Foto: Arquivo JC

Vereadores criticam atual contrato de estacionamento rotativo com a Estapar e prefeitura contrata estudo para futuro edital

O tema do estacionamento rotativo da Zona Azul em Rio Claro é recorrente nas sessões da Câmara Municipal. Nesta semana, o assunto voltou à tona no plenário entre os vereadores, enquanto a Prefeitura Municipal contratou um estudo para elaborar o próximo edital de concessão do serviço.

O contrato atual, firmado com a Estapar há 20 anos, durante o Governo Nevoeiro Junior, venceu no primeiro semestre. Contudo, um acordo entre a concessionária e o Governo Gustavo prorrogou a vigência por mais 15 meses, até que a nova concessão seja licitada.

Na sessão de segunda-feira, a vereadora Néia Garcia (PL) retomou o debate. Ela havia se reunido na semana passada com o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Vinicius Sossai. A parlamentar afirmou que precisou buscar informações “pessoalmente” sobre o contrato da Zona Azul e os repasses ao Fundo Social de Solidariedade, pois as respostas não foram fornecidas via requerimento aprovado pelo Legislativo.


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“Eu fico indignada”, declarou a vereadora Néia Garcia no plenário. “A Secretaria de Mobilidade não demonstrou interesse em defender os interesses da população. Ficou claro para mim que o secretário está defendendo um lado, o contrato. Eu insisti que precisamos de uma nova empresa. A Estapar é um casamento que não deu certo em Rio Claro.”

Críticas dos vereadores ao contrato de estacionamento rotativo

Vários outros vereadores se juntaram à reclamação de Néia Garcia. Adriano La Torre (PP) recordou que audiências públicas já foram realizadas na Câmara para discutir a questão da Zona Azul. Ele mencionou ter apresentado um projeto de Limeira propondo tolerância de 15 minutos para o estacionamento.

Segundo La Torre, o secretário Sossai informou que romper o contrato com a Estapar implicaria uma multa de R$ 4,5 milhões. Fernando do Nordeste (PSD) criticou a rapidez com que as notificações da fiscalização se transformam em multas, por vezes em poucos minutos.

Serginho Carnevale (PSD), líder do Governo Gustavo, também expressou descontentamento, afirmando que a Estapar “é mais uma daquelas que não respeitam o município de Rio Claro”. Rodrigo Guedes (União Brasil), Hernani Leonhardt (MDB) e Val Demarchi (PL) igualmente criticaram a situação do estacionamento rotativo.

Prefeitura avança com novo estudo para concessão

No entanto, a Prefeitura de Rio Claro deu um passo em direção ao futuro da Zona Azul. Na semana passada, contratou a empresa Master Way Serviços e Projetos. O objetivo é elaborar um projeto para a implementação do novo sistema de estacionamento rotativo pago nas vias e logradouros públicos do município.

O contrato, firmado por Dispensa de Licitação, tem valor de R$ 10.250,00 e vigência de 90 dias. A assinatura ocorreu em 11 de agosto de 2026, e o serviço é destinado à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Sistema Viário.