Ana Maria Braga afasta rumores de suposta briga com Louro José e Fátima Bernardes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A apresentadora Ana Maria Braga, 71, disse nesta segunda-feira (17) estar feliz com sua participação no Encontro e que sua relação com Louro José, com quem está há 21 anos, continua firme e forte.

“Amo você, amo seu trabalho. Há cinco meses estamos convivendo nessa pandemia e já aconteceu um monte de coisa”, afirmou Ana Maria à Fátima Bernardes, que em resposta disse ter ficado com o “coração quentinho” com a declaração.

Ela também aproveitou o momento para anunciar um novo quadro em sua participação no Encontro. Agora, Louro José recebe “confissões” dos telespectadores sobre o que sentem neste período de isolamento social. “Acho que vai bombar Lourinho”, comentou Ana Maria, que também afirmou considerar o personagem como um filho.

Ana Maria Braga perguntou à Fátima Bernardes sobre o que a apresentadora do Encontro mais sentia falta e ela, por sua vez, não hesitou: “Não aguento mais ficar longe de todo mundo, de não conseguir abraçar, beijar. Estou cansada disso. Cansada de ver a minha equipe há quatro meses com essas roupas brancas, sem poder saber direito quem está atrás das máscaras. É um desgante emocional”, afirmou.

Já a veterana das telinhas, Ana Maria, confessou que não podia reclamar já que estava aproveitando o período para descansar e se cuidar. “Consigo ver os meus netos de longe mas estou ótima, tendo um tempo pra mim na minha casa em São Paulo. Não tem como agradecer com as mortes, mas eu tenho uma dádiva de Deus de poder estar muito bem nessa quarentena, então só tenho a agradecer.”

Desde que a programação da Globo foi alternada em março por conta da pandemia do coronavírus, os programas de Ana Maria Braga, Mais Você, e o Encontro de Fátima Bernardes, passaram por reformulações. No final de abril a emissora decidiu trazer de volta à grade de televisão um pouco de entretenimento, e o “Mais Você”, ficou de fora de espaço exclusivo.

Na última quinta-feira (13), a jornalista Fabíola Reipert do quatro “A Hora da Venenosa” do programa Balanço Geral (Record), afirmou que a parceria entre Ana Maria e o Louro José estaria com os dias contados, já que a apresentadora estaria se recusando a voltar para o Rio de Janeiro, onde o Mais Você é gravado.

Criança que engravidou após ser estuprada no ES passa bem depois de aborto legal

JOÃO VALADARES E DHIEGO MAIA – RECIFE, PE, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A menina capixaba de dez anos que engravidou após ter sido estuprada de forma recorrente no Espírito Santo está fora de perigo após realizar legalmente um aborto. O quadro de saúde dela é bom após o procedimento médico para interromper a gestação.

A lei brasileira prevê o direito ao aborto quando a gestação decorre de estupro e quando há risco de morte para a mãe – o episódio atual se insere em ambos os casos – , além de nos casos de anencefalia do feto.

O procedimento de aborto foi iniciado no domingo (16) em uma maternidade pública do Recife sob protestos de grupos católicos e evangélicos, liderados por parlamentares conservadores. Nesta segunda (17), a menina apresentou contrações. Ainda é preciso fazer a curetagem na criança.

“Ela está bem. Pela manhã, começou a apresentar contrações uterinas e esperamos encerrar todo o processo hoje”, informou o médico Olímpio Moraes, diretor-médico da unidade de saúde onde a menina está internada.

Ainda não há informações precisas sobre quando a menina irá receber alta médica para retornar ao Espírito Santo. O procedimento ocorreu no Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), hospital referência no atendimento à saúde da mulher.

Ela precisou sair de seu estado porque o hospital procurado pela família em Vitória se negou a fazer o procedimento legal com urgência.

A violência contra a menina de São Mateus, cidade a 218 km de Vitória, ganhou repercussão nacional. Ela foi abusada sexualmente ao longo de quatro anos pelo marido de uma tia. O homem, de 33 anos, foi indiciado pelos crimes de ameaça e estupro de vulnerável e está foragido desde que o caso veio à tona.

A viagem, realizada em um avião comercial, deveria ter ocorrido de forma sigilosa, mas foi divulgada nas redes sociais de conservadores.

A ativista extremista Sara Giromini, conhecida nas redes como Sara Winter, chegou a publicar o nome da vítima, contrariando o que preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A Justiça do Espírito Santo determinou o apagamento de posts que identifiquem a criança direta ou indiretamente, como mostrou a coluna o jornal Folha de S.Paulo.

Em Recife, grupos cristãos foram para a porta da maternidade na tarde de ontem para protestar contra a realização do aborto legal.

Liderados pelos parlamentares Joel da Harpa (PP), Clarisa Tércio (PSC) e Cleiton Collins (PP), os ativistas cristãos fizeram rodas de oração, e médicos do hospital foram chamados de “assassinos”. Feministas também estiveram no local para defender o direito à realização do procedimento legal. O tumulto só terminou por volta das 20h30 de domingo.

A reportagem apurou que a menina esteve no Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo após o juiz Antonio Moreira Fernandes, da Vara da Infância e da Juventude de São Mateus, conceder o direito ao aborto na última sexta-feira (14).

No seu despacho, o magistrado reproduziu o desespero da criança quando era atendida por uma assistente social. Ao ser informada pela profissional que estava grávida, a menina “entra em profundo sofrimento, grita, chora e afirma não querer levar a gravidez adiante”, escreve o juiz.

Fernandes disse que respeitou a vontade da menina amparado também por manifestação em favor do direito ao aborto defendida pelo Ministério Público do Espírito Santo.

No hospital escolhido, a menina passou por exames. A equipe médica constatou que ela estava com 22 semanas e quatro dias de gestação -ou seja, uma gestação avançada dentro das 40 semanas de prazo total, mas sem impedimento clínico nem legal no caso de uma vítima de estupro com risco de morte.

O hospital não iniciou os procedimentos para a indução do aborto e pediu que a criança retornasse nesta semana para uma nova reavaliação, mas ela desenvolveu diabetes gestacional e corria risco de morrer. O atraso do procedimento, neste caso, agrava a situação. Se seguisse grávida, a criança poderia desenvolver outras complicações clínicas, como pressão alta e fissuras no útero, que reduziam suas chances de sobreviver.

O Hucam foi questionado pela reportagem sobre a postergação do atendimento dado à criança, mas o hospital não se manifestou. A unidade também deve ser questionada na Justiça, porque é suspeita de vazar informações do prontuário médico da criança.

A Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) abriu investigação para apurar se a Justiça do Espírito Santo resguardou os direitos da criança durante a condução do processo.

Especialistas em direito afirmam que não há um período limite para se fazer um aborto autorizado pela Justiça, sobretudo quando a gestante corre risco de morrer.

“O que vemos no caso dessa menina é que o hospital pode ter optado por uma prática comum de violência, que é a postergação da gravidez para conseguir salvar o feto. Não se pensou na menina”, disse a advogada Sandra Lia Bazzo Barwinski.

Barwinski coordena no Brasil o Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, entidade que vem denunciando em todo o mundo esse tipo de prática clínica. “Gravidez e maternidade forçadas se equivalem à tortura”, diz a especialista.

Quando procurou pela primeira vez um hospital ainda em São Mateus, no dia 7 deste mês, a menina estava com 21 semanas de gestação, diz Barwinski. “Esse caso começou errado desde o início. A menina deveria ter sido atendida lá mesmo em São Mateus. Qualquer ginecologista e obstetra estão preparados para fazer esse tipo de procedimento.”

Mas a menina, assim que foi liberada do hospital, seguiu para um abrigo de crianças vulneráveis em Vitória.

Segundo a ginecologista Helena Paro, professora da Faculdade de Medicina da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), a literatura médica já mostrou que a indução do aborto na idade gestacional em que a menina se encontra é quatro vezes mais segura do que o parto vaginal.

Antes da violência sexual à que foi submetida, a menina já tinha sofrido a morte precoce da mãe e ausência do pai, que está preso.

Família pede ajuda após ter casa atingida por incêndio em Ipeúna

Uma residência de Ipeúna foi atingida por chamas na manhã desta segunda-feira (17). Cinco moradores da casa estavam no local no momento do incêndio e foram encaminhados para atendimento médico. Ainda não há muitos detalhes sobre o estado de saúde da família, mas segundo relatos, eles passam bem.

Não foram revelados detalhes sobre a causa do incêndio, porém parentes dos moradores afirmar que o fogo destruiu boa parte dos bens da família, que agora pede ajuda da população.

Elisabete, irmã de uma das vítimas do incêndio, pede para quem puder e quiser ajudar a família de alguma forma entre em contato com ela através do número (19) 99805-1503.

“Era uma pessoa querida por todos”, diz família de vítima de Covid-19

“Uma mulher que respeitava e tinha amor pelo próximo”. É assim que a família define Maria Helena de Lavor Pinheiro, que morreu de Covid-19.

A dona de casa, que era devota de Nossa Senhora, ficou 14 dias hospitalizada em tratamento contra a doença, sendo oito na UTI, e morreu na última sexta-feira (14).

Casada com Rubens Pinheiro e mãe de Jeferson Luiz e Elinton Aparecido, dona Helena, como era carinhosamente conhecida, deixa um legado de fé e humildade.

Caixa credita hoje auxílio para mais de 4 milhões de pessoas

Agência Brasil

A Caixa credita hoje (14) o auxílio emergencial para 4,097 milhões de beneficiários nascidos em setembro. São 4 milhões de pessoas nascidas em setembro que já tinham a programação de receber nesta data. Os demais, 97 mil, são os beneficiários nascidos em setembro que tiveram o pedido liberado no início deste mês. Eles tiveram o cadastro reavaliado pelo governo.blankblank

O auxílio, com parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras), foi criado para reduzir os efeitos da crise econômica causada pela pandemia de covid-19.

A Caixa tem disponibilizado o auxílio em uma poupança digital, acessível pelo aplicativo Caixa Tem. Pelo programa é possível fazer compras online em estabelecimentos autorizados e pagar boletos.

O saque em dinheiro do benefício, em uma agência do banco, é autorizado posteriormente, conforme calendário definido pelo governo, considerando o mês de nascimento do beneficiário. As transferências para outros bancos ou para contas na própria Caixa seguem o mesmo calendário de saque. Nesse caso, os recursos são transferidos automaticamente para as contas indicadas pelo beneficiário.

Ciclo 1

O crédito para os beneficiários nascidos em setembro faz parte do Ciclo 1 de pagamentos do auxílio emergencial. Os saques e transferências estarão liberados no dia 5 de setembro para os beneficiários que receberam o crédito na poupança social hoje.

No ciclo 1, o crédito na poupança social da Caixa está agendado para o período de 22 de julho a 26 de agosto, conforme o mês de nascimento. Os saques e transferências estão sendo feitos de 25 de julho a 17 de setembro.

Bolsa Família

Amanhã (18), inicia o pagamento do auxílio emergencial para público beneficiário do Bolsa Família com NIS final 1. O pagamento para esse público é feito conforme o calendário usual do programa Bolsa Família. Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS final 1. Na quarta-feira, será a vez daqueles com NIS final 2 e assim por diante, com exceção do final de semana quando não há pagamentos, até o dia 31 de agosto, quando será liberado pagamento para os beneficiários com NIS final 0. Serão 1,9 milhão de beneficiários por dia.

Começa hoje prazo para entrega da declaração de propriedade rural

Agência Brasil

A partir das 8h de hoje (17), os proprietários rurais de todo o país começam a enviar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2020. O prazo de entrega vai até as 23h59min59s de 30 de setembro.

A Receita Federal espera receber 5,9 milhões de declarações este ano, cerca de 104,5 mil a mais que as 5.795.480 enviadas em 2019. A declaração só pode ser preenchida por meio do programa gerador da declaração, que pode ser baixado na página do órgão na internet a partir desta segunda-feira.

Devem apresentar a declaração pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou que detenham qualquer título do imóvel rural. Apenas os contribuintes imunes ou isentos estão dispensados de entregar o documento. O produtor que perdeu ou transferiu a posse ou o direito de propriedade da terra desde 1º de janeiro também está obrigado a apresentar a declaração.

A DITR deve ser preenchida no computador, por meio do programa gerador. O documento pode ser transmitido pela internet ou entregue em pendrive (mídia removível acessível por porta USB) em qualquer unidade da Receita Federal. Quem perder o prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50. O contribuinte que identificar erros nas informações pode enviar uma declaração retificadora, antes de o Fisco iniciar o lançamento de ofício, sem interromper o pagamento do imposto apurado na declaração original.

O Imposto sobre Propriedade Territorial Rural pode ser pago em até quatro parcelas mensais, mas nenhuma quota pode ser inferior a R$ 50. O imposto inferior a R$ 100 deve ser pago à vista até 30 de setembro, último dia de entrega da declaração. O pagamento pode ser feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) em qualquer banco ou por transferência eletrônica de instituições financeiras autorizadas pela Receita.

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Menina que engravidou após estupro teve que sair do ES para fazer aborto legal

DHIEGO MAIA- (FOLHAPRESS) –

A menina capixaba de dez anos de idade que engravidou após ter sido estuprada e teve o aborto autorizado pela Justiça precisou sair de seu estado porque o hospital procurado por ela em Vitória se negou a fazer o procedimento legal com urgência.
Acompanhada da avó e de uma assistente social do governo capixaba, a garota saiu de Vitória neste domingo (16) e seguiu para um complexo hospitalar do Recife (PE), onde deve passar por exames para interromper a gestação indesejada.
A violência contra a menina de São Mateus, cidade a 200 km de Vitória, ganhou repercussão nacional. Ela foi abusada sexualmente por quatro anos pelo marido de uma tia. O homem, de 33 anos, foi indiciado pelos crimes de ameaça e estupro de vulnerável e está foragido desde que o caso veio à tona.
A viagem, realizada em um avião comercial, deveria ter ocorrido de forma sigilosa, mas foi divulgada nas redes sociais de conservadores. A bolsonarista Sara Winter chegou a divulgar o nome da vítima, contrariando o que preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A chegada da menina causou protestos pró e contra o aborto em frente ao hospital do Recife na tarde deste domingo. Médicos do hospital foram chamados de “assassinos”, e foi necessária intervenção da Polícia Militar para cessar o tumulto.
A reportagem apurou que a menina esteve no Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo após o juiz Antonio Moreira Fernandes, da Vara da Infância e da Juventude de São Matheus, conceder o direito ao aborto na última sexta-feira (14).
No seu despacho, o magistrado reproduziu o desespero da garota quando era atendida por uma assistente social. Ao ser informada pela profissional que estava grávida, a menina “entra em profundo sofrimento, grita, chora e afirma não querer levar a gravidez adiante”, escreve o juiz.
Fernandes disse que respeitou a vontade da menina amparado também por manifestação em favor do aborto defendida pelo Ministério Público do Espírito Santo.
No hospital escolhido, a menina passou por exames. A equipe médica detectou que a menina estava com 22 semanas e quatro dias de gestação -um período considerado avançado, mas sem nenhum impedimento clínico ou legal.
O hospital não iniciou os procedimentos para a indução do aborto e simplesmente pediu que a menina retornasse nesta semana para uma nova reavaliação, mas ela desenvolveu diabetes gestacional e corre risco de morrer. Se seguir grávida, ela pode contrair outras complicações clínicas, como pressão alta e fissuras no útero, que colocarão sua vida ainda mais em risco.
O Hucam foi questionado pela reportagem sobre a postergação do atendimento dado à criança, mas o hospital não se manifestou. A unidade também deve ser questionada na Justiça porque é suspeita de vazar informações do prontuário médico da menina.
A Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) também abriu investigação para apurar se a Justiça do Espírito Santos resguardou os direitos da criança durante a condução do processo.
Especialistas em direito afirmam que não há um período limite para se fazer um aborto autorizado pela Justiça.
No Brasil, a Justiça não pune três tipos de aborto: por estupro, quando o feto é anencéfalo (sem cérebro) e quando a mãe corre risco de morrer. O caso da menina se enquadra em dois desses fatores.
“O que vemos no caso dessa menina é que o hospital optou por uma prática comum de violência, que é a postergação da gravidez para conseguir salvar o feto. Não se pensou na menina”, diz a advogada Sandra Lia Bazzo Barwinski.
Barwinski coordena no Brasil o Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, entidade que vem denunciando em todo o mundo esse tipo de prática clínica. “Gravidez e maternidade forçadas se equivalem à tortura”, diz a especialista.
Quando procurou pela primeira vez um hospital ainda em São Mateus, no dia 7 deste mês, a menina estava com 21 semanas de gestação, diz Barwinski. “Esse caso começou errado desde o início. A menina deveria ter sido atendida lá mesmo em São Mateus. Qualquer ginecologista e obstetra estão preparados para fazer esse tipo de procedimento.”
Segundo a ginecologista Helena Paro, professora da Faculdade de Medicina da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), a literatura médica já mostrou que a indução do aborto na idade gestacional em que ela se encontra é quatro vezes mais segura do que o parto vaginal.
A menina começou os procedimentos de aborto neste domingo mesmo no Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), hospital referência no atendimento à saúde da mulher.
A reportagem não conseguiu apurar se o procedimento foi concluído. Segundo Paro, o aborto pode durar até 24h horas ou mais dependendo do estado clínico da paciente e dos efeitos da medicação utilizada.
Antes da violência sexual à que foi submetida, a menina já tinha sofrido a morte precoce da mãe e ausência do pai, que está preso.

Contraída por Camila Pitanga em SP, malária é confundida com dengue e Covid-19

 (FOLHAPRESS) – Após dez dias de febre e dores no corpo, a atriz Camila Pitanga, 43, temeu o esperado em uma pandemia: uma infecção pelo novo coronavírus.
Mas o exame para Covid-19 veio negativo e, seguindo orientações médicas, ela fez um teste diagnóstico, bem menos comum. A confirmação veio dias depois: ela e a filha, Antônia, 12, estavam com malária, doença contraída na Barra do Una, no litoral norte de São Paulo.
A atriz anunciou o resultado e disse que estava em tratamento com cloroquina, remédio que muito antes de entrar no debate da Covid-19 já era indicado para malária, lúpus e artrose, entre outras doenças.
Rapidamente Camila Pitanga tornou-se alvo de mensagens falsas nas redes sociais que diziam que o diagnóstico de malária era falso e escondia o uso do medicamento para tratamento da infecção por coronavírus. Ela refutou as acusações e divulgou exame negativo para Covid-19.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2018 foram notificados 193.838 casos de malária na região amazônica (99,7% do total do Brasil) e 735 no restante do país, dos quais pouco mais de um terço (34%) foram endêmicos, ou seja, contraídos localmente. Em 2019 foram 156.917 casos na região amazônica e 540 fora dela.
A região Sudeste concentrou quase metade das notificações fora da Amazônia. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, em 2020 foram notificados, até junho, apenas dois casos de malária no estado. Em todo o ano de 2019, foram 12 casos.
Diferentemente do mosquito Aedes, que transmite a dengue e é comum em centros urbanos, a espécie Anopheles, responsável pelo contágio da malária, é silvestre e muito mais comum em áreas próximas a vegetações naturais. O condomínio onde Camila Pitanga e sua filha pegaram a doença fica em uma área preservada de mata atlântica.
Algumas espécies não têm por hábito entrar nas casas, por isso o contato é feito quando a pessoa entra na mata. A transmissão pode ser direta (humano para humano) ou com um macaco como hospedeiro intermediário.Existem muitos estudos comprovando a participação de primatas na cadeia de transmissão na mata atlântica, embora eventualmente possa ter contágio de humano para humano.
A bióloga Silvia Maria di Santi, chefe do Laboratório de Malária da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) do Hospital das Clínicas da USP (a unidade de atendimento fica no quarto andar da av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155), ressalta, porém, que não são todas as espécies de primatas envolvidas e que esses animais também sofrem com doenças parasitárias e não devem ser vistos como os vilões.
A malária é uma doença causada por um parasito do sangue, um protozoário do gênero Plasmodium. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2018 foram registrados 228 milhões de casos de malária no mundo, com mais de 400 mil óbitos. A África subsaariana concentra 93% dos casos e 94% das mortes mundiais.
Existem cinco espécies causadoras de malária em seres humanos: Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. knowlesi –esta última “pulou” recentemente de macacos para humanos e é restrita ao Sudeste asiático.
A forma mais frequente no Brasil é a P. vivax (89%), mas a maioria dos casos graves da malária são causados por P. falciparum. Esta representa 10% dos casos no Brasil. A terceira e última espécie presente no país é P. malariae (1% dos casos).
Para Santi, que trabalha há mais de 20 anos com a doença, o atraso no diagnóstico pode ser o diferencial entre um quadro grave ou não. Ela explica que muitos dos casos de malária não são identificados rapidamente devido ao padrão nas unidades de pronto-atendimento de testar pacientes com febre alta e dores no corpo para dengue, mais comum em áreas urbanas. Há ainda uma ideia engessada da malária com picos de febre a cada 48 horas, embora o ciclo da doença varie para cada espécie.
Com a Covid-19 e sintomas similares como febre e dores de corpo, a confusão aumenta e pode atrasar ainda mais o diagnóstico certeiro.
O tratamento é feito com antimaláricos e depende da espécie do parasito. Para P. falciparum, é mais comum usar artemisenina, remédio feito a partir de uma planta chinesa, associado a um ou mais medicamentos, porque há resistência à cloroquina.
Já o P. vivax possui uma resposta melhor à cloroquina. São três dias de medicação mais um segundo ciclo de 7 ou 14 dias de primaquina, explica Santi, para matar qualquer parasito latente no fígado.
“O plasmódio no organismo tem primeiro um ciclo no fígado, que não causa sintomas, e um segundo no sangue, onde se alimenta das hemácias. A cloroquina mata rapidamente o parasito no sangue, mas ele pode permanecer no fígado.”
A utilização de compostos derivados de quinino para tratar a malária é muito antiga, explica Erney Camargo, médico pesquisador, atualmente professor aposentado do Instituto de Ciências Biomédicas da USP que descobriu a malária assintomática.
Segundo Camargo, o embate que envolve defensores e críticos da quina (planta a partir da qual se produz a cloroquina) não começou agora na pandemia de Covid-19, mas vem da Idade Média, quando os jesuítas levaram a planta para a Europa. Embora a sua eficácia no combate à malária fosse indiscutível, seu uso não foi aceito nos países protestantes, que rejeitavam qualquer estudo de origem católica. A disputa, novamente, era ideológica, e não científica.
À época, a crença de que as doenças eram resultado do organismo fora de equilíbrio levava a diversos procedimentos não científicos para expulsar o “mal” como sangrias. Por outro lado, a comunidade científica, se valendo de estudos empíricos, constatou que as doenças tinham causas e, portanto, tratamentos específicos. O uso da quina como tratamento de malária foi, assim, revolucionário.
Embora a polêmica da cloroquina seja o uso no combate à Covid-19 sem eficácia comprovada, o uso da quina como medicamento é reconhecido para outras causas. Seu efeito no coração, porém, pede cautela na dosagem.
As doses utilizadas para o tratamento da malária não possuem efeitos colaterais graves, afirma Santi. “É uma dose bem tolerada, mas altas doses podem causar zumbido no ouvido e taquicardia. O tratamento sempre deve ser acompanhado por um médico, de preferência em uma unidade de referência, e nunca, em hipótese alguma, com automedicação.”

Cordeirópolis registra a 14ª morte por coronavírus

A Vigilância Epidemiológica de Cordeirópolis informou na noite deste domingo (16) a 14ª morte em decorrência da covid-19 no município. Trata-se de um homem de 65 anos de idade.

Ao todo o município já registrou 1.083 casos positivos de Covid-19, sendo 862 curados e 202 pessoas monitoradas. O total de internado são 5 e óbitos são 14

Foram realizados até o momento um total de 5.120 testes.

A Prefeitura Municipal presta sua solidariedade a toda família, amigos e pessoas próximas.

Como determina as orientações da Organização Mundial de Saúde, não haverá velório e enterro liberado ao público.

Jornal Cidade RC
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