Jovem da Fundação Casa conquista bolsa de capacitação

A vida de Alex – nome fictício, de 18 anos, tem tomado novos rumos. Cumprindo medida socioeducativa na Fundação Casa de Rio Claro, que atualmente atende 61 jovens, Alex foi selecionado para ser bolsista no Programa de Capacitação para o Trabalho, que atualmente recebe o nome de “Nova Vida”, promovido pela Prefeitura Municipal de Rio Claro, por meio da Secretaria de Assistência Social. O trabalho é desenvolvido em parceria com a UDAM – União dos Amigos de Rio Claro e conta com o apoio do Governo do Estado, que mantém a instituição no município.

Segundo Renato Franklin, gerente da UDAM, o programa em que Alex está inserido busca a inserção e a reinserção de pessoas em vulnerabilidade social e um dos públicos-alvo desse projeto são os jovens da instituição.

O JC esteve na Fundação Casa e conversou com o jovem, que contou estar muito animado com essa oportunidade. “Me sinto muito feliz em saber que isso tudo está acontecendo comigo e estou aproveitando essa oportunidade. É a primeira vez que está acontecendo isso com um jovem daqui e vou aproveitar tudo que posso, pois essa oportunidade é muito boa”, conta.

Alex está na instituição há três meses e participa das aulas regulares e das atividades propostas pela instituição. “Ele está bem contente em poder exercer uma atividade remunerada e ainda se capacitar para o mercado de trabalho. Alex trabalhará no Banco de Alimentos do município, desenvolvendo diversas atividades e seu trabalho já começou”, conta Flavia Correa Mello Costa, diretora da Fundação Casa.

O jovem disse que já está aprendendo o trabalho e que está bastante empenhado no serviço. “Já estou aprendendo a manusear o maquinário que embala os alimentos, pois sou responsável por separar, higienizar e também embalá-los.”

Sonhos – Sobre sonhos, Alex conta que tem vários e que agora o objetivo é alcançá-los. “Meu sonho é poder ter uma família, filhos e fazer um faculdade. Quero muito fazer engenharia civil”, finaliza o jovem, preparando-se para o trabalho.

Remuneração – Alex receberá uma bolsa-auxílio no valor de um salário mínimo e mais um cartão alimentação no valor de R$ 70,00. “Esse dinheiro será guardado para que, quando ele saia da instituição, consiga se restabelecer. Além da remuneração, a capacitação para o mercado de trabalho será de extrema importância”, finaliza Costa.

Petrobras reajusta gás de cozinha em 4,5%, em média, a partir de 5/11

Estadão Conteúdo

A Petrobras informou nesta sexta-feira, 3, que vai aumentar o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para uso residencial, o gás de cozinha, de botijões de até 13 kg (P-13) em 4,5%, em média, a partir da zero hora do próximo domingo (05/11).

De acordo com a estatal, o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte. A variação do câmbio também contribuiu, destacou a companhia em nota.

“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, explicou.

O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de 13 kg pode ser reajustado, em média, em 2%, ou cerca de R$ 1,21, “isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”, destacou.

O último reajuste do gás de cozinha ocorreu em 11 de outubro deste ano. Na última quarta-feira (01/11), a companhia elevou o preço do GLP industrial em 6,5%.

Homem desaparecido é encontrado no Horto Florestal

Leandro Uliano,  que estava desaparecido desde quarta-feira (1°), foi encontrado na tarde de hoje (3), na Floresta Estadual Navarro de Andrade, em Rio Claro.

Segundo relato de sua esposa, Nádia, ele teria saído na manhã de quarta, por volta das 7 horas, para ir até o trabalho quando desapareceu.  

 

Nádia disse ainda que seu marido teria mandado uma mensagem na noite de quinta-feira (2), por volta das 20 horas, dizendo que estaria dentro do antigo Horto Florestal e debilitado.

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Vídeo com informações direto do local:

https://www.facebook.com/jcrioclaro/videos/1876253329055877/

Mais informações sobre o caso na edição impressa do JC deste sábado (4).

Sorveteira reage a deboche nas redes sociais e ganha apoio

Estadão Conteúdo 

Após ser alvo de deboche por vender picolés na rua, a sorveteira Bruna Atanazio, de 22 anos, postou em rede social uma resposta que serviu de lição de moral e acabou ganhando apoio dos moradores de Jales, cidade do interior de São Paulo onde ela reside e trabalha. Até a tarde desta sexta-feira, 3, a postagem tinha 105 mil curtidas e, a página, 18,2 mil seguidores. “É bom saber que muita gente pensa como eu, mas isso não vai mudar em nada minha vida. Vou continuar fazendo o que faço”, disse a vendedora, que há quase dois anos percorre as ruas vendendo picolés.

No post publicado no dia 28, ela conta que duas garotas passaram de moto por ela, que empurrava o carrinho de sorvetes, e riram de forma debochada. “Confesso que fiquei mal, com muita vergonha, e nos primeiros minutos quase voltei correndo para casa”, escreveu. “Sejam vocês quem forem, gostaria de dizer que no fim do dia eu tinha meus 74 reais no bolso, (dinheiro) muito suado e honesto.” Ela justificou a postagem dizendo ter orgulho de ser trabalhadora e ganhar seu dinheiro honestamente. “Quem não precisa de dinheiro tem vergonha de trabalhar como eu trabalho, de fazer o que eu faço”, disse.

Bruna reconhece que o trabalho de vender sorvetes na rua é árduo, pois fica exposta ao sol e às vezes passa horas sem conseguir vender, mas gosta do que faz. Essa não foi a primeira vez que passou constrangimento. “Existem os engraçadinhos que passam pelas ruas e debocham do meu trabalho. É como se eu só pudesse ser admirada se já tivesse um diploma de faculdade. Quem debocha é minoria, mas às vezes são as pequenas coisas que ferem mais”, disse.

Em sua página no Facebook, a jovem recebeu manifestações de apoio. “Quando vejo uma ministra que ganha 33 mil ao mês dizer que seu trabalho é escravo e perco a esperança nos brasileiros, vem a Bruna para restaurar minha fé de que ainda há esperança”, postou Alisson Cordeiro. “Obrigado, Bruna, por mostrar que os brasileiros na sua grande maioria são trabalhadores e pessoas de bem.” Ele se referia à ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, que havia pedido para acumular seus vencimentos no Ministério com sua aposentadoria como desembargadora para receber R$ 61 mil mensais, acima do teto constitucional de R$ 33,7 mil – em razão da repercussão negativa, ela acabou desistindo do pedido.

A sorveteira, que consegue ganhar cerca de R$ 1,2 mil por mês, recebeu também manifestações de carinho e incentivo. “Bruna, não a conheço, mas venho aqui te dar os parabéns e desejar muito sucesso”, postou a internauta Angela Figueiredo. “Deixe a crítica de lado, pois quem critica tem inveja de você. Lute por seus sonhos”, recomendou Adriana Martins. “Estamos vivendo momentos de inversão de valores. Você me representa. Quem lhe trata desrespeitosamente, por estar trabalhando, representa a escória desse país”, escreveu Nazaré Moraes.

A “menina do picolé”, como já ficou conhecida, passou a ser cumprimentada pelas pessoas nas ruas. “Muita gente está vindo me cumprimentar, mas não fiz nada demais. Eu preciso do dinheiro que ganho com o meu trabalho, mas quero que seja sempre de forma honesta”, disse. Outros vendedores de sorvete fizeram questão de posar para fotos com a garota. “Eles são mais que meus concorrentes, são meus companheiros”, disse.

Trump ameaça Estado Islâmico e diz que grupo pagará por ataques

Agência Brasil 

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, advertiu nesta sexta-feira (3) que o Estado Islâmico (EI) pagará alto preço por seus ataques contra o país. O alerta foi feito depois que o grupo terrorista afirmou que o suposto autor do atentado de terça-feira (31), em Nova York, é um de seus “soldados”. A informação é da Agência EFE.

Em uma série de tweets, Trump reagiu à manifestação do EI, feita no último número da revista semanal pela internet Al Naba. O presidente chamou de “animal degenerado” o suspeito do atentado, o imigrante uzbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, que se encontra detido.

Segundo Trump, as Forças Armadas americanas bateram no Estado Islâmico “muito mais duro” nos últimos dois dias. “Eles [os terroristas do EI] pagarão alto preço por cada ataque contra nós”, afirmou o presidente.

Pouco depois, ao sair da Casa Branca em viagem para o Havaí, de onde iniciará neste sábado (4) uma longa excursão pela Ásia, Trump reiterou aos jornalistas que, a cada vez que houver um ataque do Estado Islâmico nos EUA, seu governo se lançará contra o grupo terrorista “dez vezes mais forte”.

O atentado de Nova York – um atropelamento múltiplo que deixou oito mortos e 12 feridos – não foi reivindicado pelo EI por meio de comunicados oficiais ou de notas na agência Amaq, vinculada aos jihadistas, como costuma ser habitual ao grupo.

Uma coluna da Al Naba relatou o atentado de Nova York, citando informações de meios de comunicação e sem servir-se de nenhuma fonte interna do grupo terrorista, como é usual quando reivindica atentados cometidos no exterior.

As autoridades americanas acreditam que Saipov atuou sozinho, inspirado pela propaganda do Estado Islâmico, embora as investigações continuem para descobrir seu passado e os contatos anteriores.

O terrorista compareceu perante uma juíza na quarta-feira (1º), mas a acusação formal será anunciada possivelmente em uma segunda audiência marcada para 15 de novembro.

Trump pediu a pena de morte para Saipov e, embora em um primeiro momento tenha dito que consideraria mandá-lo à prisão de Guantánamo (Cuba), voltou atrás ao admitir as complicações e a lentidão desse processo.

Carille diz que vitória corintiana no clássico ‘dá moral, mas não define título’

Estadão Conteúdo 

O técnico Fabio Carille avalia que o resultado do clássico entre Corinthians e Palmeiras, domingo, no Itaquerão, não vai definir o título brasileiro nem para um lado nem para o outro. O treinador lembra as chances do Santos, seis pontos atrás do Corinthians e que enfrenta o Atlético-MG, neste sábado, na Vila Belmiro, e as rodadas que ainda restam.

“Independentemente do resultado, o campeonato vai continuar aberto, não vai se definir nada. Se a gente não vencer, a chance do Palmeiras fica mais clara. Se vencermos, aumenta, mas nada definido. Se empata, ficamos a 5 pontos e temos de esperar o Santos, que pode definir. Mais que matemática, a vitória dá uma moral ao vencedor”, afirmou o treinador em entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira no CT Joaquim Grava.

O treinador evitou antecipar a escalação da equipe. Ao longo da semana, ele testou duas mudanças: Camacho e Clayson respectivos lugares de Maycon e Jadson. No treino da última quinta-feira, Fagner não treinou por causa de uma pancada no tornozelo direito “Tenho jogadores no DM (departamento médico), amanhã (sábado) vocês ficarão sabendo, não tenho problema em falar sobre o time. Marquinhos Gabriel vai ficar uns 10 dias fora. Rodriguinho e Fagner não vieram para o campo hoje”, disse Carille.

Em relação à fase ruim que o time atravessa, depois de perder para Botafogo e Ponte Preta e permitir a aproximação dos rivais, Carille acredita que a equipe possa se recuperar. “No jogo de domingo, a gente pode ter uma retomada”, planeja.

A diretoria confirmou a realização de um treino aberto neste sábado, na Arena Corinthians, para garantir o apoio da torcida. Após a derrota para a Ponte Preta, os muros do Parque São Jorge foram pichados.

“Falando sobre 2017, eles foram maravilhosos em todo tempo. Sabendo das dificuldades do ano, enquanto os adversários contrataram técnicos de nome e jogadores de nome. Eles jogaram junto. Sei da cobrança aqui, a exigência. Essa experiência de oito anos como auxiliar me ensinou. A torcida nossa joga junto. Tenho certeza de que estarão conosco os 90 minutos”, disse o treinador.

Idosa de 73 anos é agredida por neto no Arco Íris

Uma idosa de 73 anos foi agredida por seu neto, na noite de quinta-feira (2), no bairro Jardim Arco Íris, em Rio Claro. A informação foi divulgada pelo setor policial no início da madrugada e segundo registro da ocorrência, o autor das agressões já estaria preso, na cadeia pública do município, pois foi pego em flagrante.

Confira a notícia completa no áudio do repórter colaborador Gilson Santullo.

Polícia prende suspeito de assassinar jovem durante carona

Estadão Conteúdo 

A polícia de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira, 3, a prisão de um homem acusado de entrar em um grupo de caronas por aplicativo para assassinar a jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, encontrada morta depois de combinar pelo WhatsApp uma viagem a Minas Gerais. Outros dois suspeitos de participação no crime também estão presos. O corpo de Kelly foi encontrado seminu, com as mãos amarradas e marcas de estrangulamento, na quinta-feira, 2, à margem de um córrego, entre as cidades mineiras de Frutal e Itabagipe. Ela estava desaparecida desde a noite de quarta-feira

Conforme a polícia, Jonathan Pereira do Prado confessou ter entrado no grupo de caronas com a intenção de roubar a jovem. Ele estava foragido de uma unidade prisional desde março deste ano. Outro suspeito, Luis Cunha, teria ajudado matar a jovem e o terceiro, Daniel Teodoro da Silva, comprou o celular e outros objetos roubados dela. Os três foram presos durante a madrugada, em bairros distintos de São José do Rio Preto, e já tinham passagens por roubos. Eles foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Frutal, onde seguem as investigações.

Kelly iria para Itabagipe, na quinta-feira, 2, visitar o namorado, um engenheiro civil, e postou a viagem no grupo. Segundo a família, ela havia feito isso muitas vezes e nunca tivera problemas. Um casal se ofereceu para dividir as despesas como carona, mas no lugar combinado, apenas Jonathan teria se apresentado. A jovem fez o último contato com os familiares quando abastecia o carro, num posto da rodovia BR-153. Ela não chegou ao destino e a polícia foi comunicada. O carro foi achado sem as rodas numa estrada rural de Mirassol, vizinha a Rio Preto

De acordo com a Polícia Militar, as imagens das câmeras de um pedágio na divisa de São Paulo com Minas foram decisivas para a prisão dos suspeitos. As câmeras registraram Kelly passando com o carona em direção à cidade mineira e, algum tempo depois, o carro em sentido contrário com um homem ao volante. Nas imagens, segundo a PM, é possível identificar Jonathan dirigindo o veículo. O corpo de Kelly passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Frutal e era velado, na manhã desta sexta, 3, em Guapiaçu, onde mora sua família.

iPhone 8 e iPhone 8 Plus chegam nesta sexta-feira (3) ao Brasil

Dois dos três novos smartphones da Apple começam a ser vendidos nesta sexta-feira, 3, no País: o iPhone 8 e sua versão maior, o iPhone 8 Plus. Os modelos, que já estavam em pré-venda há mais de uma semana, chegam às lojas oficiais da Apple, ao varejo físico e online e às lojas de operadoras em todo o País.

O iPhone 8, que tem tela de 4,7 polegadas, é vendido a preços entre R$ 4 mil e R$ 4,8 mil, para as versões de 64 GB e 256 GB de memória, respectivamente. Já o iPhone 8 Plus, com tela de 5,5 polegadas e câmera dupla na parte de trás, custará entre R$ 4,6 mil e R$ 5,4 mil, conforme o espaço de armazenamento disponível. A versão mais básica dos modelos está mais cara que no ano passado, quando o iPhone 7 chegou ao País por R$ 3,5 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Família procura por homem desaparecido em Rio Claro

A família de Leandro Uliano está em busca de informações de seu paradeiro desde quarta-feira (1°). Segundo relato de sua esposa, Nádia, ele teria saído na manhã de quarta, por volta das 7 horas, para ir até o trabalho e trajava  boné cinza, camisa pólo preta, calça jeans e botina de segurança na cor marrom.

Uliano estava em seu carro, um Ipanema ano 1991, com a pintura queimada e de acordo com informações de Nádia, teria passado em uma farmácia antes de ir para o trabalho. “Soubemos que ele passou na farmácia, comprou um medicamento para insônia, que já tomava há algum tempo e tinha receita e depois disso não foi mais visto”, conta. A esposa disse ainda que seu marido teria mandado uma mensagem na noite de quinta-feira (2), por volta das 20 horas, dizendo que estaria dentro do antigo Horto Florestal e debilitado.

Amigos e familiares estão realizando buscas pelo local e a polícia foi acionada. Dois boletins de ocorrências foram feitos e o canil da Guarda Civil Municipal irá auxiliar na procura de Leandro ainda nesta sexta-feira (3).

Informações devem ser passadas pelo telefone (19) 9.82744914.

Estado Islâmico assume responsabilidade por ataque terrorista em Nova York

Estadão Conteúdo 

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque terrorista que ocorreu nesta semana em Nova York e que deixou oito pessoas mortas e mais de dez feridas. Em um comunicado divulgado por meio de sua agência de notícias, a Amaq, o EI diz que o usbeque Sayfullo Saipov, de 29 anos, é um “soldado do califado”. O núcleo de inteligência SITE Intel Group, que monitora grupos extremistas, confirmou a informação.

Antes do Estado Islâmico assumir a autoria, o Departamento de Investigação Federal (FBI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos já havia informado que Saipov tinha se baseado em vídeos do grupo extremista para cometer o ato em Nova York. O usbeque foi levado a um tribunal na quinta-feira, onde disse que estava “bem” quando questionado por autoridades sobre o que sentia após o ato.

Segundo o FBI, Saipov também teria pedido que uma bandeira do Estado Islâmico fosse colocada em seu quarto no hospital.

Mariana: moradores sofrem com depressão e outros problemas de saúde

Agência Brasil 

Há dois anos, a folha do calendário das casas de dois distritos de Mariana e um de Barra Longa, em Minas Gerais, foi virada pela última vez. O dia 5 de novembro de 2015 se eternizou nas paredes das casas que ficaram de pé em Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira. Desde então, a vida dos atingidos pela lama da mineradora Samarco está suspensa – 730 dias depois do rompimento da Barragem de Fundão, ainda se espera pelo reassentamento, pela indenização, pelo rio límpido, cujas ações de reparo, complexas, enfrentam atrasos e obstáculos que desafiam os órgãos envolvidos.

A espera e a mudança brusca de vida se tranformam em depressão nas comunidades. Algumas pessoas não viveram para testemunhar as mudanças. Seus parentes apontam a tristeza como o agente catalisador dos problemas de saúde. São os novos mortos da tragédia de Mariana.

“Meu pai morreu de tristeza”

Enquanto faz arroz na cozinha da casa alugada e mobiliada pela mineradora Samarco, na sede do município de Mariana, em Minas Gerais, Leonídia Gonçalves, de 46 anos, lembra que um dos maiores prazeres do pai, de 67 anos, Alexandre, era tocar moda de viola e jogar baralho todas as noites, no bar de Paracatu de Baixo. As filhas dela, gêmeas, brincavam na rua quando queriam. Todos moravam lado a lado, já que, ao casar, Leonídia construiu sua casa no terreno do pai. Agora, essa é uma lembrança que não se repetirá nem mesmo quando a família for reassentada na nova Paracatu, que deve ser construída como reparação. Alexandre morreu em março deste ano, de infarto.

A agricultora tem a convicção, no entanto, de que a causa verdadeira da morte é a depressão. Seu pai foi diagnosticado e chegou a tomar medicamento para tentar reverter a doença. “A gente era feliz. Tinha de tudo. Hoje, tá todo mundo distante. Lá era todo mundo família, era um na casa do outro, à noite a gente ficava na rua, não tinha perigo de nada. E chegando à cidade agora, a gente se assusta,”, relata, ao falar sobre a mudança de hábitos do meio rural para o urbano.

Quando os 39,2 milhões de metros cúbicos de rejeito avançaram pelo Rio Gualaxo do Norte (afluente do Rio Doce) e chegaram às ruas de Paracatu, um modo de vida foi soterrado. Para abrigar os moradores, a Samarco alugou residências na cidade de Mariana, de acordo com a disponibilidade do mercado, sem que as casas dos familiares ficassem próximas. Os atendidos devem aguardar até que o novo distrito seja construído.

Foi assim que Alexandre e Leonídia viraram moradores de bairros diferentes. O aposentado, transferido de casa mais de uma vez, mudou também de hábitos. Não saía de casa, emagreceu de forma repentina e, hipertenso, passou a adoecer com frequência. Os filhos o levavam ao médico, mas ele não se recuperava. Ficou depressivo. E é das últimas palavras que trocou com a filha que a agricutora tira a argumentação mais forte sobre o motivo de sua morte.

“O fim de semana em que ele morreu, estava aqui comigo. À tardezinha falou: minha filha, eu não quero que vocês briguem. São seis irmãos. E não chora, não. Eu perguntei porque ele tava falando isso. “Eu sei que estou dando amolação para vocês, vocês chegam do trabalho, têm que ir lá para casa”. Eu falei: “Vem morar comigo então, perto das duas meninas”, porque ele era apaixonado por elas. Aí meu irmão levou ele embora. Às 19h30, minha irmã ligou e disse que ele tinha ido para o hospital. Quando cheguei lá, já tava morrendo. A gente culpa é essa lama”. Era dia 5 de março de 2017. No domingo, 5 de novembro, aniversário de dois anos da tragédia de Mariana, ela passará o dia nos escombros de Paracatu para lembrar os oito meses de falecimento do pai.

“Caso não é isolado”

Embora a Comissão de Atingidos da Barragem de Fundão não tenha um levantamento de todas as vítimas, esse caso de depressão e morte pós-desastre, de Alexandre Gonçalves, não é o único. Quando a reportagem pediu para se lembrarem de histórias semelhantes, citaram pessoas – sobretudo idosos – que morreram nos últimos dois anos, normalmente depois de sintomas que os levam a acreditar que a causa foi a tristeza.

Na própria família de Leonídia, há casos de agravamento de doenças que ela atribui à lama. Sua sogra atualmente está internada em Ouro Preto por causa de um problema no coração. Sintomas como medo de sair de casa, tristeza profunda e constante e esquecimento de fatos recentes estão nos relatos da maioria das pessoas ouvidas pela reportagem. Como no caso de Marino D’ângelo Júnior, de 47 anos, morador de Paracatu de Cima e membro da Comissão de Atingidos.

“Fiquei um tempo sem aguentar trabalhar, porque tive depressão. Hoje eu tomo dois antidepressivos, o que aumentou minha glicose. Fiz exame e chegou a dar diabetes, estou esperando para ver se vou ficar mesmo. Mas, antes de tomar esses remédios, eu só chorava”, conta. “Depois do rompimento, a gente tem que aprender a viver de novo. E o pior é que, além de passar por tudo, você tem que lutar para conseguir as coisas”.

Preconceito

Existe ainda o sofrimento causado pelo preconceito. São muitos os relatos de hostilidades sofridas pelos atingidos que foram morar em Mariana. Luzia Nazaré Mota Queiroz, de 52 anos, moradora de Paracatu de Baixo,“vendia sonhos” em uma loja de noivas da cidade de Mariana antes da tragédia. Ela saiu do emprego porque não aguentava mais ouvir comentários de clientes.

“Eu tinha que estar sempre sorridente, alegre. Com o tempo, as pessoas entravam na loja e diziam: ‘eu não aguento mais esse povo falando da barragem’. Tinha uns que diziam que a gente era folgado”. Segundo Luzia, a dona da loja a apoiou, mas ela optou por pedir demissão. “Ou eu vou sofrer alguma coisa, ou a senhora vai sofrer alguma coisa. Ela relutou, mas depois entendeu”, disse.

“Pessoas que moram em Mariana acham que os atingidos se aproveitam da situação. Porque a Samarco é quem move a economia da cidade, é quem gera emprego. Mas a gente não construiu barragem para romper em cima da gente”, argumenta Marino D’ângelo.

O desemprego em Mariana passou de 20%. Há placas na cidade pedindo a volta da Samarco. O prefeito Duarte Júnior (PPS) afirma que 89% da receita do município vêm da mineração e da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que caiu de R$ 11 milhões para R$ 8 milhões. Ele projeta nova queda, para R$ 6,5 milhões, no próximo ano, quando a Samarco, até hoje com atividade paralisada, zera o pagamento do imposto.

O prefeito respondeu ao questionamento da Agência Brasil sobre o motivo pelo qual essa dependência não foi reduzida antes da tragédia. “Quando assumimos, começamos a pensar em um distrito industrial. Mas, o que realmente acontece é que Mariana sempre foi uma cidade muito rica. Então, era muito mais interessante você receber esse dinheiro que vinha e gastar sem ter que se preocupar. Ninguém nunca se preocupou com a possibilidade de a mineração acabar, então ninguém tomava a primeira atitude. Tivemos que tomar esse tapa na cara”.

Atendimento psicológico

A Fundação Renova, criada para desenvolver as ações de reparação e compensação dos estragos provocados pelo rompimento de Fundão, não dispõe de um levantamento de pessoas atingidas que estão em depressão ou morreram durante esses dois anos, mas pretende fazer um estudo sobre o tema. É o que diz Albanita Roberta de Lima, líder do Programa Saúde de Bem-Estar Social da instituição, financiado pela Samarco e orientado por um Comitê Interfederativo (CIF), composto por órgãos públicos e a sociedade civil.

Albanita argumenta também que existe um serviço disponível aos atingidos para trabalhar com a questão da saúde mental. “Desde o dia do rompimento, já foi disponibilizado um conjunto de profissionais, que vão de médicos a psiquiatras, primeiro contratado pela Samarco e depois pela fundação”, diz. “A gente entende que é um sintoma normal, porque mexemos com a vida dessas pessoas. Elas foram tiradas da sua vida, do seu cotidiano, e isso precisa ser reparado. É preciso lembrar que determinadas pessoas têm mais dificuldade para superar esse, vamos dizer assim, inconveniente que ocorre em sua vida”.

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai desenvolver o projeto Prismma, para pesquisar a situação da saúde mental das famílias atingidas pela tragédia. A equipe estará em Mariana entre os dias 15 e 17 de novembro para aplicar um questionário a 1,2 mil vítimas.

Sofrimento será cobrado na indenização, diz promotor

O promotor do Ministério Público de Minas Gerais, Guilherme Meneghin, atua em ações e acordos extrajudiciais para garantir os direitos dos moradores de Mariana. Ele diz que existe uma complexidade na questão, por não existir a causa de morte por depressão, mas confirma que os casos de sofrimento mental são comuns. Não só pelo trauma que viveram há dois anos, mas pelas consequências de mudança de moradia do meio rural para o urbano, as confusões com o cadastro de atingidos e o atraso na construção dos reassentamentos.

“Tivemos uma audiência na semana pessada, em que metade das pessoas era idosa e não foi contemplada com os auxílios. Várias delas desmaiaram. Saíram chorando da audiência. Quem era contemplado, de emoção. Quem não era, de profundo ultraje”, relata.

A Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, além da companhia contratada VogBR e 22 pessoas, entre dirigentes e representantes, já respondem a um processo criminal pela morte das 19 vítimas de 5 de novembro de 2015. A acusação é de homicídio com dolo eventual. A ação é de responsabilidade do Ministério Público Federal.

De acordo com o promotor do MPMG, Guilherme Meneghin, é difícil enquadrar as mortes de atingidos com depressão no contexto criminal, mas é possível atuar na área cível. “Esse sofrimento será cobrado na indenização”.

Até agora, os custos com velório e o enterro do pai de Leonídia foram da família. Segundo ela, nunca receberam uma ligação para manifestar pesar pela morte de Alexandre. Mas Leonídia diz que não quer nada disso. Seu maior desejo é ir embora da cidade. “A única coisa que quero é que eles entreguem minha casa. A de todo mundo. Eles têm que agilizar a compra do terreno. Aqui tem muita família que não está feliz. Eu quero ir embora. A gente era muito feliz”, repete durante a entrevista.

*A repórter viajou a convite da Fundação Renova

Jornal Cidade RC
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