Posturas políticas de esportistas provocam reações de clubes e entidades

Manifestações políticas em partidas da última rodada do Campeonato Brasileiro e entre jogadores da seleção masculina de vôlei fizeram com que clubes e entidades se posicionassem sobre o tema.

Foi o caso do Palmeiras, que emitiu nota oficial nesta segunda-feira, 17, depois de o volante Felipe Melo ter dedicado, durante entrevista, o gol marcado no empate por 1 a 1 com o Bahia, no domingo, em Salvador, ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

“O posicionamento político do atleta Felipe Melo reflete, única e exclusivamente, uma manifestação particular, e não da instituição”, afirma a nota. O clube fez questão de destacar a sua neutralidade. “O Palmeiras respeita qualquer posição política de seus atletas, empregados e colaboradores e ratifica a sua neutralidade nas questões políticas, partidárias, de crenças, religiões e quaisquer outras formas de manifestações pessoais.”

Em outras oportunidades, Felipe Melo já tinha demonstrado apoio a Bolsonaro. Depois que o deputado foi esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora (MG), por exemplo, o jogador publicou mensagem nas redes sociais de apoio ao candidato.

Já o Atlético-MG corre risco de ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa do comportamento da sua torcida no jogo com o Cruzeiro, no domingo, em Belo Horizonte. Torcedores provocaram os rivais gritando: “Cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar veado”.

A Procuradoria do STJD entende que o clube deve ser responsabilizado pelo ato e anunciou ontem que o Atlético-MG deve ser denunciado por descumprimento do Estatuto do Torcedor. “No atual momento do Brasil precisamos reprimir esse tipo de atitude. A Fifa está brigando contra essa conduta dos torcedores Os fatos serão analisadas e muito provavelmente será deflagrado uma denúncia, mas temos de analisar com cautela para fazermos uma denúncia técnica e alcançarmos o caráter pedagógico”, disse o procurador-geral Felipe Bevilacqua.

Na noite de domingo, após o cântico homofóbico ganhar repercussão nas redes sociais, o clube criticou a postura dos torcedores. “O CAM (Clube Atlético Mineiro) lamenta profundamente as manifestações homofóbicas de parte dos torcedores, no jogo deste domingo, no Mineirão. Reiteramos nosso repúdio a quaisquer gestos de preconceito ou de incitação à violência. A maior torcida de Minas é composta por pessoas de todas as classes sociais, raças e gêneros, não cabendo qualquer tipo de discriminação.”

Vôlei

Suposta manifestação de apoio a Bolsonaro de dois jogadores da seleção masculina, após vitória sobre a França, na sexta-feira, durante o Mundial, fez com que a Confederação Brasileira de Vôlei proibisse expressões políticas na equipe. Só estão liberadas manifestações nas contas particulares dos atletas nas redes sociais.

Durante comemoração da vitória, os jogadores Wallace e Maurício Souza posaram para fotos e formaram o número do presidenciável com as mãos. Souza fez um sinal de 1 e Wallace fez o 7. O número de Bolsonaro é 17.

“A CBV repudia qualquer tipo de manifestação discriminatória, seja em qualquer esfera, e também não compactua com manifestação política. Porém, a entidade acredita na liberdade de expressão e, por isso, não se permite controlar as redes sociais pessoais dos atletas, componentes das comissões técnicas e funcionários da casa”, diz a nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para rebater críticas, campanha usa Bolsonaro com filha

Em reação ao movimento na internet “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, a campanha do candidato do PSL ao Palácio do Planalto começou nesta segunda-feira, 17, a divulgar imagens de família e mensagens de repúdio à violência sexual.

O presidenciável Jair Bolsonaro apareceu em um vídeo ao lado da filha, Laura, de 8 anos, e relatou, em tom de emoção, que desfez uma vasectomia para que a mulher, Michelle de Paula, pudesse engravidar. Casada há cinco anos com Bolsonaro, Michelle – que acompanha o marido no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele se recupera do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG), no dia 6 deste mês, – evita a exposição e resiste a apelos de aliados para aparecer nas peças de propaganda política.

A equipe de Bolsonaro está focada em mobilizar os simpatizantes para neutralizar nas redes sociais manifestações contrárias ao candidato previstas para ocorrer nas capitais no dia 29. No tarde de segunda, a conta dele no Twitter saiu em defesa de sua atuação na Câmara dos Deputados, que não é marcada pela aprovação de um grande número de projetos. Foi a deixa para entrar na questão da violência sexual, um tema da agenda dos grupos em defesas das mulheres.

“Se aprovar leis fosse o mais importante, o Brasil seria um paraíso”, destacou a mensagem na conta do candidato na rede social. “Fazemos a nossa parte propondo penas mais duras para estupradores, redução da maioridade penal, etc.”

Aliados do presidenciável relataram à reportagem que Bolsonaro está atento à ofensiva para buscar o voto feminino, mas pediu prudência.

‘Sentimento’

Ao divulgar vídeo do pai com Laura, o deputado estadual e candidato ao Senado pelo Rio Flávio Bolsonaro (PSL) escreveu em sua conta no Twitter que “ele sempre resistiu em externar isso, mas é o mais puro e verdadeiro sentimento” em relação às mulheres. Já o filho Carlos, vereador licenciado do Rio, optou por atacar os adversários petistas. Ele usou a hashtag #ForçaManu para dizer que a candidata Manuela d’Ávila, do PCdoB, vice do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, é ignorada nas peças de propaganda da chapa petista.

As mais recentes pesquisas apresentadas por Ibope e Datafolha mostram que Bolsonaro enfrenta maior rejeição entre as mulheres, com índices que chegam a 50% e 49%, respectivamente. Imagens do embate de Bolsonaro com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) na Câmara, em que ele chegou a dizer que não a estupraria porque ela não merecia, foram usadas pela propaganda política do candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB). Por causa do episódio, Bolsonaro virou réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao crime de estupro.

O atentado contra Bolsonaro em Juiz de Fora conteve o bombardeio tucano durante o horário eleitoral e atenuou a preocupação do PSL com a marca de “machista”.

Nova preocupação

O aumento de seguidores do grupo de Facebook “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que chegou a 2 milhões de participantes e pedidos de entrada, entretanto, voltou a preocupar a campanha de Bolsonaro. Na madrugada de domingo, o grupo foi hackeado e, daí em diante, centenas de outros foram criados contra o candidato. As hashtags #Elenão e #Elenunca, usadas nas redes sociais em referência negativa ao presidenciável, também têm causado preocupação na equipe do candidato.

Desde o início do ano, aliados de Bolsonaro tentam convencer a mulher do candidato a participar da campanha. Michelle de Paula sempre resistiu à ideia e procurou, ao longo dos últimos meses, evitar encontros políticos na casa em que mora com Bolsonaro, num condomínio na Barra da Tijuca, no Rio. “Se dependesse de mim, ele nem seria candidato”, disse, em tom de brincadeira, numa conversa recente com aliados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Haddad diz que, caso seja eleito, não dará indulto a Lula

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira, 18, que não vai dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, caso seja eleito. “Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro do Judiciário”. Pressionado, Haddad, pela primeira vez, negou: “Não. Não ao indulto”, disse, em entrevista à Rádio CBN e ao portal G1.

Na entrevista, Haddad citou novamente que nas visitas que faz ao líder petista o próprio Lula rechaça a ideia de deixar a prisão por meio de um decreto presidencial, pois confia que as cortes brasileiras de Justiça e os fóruns internacionais irão atestar a sua inocência no processo do tríplex do Guarujá (SP), no qual foi condenado a 12 anos e um mês de prisão.

O ex-presidente está preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba desde o dia 7 de abril. “Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro judiciário”, repetiu Haddad.

Questionado se colocaria Lula em um ministério, Haddad desconversou. “Acho essa pergunta muito pequena para um cara da estatura do Lula. Ele só aceitou ser ministro da Casa Civil (em 2016) porque estávamos prevendo que um golpe de Estado aconteceria como aconteceu”, disse, em relação ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Nas críticas que fez à gestão Dilma, Haddad reiterou que não manteria em um eventual governo seu a política de desonerações. A despeito das críticas, o petista disse que Minas Gerais irá reparar o erro do impeachment da então presidente da República, elegendo-a senadora, “enquanto seu algoz Aécio Neves não será eleito”.

Haddad lembrou que o tucano não está concorrendo à reeleição ao Senado. O tucano disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O candidato disse ainda que apoiaria Ciro Gomes (PDT) em um segundo turno, assim como receberia apoio do adversário. “O Brasil está correndo risco de entrar numa nova aventura. Eu gosto do Ciro, sou amigo dele, pretendo estar junto com ele nessa caminhada. Não deu no primeiro turno. Nós pertencemos ao mesmo campo político contra esse obscurantismo que hoje está vigente no País”, afirmou.

Guilherme Boulos diz, no Rio, que dará indulto a Lula se for eleito

O candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta terça-feira, 18, que dará indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso pela Lava Jato, caso seja eleito. “Defender o Lula diante de uma condenação injusta é defender a democracia”, afirmou Boulos, em sabatina na Pontifícia Universidade Católica do Rio, diante de estudantes.

“Foi uma condenação sem provas, com base em delações. Quando o Judiciário escolhe quem pode participar de eleições, estamos longe de uma democracia”, afirmou o candidato. “Mas a seletividade judicial no Brasil não começou nem terminará com Lula. Daria indulto também ao Rafael Braga (jovem preso durante manifestações de 2013 por portar um frasco de produto de limpeza)”.

O candidato do PSOL lembrou as diferenças que seu partido tem com o PT (a legenda nasceu de uma dissidência, há 15 anos), e criticou práticas petistas, como alianças com o MDB. “É lamentável ver o (candidato Fernando) Haddad tirando foto com Renan Calheiros e Eunício Oliveira”, disse.

Boulos também mencionou Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas de intenção de voto. “Ele surfa no medo, na desilusão. Temos que derrotar a barbárie, a extrema-direita, o fascismo. A cada dia essa turma ganha asas. O clima que se criou no Brasil é de veneno, ódio e violência”.

Ao defender a descriminalização do aborto, Boulos esclareceu que sua campanha não se pauta pelo “pragmatismo eleitoral” e por orientações de marqueteiros. “A nossa conta é outra, é no sentido de elevar a consciência política no País. O papel de uma campanha presidencial é também trazer os grandes temas à discussão, como o respeito à diversidade sexual, a desmilitarização da polícia, a descriminalização das drogas e o combate ao racismo”, afirmou.

Com baixa adesão, governo estuda tornar obrigatória vacinação de crianças

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, afirmou nesta segunda-feira, 18, estar em estudo pela pasta uma proposta para tornar obrigatória a vacinação das crianças pelo País. Entre os mecanismos avaliados está o de editar uma norma conjunta com o Ministério da Educação para transformar a carteira de imunização em pré-requisito da matrícula escolar. Pela regra geral, há apenas uma recomendação de que o certificado seja apresentado.

“Estratégias pontuais já foram adotadas por algumas Assembleias Legislativas. Será que não é o momento de o ministério, com o MEC, tornar obrigatório que toda criança e adolescente na escola tenha sua carteira de vacinação acompanhada?”, indagou, durante evento organizado nesta segunda pela Procuradoria-Geral da República para discutir os baixos indicadores de vacinação.

Já o Ministério da Saúde divulgou o balanço da campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo. Embora a meta nacional tenha sido superada, os dados mostram que pelo menos meio milhão de crianças não foram atingidas – o objetivo não foi alcançado em 15 Estados para as duas vacinas.

Até semana passada, o País havia registrado 1.673 casos de sarampo. Outros 7.812 estavam em investigação. A maior parte dos registros está em Amazonas e Roraima. Também nos dois Estados foram relatados todos os oito casos de morte desta epidemia.

Polêmica

Carla afirmou que a obrigatoriedade da carteira de vacinação é um dos temas avaliados dentro de uma estratégia para tentar melhorar os indicadores de imunização no País. Há dois anos, técnicos da pasta notam uma redução dos índices de cobertura, o que traz um risco significativo para o retorno de doenças já controladas e, mais, para a repetição de epidemias, como a de febre amarela, que atingiu vários Estados do País nos dois últimos anos.

Sociedades médicas deverão manifestar-se sobre a obrigatoriedade nos próximos dias. A Sociedade Brasileira de Imunologia, por exemplo, pretende divulgar um comunicado sobre as estratégias para se tentar melhorar os indicadores. “Essa é uma questão que vem sendo avaliada. Mas nada é mais importante do que a informação”, afirmou a presidente da entidade, Isabella Ballalai

O presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, é favorável a transformar a recomendação da apresentação do certificado de vacinação em obrigação. “Na Saúde, não temos apenas direitos, temos deveres”, disse.

Carla apontou ainda a necessidade de se criar estratégias para garantir que profissionais de saúde sejam imunizados. “Neste surto de sarampo, várias pessoas contaminadas eram funcionários de saúde. É preciso buscar a obrigatoriedade, da mesma forma que crianças e adolescentes.”

Para o professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Luiz Guilherme Conci, porém, a iniciativa em estudo poderá ser futuramente questionada em razão da sua aparente inconstitucionalidade. “O acesso a serviços de saúde e de educação são complementares, e não podem ser condicionais. Restringir o acesso à educação em razão de um dever ligado à vacinação é uma previsão que não tem o menor cabimento. A inconstitucionalidade seria flagrante”, disse.

O constitucionalista acredita ainda que a medida seja uma afronta à formação integral da criança. “Pode haver campanhas educativas. Mas essa condicional prevê que a formação integral da criança, que se dá a partir da educação e da saúde, não se complementaria. Parece que não haveria previsão constitucional para isso.”

Horários flexíveis

Carla e Junqueira consideram ainda que a medida, sozinha, não seria suficiente para tentar retomar os indicadores de cobertura vacinal apresentados no passado. Carla aponta para a necessidade de se alterar a organização de serviços, o que inclui profissionais mais bem capacitados, trabalhando em horários que permitam o comparecimento aos postos em horários mais flexíveis. Atualmente, por exemplo, a maior parte das unidades fecha no horário do almoço e não atende depois das 17 horas.

Mas a coordenadora do programa nacional vai além. Diz ser preciso repensar até a disposição das salas de vacina e questiona a necessidade de espaços reservados para a imunização em cidades onde a demanda é muito pequena. “O espaço exige muito mais do que um enfermeiro, há toda uma logística envolvida.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Neymar foi escolhido para capitão para ‘dar passo à frente’

Coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar admitiu na noite desta segunda-feira que errou ao tratar Neymar como “menino” em criticada entrevista coletiva ao fim da Copa do Mundo e explicou que o atacante foi escolhido para ser o único capitão da seleção brasileira para ganhar maturidade dentro da equipe do técnico Tite.

“Não é à toa que hoje o Neymar é o capitão da seleção brasileira Ele já vinha exercendo uma liderança dentro do grupo, desde o primeiro dia na seleção. Talvez ele não mostrasse isso tanto a vocês [jornalistas], mas dentro isso acontecia”, justificou Edu Gaspar, em entrevista ao programa “Bem, Amigos”, do Sportv.

Na avaliação do coordenador de seleções da CBF, a escolha foi natural. “Acabou a Copa, nos reunimos para iniciar um novo ciclo e decidimos dar a capitania a um atleta que já exerce a liderança. E é uma oportunidade para que ele dê um passo à frente. Vamos dar a responsabilidade para assumir o tamanho que ele tem, assumir dar uma coletiva. E ele está preparado para isso. O Tite teve uma conversa prévia de mais de uma hora com ele. Não sei se vocês sabiam e o Neymar se colocou à disposição para assumir essa responsabilidade”.

De acordo com Edu Gaspar, pesou também para a decisão o fato de Neymar ter qualidade para permanecer no time titular da seleção a longo prazo, para disputar a Copa do Mundo de 2022, no Catar. “Pensando a curto, médio e longo prazo, até a Copa, qual atleta que poderá estar conosco a maior parte do tempo? O atleta que atinge esse curto, médio e longo prazo é o Neymar, que pode ou vai estar conosco até o final desse ciclo.”

Criticado por sua postura dentro de campo, Neymar chegou a se tornar alvo de piadas nas redes sociais durante a Copa do Mundo da Rússia em razão das frequentes quedas no gramado. Adversários apontaram exagero e fingimento nas reações do atacante brasileiro, que se manteve como assunto mesmo após a eliminação do Brasil nas quartas de final, diante da Bélgica.

Pouco mais de um mês depois do Mundial, a seleção voltou a campo para disputar dois amistosos, contra Estados Unidos e El Salvador, em solo norte-americano. E Tite surpreendeu ao anunciar que Neymar passaria a ser o único capitão da equipe. Até então, o treinador vinha fazendo revezamento entre alguns titulares.

“PALAVRA EQUIVOCADA” – Edu Gaspar admitiu que cometeu erro ao tratar Neymar como “menino” na coletiva que concedeu após a queda do Brasil na Copa. Na ocasião, o coordenador de seleções disse que o atacante sofria demais. “Não é fácil ser Neymar. É difícil estar na pele dele. Chegar a dar pena em alguns momentos porque o que esse menino sofre não é fácil”, declarara Gaspar, na ocasião.

Na noite desta segunda, o dirigente reconheceu o erro. “Quando eu saí da coletiva pós-Copa realmente eu usei uma palavra equivocada, errei da forma que eu me dirigi ao ‘menino’. Tentei me corrigir na hora, foi um erro de momento e assumo”, afirmou Edu Gaspar, que manteve o discurso.

“E outra coisa que também assumo é a dificuldade de ser Neymar no contexto de seleções, não nas questões econômica e social, mas no contexto de seleções. Eu convivo há dois anos e meio como coordenador e o Neymar não deu um trabalho a nós. Quando eu falo que é difícil ser Neymar em alguns momentos é porque tem muita coisa que acontece que não é fácil, assim como não é fácil ser Tite. A representatividade deles é muito grande”, argumentou.

Por fim, ele revelou que o atacante da seleção foi repreendido pela postura dentro de campo. “Claro que teve, mas não dá para toda hora estar expondo tudo. Obviamente, conversamos com todos sobre todos os assuntos, não só com Neymar, mas com todos os jogadores. O Tite é muito cuidadoso quanto a isso.”

Garçom é morto por policiais que teriam confundido guarda-chuva com arma

Um garçom de 26 anos foi morto com três tiros disparados por policiais militares enquanto aguardava a mulher e os dois filhos na favela Chapéu Mangueira, no Leme, zona sul do Rio, por volta das 19h30 desta segunda-feira, 17. Ele segurava um guarda-chuva fechado que, segundo moradores, os policiais confundiram com uma arma. Em nota, a Polícia Militar afirma que PMs em patrulhamento foram atacados e, ao revidar, atingiram a vítima.

Rodrigo Alexandre da Silva Serrano estava na Ladeira Ary Barroso, próximo ao Bar do David, aguardando a mulher, com quem era casado havia sete anos, e os dois filhos, um de 4 anos e outro de 7 meses. Serrano usava um canguru, acessório para carregar bebês junto ao peito, e segurava um guarda-chuva fechado numa das mãos.

A mulher e os filhos estavam chegando à favela em uma lotação e encontrariam Serrano nesse ponto de encontro, para seguirem juntos para casa. Ele foi atingido no peito, no quadril e na perna. Chegou a ser levado ao hospital Miguel Couto, no Leblon, zona sul, mas chegou morto.

Outro homem que estava próximo do garçom também foi baleado pela PM, mas sobreviveu. Jonatas da Silva Rodrigues, de 21 anos, foi atingido de raspão nas costas, levado ao mesmo hospital e liberado ainda durante a madrugada desta terça-feira, 18.

Segundo a PM, uma guarnição do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade (GTPP) foi atacada a tiros quando passava pela ladeira e revidou, atingindo as vítimas. O caso foi registrado pela 12ª DP (Copacabana) como auto de resistência, quando há reação da vítima a uma abordagem policial. Por isso não foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da capital.

Manutenção de semáforos causa transtorno no trânsito

Alguns trechos da Avenida Visconde do Rio Claro e de outras vias próximas apresentam certo transtorno para os condutores de veículo que precisam utilizar o caminho. Uma manutenção de alguns semáforos afeta o trânsito no local.

Estão recebendo manutenção os semáforos da Avenida Visconde do Rio Claro que cruzam com a Rua 7 e com a Avenida 6. As obras causam a interdição em alguns pontos da avenida e de ruas próximas, outros apresentam trânsito intenso.

Mais informações na edição do JC dessa quarta-feira (19)

Ocorrências policiais: Furtos em residência e embriaguez ao volante

Furto I

Um Furto em residência foi registrado na noite de segunda-feira (17), na Vila Paulista. A vítima foi um morador, de 39 anos, que estava ausente da residência no momento do crime. Foram furtadas mais de 50 ferramentas de trabalho. Na porta da cozinha, o miolo da fechadura estava danificado, segundo está na ocorrência.

Furto II

Um flagrante de furto em residência aconteceu na segunda-feira (17), no Jardim América. O acusado, de 41 anos, foi detido pela Polícia Militar. O indiciado foi flagrado em cima do telhado e cortava fios de cobre, que iria trocar por crack. Foi constatado que o indivíduo já era condenado.

Embriaguez ao volante

Um flagrante de embriaguez ao volante foi registrado no Km 174 da Rodovia Washington Luís (SP-310), em Rio Claro. O acusado, de 48 anos, foi detido pela Polícia Rodoviária. O indiciado conduzia um Fusca com placas de Araras. A passageira do carro foi liberada. No carro foram apreendidas duas latas de cerveja.

VÍDEO: Idosos têm orientação jurídica gratuita no NAM

Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania – Cejusc realiza atendimento especial aos idosos esta semana em Rio Claro, em posto montado no Núcleo Administrativo Municipal – NAM. Carlos Guolo, chefe Judiciário, explica que idosos podem consultar especialistas sobre dúvidas em relação ao direito do consumidor, conflitos familiares e de vizinhança, entre outros temas.

TSE suspende propaganda com mensagem de Lula em apoio a Haddad

Agência Brasil 

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos determinou na última segunda-feira (17) a suspensão da propaganda eleitoral do candidato à presidência pelo PT, Fernando Haddad, em que são lidos trechos da chamada Carta de Lula ao Povo Brasileiro. A decisão foi tomada de modo liminar (provisório) após representação feita pela coligação do candidato Jair Bolsonaro, do PSL.

Segundo o ministro, a campanha de Haddad desrespeitou a legislação eleitoral ao exibir, durante grande parte do programa eleitoral, a leitura da carta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarando apoio ao ex-prefeito de São Paulo.

“A coligação representada excedeu ‘o limite de at é 25% do tempo de cada programa ou inserção’, reservado para os apoiadores, conforme precisos termos do Artigo 54 da Lei nº 9.504/1997”, escreveu Banhos.

Com a decisão, a coligação O Povo Feliz de Novo, formada pelo PT, PCdoB e PROS, fica impedida de veicular o mesmo teor da campanha eleitoral que foi ao ar na propaganda em bloco da TV da última quinta-feira (13).

Além de decretar a suspensão “imediata” da propaganda no rádio e na TV, o ministro deu o prazo de dois dias para que a defesa do PT se manifeste sobre o assunto. Sérgio Banhos determinou também que o Ministério Público Eleitoral se manifeste no máximo um dia após serem ouvidos os advogados da campanha de Haddad.

Candidatura barrada

No início do mês, o TSE barrou o pedido de registro da candidatura de Lula, determinando que o partido indicasse em até dez dias um substituto para a disputa. Antes candidato à vice, Fernando Haddad foi registrado para concorrer ao pleito e foi apresentado como candidato a presidente nas campanhas petistas, tendo Manuela D’Ávila (PCdoB) como candidata a vice.

A propaganda questionada exibe trechos da chamada Carta de Lula ao Povo Brasileiro, que foi escrita pelo ex-presidente manifestando apoio a Haddad. Condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e foi impugnado tendo como base a Lei da Ficha Limpa.

Segundo a coligação de Bolsonaro, a propaganda veiculada na última quinta-feira (13) deixa o candidato Fernando Haddad “à margem”, como “mero locutor dos feitos de Lula”, enquanto enaltece a figura do ex-presidente.

Os advogados argumentaram que a publicidade cria “estado emocional” nos eleitores de dúvida sobre quem de fato é candidato, além de descumprir decisões judiciais anteriores que proibiram a apresentação de Lula como candidato e divulgar fato “sabidamente inverídico”.

“A aludida propaganda [Carta de Lula ao Povo] foi veiculada após o pedido de substituição da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em completo desrespeito às determinações desta Corte”, alegou a coligação do PSL.

As propagandas eleitorais obrigatórias no rádio e na televisão vão ao ar às terças-feiras, quintas e sábados. Nesta noite, o tribunal confirmou os nomes que aparecerão na urna eletrônica, que terá 13 candidatos à Presidência.

TSE define urna eletrônica e confirma 13 candidatos à Presidência

Agência Brasil 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou na última segunda (17), o sistema de registro de candidaturas à presidência da República que será inserido nas urnas eletrônicas para a votação no primeiro turno das eleições, que será realizado no dia 7 de outubro. Com a medida, ficam confirmados os nomes de 13 candidatos à presidência da República e seus respectivos vices que tiveram os registros aceitos pelo tribunal.

Os nome do candidato Fernando Haddad (PT) e sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), foram considerados aptos para inserção nas urnas, apesar de o registro de candidatura ainda não ter sido julgado pela Corte. Haddad teve o nome confirmado pelo PT após o TSE barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O prazo para que algum candidato, partido ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) faça a impugnação do registro do petista termina amanhã (18), no entanto, até o momento, nenhuma contestação foi apresentada ao tribunal.

De acordo com o TSE, os dados dos presidenciáveis são enviados aos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que serão responsáveis pelo carregamento das urnas com os dados de todos que vão participar do pleito. Os tribunais locais também vão inserir as informações dos candidatos aos governos estaduais, deputados estaduais, federais e senadores.

Jornal Cidade RC
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