Boletim do setor da segurança desta quarta-feira(17)
Informações direto do plantão policial, com o repórter Gilson Santullo.
Informações direto do plantão policial, com o repórter Gilson Santullo.
Agência Brasil
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, remarcou para hoje (17) reunião com os coordenadores das campanhas dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
No encontro, previsto para às 19h30, em Brasília, estarão na pauta notícias falsas veiculadas especialmente nas mídias sociais.
As notícias falsas (fake news, em inglês) entraram na agenda do TSE desde o início da preparação do processo eleitoral.
O tribunal chamou os partidos a assinarem um acordo contra as notícias falsas, reforçou a equipe que monitora essa prática e agora tenta um pacto entre os dois candidatos para evitar a disseminação de fake news.
Para os ministros do TSE, as notícias falsas podem afetar a credibilidade do pleito.
Haddad chegou a propor um acordo com o adversário para evitar as fake news, mas Bolsonaro recusou, via mídias sociais. Decisões do TSE têm tirado notícias falsas da internet.
A Mega-Sena pode pagar hoje (17) um prêmio estimado pela Caixa em R$ 2,5 milhões para o apostador que acertar sozinho as seis dezenas do concurso 2.088.
O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quarta-feira, no Caminhão da Sorte estacionado na cidade de Santa Helena de Goiás.
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília), em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 3,50.
Agência Brasil
Os resultados da pesquisa de intenção de votos divulgada nessa segunda-feira (15) pelo Ibope Inteligência – que aponta vantagem do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial de 2º turno, com placar de 59% a 41% dos votos válidos (excluindo nulos, brancos e indeciso) – se assemelham aos resultados das eleições presidenciais de 2002 e 2006.
A lembrança é da diretora-executiva do Ibope, Marcia Cavallari. Segundo ela, “os resultados são mais parecidos” com as eleições vencidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que com os pleitos ganhos pela ex-presidente Dilma Rousseff. Em suas duas vitórias, Lula obteve em torno de 61% dos votos válidos. Na campanha de 2010, Dilma atingiu 56%. Em 2014, o percentual caiu para 51,6%.
Conforme Cavallari, os dados da última pesquisa eleitoral “mostram homogeneidade” em favor de Jair Bolsonaro. O candidato do PSL vence entre homens (58% das intenções de voto na pergunta estimulada, diante de 33% de Haddad), entre mulheres (46% contra 40%), e em todas as faixas etárias. Há preferência também entre brancos (60% contra 29%), pretos e pardos (47% contra 41%) e pessoas de outras raças ou cores (52% a 39%).
Bolsonaro também é preferido entre evangélicos (66% contra 24%), e tem mais intenção de votos entre católicos (48% contra 42%) e pessoas de outras religiões (44% contra 40%). Os dados são nominais – diferente da totalização de votos válidos que não contabilizam declarações de voto branco, nulo e de entrevistados indecisos.
Fernando Haddad vence apenas em três estratos, conforme levantado pelo Ibope. O candidato do PT é o favorito na Região Nordeste (57% contra 33%); entre os eleitores com até a 4ª série do ensino fundamental (52% contra 41%); e pessoas com até um salário mínimo de renda familiar (53% contra 38%). Jair Bolsonaro lidera nas demais regiões, faixas de escolaridade e níveis de renda.
A pesquisa indica que os entrevistados avaliam que Fernando Haddad “melhor representa os interesses” de pobres, trabalhadores, aposentados e mulheres. A avaliação é de que Jair Bolsonaro “melhor representa os interesses” de ricos, empresários e bancos.
Para o cientista político Malco Camargos, professor da PUC Minas, a campanha de Jair Bolsonaro percebeu esses sentimentos. Evidência disso é o anúncio de que, se eleit,o o candidato do PSL pretende adotar o “pagamento do 13º” no Programa Bolsa Família – o que também ajuda a desfazer ruído provocado após o posicionamento do general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa pelo PRTB, contra a forma atual de pagamento do benefício aos trabalhadores com carteira assinada.
O cientista político diz que os dados sobre o candidato do PT indicam que “há percepção entre aqueles que mais demandam políticas públicas de que a vida melhorou no período dos governos petistas”. Conforme o acadêmico, os mais pobres podem temer que essas iniciativas acabem.
Camargos assinala ainda que a consolidação de Bolsonaro ocorreu “sem o candidato se voltar para o centro político, mas reforçando discurso”. A estratégia de Bolsonaro envolve o apelo à segurança pública, assinalando preocupação com as mulheres, e manter fortes posicionamentos contra a chamada ideologia de gênero, a descriminalização de aborto e a do consumo de drogas.
Conforme o Ibope, a distância de 18 pontos percentuais das intenções de voto entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad equivale a 19,3 milhões de votos válidos. Para o cientista político, a vantagem “não quer dizer que a eleição está resolvida”. Por isso, o candidato deve evitar até o dia da eleição “exposição ao risco”.
Os dados detalhados da pesquisa do Ibope estão disponíveis no site do instituto. O levantamento ouviu 2.506 eleitores. A margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, só vale para as questões que têm esse número de respondentes. O nível de confiança estatística é de 95%.
A pesquisa, feita no sábado e domingo (13 e 14 de outubro), foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo. O levantamento foi registrado na semana passada na Justiça Eleitoral (BR-01112/2018). No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão disponíveis o questionário do levantamento e os locais onde a pesquisa foi aplicada.
Informações direto do CEAPLA, da Unesp de Rio Claro.
Agência Brasil
O Brasil arrancou uma vitória suada da Argentina em amistoso realizado hoje (16). O gol só saiu nos acréscimos, com o zagueiro Miranda marcando de cabeça após um escanteio. A partida foi disputada em Jedá, na Arábia Saudita. Depois de um jogo morno no primeiro tempo e truncado no segundo, a seleção teve que usar o jogo aéreo para furar o bloqueio portenho.
O time entrou em campo com a base da equipe que esteve na Copa da Rússia: Alisson, Danilo, Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Casemiro, Arthur, Phillipe Coutinho; Neymar, Firmino e Gabriel Jesus. Dos atletas que disputaram as partidas no campeonato mundial, a novidade foi o volante Arthur, revelado no Grêmio e vendido ao Barcelona.
O primeiro tempo foi morno, sem muitas oportunidades. Miranda deu um susto ao atrasar a bola para Alisson na fogueira. Pressionado por Angel Correa, o goleiro afastou o perigo. Depois, o zagueiro quase marcou em chute que foi barrado pelo defensor argentino Ottamendi. No fim da primeira etapa, o Brasil teve uma boa chance com uma falta na entrada da área, mas o chute de Neymar ficou na barreira.
No segundo tempo, o jogo não teve grandes emoções. O Brasil teve bom domínio, mas a Argentina congestionou seu campo, dificultando a aproximação. Perto do fim, Casemiro bateu falta que desviou na barreira e quase enganou o goleiro portenho. O Brasil tentava, mas não conseguia levar perigo ao gol adversário. Nos acréscimos, em uma jogada de escanteio, Miranda subiu mais alto e venceu o goleiro Sergio Romero.
A vitória manteve o bom desempenho em amistosos após a eliminação nas quartas de final da copa, na derrota para a Bélgica, que fez a seleção terminar em 6º lugar. O desempenho da equipe comandada por Tite na Rússia foi bastante criticado por torcedores. Mas a Argentina teve atuação pior, ficando na 16a colocação depois de ser eliminada nas oitavas de final pela campeã, França, em um jogo de muitos gols (4×3).
Em setembro, o Brasil realizou dois amistosos, vencendo os Estados Unidos por 2 x 0 e El Salvador por 5 x 0. O próximo amistoso será contra o Uruguai, em novembro.
Os desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) marcaram para 24 de outubro o julgamento da apelação do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil-Governos Lula e Dilma). O Tribunal da Lava Jato vai analisar a sentença do juiz federal Sérgio Moro que condenou Palocci a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Omertà.
O ex-ministro tornou-se delator da Lava Jato. Por benefícios, como diminuição de pena, Palocci incriminou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, com quem ele trabalhou no governo e em campanhas eleitorais. Em seu acordo, o ex-ministro narrou cobrança de arrecadação de propinas “explícita” supostamente feita por Lula no caso das construções de navios-sondas para explorar o petróleo do pré-sal, negócios ilícitos na África, entre outros.
A delação premiada de Palocci com a Polícia Federal foi homologada em junho, pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4 – a segunda instância dos processos de Curitiba. Parte das declarações foi tornada pública no dia 1.º de outubro pelo juiz Sérgio Moro.
Na semana passada, a defesa de Palocci pediu a revogação de sua prisão preventiva e redução de pena devido a sua “efetiva” colaboração à polícia e à Justiça pelas revelações e provas apresentadas à Lava Jato e a outras frentes de apuração.
Em pedido apresentado ao TRF-4, o delator enumerou as provas apresentadas, como “dois contratos fictícios”, “e-mails”, anotações feitas em sua agenda e em uma tabela “que confirma como era realizada a arrecadação de vantagens indevidas” por ele e por “outras pessoas mencionadas em sua colaboração”.
Palocci elencou que em “três meses de prova” de sua colaboração, deixou a carceragem da Polícia Federal “por 63 vezes, realizando, quando esteve fora do ergástulo, 141 horas e 41 minutos de depoimento e de análise de dados”. O ex-ministro citou ainda as 7 mil páginas de anotações de suas agendas de 2006 a 2016 com registros das “reuniões espúrias narradas”.
Na manhã desta terça-feira (16), dois indivíduos praticaram furto a uma loja no Centro de Rio Claro. As câmeras de segurança do local registraram a ação dos criminosos, que levaram cerca de cinco itens da loja, segundo a proprietária do estabelecimento.
O time econômico do candidato Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto estabeleceu como meta criação de 10 milhões de empregos em quatro anos, informou ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) Carlos Alexandre Da Costa, que integra o núcleo de economistas reunidos por Paulo Guedes, o coordenador do programa econômico de Bolsonaro.
Segundo ele, o plano é gerar seis milhões de empregos nos dois primeiros anos de governo, e quatro milhões nos dois anos seguintes, caso o candidato seja eleito no próximo dia 28 de outubro. A ideia, explicou ele, é incentivar com medidas que não tenham impacto fiscal setores com intensiva mão de obra, como a construção civil.
Nos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram criados 13,4 milhões de empregos formais no País. No primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, a criação de vagas com carteira assinada foi de 4,9 milhões. Entre 2015 e 2017, quando Dilma Rousseff e Michel Temer governaram, 2,8 milhões de empregos foram destruídos.
O núcleo econômico acelerou, nos últimos dias, os contatos com representantes das principais entidades do setor produtivo para a definição em conjunto de indicadores econômicos a serem perseguidos, como a meta para a geração de novas vagas de trabalho. Entre as metas que estão sendo definidas, estão indicadores relacionados ao Doing Business, ranking do Banco Mundial que analisa a cada ano as leis e regulações que facilitam ou dificultam as atividades das empresas em cada economia.
“Nós já estamos construindo um dashboard com todos os indicadores do que a sociedade espera de nós”, informou Costa, responsável pela área de emprego, produtividade e crédito. Dashboard são painéis que mostram métricas e indicadores importantes para alcançar objetivos e as metas traçadas.
Prosperidade
Segundo Costa, a proposta é “construir” com o setor produtivo a Agenda de Prosperidade, como está sendo chamado o plano de medidas para o crescimento do País, boa parte delas voltadas para o aumento da produtividade.
Costa explicou que são pontos em comum para o aumento da competitividade e redução do custo Brasil. “É uma grande aliança para o desenvolvimento”, disse ele, que defende uma reforma tributária que desonere a produção. “Pagar impostos, por exemplo Estamos péssimos nisso”, criticou.
Para Costa, o Estado brasileiro hoje cobra o máximo da sociedade e entrega o mínimo no que deveria fazer nas áreas de saúde, educação, segurança e moradia. “Há uma grande dicotomia do Estado que cobra regulamentação demais e obrigações acessórias demais e sufoca o setor produtivo”, disse Costa, que foi diretor do BNDES.
Para a definição desses indicadores, o grupo já conversou com dirigentes da Abdib (Infraestrutura), Fiesp (indústria paulista), Abinee (elétrica e eletrônica), Abiquim (química) e outras que ainda estão sendo marcadas. Ele classificou como uma “vergonha que o Brasil tenha indicadores piores do que de países da África Subsaariana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Brasil
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (16) que todas as denúncias feitas por cidadãos nas seções eleitorais sobre irregularidades no processo de votação serão registradas em tempo real e disponibilizadas on-line para acompanhamento da apuração do caso.
Jungmann e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinaram nesta terça-feira (16) um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias sobre fraude nas urnas.
Nesses casos, os mesários e presidentes de seção deverão fazer o registro das denúncias e enviá-las em tempo real ao sistema da Justiça Eleitoral, por meio de uma funcionalidade acrescentada ao aplicativo Pardal, que já se encontra disponível.
“A grande vantagem aqui é que toda e qualquer denúncia estará registrada e colocada em rede aberta, e vocês vão poder conferir o se, o quando e o como, e qual o resultado daquela apuração. Essa é amaneira mais transparente que você pode dar a qualquer tipo de problema que seja verificado por qualquer eleitor ou eleitora”, disse Jungmann após assinar o termo, no TSE.
Segundo o ministro, o objetivo é desencorajar que denúncias sejam feitas após o eleitor deixar a seção eleitoral. Desse modo, acredita o ministro, ficaria mais fácil separar situações verdadeiras de boatos que tenham como objetivo somente abalar a credibilidade da urna eletrônica. Ainda de acordo com Jungmann, reclamações posteriores necessitariam assim apresentar também uma justificativa para não terem sido feitas na hora da votação.
“Acredito que qualquer denúncia que venha a ser feita, deve ser devidamente investigada e apurada. Agora, não entendo por que se você tem a mesa ali, o mesário está ali, o presidente [da seção] está ali, ele tem um aplicativo, tem a determinação de fazê-lo [registrar a denúncia], por que fazer depois? No mínimo uma justificativa tem que ser dada a esse respeito”, defendeu o ministro.
Jungmann informou que espera receber até o fim de semana um relatório da Polícia Federal (PF) com o resultado das investigações sobre todas as irregularidades em urnas eletrônicas relatadas no primeiro turno das eleições. Ele disse que “quem usa fake news para tirar a credibilidade ou para deturpar ou causar comoção, aí de fato não tem jeito, tem que ser punido”.
Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (16) no Diário Oficial da Uniãoincorpora o medicamento Sofosbuvir em associação ao Velpatasvir para o tratamento da hepatite Crônica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o texto, o prazo máximo para efetivar a oferta na rede pública é de 180 dias. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre o medicamento está disponível no site.
A Conitec informou, por meio de nota, que a associação entre o Sofosbuvir (400 mg) e o Velpatasvir (100 mg) será utilizada de acordo com o protocolo clínico para o tratamento da doença e apresenta uma posologia bastante favorável e cômoda ao paciente (um comprimido ao dia).
“Além disso, a medicação trata todos os genótipos do vírus da hepatite C e, dependendo da condição clínica dos pacientes, o tratamento pode durar 12 semanas com alta eficácia e segurança”, destacou a comissão.
Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 80% das pessoas que contraem o vírus da hepatite C vão desenvolver a forma crônica da doença.
A infecção é, geralmente, acompanhada por sintomas inespecíficos – as primeiras manifestações clínicas características aparecem já nas fases mais adiantadas da doença.
O apresentador e radialista Gil Gomes morreu nesta terça-feira, 16, aos 78 anos. Ele passou mal na segunda-feira, 15, e foi levado ao Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi divulgada, tampouco informações sobre velório. O radialista sofria com mal de Parkinson desde 2005.
Gil Gomes iniciou sua carreira na extinta Rádio Marconi, na década de 1960. Os gestos, a voz e o visual do jornalista foram características que o marcaram como o repórter policial do jornal diário “Aqui Agora”, exibido pelo SBT entre 1991 e 1997.
“Sempre gostei de roupas de cores fortes e estampadas por causa da alegria que elas passam”, comentou Gomes em 2011.
Em entrevista em 2011 ao jornal O Estado de S> Paulo, Gil Gomes rememorou com saudosismo os tempos de televisão, em que diz ter trabalhado com “a seleção brasileira de repórteres”. Da equipe do programa, destacam-se os jornalistas César Tralli e Sônia Abrão. “Quando eu falei do PCC pela primeira vez, chamaram de jornalismo lixo. O que eu falava naquela época está acontecendo agora”, disse.