhum deles teria sido procurado por representantes do município desde o acidente -na próxima segunda-feira (8), o episódio completará sete meses. Procurada, a Prefeitura de Capitólio não respondeu até a publicação deste texto.

A ação acusa o Executivo municipal de omissão, afirmando que a gestão autorizou e fomentou a atividade turística no local sem antes fazer uma análise de risco geológico apropriada.

A peça ainda cita um inquérito policial, que apontou não haver qualquer sinalização de eventuais riscos no local, e comunicações feitas pela Defesa Civil e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sobre a possibilidade de desabamentos e de trombas d’água na região onde está o lago.

“Se as vítimas ao menos soubessem do risco de colapso das rochas no local, teriam o direito de escolher não se colocar em risco ou ao menos evitar locais impróprios à visitação”, afirmam na ação.

“O que se pretende aqui não é reparar o irreparável, mas, sim, ainda que de forma estimativa, promover uma compensação pecuniária que permita aos familiares das vítimas seguir suas vidas mesmo diante do inevitável confronto com o trauma, com a dor e com a saudade”, segue a petição, à qual a coluna teve acesso.

O documento é assinado pelos advogados Breno Lemos Soares Maia, Donizete Aparecido Barbosa, Fábio Luiz Barbosa e Raissa Melo Soares Maia.

A solicitação feita à Justiça afirma que a indenização busca compensar as vítimas pelos dissabores experimentados em decorrência da omissão, além de servir de medida educativa.

Eles destacam que o lago de Furnas deveria ter sido fechado para visitação no dia em que ocorreu a tragédia, uma vez que fortes chuvas assolavam o estado de Minas Gerais e o Inmet havia emitido alertas.

“A tragédia poderia e deveria ter sido evitada, não fosse a omissão notoriamente caracterizada pelo ente federativo municipal, a quem incumbia o dever de regular a atividade turística por ele autorizada e fomentada”, diz a ação.

O sobrevivente e os familiares das vítimas reconhecem que o tombamento de parte do cânion está relacionado a um processo natural, mas afirmam que, justamente por ser um processo comum à região, deveria ter sido previsto pelas autoridades.

Ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, relatam também que houve despesas com funeral e com tratamentos pelos danos psicológicos causados pelo acidente.

“Some-se a isso o fato de que o momento da tragédia foi flagrado por diversas câmeras e por diversos ângulos, sendo ampla e incontrolavelmente difundidos pelas mídias sociais e televisivas, de modo que os autores [da ação contra Capitólio] foram inevitavelmente ou inconscientemente submetidos ou expostos ao impacto visual, mesmo antes de saberem se tratar de seus entes queridos”, afirmam.

Isaquias Queiroz é campeão mundial pela sétima vez

DEMÉTRIO VECCHIOLI – SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – Isaquias Queiroz faturou neste sábado (6) seu sétimo título mundial adulto na canoagem velocidade. O baiano mais uma vez sobrou contra todos os adversários e venceu com mais de um barco de distância a final do C1 500m do Campeonato Mundial que está sendo disputado em Halifax, no Canadá.

É a quarta vez que ele vence a prova de 500 metros, que não é disputada em Jogos Olímpicos. Nas Olimpíadas, a única prova individual de canoa masculina atualmente é o C1 1.000m, versão que Isaquias venceu há um ano, em Tóquio.

Neste sábado, ele fez o tempo de 1min54s49, colocando mais de dois segundos de vantagem sobre o romeno Catarin Chirila. O tcheco Martin Fuksa terminou em terceiro.

Isaquias também está na final do C1 1.000m, que será disputada amanhã em Halifax, às 11h33 de Brasília. Ele é favorito, ainda que não tenha conseguido vencer a primeira bateria eliminatória, superado exatamente por Chirila, e tenha precisado remar uma vez a mais no torneio, vencendo a semifinal de ontem. O baiano só tem um título mundial no C1 1.000m, conquistado em 2019.

Por estratégia da comissão técnica, diante do calendário do Mundial, Isaquias não está competindo nas provas em duplas, o C2 500m e o C2 1.000m, esta última presente no programa olímpico. Erlon Souza, que foi prata com ele em 2016 e ficou fora de Tóquio por uma lesão crônica na bacia, está de volta às competições, mas forma os barcos com Filipe Vieira.

Eles disputam a final do C2 500m ainda hoje e, amanhã, remam a final do C2 1.000m. Em ambas as provas, Erlon busca o bicampeonato, uma vez que já foi campeão em ambas, uma vez cada, sempre com Isaquias. Pensando em Paris-2024, o planejamento segue sendo que Isaquias compita tanto no C1 1.000m quanto no C2 1.000m.

Lula terá maior coligação e tempo de TV, com 7 inserções diárias

RANIER BRAGON – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à reta final das convenções partidárias com a coligação mais robusta da disputa, dez partidos, obtendo o maior espaço na propaganda eleitoral na TV e rádio, que começa no dia 26.

Lula deve ter cerca de 3 minutos e 20 segundos a cada bloco de 12min30seg, além de uma média de 7,5 pequenas propagandas diárias de 30 segundos veiculadas nos intervalos comerciais das emissoras, as chamadas “inserções”.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em segundo nas pesquisas eleitorais, reuniu três partidos em sua coligação e terá o segundo maior espaço de propaganda, cerca de 2 minutos e 40 segundos, além de 6 inserções diárias.

Embora tenha perdido parte do protagonismo com a ascensão das redes sociais, a propaganda eleitoral na TV e rádio é peça fundamental de toda a campanha política devido a alguns fatores: em primeiro lugar, o potencial de alcance.

As inserções, em especial, têm potencial de atingir eleitores que não assistem aos blocos fixos na TV e rádio.

Segundo, a propaganda é veiculada na reta final -ela vai de 26 de agosto a 29 de setembro, apenas três dias antes do primeiro turno-, momento de maior atenção da população à disputa.

O material produzido e veiculado, e que geralmente é testado previamente em pesquisas direcionadas com grupos de eleitores, tem histórico de alavancagem de candidatos e, também, de destruição de adversários.

O derretimento de Marina Silva após ser alvo da propaganda petista, em 2014, é um exemplo simbólico nesse sentido.

Em 2018 nada disso adiantou, entretanto, e Bolsonaro foi eleito mesmo tendo tempo de TV de nanico, mas a análise predominante no mundo político é a de que aquela foi uma eleição atípica, cujas circunstâncias dificilmente se repetirão.

Entre outros pontos, aquela disputa abrigou uma onda de direita e antipolítica, além de Bolsonaro ter sofrido um atentado que quase lhe tirou a vida e que lhe colocou por semanas no centro do noticiário político nacional.

O terceiro maior tempo de televisão ficará com Simone Tebet (MDB), que atraiu o apoio de PSDB, Cidadania e, na reta final, do Podemos.

Ela deve ter cerca de 2 minutos e 20 segundos por bloco, além de 5 inserções diárias. A exposição é vista por sua campanha como crucial para que ela cresça eleitoralmente e se desloque do pelotão que gira em torno do traço nas pesquisas.

A senadora Soraya Thronicke (União Brasil) terá um tempo de propaganda também relevante, devido ao tamanho da sigla pela qual é candidata, resultado da fusão do DEM com o PSL. Ela terá cerca de 2 minutos e 10 segundos por bloco e 5 inserções diárias.

Thronicke assumiu a candidatura recentemente, após a desistência do presidente do partido, Luciano Bivar.

Ciro Gomes (PDT), que está em terceiro nas pesquisas, não conseguiu atrair partidos aliados e terá o quinto tempo de propaganda na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República. Cerca de 50 segundos por bloco, e 2 inserções diárias.

Os números são uma projeção da Folha com base na legislação eleitoral. Eles podem mudar caso o número de candidatos se altere devido a decisões judiciais ou se as coligações sofrerem baixas –o prazo para registro dos candidatos e coligações vai até às 19h do dia 15, véspera do início oficial do período de campanha.

Caso se confirme a coligação em torno do nome de Lula, ela igualará o recorde de Dilma Rousseff em 2010, que também reuniu apoio de dez partidos.

Uma das siglas da coligação, porém, o Pros, passa por atribulada disputa judicial que já resultou em três reviravoltas na última semana. Por ora, está no comando a ala que patrocina o apoio a Lula.

Bolsonaro caminhava para ter um tempo de propaganda similar ao de Lula, mas na reta final não conseguiu manter o apoio formal do PTB e do PSC.

A divisão da propaganda, pela lei, é definida proporcionalmente ao peso dos partidos que formam a coligação.

As propagandas no rádio e na TV fizeram a fama de figurões do marketing político como Duda Mendonça, que morreu no ano passado, e João Santana, chefe da propaganda das campanhas vitoriosas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010 e 2014.

Após virar alvo da Lava Jato e negociar delação premiada, ele rompeu com o PT e é desde o ano passado o marqueteiro de Ciro Gomes. Até agora, porém, o trabalho feito por ele nas redes sociais não conseguiu alavancar as intenções de voto do pedetista.

Amparado em uma estratégia focada exclusivamente nas redes sociais em 2018 -à exceção do segundo turno, quando teve tempo de TV igual ao do adversário, Fernando Haddad (PT)–, Jair Bolsonaro não teve marqueteiro há quatro anos.

O próprio candidato e seus filhos, em especial o vereador Carlos Bolsonaro (RJ), decidiam a estratégia de comunicação.

Na campanha atual, o centrão fez valer em termos a sua influência na coligação.

Duda Lima –profissional levado pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto– tem apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coordenador da campanha do pai, mas enfrenta má vontade e fogo amigo, em especial da ala mais radical próxima ao presidente.

Carlos Bolsonaro segue responsável pelas redes sociais do pai e já chegou a expressar publicamente desdém ao que classificou de “esse papo de profissionais do marketing”.

Líder nas pesquisas, Lula trocou de marqueteiro em abril após uma crise interna na comunicação da pré-campanha. No lugar de Augusto Fonseca, que era uma indicação do ex-ministro Franklin Martins, assumiu Sidônio Palmeira, marqueteiro dos governadores petistas da Bahia Jaques Wagner e Rui Costa.

A campanha de marketing de Tebet está a cargo de Felipe Soutello, que tem um histórico dentro do PSDB.

Anvisa recebe pedido de registro para teste de varíola dos macacos

Até agora, 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no país

AGÊNCIA BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o segundo pedido de registro de kit para teste para monkeypox, a varíola dos macacos. O pedido é para o produto Monkeypox Virus Nucleic Acid Detection Kit e foi apresentado pela empresa Comércio e Indústria de Produtos Médico-Hospitalares e Odontológicos Ltda (CPMH).

De acordo com a agência reguladora, o pedido foi solicitado no dia 2 de agosto e já está em análise pela equipe técnica. Anteriormente, a Anvisa já havia o pedido de registro da empresa Biomédica. A solicitação foi analisada e a reguladora emitiu exigência, que é um pedido de informações e dados necessários para a conclusão da análise pela equipe técnica.

O processo do registro envolve avaliar fabricação, confiabilidade dos resultados e efetividade para o diagnóstico.

Diagnóstico

De acordo com a Anvisa, atualmente o diagnóstico da monkeypox no país é feito por meio de ensaios moleculares de PCR com metodologia desenvolvida pelo próprio laboratório de análise clínica, com base em protocolos validados. Essa forma de atuação está regulamentada e é equivalente à aplicada por diferentes países, principalmente quando ocorre epidemia por agentes etiológicos emergentes.

Situação no país

Segundo dados do Ministério da Saúde, até ontem (5), 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no país. A pasta acompanha outros 1.962 casos. Até o momento, uma morte foi confirmada pela doença, em Minas Gerais. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no início da semana  que o Brasil receberá, por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o antiviral Tecovirimat para “reforçar o enfrentamento ao surto” de varíola dos macacos. 

Mais de 23 milhões de eleitores estão aptos a votar voluntariamente

Votação será realizada no dia 2 de outubro

AGÊNCIA BRASIL

Mais de 156,45 milhões de pessoas estão aptas a votar no próximo dia 2 de outubro, quando os brasileiros começarão a escolher o próximo presidente da República, além dos futuros governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Neste universo heterogêneo de cidadãos, ao menos 23,34 milhões de eleitores e eleitoras atenderão ao compromisso cívico por vontade própria, já que não são obrigados a votar.

A Constituição Federal estabelece o voto facultativo, ou seja, opcional, para os jovens de 16 e 17 anos de idade; pessoas com 70 anos ou mais e também para analfabetos. Só os eleitores que declaram não saber ler, nem escrever, ultrapassam os 6,33 milhões de pessoas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um número que representa cerca de 4% de todas as pessoas em condições legais de votar.

A diarista Maria Sônia Ribeiro da Silva, 50 anos, é uma dessas pessoas. Ainda que, a rigor, sua participação nos pleitos anteriores não tenha sido exatamente espontânea. “Até hoje, eu não sabia que não era obrigada a votar”, reagiu a diarista ao ser informada, pela reportagem, que, na condição de analfabeta, não teria sofrido sanções caso tivesse deixado de votar em eleições passadas. Abolido em 1881, o direito dos analfabetos ao voto só foi restituído em 1985, por meio de uma Emenda Constitucional que garantiu a uma parcela da população que, à época, era ainda maior, o direito a ajudar a escolher seus representantes políticos.

“Eu votava porque achava que era o jeito. Que perderia o título de eleitor, pagaria multa, caso não comparecesse. Até falei com meu marido que, se não fosse obrigatório, eu não votaria mais, porque é sempre a mesma coisa, as mesmas promessas. Por outro lado, também acho importante a gente participar, tentarmos fazer com que o país melhore. Tanto que, agora, sabendo que não sou obrigada, acho que vou repensar e, talvez, continuar indo votar”, destacou a diarista, explicando que costuma se informar sobre política pelos telejornais e conversando com parentes e amigos e na hora de votar, leva consigo uma “cola” com o número dos seus candidatos.

De acordo com o último censo populacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais tinha caído de 13,63%, em 2000, para 9,6%, totalizando 13.933.173 em 2010. Pelos dados disponibilizados pelo TSE, este ano, o maior número de eleitores que se autodeclararam analfabetos no momento do alistamento eleitoral tem entre 70 a 74 anos de idade, superando as 730 mil pessoas.

Jovens e Idosos

Além dos analfabetos, há, entre os dito eleitores espontâneos, 815.063 pessoas com 16 anos de idade e outros 1.301.718 que já completaram 17 anos. Juntos, os dois grupos somam 2.116.781 eleitores. Um número cerca de 50% superior aos 1.400.617 registrados em 2018.

Já o total de eleitores e eleitoras com mais de 70 anos de idade aumentou de 12,02 milhões, em 2018, para 14.893.281, em 2022. Destes, 184.438 têm mais de 100 anos – dentre os quais, 45,4 mil não sabem ler ou escrever.

Favorável à tese de que o voto deveria deixar de ser obrigatório e passar a ser facultativo para toda a população brasileira, o cientista político Antonio Lavareda acredita que o crescente número de pessoas votando sem ser obrigadas indicam um “maior nível de consciência cívica” e de interesse pela política.

“As pesquisas têm demonstrado que as pessoas vêm manifestando um inusual grau de interesse pela política, mais especificamente pelo pleito deste ano. O que pode ser um indicador de que a participação eleitoral pode vir a ser maior que na eleição de 2018, quando a abstenção superou os 30 milhões de eleitores”, disse Lavareda.

“O crescimento do número de eleitores com 70 anos ou mais e de jovens com 16 e 17 anos acompanha o manifesto interesse do restante da população pelo pleito deste ano. E será muito bom para o processo democrático se a alienação eleitoral registrada na última eleição for menor”, acrescentou o cientista político ao pontuar que, apesar das poucas pesquisas acadêmicas sobre os eleitores espontâneos, é possível afirmar que, confirmada a hipótese deles serem mais interessados, tendem a ser mais “ideologizados”, tendo preferências mais “articuladas e consolidadas”. “Com isso, quem tende a ser menos beneficiado por estes votos são os candidatos situados mais ao centro do espectro político ideológico”.

Professora e pesquisadora do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a também cientista política Rachel Meneguello considera que a motivação para o voto espontâneo está associada ao interesse pela política e à percepção da importância de que, em uma democracia representativa como a brasileira, os cidadãos devem assumir a responsabilidade de ajudar a escolher seus líderes políticos.

“As pesquisas mostram que, nos últimos 20 anos, se o voto não fosse obrigatório, não menos que 40% dos eleitores iriam votar. Ainda assim, o eleitorado entende o ato de votar como um ato cívico que faz parte de sua vida política – a ponto de, na redemocratização, após a ditadura militar, [o direito a] votar para presidente em eleições diretas ter sido um dos pontos centrais das campanhas que envolveram grande parte da população”, destacou Rachel.

De acordo com a cientista política, as pesquisas existentes indicam que a maioria dos eleitores que votam por vontade própria possuem maiores escolaridade e renda média, mas também exigem campanhas públicas específicas. 

“O acesso à informação geral e à informação política é um fator central para a mobilização política e esses grupos [no geral] têm maior acesso, contudo, dependem mais de campanhas específicas. Neste ano, por exemplo, vimos a campanha do TSE destinada a estimular o envolvimento dos mais jovens”, frisou Rachel, que também espera uma menor abstenção eleitoral para este ano, mas ao contrário de Lavareda, defende a manutenção do voto obrigatório para os demais eleitores.

“Entendo o voto obrigatório como um dever cívico muito positivo. O eleitor deve praticar a responsabilidade pela escolha dos representantes que votam por ele no Congresso, assembleias ou câmaras municipais.  O que pode ser aperfeiçoado no caso brasileiro é a organização do sistema partidário, de forma que os partidos de fato consigam organizar a informação política para os eleitores, pois sabemos que a média do eleitoral tem dificuldades em localizar-se no sistema de partidos e definir as escolhas de deputados federais, estaduais e senadores em um sistema partidário fragmentado como é o sistema brasileiro”, explicou.

Mega-Sena deste sábado sorteia prêmio de R$ 3 milhões

Sorteio será às 20h em São Paulo

AGÊNCIA BRASIL

O Concurso 2.508  da Mega-Sena, que será realizado hoje (6) à noite em São Paulo, deve pagar prêmio de R$ 3 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.

O último concurso (2.507), na quinta-feira (4) teve uma aposta vencedora feita em Mossoró (RN), que levou um prêmio de R$ 5,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Cinema ao ar livre neste sábado no Lago Azul

Exibição de filme será às 19 horas, sem cobrança de ingresso.

A prefeitura de Rio Claro realiza neste sábado (6) atividade cultural no Parque Municipal Lago Azul.

A partir das 19 horas será exibido documentário sobre o planeta Terra, com episódio sobre florestas.

O telão será montado ao lado da réplica da torre Eiffel. “Cada participante poderá levar sua almofada para melhor se acomodar”, informa a assessora Kédma Ribeiro.

A sessão é aberta a pessoas de todas as idades. No local haverá food truck.

O evento é organizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. “Toda a população está convidada a assistir o filme”, destaca o secretário Leandro Geniseli.

Rio Claro tem saldo positivo de empregos gerados este ano

Rio Claro registra saldo positivo na criação de novos empregos formais neste ano de 2022. Os dados, divulgados nesta semana pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam que foram registradas mais admissões do que demissões no primeiro semestre deste ano, conforme a série histórica já atualizada com ajustes.

Segundo o relatório, ao qual a reportagem do Jornal Cidade obteve acesso, de janeiro a junho foram contratadas 17.289 pessoas em Rio Claro, ante 15.606 desligamentos, o que resulta no saldo de 1.683 contratações, uma variação de 2,60%. Detalhando mês a mês, em janeiro o saldo foi de 392 empregos, o mesmo de fevereiro. Em março houve um déficit, no qual as admissões somaram 2.716 registros e os desligamentos superaram em 2.846, uma variação de 130 empregos a menos.

Já em abril houve retomada na criação dos empregos com saldo positivo de 188 admissões, em maio o índice aumentou consideravelmente com saldo de 725 novos empregos e em junho 116. Outra boa notícia também se refere aos últimos 12 meses, considerando de julho de 2021 a junho de 2022: o saldo também é positivo em 2.508 admissões, dos quais as admissões somaram-se em 33.494 registros e as demissões em 30.986.

Rio Claro segue a tendência do Estado de São Paulo no acumulado do ano de 2022 no primeiro semestre e figura no topo do ranking do saldo entre admissões e desligamentos do país. Foram 385,4 mil contratações a mais que o total de demissões, representando 28,8% do total de 1,3 milhão em todo o País.

O setor de serviços no Estado foi o que teve maior saldo, 231 mil, seguido da indústria com quase 70 mil. Já o resultado por grau de instrução revela que as 261 mil admissões a mais que os desligamentos foram de pessoas com o ensino médio completo. No período, ainda, mais de 2 milhões contratados estão na faixa etária de 18 a 24 anos e de 30 a 39 anos.

Tratar de saúde mental nas escolas é uma forma de prevenir suicídios, diz psiquiatra

Folhapress

Desde que as aulas presenciais foram retomadas no país, as escolas têm enfrentado uma série de problemas de saúde mental entres os estudantes. Tanto na rede públicas quanto na particular têm sido frequente o relato de depressão, ansiedade, automutilação e até mesmo suicídio entre os jovens.

Para o psiquiatra Rodrigo Bressan, o ambiente escolar é um dos espaços mais eficazes e privilegiados para promover a saúde mental. Ele avalia, porém, que o preconceito e falta de colaboração das famílias são um dos principais entraves para ações efetivas.

“A sociedade toda tem responsabilidade pela saúde mental das crianças e adolescentes. A escola é ao mesmo tempo o local em que esses problemas mais explodem, mas também onde há mais oportunidade de fazer um trabalho de prevenção”, diz Bressan, que é presidente do Instituto Ame Sua Mente, que trabalha com cursos de formação para professores sobre o tema.

“Infelizmente, a maioria das escolas ainda tratam o assunto de forma cosmética, sem tratá-lo da forma aprofundada e séria que seria o necessário”, completa o psiquiatra.

Bressan é também professor da Unifesp e do King’s College London, onde desenvolve pesquisas sobre a saúde mental de adolescentes. Ele avalia que a pandemia e o isolamento não são os responsáveis pelo aumento de transtornos mentais verificados pelas escolas, mas que eles trouxeram à tona questões que estavam escondidas.

Pergunta: As escolas têm relatado dificuldade para lidar com problemas de saúde mental entre os alunos. Qual é a responsabilidade delas diante dessa situação?
Rodrigo Bressan: Os transtornos mentais são muito frequentes: uma em cada quatro pessoas vai desenvolver um quadro ao longo da vida. E os primeiros sintomas começam cedo, hoje já temos informação suficiente para considerar os transtornos mentais como doenças crônicas da juventude.
Três em cada quatro adultos acometidos por doenças mentais começaram a apresentar sintomas antes dos 24 anos e metade deles antes dos 14 anos. Então, identificar cedo os sinais é a chave para evitar consequências mais graves, como o suicídio.

P.: A escola não é a única responsável por essa prevenção, mas é um dos espaços mais eficazes para isso, já que pode identificar os primeiros sintomas. Como a escola pode identificar esses primeiros sintomas?RB: O professor tem um olhar altamente privilegiado para identificar esses sintomas, já que eles olham o aluno longitudinalmente. Eles conseguem comparar o comportamento acadêmico e social do estudante em relação aos demais, algo que os pais dificilmente têm a oportunidade de fazer.
Por isso, a escola é um local muito importante para identificar sintomas de doenças mentais.
Quando digo que a escola pode identificar os primeiros sinais, não estou dizendo que ela deve fazer diagnósticos ou indicar tratamentos. Mas quero dizer que os professores precisam ter formação para saber como lidar com problemas que estão na sala de aula, qual encaminhamento dar para cada situação. Ter formação adequada para isso empodera o professor, facilita seu trabalho.

P.: Por que as escolas têm tanta dificuldade em lidar com o assunto?
RB: Por todo o estigma, preconceito e desconhecimento que temos na sociedade como um todo sobre a saúde mental. Quando eu não conheço algo, eu discrimino. Nós não formamos os professores para lidar com essas questões e precisamos urgentemente mudar isso.
As famílias também têm muito preconceito e desconhecimento e isso pode inibir as escolas de tratar sobre os temas. Muitas vezes as escolas acham melhor empurrar o problema para debaixo do tapete, achando que quem tem de resolver são os pais. E isso traz prejuízos para a sociedade toda, porque os transtornos acabam não sendo tratados.
Dados de um estudo, que conduzi com 2.500 jovens em São Paulo e Porto Alegre por mais de 10 anos com o Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento, mostram que 80% dos que tinham um transtorno mental não estavam em tratamento. O principal motivo para a falta de tratamento era o preconceito da família.

P.: As escolas devem abordar diretamente sobre suicídio? Como é possível preveni-lo?
RB: O suicídio é um fenômeno complexo e multicausal. No entanto, existe uma motivação comum em quase 90% dos casos: a existência de algum transtorno mental. Então, a melhor forma de prevenir o suicídio é tratar e falar sobre saúde mental.
Por isso, esse tema deve fazer parte do cotidiano da escola, mas de forma responsável. Não tratar de forma cosmética, como acontece na maioria delas hoje. É preciso treinar os professores, conversar com as famílias sobre o assunto.
A prevenção contra o suicídio não é falar sobre ele. Aliás, as pesquisas mostram que o efeito pode até ser o contrário. Estudos mostram, por exemplo, que a melhor prevenção para o uso precoce de álcool e drogas não é falar sobre as substâncias, mas trabalhar a saúde mental dos jovens. Eles mostram que falar sobre álcool e drogas pode até estimular o consumo.

P.: Muitos professores se queixam da sobrecarga do trabalho por terem que lidar mais com questões externas do que com o aprendizado dos alunos. Como tratar sobre esses assuntos sem sobrecarregá-los ainda mais?
RB: Quando vamos às escolas para os cursos de formação, os professores sempre se queixam dessa sobrecarga e entendo que ela existe. A maioria dos problemas da escola vem de fora e é ela quem tem de resolver.
Mas formar professores para lidar com transtornos mentais os ajuda a encontrar soluções para problemas que já vivenciam hoje em sala de aula.

RAIO-X
Rodrigo Bressan, 54
É psquiatra e neurocientista. É professor livre-docente do departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e professor visitante do King’s College London. É também presidente do Instituto Ame Sua Mente.

ONDE BUSCAR ATENDIMENTO?
Rede de Atenção Psicossocial
Mapa mostra as unidades da rede habilitada pelo Ministério da Saúde até set.2020 (https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=147YqFIKG6PUhFw606aazeZbcZCEzK2Oh&ll=0%2C0&z=3)

Mapa Saúde Mental
Site mapeia diversos tipos de atendimento: www.mapasaudemental.com.br

CVV (Centro de Valorização da Vida)
Voluntários atendem ligações gratuitas 24 horas por dia no número 188: www.cvv.org.br.

Falecimentos: confira a necrologia de 06/08/2022

Aparecida Yolanda Martins dos Santos, Dona Cida – 77 anos. Faleceu dia 5, às 09h17, em Rio Claro. Era viúva de José Jacinto dos Santos Filho, deixou os filhos Gislaine c/c Ubiratan, José c/c Cristina, Valdecir c/c Marlene, Marcos c/c Sonia, 7 netos e 4 bisnetos. Seu sepultamento dar-se-á hoje, dia 6, às 14h00, seguindo o féretro do Velório Municipal para o Cemitério São João Batista;

Ariene Gomes Pepes – 58 anos. Faleceu dia 4 em Rio Claro. Deixou os filhos Augusto, Aristeu, Arianderson,, Alexandre, Angélica e Adriele. Foi sepultada no Cemitério Parque das Palmeiras;

Claudina Maria Dantas – 70 anos. Faleceu dia 4, às 08h25, em Rio Claro. Deixou viúvo Guido Dantas, os filhos Guido Jr c/c Tassiana, Marcelo Angelo c/c Daiane, e 2 netos. Foi sepultada no Crematório Memorial Cidade Jardim;

Elsa dos Reis Tozini – 81 anos. Faleceu dia 5, às 06h15, em Rio Claro. Deixou viúvo Angelo Tozini, os filhos Marcos (falecido) foi c/c Angela, Rubens c/c Maria, Janete c/c Valdir, Leandro Donizete c/c Daiana, 9 netos e 9 bisnetos. Seu sepultamento dar-se-á hoje, dia 6, às 11h00, seguindo o féretro do Velório Memorial Cidade Jardim para o Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Francisco Martins Pereira, Doidão – 67 anos. Faleceu dia 4, às 17h59, em Rio Claro. Deixou viúva Francisca Alves dos Santos, a mãe Maria Pereira de Sousa, os filhos Francisco c/c Maria, Sérgio, Elizete c/c Manuel, Edilberto, Claudia c/c Jeferson, Clezia, Silvia c/c Fábio, Sandra c/c Raimundo, Carolina e 10 netos. Foi sepultado no Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Maria Aleluia da Rocha – 87 anos. Faleceu dia 5 em Rio Claro. Deixou viúvo José Pedro de Souza, os filhos Jorge viúvo de Solange, Maria da Glória, Ercilia c/c Marcos, Mercês c/c João Luiz, Ailton, Cleusa, Pedro Valter, Edelza, Simone, Enilda (falecida) foi c/c Anderson, José Luiz (falecido), netos e bisnetos. Seu sepultamento dar-se-á hoje, dia 6, às 10h30, seguindo o féretro do Velório Memorial Cidade Jardim para o Cemitério Memorial Cidade Jardim;

Maria José Lamaro Sarti, Zezé – 69 anos. Faleceu dia 4, às 10h55, em Rio Claro. Era viúva de Antonio Carlos Sarti, deixou as filhas Karina c/c Cesar, Erika c/c Marco, e 2 netos. Foi sepultada no Cemitério São João Batista;

Jornal Cidade RC
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