Categoria rejeita falta de proposta da Fenaban e demanda reajuste salarial e melhores condições de trabalho
Bancários de todo o Brasil paralisam as atividades nesta quinta-feira (20). A decisão foi confirmada na terça-feira (19) pelo Sindicato dos Bancários e se insere no contexto da campanha nacional da categoria.
Durante a oitava rodada de negociação, realizada na terça-feira (18), a Fenaban (Federação dos Bancos) recuou da proposta de reajustes por faixas salariais e do congelamento do piso de ingresso para novos bancários. Contudo, os banqueiros não apresentaram uma proposta com índice de reajuste para salários e demais verbas. A Fenaban tentou ainda condicionar rodadas extras de diálogo à não realização da paralisação, mas o Comando Nacional dos Bancários rejeitou o recuo do movimento já aprovado.
A paralisação nacional, aprovada em assembleias na segunda-feira (17), é resultado da “má vontade da Fenaban nas mesas” e uma “reação da categoria à falta de propostas com reajuste e melhores condições de trabalho”, conforme Juvandia Moreira, presidente da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, reforça a importância da adesão para dar uma “forte resposta aos banqueiros” e exigir uma “proposta decente”.
📲 Quer receber as notícias mais importantes de Rio Claro direto no celular? Entre no canal do JC no WhatsApp e acompanhe atualizações ao longo do dia com informação confiável. 👉 Acesse e participe gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbBrqcjDZ4LVqU0BOd3Z
Próxima negociação agendada
A Fenaban realizará uma reunião interna entre os bancos nesta sexta-feira (21). A próxima negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos banqueiros está agendada para a próxima segunda-feira, 24 de agosto.
A categoria exige “proposta decente, com aumento real, valorização da PLR e do VA e VR“. A presidente do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários destacou a construção de lucro de R$ 171 bilhões pelos bancos em 2025 e reiterou que uma “grande paralisação nesta quinta-feira 20 é fundamental para pressionar os banqueiros a apresentarem uma boa proposta na próxima negociação”.