Eu sou a Constituição, diz Bolsonaro ao defender democracia um dia após ato pró-golpe militar

Após ser alvo de fortes críticas por sua participação em um ato que defendia uma nova intervenção militar no país, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (20) que é contra o fim da democracia. “No que depender do presidente Jair Bolsonaro, democracia e liberdade acima de tudo”, afirmou a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada pela manhã.
“O pessoal geralmente conspira para chegar ao poder. Eu já estou no poder. Eu já sou o presidente da República”, disse Bolsonaro, que, em outro momento, afirmou: “Eu sou, realmente, a Constituição”.
Bolsonaro se mostrou bastante incomodado com as críticas que recebeu por participar de ato de apoiadores pró-intervenção militar, com faixas e gritos com pedidos de intervenção militar, gritos contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e pressão pelo fim do isolamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) contra a pandemia.
Neste domingo, em cima da caçamba de uma caminhonete, diante do quartel-general do Exército e se dirigindo a uma aglomeração de apoiadores pró-intervenção militar no Brasil, Bolsonaro afirmou neste domingo que “acabou a época da patifaria” e gritou palavras de ordem como “agora é o povo no poder” e “não queremos negociar nada”.
“Nós não queremos negociar nada. Nós queremos ação pelo Brasil”, declarou o presidente, que participou pelo segundo dia seguido de manifestação em Brasília, provocando aglomerações em meio à pandemia do coronavírus. “Chega da velha política. Agora é Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.”
Já nesta segunda-feira, o presidente procurou mudar o tom. “Peguem o meu discurso. Não falei nada contra qualquer outro Poder. Muito pelo contrário. Queremos voltar ao trabalho, o povo quer isso. Estavam lá saudando o Exército brasileiro. É isso, mais nada. Fora isso é invencionice, tentativa de incendiar a nação que ainda está dentro da normalidade”, disse Bolsonaro nesta manhã.
Além de defender o governo e clamar por intervenção militar e um novo AI-5 -o mais radical ato institucional da ditadura militar (1964-1985), que abriu caminho para o recrudescimento da repressão- os manifestantes aglomerados em frente ao quartel-general do Exército defenderam o fechamento do STF e miraram em Maia.
Segundo o presidente, a pauta do ato que teve sua participação era apenas “povo na rua, dia do Exército e volta ao trabalho”. Confrontado com o fato de que os manifestantes também pediam a volta do AI-5, afirmou que “pedem desde 1968”.
“Todo e qualquer movimento tem infiltrados, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeitem a liberdade de expressão”, afirmou.
O presidente chegou a dar um pito em um apoiador que pediu que ele fechasse o Supremo. “Esquece esta conversa de fechar. Aqui não tem fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia. Aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é a minha casa e a tua casa, então peço que, por favor, não se fale isso aqui”, afirmou. “Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”, completou.
Apesar do discurso pró-democracia, o presidente voltou a atacar a imprensa e governadores que tomaram medidas de restrição de circulação das pessoas para evitar a disseminação do coronavírus.
Logo após falar com apoiadores, Bolsonaro dirigiu-se aos jornalistas dizendo que não responderia perguntas. “Quem vai falar sou eu. Quem não quiser me ouvir está dispensado.” Depois, por mais de uma vez, criticou os jornais Folha de S.Paulo e Estado de S. Paulo que, ao reportarem o mesmo ato de domingo, tiveram manchetes semelhantes.
“Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, a mesma manchete. Combinados. ‘Não queremos negociar’, vírgula, e depois não fala nada do que eu falei? Tentando levar a opinião pública para o lado de que eu quero o retrocesso? O pessoal geralmente conspira para chegar ao poder. Eu já estou no poder. Eu já sou o presidente da República”, disse Bolsonaro, que, em outro momento, afirmou: “Eu sou, realmente, a Constituição”.
“Estou conspirando contra quem, meu Deus do céu? Falta um pouco de inteligência para aqueles que me acusam de ser ditatorial. O que tomei de providência contra a imprensa? Contra a liberdade de expressão? Eu inclusive sou contra as prisões administrativas que estão ocorrendo pelo Brasil”, disse o presidente.
Bolsonaro também reagiu rispidamente quando questionado por um repórter do jornal O Globo sobre qual era o propósito do evento.
“Você é da Folha, não quero responder para a Folha”, respondeu Bolsonaro. Ao ser informado que o jornalista era de outro veículo, quis saber qual era a empresa de comunicação e, mais uma vez, se recusou a responder. “Qual o teu jornal? Não quero papo com O Globo também. A Globo nem devia estar aqui”, disse.
O presidente também criticou “alguns governadores” por causa das medidas de distanciamento social. “Espero que esta seja a última semana desta quarentena, desta maneira de combater o vírus com todo mundo em casa”, afirmou.
Bolsonaro também afirmou, sem dar nomes, que foi abordado por um de seus ministros para que editasse norma a favor do isolamento, mas recusou. “Há algum tempo atrás, algum ministro meu queria que eu colaborasse num decreto ou numa portaria para multar quem está na rua. Falei não. Não. Quem vai na rua está atrás de emprego, um ganha pão”, disse.
Declarando que não estava ameaçando ninguém, afirmou que demitiria qualquer ministro que fosse contrário às suas promessas durante a eleição.
“O meu time não trabalha de madrugada, trabalha à luz do dia. Todas pessoas escolhidas com critérios. Alguns que, por ventura, desviam dos critérios, a caneta vai funcionar. Para isso que sou presidente, para decidir. Se tiver que demitir qualquer ministro, demito. Não estou ameaçando. Longe de ameaça. Não tem ameaça da minha parte. Agora, se desviar daquilo que prometi durante a pré-campanha, lamentavelmente está no governo errado, vá para o outro barco, vá tentar em 2022.”
A fala de Bolsonaro e sua participação no ato de domingo em Brasília, no Dia do Exército, provocou outras fortes reações no mundo jurídico e político.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), repudiou neste domingo (19) a manifestação em apoio a uma intervenção militar no Brasil com a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Por meio de uma rede social, o deputado disse ser uma “crueldade imperdoável” pregar uma ruptura democrática em meio às mortes da pandemia da covid-19.
“O mundo inteiro está unido contra o coronavírus. No Brasil, temos de lutar contra o corona e o vírus do autoritarismo. É mais trabalhoso, mas venceremos”, escreveu Maia. “Em nome da Câmara dos Deputados, repudio todo e qualquer ato que defenda a ditadura, atentando contra a Constituição.”
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse ser “lamentável” que o presidente “apoie um ato antidemocrático, que afronta a democracia e exalta o AI-5”. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também chamou de “lamentável” a participação de Bolsonaro. “É hora de união ao redor da Constituição contra toda ameaça à democracia.”
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou que “democracia não é o que presidente Bolsonaro pratica”.
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, disse à Folha de S.Paulo que “só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve”. Gilmar Mendes, também do STF, disse que “invocar o AI-5 e a volta da ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática”.
O presidente Nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, disse que “a sorte da democracia brasileira está lançada” e que está é a “hora dos democratas se unirem, superando dificuldades e divergências, em nome do bem maior chamado liberdade”.

DANIEL CARVALHO – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) –

Rio Claro registra o quinto óbito por coronavírus

O município de Rio Claro registrou no domingo (19) o quinto óbito causado pelo novo coronavírus (Covid-19). A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (20) pela Secretaria Municipal de Saúde. A vítima é um homem adulto. Essa é a primeira morte de pessoa com menos de 60 anos decorrente da doença. Os outros quatro óbitos registrados em Rio Claro eram de pessoas idosas. O município ainda tem dois óbitos suspeitos em investigação.

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“Infelizmente essa é uma notícia que não gostaríamos de dar. É importante que todos se cuidem porque o vírus não escolhe idade”, alerta o prefeito João Teixeira Junior. “Cada um deve fazer a sua parte no combate ao coronavírus”, acrescenta Juninho orientando a população a manter o isolamento social e seguir as orientações das autoridades de saúde.

Desde o início da pandemia, Rio Claro registrou 104 notificações de casos suspeitos de infecção por coronavírus. Desses, 53 foram descartados e 38 ainda estão em investigação aguardando resultados de exames. O município tem 13 casos positivos de Covid-19 e sete que foram detectados por testes rápidos e precisam de confirmação de laboratório, totalizando 20 casos.

Dos 38 casos suspeitos, 18 estão internados sendo dez na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Estamos num quadro desfavorável e a colaboração da população é fundamental para que o número de casos permaneça sob controle e não crie um colapso no sistema de saúde”, observa o secretário municipal de Saúde, Maurício Monteiro.

Mortes por coronavírus em SP crescem seis vezes em abril

Os óbitos pelo novo coronavírus já cresceram seis vezes no Estado de São Paulo neste mês. Nessa segunda-feira (20) havia um total de 1.037 mortes relacionadas à COVID-19, contra 164 em 1º de abril. No início do mês, apenas dezesseis municípios tinham pelo menos uma vítima fatal da doença, saltando para 95 cidades em vinte dias.

Houve ainda aumento de, aproximadamente, cinco vezes no número de infectados. São 14.580 casos confirmados da doença, até o momento. No primeiro dia de abril, eram 2.981 casos. Também segundo Balanço da Secretaria de Estado da Saúde havia nessa segunda-feira 6.032 pacientes, suspeitos e confirmados, internados em UTI e enfermarias de hospitais do Estado.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais, estão 614 homens e 423 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 78,2% das mortes.

Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (272 do total), seguida por 60-69 anos (231) e 80-99 (221). Também faleceram 87 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (120 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (60), 30 a 39 (35), 20 a 29 (8) e 10 a 19 (3).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (61,8% dos óbitos), diabetes mellitus (42,9%), pneumopatia (14,5%), doença neurológica (11,9%) e doença renal (10,7%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e doença hepática.

Esses fatores de risco foram identificados em 876 pessoas que faleceram por COVID-19 (84,4% do total), sendo que 712 delas eram idosas. Nas outras 161 vítimas, os serviços notificantes não informaram fatores de risco. Entre elas, 99 tinham mais de 60 anos; 45 estavam na faixa de 40 a 59 anos e outras 17 tinham entre 20 e 39 anos.

A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/.

Ação contra Covid-19 na Unesp de RC vai de realização de exames a ajuda para carentes

Em entrevista à rádio Excelsior/Jovem Pan News, o professor José Roberto Gnecco, coordenador do Grupo Executivo Anti-Covid-19 explica as quatro frentes de trabalho da Universidade Estadual Paulista-Unesp. Além de emprestar equipamentos para que o Instituto Adolfo Lutz comece a fazer os exames de coronavírus aqui no município, a universidade também vai produzir álcool em gel e equipamentos de segurança, propor parcerias para manter a renda de autônomos e recolher doações para as famílias carentes.

Golpes na internet cresceram nas últimas semanas

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou dicas para que as pessoas se protejam e evitem golpes pela internet que podem gerar prejuízos materiais. Com o crescimento das transações digitais em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), vêm aumentando também as tentativas de invasão e acesso indevido aos dispositivos de cidadãos visando obter alguma vantagem indevida.  

Há golpes novos que vêm ocorrendo mais fortemente. Em um deles, bandidos entram em contato com clientes, se passando por funcionários do banco, afirmando que houve transações suspeitas. Isso pode ocorrer para obter dados pessoais do correntista. Um outro tipo de golpe envolve o envio de um “motoboy” à casa do cliente para recolher o cartão e, supostamente, verificar problemas.

Uma das estratégias usadas por golpistas, durante a pandemia, é a criação de aplicativos para simular apps de governos e autoridades, como o da Caixa para pagamento do auxílio emergencial. Utilizando esses programas falsos, o bandidos conseguem informações que permitem realizar compras ou transações.

Segundo a Febraban, bandidos também estão intensificando táticas já utilizadas, como esquemas para obter dados das pessoas que viabilizem realizar transações ou clonagem de contas para requisitar valores se passando pela pessoa.

A Febraban explica que os bancos não enviam links com pedidos de atualização de dados por mensagem (SMS), Whatsapp ou e-mail. As instituições financeiras também não entram em contato por telefone para pedir cadastro, realizar transferência, fazer testes ou atualizar e sincronizar tokens.

O acesso a sites de bancos ou de benefícios como o auxílio emergencial deve ser feito com digitação dos endereços dos sites oficiais, não entrando por meio de links. Os aplicativos devem ser baixados nas lojas oficiais (como Play Store para Android ou App Store para os smartphones da Apple).

A Febraban reitera cuidados importantes para evitar problemas:

– Manter antivírus atualizado;
– Não instalar pen drives desconhecidos, pois podem ter vírus;
– Configurar senhas fortes no wi-fi pessoal;
– Alterar senhas se identificar algum comportamento suspeito;
– Criar usuários caso utilize um computador compartilhado.

Morre, aos 48 anos, o comerciante Glaucio Bueno

Faleceu no domingo (19), aos 48 anos, Glaucio Manuel de Oliveira Bueno, comerciante muito conhecido na cidade de Rio Claro, proprietário da empresa Pastelig.

O sepultamento acontece às 10h30, no Memorial Parque das Palmeiras, em Rio Claro, nesta segunda-feira (20). Não haverá velório.

Glaucio deixa a viúva Maria Regina Mathias de Lima de Oliveira Bueno, a mãe Teresa de Lurdes Curtolo de Oliveira Bueno, a irmã Rita e o filho Lucas.

Droga citada por Pontes é testada em quatro países

ESTÊVÃO GAMBA E SABINE RIGHETTI / FOLHAPRESS

Anunciados com efusividade pelo ministro da Ciência, Marcos Pontes, na última quarta (15), os testes com humanos de uma droga de baixo custo contra a Covid-19 que teve resultados promissores em células já estão em andamento em pelo menos três países -em um deles, em fase avançada.
A nitazoxanida foi mapeada por meio de inteligência artificial e de biologia computacional em meio a 2.000 fármacos pelo CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) e testada em células isoladas no Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), um dos poucos da região com nível de segurança necessário para manipular vírus.
Agora, segundo o ministro, 500 pacientes em sete hospitais (cinco hospitais militares no Rio, um em São Paulo e um em Brasília) participarão dos experimentos com a droga.
Testes com humanos da nitazoxanida para Covid-19 já foram registrados neste mês no Egito, no México e nos EUA na base internacional Clinical Trials, que reúne informações sobre experimentos de medicamentos com pacientes no mundo todo. Até sábado (18), havia registro de dois testes diferentes de nitazoxanida para Covid-19 com humanos no Egito. Os demais países informaram uma pesquisa cada.
No México e no Egito, os testes têm sido feitos de maneira combinada com outras drogas, como a própria cloroquina e a hidroxicloroquina. O México está na última etapa desses experimentos (a “fase 4”, na qual os ensaios coletam informações adicionais sobre a segurança, eficácia ou uso ideal de um medicamento).
Já nos EUA, as pesquisas devem começar no dia 30. Lá, como no Brasil, a nitazoxanida será pesquisada com placebo -ou seja, um grupo de pacientes recebe a droga e, outro, uma pílula sem a medicação.
Testar drogas disponíveis no mercado para novas doenças é prática comum. Para se ter ideia, há, na Clinical Trials, registro de cerca de 600 estudos e mais de 150 drogas comerciais pesquisadas em humanos para a Covid-19.
Esse é o caso da cloroquina. Usada para doenças como a malária, a droga é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro apesar de poucas evidências científicas, até agora, de que funcione para a Covid-19.
Mesmo no caso de fármacos que já estão no mercado, os testes para novas doenças começam em células isoladas para, depois, avançar para humanos. No caso da nitazoxanida os resultados iniciais da pesquisa mostraram uma redução de 93,4% da carga viral em células infectadas.
Por causa da alta porcentagem, o ministro disse ter boas perspectivas de resultados positivos dessa pesquisa. É o tipo de afirmação evitada pela comunidade acadêmica, pois só 7% dos testes que funcionam em células isoladas, como é o caso dessa pesquisa, têm bons resultados em pessoas. Na prática, a quantidade de droga necessária para matar um vírus em um humano pode ser bem mais tóxica do que em testes em laboratório.
No Brasil, as pesquisas de fármacos com humanos precisam de autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde. Até sábado (18) constavam na Conep pelo menos três deliberações de testes da nitazoxanida para Covid-19 com pacientes desde terça (14). São duas no Rio (UFRJ e Hospital Naval Marcílio Dias) e uma no Hospital Vera Cruz, em Campinas.
Essa última pesquisa também já entrou na base internacional Clinical Trials. Tem colaboração do laboratório Farmoquímica, que fabrica a nitazoxanida (nome comercial Annita). A empresa afirmou, em nota no seu site, que estudos clínicos com pacientes de Covid-19 “não têm nenhuma relação com iniciativas de órgãos públicos ou privados”. A conclusão dessa pesquisa com 50 pacientes de Covid-19 está prevista para 30 de junho.
A entrevista coletiva de Marcos Pontes foi feita na semana seguinte a uma visita oficial dele ao CNPEM. Consta, na agenda do ministro, uma reunião no centro nacional em 6 de abril com início às 9h30. No mesmo dia, de volta a Brasília, Pontes se encontrou com Bolsonaro no Palácio do Planalto.
No anúncio de Pontes, o nome nitazoxanida não foi divulgado sob a justificativa de evitar corrida às farmácias, como ocorreu com a cloroquina. Poucas horas após a declaração do ministro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma norma proibindo a venda desse medicamento sem receita médica especial.

Queda de balão mobiliza bombeiros no Santa Cruz

A queda de um balão no início da noite deste domingo (19) mobilizou a equipe do Corpo de Bombeiros de Rio Claro no bairro Santa Cruz. O artefato caiu sobre um comércio localizado na Avenida 12.

A rápida ação dos bombeiros impediu que algo grave ocorresse. No momento em que as autoridades chegaram o balão continha algumas chamas que foram contidas e apagadas.

O trabalho foi comandado pelo Sargento Junior e a via pública precisou ser interditada momentaneamente. Após o fim do serviço, o trânsito foi liberado.

Vale lembrar que a prática de soltura de balões artesanais é proibida e configura crime. A legislação brasileira proíbe a fabricação, venda, transporte e a soltura de balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais vegetações, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano.

A pena para esse crime é de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente, conforme a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) e o Decreto 3.179/99, que a regulamentou. Incorre ainda na mesma pena quem, de alguma forma, concorre para a prática do crime ou deixa de impedir ou evitá-la.

Estado de SP ultrapassa mil mortes por coronavírus; quase 79% é de idosos

O Estado de São Paulo ultrapassou a marca de mil óbitos pelo novo coronaívus, após 32 dias da primeira confirmação de morte pela doença no país. Neste domingo (19), SP acumula 1.015 vítimas fatais da COVID-19.

Houve pelo menos um óbito em 93 cidades, com prevalência na Grande São Paulo. A Capital contabiliza 700 vítimas, seguida por Guarulhos (28), Osasco (27), São Bernardo do Campo (20) e Santo André (12). Fora da Região Metropolitana, o município que registra o maior número de mortes é Santos, com 19.

Hoje, são 5,6 mil pessoas em hospitais em virtude da doença (confirmados e suspeitos), sendo 3.279 em leitos de enfermaria e 2.345 em leitos de UTI.

O número de casos confirmados da doença chega a 14.267, distribuídos em 228 cidades do Estado. As mesmas seis cidades citadas acimas também detêm os maiores números de casos, com mais de 200 pessoas infectadas. São 9.668 em São Paulo; 308 em Guarulhos; 297 em São Bernardo; 293 em Santos; 269 em Osasco; e 247 em Santo André.

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Entre as vítimas fatais, estão 599 homens e 416 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 78,7% das mortes.

Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (269 do total), seguida por 60-69 anos (225) e 80-99 (218). Também faleceram 87 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (114 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (58), 30 a 39 (33), 20 a 29 (8) e 10 a 19 (3).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (62,9% dos óbitos), diabetes mellitus (42,8%), pneumopatia (14,7%), doença neurológica (12,1%) e doença renal (10,7%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e doença hepática.

Esses fatores de risco foram identificados em 860 pessoas que faleceram por COVID-19 (84,7% do total), sendo que 703 delas eram idosas. Nas outras 155 vítimas, os serviços notificantes não informaram fatores de risco. Entre elas, 96 tinham mais de 60 anos; 42 estavam na faixa de 40 a 69 anos e outras 17 tinham entre 20 e 39 anos.

Embora a mortalidade seja maior entre idosos, são as pessoas com menos de 60 anos respondem pelo maior número de casos confirmados da doença. A principal faixa é de 30 a 39 anos, com 3.795 do total de casos, seguida por 40 a 49 (3.173) e 50 a 59 (2.209).

Entre jovens de 20 a 29 são 1.711 casos, seguidos por idosos de 60 a 69, com 1.452; 933 na faixa de 70 a 79; 571 entre 80 e 89; 182 com mais de 90; 113 de 10 a 19 anos. Também foram infectadas 70 crianças com menos de dez anos. Em 58 casos, os serviços notificantes não informaram a idade da pessoa.

A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/.

VÍDEO: Acirc fala em flexibilizar abertura do comércio de Rio Claro

A Associação Comercial e Industrial de Rio Claro (Acirc) apresentou nessa sexta-feira (17) uma proposta para a Secretaria Municipal de Governo e Desenvolvimento, do titular Ricardo Gobbi, para propor a criação de um novo Comitê de Gerenciamento de Crise Econômica na cidade. A finalidade é tornar-se um apoio aos agentes de governança no sentido de iniciar a flexibilização da abertura responsável do comercio local, a partir do dia 23 de abril.

A iniciativa, segundo o gerente Clóvis Delboni, surge em meio à crise da pandemia do coronavírus e a necessidade de se discutir medidas de enfrentamento às perdas econômicas. “A roda da economia local deixou de girar. O tradicional comércio de rua fechou suas portas. Entretanto os custos operacionais continuam a existir e a ser cobrado pelos credores. A Acirc respeita os decretos de quarentena, entretanto não podemos deixar de ouvir os empresários a relatar suas dores”, comenta. Caso seja aprovada a proposta, o Comitê de Gerenciamento poderá ser formado pelas entidades empresariais, empresários, sociedade civil, o Poder Legislativo e o Poder Executivo.

A ideia ganhou apoio do vereador Thiago Yamamoto (PSD), que havia procurado a entidade para se debater o mesmo assunto. O parlamentar articulou a entrega de um ofício ao Poder Executivo solicitando atenção à demanda da Acirc. Yamamoto comenta que tal atitude “vem de encontro com a necessidade de olhar para a sociedade de maneira mais ampla buscando ao mesmo tempo cuidar da saúde física e financeira da população de Rio Claro”.

Jornal Cidade RC
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