Prazo para inscrições no Vestibulinho do Bayeux termina no dia 14

Em entrevista à rádio Jovem Pan News de Rio Claro, o coordenador da escola técnica Armando Bayex, Ricardo Barbosa de Castro, explica como estão sendo realizadas as inscrições para o processo seletivo para o ano de 2021. Devido à pandemia, todo o processo será realizado de forma virtual.

Após críticas, MEC recua e adia para março volta das aulas presencias nas universidades

DHIEGO MAIA E ISABELA PALHARES – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No alvo de críticas de reitores, professores e alunos, o MEC (Ministério da Educação) recuou da decisão de retornar as atividades presenciais na rede federal de ensino superior em 4 de janeiro.

Em portaria publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União), na noite desta segunda-feira (7), a pasta comandada por Milton Ribeiro estipulou uma nova data: 1º de março.

O ministro não apresentou nenhuma explicação que justifique a nova data, como alguma projeção de diminuição de casos de coronavírus no país ou plano de vacinação da comunidade acadêmica.

“As atividades letivas realizadas por instituição de educação superior integrante do sistema federal de ensino, de que trata o art. 2º do Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017, deverão ocorrer de forma presencial a partir de 1º de março de 2021, recomendada a observância de protocolos de biossegurança para o enfrentamento da pandemia de Covid-19”, diz a portaria.

Até lá, faculdades privadas, institutos e universidades federais poderão continuar os trabalhos de forma remota.

Em suas redes sociais, Ribeiro disse que a medida reafirma a disposição do governo Bolsonaro (sem partido) pela “retomada das aulas presenciais, observadas as devidas condições sanitárias e medidas de segurança”, escreveu ele no Twitter.

O retorno dos trabalhos presenciais em 4 de janeiro foi considerada impraticável, já que dava cerca de um mês para que as instituições de ensino se organizassem.

A primeira portaria, publicada no dia 2 deste mês, também foi criticada porque não ouviu os gestores das instituições, o que só ocorreu dois dias depois, na última sexta-feira (4).

Na reunião, os dirigentes das universidades pediram para que a autorização do ensino remoto fosse estendida até dezembro de 2021, conforme já aprovado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação).

A resolução, que alongava o prazo, foi aprovada pelo CNE no início de outubro e ainda aguarda a homologação do ministro, que pressionado por aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não quer a extensão das atividades remotas.

Reitores ouvidos pela reportagem consideram que, mesmo a prorrogação por dois meses, ainda é pouco praticável, já que muitas universidades ainda não terão concluído o segundo semestre letivo de 2020 nessa data. Mas, principalmente, por não haver garantias de que a situação epidemiológica no país permitirá o retorno presencial seguro.

Há anos com redução orçamentária, as universidades têm pouco recurso para as reformas necessárias nos prédios para aumentar o número de salas ou ter mais ventilação.

A avaliação é de que o ministro, isolado e criticado pela inação desde que assumiu o comando do MEC, tenta mostrar ao presidente ações para forçar o retorno às aulas presenciais no país. No entanto, o faz sem de fato adotar medidas que possam ajudar as instituições de ensino para as adequações necessárias, como a garantia de mais recursos.

“Nós somos defensores do ensino presencial, a vida na universidade é presencial. Mas precisamos ser responsáveis com nossos alunos, professores e funcionários, não colocaremos vida de ninguém em risco”, diz João Carlos Salles, reitor da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Polícia Civil busca imagens para esclarecer homicídio na linha férrea de Rio Claro

Segue no Instituto Médico-Legal de Rio Claro o corpo encontrado nesse último final de semana na Avenida 8, Centro, próximo ao muro onde se tem acesso ao prédio da antiga Estação Ferroviária.

“Há indício de que foi um homicídio, já que o corpo deste homem apresentava marcas de violência praticadas com o uso provavelmente de um pedaço de madeira ou ferro. Foi colhida a impressão digital da vítima, já que estava sem documentação, e agora buscamos imagens de câmeras de segurança da região que possam nos ajudar a chegar à autoria e entender a motivação deste assassinato”, afirmou Alexandre Socolowski, delegado da DIG responsável pelo caso.

Informações sobre o caso ou denúncias podem ser feitas através do telefone 181.

Sorteio define os grupos do Paulistão 2021; Palmeiras tem chave complicada

SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – A Federação Paulista de Futebol realizou nesta terça-feira (8) o sorteio dos grupos do Campeonato Paulista 2021, que começará em 28 de fevereiro e terá 16 clubes participantes. A previsão é que a final aconteça em 23 de maio.

Os 16 times foram divididos em quatro grupos de quatro. Entre os grandes, o Corinthians está no grupo A, o São Paulo, no B, o Palmeiras, no C, e o Santos, no grupo D.

Os clubes do mesmo grupo não se enfrentam na primeira fase. Os dois piores na classificação geral serão rebaixados. Os dois melhores de cada chave se enfrentam nas quartas de final. Quartas e semifinais serão em jogo único. Já a final será em partidas de ida e volta.

O grupo do Palmeiras, atual campeão paulista, é o mais complicado, com Red Bull Bragantino, Novorizontino e Ituano. Vale lembrar que eles não se enfrentam na primeira fase, mas disputam as duas vagas da chave no mata-mata.

Grupo A
Corinthians
Santo André
Inter de Limeira
Botafogo-SP

Grupo B
São Paulo
Ponte Preta
Ferroviária
São Bento

Grupo C
Palmeiras
Red Bull Bragantino
Novorizontino
Ituano

Grupo D
Santos
Mirassol
Guarani
São Caetano

Bellagamba explica porque deixou grupo de apoio a Juninho da Padaria

Em entrevista à rádio Jovem Pan News, o prefeito de Rio Claro, Marco Antonio Bellagamba, que assumiu o cargo na semana passada após afastamento de Juninho da Padaria pela Justiça, fala sobre os motivos que o levaram a deixar o apoio à administração municipal onde era vice-prefeito e também secretário de Segurança.

Polícia Ambiental de Rio Claro flagra caça irregular

Durante patrulhamento pela estrada dos fundos da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena), uma equipe da Polícia Militar Ambiental de Rio Claro desconfiou quando viu rastros de veículos e cães. Ao averiguar do que se tratava, os policiais se depararam com dois veículos e três indivíduos que se tratavam de caçadores praticando o controle e abate da fauna exótica invasora. Nenhum deles possuía Cadastro Técnico Federal (CTF) para tal prática e por isso receberam autos de infração ambiental.

Com o trio também foram encontrados dois facões e uma faca com bainhas; cinco cães de raças diversas treinados para caça e armas (duas espingardas, um revólver e uma pistola).

blank
Cinco cães de raças diversas treinados para caça estavam com o trio abordado

O caçador que estava com a pistola só tinha autorização para uso da arma em treinamentos e/ou competições de tiro desportivo, somente do local de origem para estande de tiros, estando em desacordo com o propósito no momento, que era o abate da fauna invasora.

Diante do flagrante, o indivíduo foi preso por porte ilegal de arma de fogo, encaminhado até o plantão na Avenida da Saudade, ficando à disposição da Justiça.

Governo avança na negociação para a compra de 70 mi de doses da vacina da Pfizer

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde informou na noite desta segunda-feira (7) que está negociando a compra de 70 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 da empresa americana Pfizer com a alemã BioNTech.

A pasta afirma que os termos “já estão bem adiantados” e que um acordo deve ser anunciado nesta semana.

“O governo brasileiro e a Pfizer avançam nas tratativas na intenção de compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer e Biontech contra a Covid-19, a ser fornecido em 2021. Os termos já estão bem avançados e devem ser finalizados ainda no início desta semana com a assinatura do memorando de intenção”, afirma o texto.

O anúncio acontece em meio à pressão do governo brasileiro, que até então apostava apenas na vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, além da compra de 40 milhões de doses da vacina através do consórcio Covax Facility.

A vacina da AstraZeneca, no entanto, apresentou problemas nos testes clínicos, o que pode atrasar a concessão do registro para a aplicação na população brasileira.

Por outro lado, a Pfizer se tornou a primeira vacina reconhecida no mundo ocidental na semana passada, com o registro concedido pelas autoridades do Reino Unido. O país europeu promete iniciar nesta semana a vacinação de sua população, disponibilizando 800 mil doses.

Além disso, a próprio Pfizer informou que já havia vendido cerca de 60 milhões de doses para outros países da América Latina e que o prazo do Brasil estava se esgotando.

Do lado político, o governador João Doria (PSDB), um dos principais adversários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), anunciou também nesta segunda-feira que vai começar a vacinação em São Paulo no dia 25 de janeiro.

O estado de São Paulo adquiriu a vacina Coronavac, parceria da chinesa Sinovac com o Instituto Butantan.

A escolha da Pfizer, de certo modo, surpreende porque os próprios técnicos do Ministério da Saúde ressaltavam a dificuldades em sua incorporação ao plano de vacinação nacional por conta das dificuldades em armazenagem.

Na semana passada, o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros, afirmou que a vacina ideal, dentre outras características, deveria “fundamentalmente” poder ser armazenada em temperatura entre 2 e 8 graus – padrão para a rede de frios brasileira.

A imunização da Pfizer exige condições especiais de armazenamento, com temperatura de menos 70 graus.

A empresa, no entanto, vem afirmando que pode contribuir disponibilizando mecanismos para facilitar seu transporte e armazenamento.

No dia 1º de dezembro, o Ministério da Saúde havia informado que as vacinas contra a Covid-19 que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização deveriam “fundamentalmente” ser termoestáveis e poder ser armazenadas em temperaturas de 2°C a 8°C.

Na prática, o anúncio significava que a vacina desenvolvida pela americana Pfizer e a alemã BioNTech não deveria ser aplicada no Brasil, uma vez que exige condições especiais de armazenamento, com temperaturas de -70º C. A Pfizer já pediu às autoridades de regulação de medicamentos da Europa a autorização para uso emergencial de sua vacina. O mesmo processo já havia sido iniciado nos Estados Unidos.

A Pfizer divulgou estudos que mostram que sua vacina é 95% eficaz contra o novo coronavírus.

Em entrevista coletiva na semana passada, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, afirmou que é desejável que a vacina seja aplicada em uma única dose e que também que ela seja “fundamentalmente” termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2°C a 8°C. O representante da pasta não citou especificamente nenhuma vacina.

“O que nós queremos de uma vacina? Qual o perfil de uma vacina desejada? Claro, que ela confira proteção contra a doença grave e moderada, que ela tenha elevada eficácia, que ela tenha segurança, que ela seja capaz de fazer uma indução da memória imunológica, que ela tenha possibilidade de uso em diversas faixas etárias, e em grupos populacionais”, disse o secretário.

“E que idealmente ela seja feita de dose única, embora muitas vezes isso talvez não seja possível, só seja possível em mais de uma dose, mas fundamentalmente que ela seja termoestável por longos períodos, em temperaturas de dois a oito graus. Por quê? Porque a nossa rede de frios, nessas 34 mil salas, é montada e estabelecida com uma rede de frios de aproximadamente 2°C e 8°C”, afirmou Medeiros.

Também nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 59,4 milhões para PNI (Programa Nacional de Imunização) para enfrentar a Covid-19 com a compra de equipamentos de refrigeração para armazenar vacinas.

Segundo a pasta, os recursos foram instituídos em caráter excepcional e temporário, por meio de portaria publicada nesta segunda, no DOU (Diário Oficial da União).

O dinheiro será repassado a todos os estados em parcela única para a aquisição dos equipamentos. De acordo com a pasta, as CIBs (Comissões lntergestores Bipartite) -entre estado e município- e o colegiado de gestão de saúde do Distrito Federal definirão as unidades a serem beneficiadas, como entre salas de vacinas dos municípios com mais de 100 mil habitantes, centrais de rede de frio de instâncias municipais, regionais e estaduais.

A entrega dos equipamentos será feita diretamente pelos estados a municípios.

PM ameaçou colega com arma por causa de atraso na volta do almoço, diz defesa

ALFREDO HENRIQUE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) –

Cerca de 25 minutos de atraso para o retorno do almoço motivaram o desentendimento que resultou em ameaças feitas por um soldado armado da Polícia Militar, contra um cabo, na tarde de sexta-feira (4), em frente a uma multidão no centro da capital paulista. A afirmação é do advogado de defesa Fabrício Bennaton, em entrevista exclusiva ao Agora nesta segunda-feira (7).
O defensor afirmou que o soldado, de 34 anos, passa por dificuldades pessoais e financeiras. O PM, segundo o advogado, está fazendo tratamento psicológico para lidar com estresse e problemas emocionais. O policial está preso, por tempo indeterminado.
Questionada, a Polícia Militar não explicou qual o motivo do desentendimento entre os dois PMs.
A condição emocional do PM, acrescentou o advogado, teria contribuído para que o soldado sacasse sua arma e ameaçasse o superior, quando foi repreendido ao retornar com atraso do almoço.
Ainda segundo o defensor, seu cliente perdeu o horário de retorno por ter atendido a uma senhora estrangeira, que supostamente havia passado mal, com dores no peito e de cabeça.
O atendimento à mulher, mencionado pelo advogado, não teria sido registrado pelo soldado, por causa da discussão ocorrida minutos depois.
“Foi advertido que ele e seu parceiro seriam comunicados ao seu comandante [sobre o atraso], momento em que ele discordou [soldado preso] da advertência em relação ao seu parceiro, assumindo inteira responsabilidade, mas foi ignorado, e, acabou se descontrolando emocionalmente, sacando sua arma e apontando [ela] ao seu colega de farda”, afirmou o advogado Fabrício Bennaton em mensagem de texto.
As ameaças foram filmadas por celulares e compartilhadas nas redes sociais.
O defensor disse que seu cliente já teria feito entre três e quatro atendimentos psicológicos, antes da ocorrência de sexta. O advogado reforçou ainda que o soldado não tem antecedentes criminais.
“Depois que ele sacou a arma, disse que passou um filme na cabeça dele, pensou na família, no emprego, mas já tinha sacado a arma e não tinha o que fazer. Ele está arrependido”, afirmou o advogado.
A defesa entrou nesta segunda-feira com um pedido de liberdade provisória ao soldado. A solicitação será analisada pela Justiça Militar.
“A família acompanha com tristeza a repercussão dos fatos e aguarda, com ansiedade, pela sua soltura”, disse ainda o defensor.
O caso O soldado ameaçou outro PM com uma arma por volta das 14h30 de sexta-feira (4), na esquina das ruas Santa Ifigênia e Timbiras, no centro de São Paulo. Vídeos gravados por celular mostram o desentendimento entre os dois PMs fardados diante da uma multidão.
A corporação afirmou que o PM agressor foi preso em flagrante pelo crime de ameaça e violência contra superior, que é cabo, qualificada pelo uso de arma de fogo. Ele foi encaminhado do presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista (leia íntegra da nota abaixo). Já o cabo, segundo a corporação, foi retirado de serviço.
Segundo as imagens, o PM aponta a pistola calibre ponto 40 em direção à face do colega de farda, enquanto discute com ele. Não é possível ouvir o que ambos conversam.
Após alguns segundos, ainda de acordo com as imagens, o PM que é ameaçado tenta desarmar o outro policial, que consegue se esquivar, indo para o meio da rua Timbiras. Na sequência, o agente ameaçado sai de perto do agressor, que ainda fala com o outro PM, mantendo a arma de fogo em punho. Em seguida, o agressor caminha calmamente ao local onde a briga teve início.
Outras imagens mostram o policial agressor acompanhado por outros três PMs. Ao menos dois policiais militares acompanharam o início da confusão.
Leia nota da PM na íntegra A Polícia Militar esclarece que classifica como gravíssima e repulsiva a ocorrência do início da tarde desta sexta-feira (4), na região de Santa Ifigênia, no centro da Capital, onde um policial ameaça outro com arma em punho, em via pública. A atitude viola frontalmente os valores fundamentais da Instituição, especialmente a disciplina, a hierarquia, o profissionalismo, a honra e a dignidade humana, exigindo assim punições severas, na medida de sua gravidade. Por se tratar de crime militar, todas as circunstâncias em que os fatos se deram estão sendo apuradas pela autoridade competente, em sede de polícia judiciária militar. O autor da ameaça foi preso em flagrante delito pelo crime de ameaça (artigo 223 do Código Penal Militar) e violência contra superior qualificada pelo uso de arma (artigo 157 do Código Penal Militar) e será conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes

Bolsonaro diz que governo ofertará a toda a população vacina contra Covid-19 certificada pela Anvisa

RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) –

No dia em que o estado de São Paulo divulgou seu cronograma de vacinação contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o governo federal ofertará imunizantes a toda a população, de “forma gratuita e não obrigatória”, caso haja certificação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“Em havendo certificação da Anvisa (orientações científicas e os preceitos legais), o governo brasileiro ofertará a vacina a toda a população de forma gratuita e não obrigatória”, escreveu o presidente no Facebook.
“Segundo o Ministério da Economia, não faltarão recursos para que todos sejam atendidos. Saúde e Economia de mãos dadas pela vida”, concluiu.
Junto da mensagem na rede social, Bolsonaro publicou uma foto em que aparece ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia) e do advogado-geral da União, José Levi.
Bolsonaro trava uma batalha política com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre a vacina contra a Covid-19.
O governo federal aposta suas fichas na vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a AstraZeneca. Depois de receber questionamentos após a divulgação de dados sobre a eficácia do imunizante, o consórcio admitiu erros e deve conduzir novos estudos.
Doria, por sua vez, defende a Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e pela empresa chinesa Sinovac.
O governador apresentou nesta segunda-feira (7) o plano de imunização do estado e disse que as primeiras doses serão distribuídas a partir de 25 de janeiro.
O estudo acerca da eficácia da Coronavac será divulgado até semana que vem e, se tudo correr como espera o governo estadual, seu registro será pedido imediatamente na Anvisa. Segundo Doria, será feito um pedido de aprovação emergencial à agência.
Após o anúncio de Doria, contudo, a Anvisa divulgou nota ressaltando que ainda faltam diversas etapas para que a Coronavac se qualifique para obtenção do registro.
A Anvisa afirma que ainda não foram encaminhados os dados da fase 3 de testes clínicos da Coronavac, a etapa final antes do registro. Além disso, a agência diz que o relatório da inspeção na fábrica da chinesa Sinovac – também importante etapa do registro – pode ficar pronto apenas no dia 11 de janeiro.
Com um tom ainda mais forte do que a nota publicada pela agência, o diretor-presidente da Anvisa, almirante Antônio Barra Torres, afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan que não é possível determinar um dia e mês para a liberação de uma vacina contra o novo coronavírus.
“Os que se interessarem podem solicitar o uso emergencial [da vacina] a qualquer momento. A partir de então, buscaremos fazer uma análise bem feita e no menor tempo possível. No entanto, não fixamos um mês ou dia de aprovação. Para as autoridades que assim fazem, desejo boa sorte”, disse. “Enquanto isso, continuaremos trabalhando com o mundo real, o mundo científico”, completou.
O Reino Unido inicia nesta semana sua campanha de vacinação com um imunizante desenvolvido pela Pfizer. O Brasil não tem acordo de compra com o laboratório americano. A Pfizer concluiu seus estudos, recebeu sinal verde do Reino Unido e tem contratos para fornecimento de até 600 milhões de doses para os EUA, 120 milhões de doses para o Japão, 200 milhões para a União Europeia e 60 milhões para a América Latina (excluindo o Brasil).
O plano apresentado por Doria nesta segunda prevê a vacinação, num primeiro momento, de profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos e grupos vulneráveis como indígenas e quilombolas, totalizando 9 milhões de pessoas. O custo só com a logística será de R$ 100 milhões aos cofres paulistas.
A execução dessa campanha de vacinação planejada pelo governo paulista depende do aval da Anvisa. Ainda segundo o plano do governo estadual, a vacinação será escalonada para as duas aplicações necessárias da vacina, ambas gratuitas. O grupo profissionais de saúde/indígenas/quilombolas receberá sua primeira dose em 25 de janeiro e a segunda, em 15 de fevereiro.
Quem tem 75 anos ou mais deve ser vacinado em 8 de fevereiro e 1º de março; de 70 a 74 anos, 15 de fevereiro e 8 de março; e de 65 a 69 anos, 22 de fevereiro e 15 de março. Por fim, quem tem de 60 a 64 anos receberá o imunizante em 1º de março e 22 de março. Outras fases da vacinação ainda serão anunciadas.
Num movimento politicamente relevante, serão oferecidas 4 milhões para imunização de profissionais de saúde de outros estados, das 46 milhões de doses que o estado planeja ter à disposição em janeiro.

Jornal Cidade RC
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.