Setembro Amarelo alerta para doenças como ansiedade e depressão

Setembro Amarelo alerta para doenças como ansiedade e depressão

Cuidados com a saúde mental exigem atenção aos sinais de risco e apoio familiar

No Setembro Amarelo, campanha dedicada à conscientização e à prevenção ao suicídio, a saúde mental ganha destaque nas discussões sobre saúde pública. O Brasil apresenta uma tendência de alta no número de casos, diferindo do cenário mundial onde os índices mostram queda. Fatores como a vulnerabilidade social, o impacto da pandemia na juventude, a superexposição a conteúdos na internet e a resistência em buscar ajuda médica ou psicológica contribuem para o agravamento do quadro.

De acordo com a psicóloga Natália Almeida, o acompanhamento em saúde mental deve ser tratado com a mesma naturalidade e responsabilidade aplicadas aos cuidados da saúde física. Entre os jovens de 17 a 29 anos, o suicídio figura entre as principais causas de morte no mundo. O isolamento social decorrente da pandemia e o uso desmedido de telas por crianças e adolescentes reforçam a necessidade de supervisão das famílias sobre os conteúdos acessados na internet.

A resistência ao tratamento em saúde mental ainda é acentuada pelo preconceito, afetando principalmente a população masculina. Mudanças bruscas de comportamento, como isolamento social, alteração no padrão de sono, variações na alimentação, desinteresse por atividades rotineiras ou uso abusivo de álcool e drogas funcionam como alertas importantes para familiares, amigos e colegas de trabalho.


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Mudanças comportamentais e a importância da rede de apoio

Diante de episódios de crise ou estresse provocado por perdas financeiras e rupturas relacionais, a presença de uma rede de apoio qualificada e a orientação profissional são fundamentais. A abordagem do tema por profissionais capacitados garante a condução adequada e segura das orientações à população. O serviço de atendimento do Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível gratuitamente pelo telefone 188.