Novas tubulações de esgoto são implantadas em Rio Claro

BRK Ambiental investe na troca e na extensão de cerca de 1,2 mil metros de novas redes de esgoto no município.

Embora não visíveis por estarem sempre enterradas nas vias públicas, as redes de esgoto são tubulações bastante presentes na rotina dos rio-clarenses. Responsáveis por direcionarem todo o esgoto dos imóveis até às estações de tratamento, as redes são implantadas para durarem décadas, mas assim como as instalações elétricas ou os equipamentos eletrônicos, elas também têm uma vida útil. Em Rio Claro, a BRK Ambiental – responsável pelos serviços de esgoto no município – possui um programa anual de trocas de redes.

Em 2020, a principal ação de substituição das redes de esgoto na cidade ocorreu em área da Floresta Estadual. Foram quinze dias consecutivos de trabalho em valas com cerca de quatro metros de profundidade que resultaram na troca de um trecho de cerca de 520 metros do emissário de esgoto, localizado em área da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena).

A obra foi executada no final de setembro como uma ação preventiva à sobrecarga de esgoto identificada no trecho de rede. “As tubulações existentes no local eram de material ultrapassado; redes antigas que já estavam no limite da capacidade de atendimento”, explica o coordenador de operações da concessionária, Luís Henrique Batista Ramos.

A obra contemplou a substituição das tubulações de concreto que existiam no local por novos dutos, de 400mm, e de material PVC (Policloreto de Vinila), com melhor qualidade e durabilidade. O trecho também recebeu nove novos Poços de Visita (PVs) e uma caixa de inspeção de concreto; estruturas que servem para dar acesso às tubulações em caso de necessidade de limpeza ou manutenções. “Com as adequações realizadas, material mais avançado e durável, e nova estrutura ao trecho do emissário, esse trabalho preventivo garante mais eficiência ao sistema de esgotamento sanitário no trecho”, destaca Ramos.

A tubulação que recebeu a melhoria é responsável por coletar e afastar todo o esgoto dos bairros Parque Mãe Preta, Vila Industrial, Jardim Parque Residencial e parte do bairro Arco Íris e São Miguel, destinando todo esse efluente – cerca de 95 litros de esgoto por segundo –  até a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Conduta, onde ele é tratado e devolvido limpo ao Ribeirão Claro.

O coordenador de operações esclarece ainda que o trabalho preventivo, neste trecho do emissário, foi fundamental, justamente, por sua localização. “Por passar dentro de uma reserva estadual, atuamos com o objetivo de melhorar a infraestrutura, garantindo a plena operação do sistema de coleta e afastamento do esgoto no trecho, e agindo de forma preventiva a qualquer tipo de ocorrência que possa comprometer a vegetação local ou o corpo hídrico. Buscamos continuamente por mais qualidade nos serviços de esgoto prestados em Rio Claro”, afirma.

O trabalho de substituição das tubulações do emissário de esgoto na Feena foi executado após a emissão de todas as licenças ambientais necessárias.

Além das trocas/substituições das tubulações de esgoto, a BRK Ambiental também executou neste ano a extensão de cerca de 720 metros de redes de coleta no município, obras que atendem ao crescimento urbano da cidade. As principais expansões do sistema de coleta de esgoto aconteceram na Vila Paulista, Vila do Sobrado, Jardim das Nações, Vila Anhanguera e Jardim das Palmeiras.

Rio Claro é referência em saneamento básico e o trabalho contínuo e preventivo desempenhado pela BRK Ambiental na expansão e na infraestrutura do sistema de esgoto do município tem garantido melhorias na qualidade de vida e na saúde da população por meio da destinação adequada dos esgotos.

Procon de Rio Claro faz atendimento virtual

O PROCON informa que por determinação do DECRETO Nº 12.048 de 21/12/2020, nos dias 28, 29 e 30 de dezembro o atendimento estará sendo feito virtualmente, por telefone (para esclarecer dúvidas) e por e-mail (para abertura de reclamações).

Para formalizar uma reclamação via e-mail o consumidor deverá nos enviar um relato do ocorrido, juntamente com documentos anexados (CPF, RG, comprovante de endereço e documentos referentes a reclamação, tais como contrato, extrato bancário, nota fiscal, número de protocolo, ordem de serviço, pedido de compra, etc).

Telefones e e-mail das 2 unidades do PROCON: 

PROCON Centro

3533-1944 / 3533-2070 / 3532-3067 / 3534-7792 / 3532-3152

[email protected]

PROCON Cervezão

3523-5985 / 3532-1550

[email protected]

Maradona não consumiu drogas ou álcool dias antes de morrer

AGÊNCIA BRASIL

A autópsia realizada no corpo de Diego Maradona revelou que o ídolo argentino não consumiu drogas ou álcool nos dias anteriores à sua morte, mas indicou que ele sofria problemas cardíacos, renais, hepáticos e pulmonares, informou a Procuradoria, nesta quarta-feira (23), em comunicado.blankblank

O relatório complementar sobre amostras de sangue e urina de Maradona, que morreu aos 60 anos no final de novembro, foi realizado pela Polícia Científica de Buenos Aires e entregue na terça-feira aos procuradores que investigam a causa da morte do ex-jogador.

“Na data em questão foram recebidas as diligências vinculadas aos estudos complementares [toxicológico, histopatológico], cuja conclusão ratifica as conclusões do informe de autópsia recebido oportunamente”, disse a Procuradoria-Geral de San Isidro no comunicado enviado à Reuters.

O relatório químico da Procuradoria indicou a existência de sete psicofármacos e medicamentos para tratar depressão, ansiedade e alguns vícios, mas “não foi encontrada a presença de drogas de abuso”, afirmou uma fonte à Reuters.

Na amostras de sangue, a autópsia “detectou a presença de levetiracetam e desmetilvenlafaxina”, e na urina encontrou “levetiracetam, venlafaxina, desmetilvenlafaxina, quetiapina, 6-naltrexol e metoclopramida”.

O relatório “histopatológico” confirmou “um quadro compatível com cirrose hepática” e diversas patologias cardíacas, pulmonares e renais.

A primeira autópsia realizada um mês atrás indicou que Maradona morreu em consequência de um “edema agudo do pulmão secundário a uma insuficiência cardíaca crônica que se agravou, com uma miocardiopatia dilatada”.

A causa da morte de Maradona aparece com o título de “homicídio culposo”.

Pregões de SP atingem só metade de 100 milhões de seringas e agulhas para vacinação contra Covid

VINICIUS SASSINE – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Na guerra por seringas e agulhas para a vacinação contra a Covid-19, o governo do estado de São Paulo conseguiu fornecedores para menos da metade da quantidade prevista em 27 pregões eletrônicos.

As licitações foram feitas entre sexta-feira (18) e esta quarta (23). O processo foi finalizado no fim da tarde.

Os pregões resultaram na escolha de empresas que vão fornecer 50 milhões de seringas e 48,8 milhões de agulhas à Secretaria Estadual de Saúde. Os processos fracassaram para outros 50 milhões de seringas e 51,2 milhões de agulhas.

A principal razão do fracasso foram preços exacerbados na oferta. Houve também diversos casos em que nenhum concorrente apareceu para a disputa.

Ao todo, o governo de São Paulo queria comprar 100 milhões de kits, com foco na vacinação contra a Covid-19. A quantidade equivale a um terço dos 300 milhões de seringas e agulhas que o Ministério da Saúde se prepara para tentar adquirir, a partir de um pregão eletrônico marcado para a próxima terça (29).

O que ocorreu em São Paulo, onde o governo se antecipou na corrida pelos insumos em relação à administração federal, é um indicativo das dificuldades que o governo federal pode encontrar em seu próprio pregão.

Em 13 dos 27 editais da Secretaria de Saúde, houve um “deserto” de propostas, ou seja, nenhum fornecedor apareceu para parte dos lotes em disputa. E, em 20 dos 27, a licitação fracassou na escolha de uma empresa, em razão de os preços terem sido considerados “não aceitáveis”.

Os preços das seringas a serem compradas oscilaram de R$ 0,16 por unidade a R$ 0,50 por unidade – mais do que o triplo. Já o valor da agulha variou de R$ 0,09 centavos a R$ 0,17 – quase o dobro.

Entre as empresas selecionadas, estão duas das três empresas que fabricam seringas no Brasil: a Becton Dickinson (BD) Indústrias Cirúrgicas e a Injex Indústrias Cirúrgicas.

A BD tenta, por meio de um processo administrativo no Ministério da Economia, manter uma sobretaxa de US$ 4,55 por kg incidente sobre seringas oriundas da China.

O Ministério da Saúde foi instado em junho a se manifestar sobre o interesse público na importação de seringas chinesas, e até agora não o fez. O Ministério da Economia aponta um risco de desabastecimento do insumo diante da perspectiva de vacinação em massa da população.

O governo de São Paulo já fracassou outras três vezes na tentativa de comprar seringas. Nos três casos, a Secretaria Estadual de Saúde fez pregões para a aquisição de 50 milhões de produtos.

Desta vez, a estratégia foi fracionar o processo de compra, um pedido feito pelas principais empresas do setor. Os pregões resultaram na seleção de fornecedores, mas em uma quantidade bem inferior à pretendida.

Em nota, a secretaria diz ter 75 milhões de seringas e agulhas para a vacinação contra Covid-19. “O número totaliza 50 milhões de novos itens adquiridos por meio dos pregões realizados nos últimos dias, além de estoque estratégico adquirido previamente pela pasta”, afirma.

A quantidade é suficiente para a fase inicial do plano estadual de imunização, segundo a secretaria. “Em 2021, a pasta dará continuidade aos trâmites de aquisição para totalizar os 100 milhões de insumos.”

O Ministério da Saúde adotou estratégia semelhante de fracionamento. Fará um único pregão, mas com a permissão da chamada cotação parcial. Por esse método, uma empresa pode se candidatar a apenas parte de um lote, em uma quantidade mínima de 25%.

Além disso, os contratos e as entregas das seringas e agulhas serão escalonados, com término previsto somente em 31 de dezembro de 2021. O governo federal abriu a disputa para empresas estrangeiras, desde que exista representação legal no Brasil.

O ministério não faz uma centralização das compras desses insumos. Segundo a pasta, o dinheiro é repassado aos estados, a quem cabe fazer as compras.

O edital para aquisição de 300 milhões de seringas, insumos que serão usados na vacinação contra a Covid-19, foi uma exceção, conforme o ministério, que segue sem centralizar e controlar as compras.

Os governos de João Doria (PSDB) e de Jair Bolsonaro (sem partido) travam uma guerra na pandemia. No centro da disputa está a Coronavac, a vacina chinesa que será produzida pelo Instituto Butantan.

Doria chegou a divulgar um calendário de vacinação, com início previsto para 25 de janeiro, embora ainda não tenha divulgado o resultado dos testes de eficácia. Esta divulgação estava prevista para esta quarta e não ocorreu.

Já o Ministério da Saúde ainda não tem data para iniciar a imunização, e vem tentando ampliar as possibilidades de vacinas, depois de uma forte resistência à Coronavac, encabeçada pelo próprio presidente.

A guerra não se restringe aos imunizantes. Também está em curso um duelo por seringas e agulhas, diante de um risco real de desabastecimento e de cobrança de preços exacerbados por fabricantes e empresas importadoras.

Detran SP implanta talonário eletrônico para agilizar processos de autuação de trânsito

Policiais militares irão contar com uma nova tecnologia que trará uma série de benefícios na fiscalização de trânsito. Trata-se do talonário eletrônico, iniciativa conjunta do Detran SP com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que irá oferecer mais agilidade, economia e praticidade no processo de elaboração da autuação de trânsito de competência do Estado, com transmissão à base de dados da PRODESP em tempo real pela internet. O projeto piloto está sendo implantado no Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), na Capital, e deve ser ampliado para todo o Estado gradativamente.

Atualmente, todo o trâmite que envolve um Auto de Infração de Trânsito (AIT), desde a lavratura da autuação até a notificação do infrator, leva em média 15 dias. Com o novo sistema, no final do dia a multa já estará lançada na base de dados nacional e, em aproximadamente três dias, com o proprietário do veículo autuado. Além da celeridade, o projeto vai economizar com a compra de talonários impressos, com a logística dos materiais físicos, no deslocamento de profissionais e no tempo do policial militar que atua no trabalho de fiscalização contra o desrespeito às normatizações da legislação de trânsito.

A nova tecnologia ainda vai evitar erros de preenchimento, falta ou repetição de informações no talonário, uma vez que o sistema é informatizado e memoriza dados do veículo e condutor, que já foram anotados anteriormente pelo policial militar.

“Certamente, o principal benefício que a tecnologia do talão eletrônico vai oferecer é a agilidade. Hoje em dia, para aplicação de uma autuação de trânsito, o policial militar leva de 5 a 10 minutos para identificar e preencher o AIT, enquanto que, com o novo sistema, estimamos que o mesmo procedimento seja realizado 10 vezes mais rápido, o que vai possibilitar que o policial seja liberado para exercer outras atividades de fiscalização ou de policiamento preventivo”, afirma o Diretor-Presidente do Detran.SP, Ernesto Mascellani Neto.

Neste projeto piloto, smartphones embarcados com a nova tecnologia já estão disponíveis aos policiais militares do CPtran e Diretoria de Educação para o Trânsito e Fiscalização do Detran (DETF). Antes do início das operações, eles passaram por uma capacitação técnica para utilização correta do sistema. Sua praticidade aliada às múltiplas funcionalidades, otimizarão o processamento dos dados e permitirão um melhor gerenciamento operacional do trânsito urbano.

Governo de SP recebe quarto lote com 5,5 milhões de doses da Vacina do Butantan

O Secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e o Presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, acompanharam nesta quinta-feira (24) a chegada do quarto lote vindo da China com o equivalente a 5,5 milhões de doses da vacina contra o coronavírus. O avião pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, às 5h30 da manhã.

A carga de 5,5 milhões de doses recebida nesta véspera de Natal é composta por 2,1 milhões de doses já prontas para aplicação e mais 2,1 mil litros de insumos, correspondentes a 3,4 milhões de doses que serão envasadas no complexo fabril do Butantan, na capital paulista.

Outros dois carregamentos devem desembarcar no país na próxima semana, nos dias 28 e 30 de dezembro, totalizando 10,8 milhões de doses em solo brasileiro ainda em 2020. O início do Plano Estadual de Imunização segue previsto para o dia 25 de janeiro.

“Este é mais um importante passo no enfrentamento da pandemia no Brasil. O imunizante atingiu um índice de eficácia superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde e, com isso, poderemos em breve solicitar à Anvisa o registro”, disse o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A parceria entre o Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Biotech foi firmada no dia 10 de junho. As três entregas anteriores ocorreram no Aeroporto de Cumbica, na cidade de Guarulhos. O primeiro lote com 120 mil doses chegou ao Brasil no dia 19 de novembro. O segundo carregamento, com 600 litros a granel do insumo, correspondente a um milhão de doses, desembarcou em 3 de dezembro. Já a terceira remessa, com 2 milhões de doses, foi recebida no último dia 19.

“Passados seis meses do início das ações com a farmacêutica Sinovac, já conseguimos garantir um estoque em solo nacional”, afirmou Dimas Covas.

Eficácia

Durante coletiva realizada no Instituto Butantan nesta quarta-feira (23), foi informado que a vacina contra o Coronavírus atingiu índice de eficácia superior ao mínimo recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e, assim, poderá ter seu registro aprovado para imunizar a população.

Atendendo a um pedido da Sinovac, previsto contratualmente, o Butantan encaminhou a base primária de dados da fase 3 dos testes clínicos realizados no Brasil em 16 centros de pesquisa, com cerca de 13 mil voluntários.

O objetivo é que os dados sejam comparados a resultados de pesquisas em outros países, evitando que a vacina tenha diferentes índices de eficácia anunciados. A avaliação deverá ser concluída em até 15 dias. Na sequência, os resultados finais serão encaminhados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à National Medical Products Administration, da China.

Bruno Covas sanciona aumento de mais de R$ 11 mil no próprio salário

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito Bruno Covas (PSDB), reeleito para o mandato que tem início em 2021, sancionou, nesta quinta-feira (24), o reajuste de 47% no próprio salário. O novo valor, R$ 35.462,00, passará a valer a partir de janeiro de 2022.

Com a publicação no Diário Oficial do município, o prefeito sanciona o projeto de lei aprovado em segunda votação na quarta-feira (23) na Câmara dos Vereadores. O PL teve 34 votos a favor do aumento e 17 contra, além de uma abstenção.

Além do salário do titular da prefeitura, a lei 17.543, de 23 de dezembro de 2020, também estabelece novos salários para o vice-prefeito (de R$ 21,7 mil para R$ 31.915,80) e para secretários municipais (de R$ 19.340,40 para R$ 30.142,70).

Durante a votação na Câmara, o projeto recebeu críticas de alguns parlamentares que afirmaram que este não é o momento de apresentar propostas de reajuste devido a pandemia do novo coronavírus. Eles lembraram que os vereadores reduziram em 30% as verbas de gabinetes e os próprios salários antes mesmo da Assembleia Legislativa.

O reajuste do salário do prefeito muda o teto para o salário do funcionalismo público municipal e, assim, deve gerar um efeito em cascata aumentando salários de algumas categorias.

Procurada, a prefeitura afirmou em nota que o teto salarial do município “está defasado desde 2012, ano da última correção.” Segundo o texto, o aumento de 47% é menor que a defasagem. “Nesse período, que completa 8 anos, a inflação acumulada chegou a 63,11% pelo IPCA e 100,41% pelo IGP.”

Queda de eucalipto atinge veículos na Rio Claro-Ajapi

A queda de um eucalipto na Avenida Brasil (antiga estrada) que liga Rio Claro ao Distrito de Ajapi foi registrada na noite desta quarta-feira (23) pelas equipes de segurança.

A árvore chegou a atingir ao menos dois veículos, de acordo com a Guarda Civil Municipal que está no local atendendo a ocorrência. Passageiros sofreram escoriações leves.

O trecho, na altura da Estação de Tratamento de Água do DAAE, está interditado para que as equipes atuem e os motoristas que passarem pelo local devem redobrar a atenção. (Foto: Fernando Silva)

Governo avalia prorrogar programa que permite suspensão de contratos e corte de salário

THIAGO RESENDE – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ministério da Economia avalia prorrogar o programa lançado para permitir, durante a pandemia da Covid-19, suspensão temporária de contrato de trabalho e corte de jornada – e de salário – com uma compensação paga pelo governo federal ao trabalhador.

A medida, que visa evitar demissões em massa diante da crise econômica do coronavírus, foi criada em 1º de abril. O prazo para se encerrar é 31 de dezembro.

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse nesta quarta-feira (23), que o prolongamento do programa para 2021 está em estudo pela pasta.

“A prorrogação do programa ainda passará pelo crivo, análise do ministro [da Economia, Paulo Guedes], e uma última análise pelo presidente da República [Jair Bolsonaro]. Nós daremos todos subsídios técnicos e estamos avaliando de maneira criteriosa se ainda há necessidade, se os setores ainda estão usando o benefício emergencial e se precisaríamos de uma prorrogação”, afirmou Bianco.

De acordo com dados do Ministério da Economia, os acordos de suspensão de contrato ou corte de jornada foram firmados com 9,8 milhões de trabalhadores neste ano.

Por acordo individual ou coletivo, o empregador ficou autorizado neste ano a suspender contratos ou reduzir a jornada dos empregados 25%, 50% ou 70%.

Trabalhadores afetados pela medida têm direito a uma estabilidade provisória no emprego pelo período equivalente ao da redução do corte de salarial. Se a empresa decidir demiti-lo sem cumprir a carência, precisa pagar uma indenização maior.

O governo paga aos trabalhadores com redução de jornada e salário uma proporção do valor do seguro-desemprego. A compensação é de 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego, que varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.
No caso da suspensão de contrato, o empregado recebe valor integral do seguro-desemprego.

Apesar dos estudos para prorrogar a medida, Bianco reconheceu que há uma restrição orçamentária – mesmo com sobra de verba no programa.
Para 2021, não está prevista a prorrogação do decreto de calamidade pública em função da pandemia. Isso significa que o governo volta a ter que cumprir normas fiscais e a conviver com maior restrição de despesas.

No entanto, em caso de uma segunda onda de Covid-19 ou agravamento da crise sanitária, a equipe econômica não descarta a possibilidade de o decreto ser estendido para 2021 e o governo voltar a adotar medidas emergenciais, como o programa de manutenção do emprego.

Governo Doria diz que Coronavac é eficaz, mas adia divulgação de dados

IGOR GIELOW – SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Coronavac, imunizante no centro da “guerra da vacina” entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria (PSDB-SP), tem eficácia superior a 50% e terá o registro pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O índice preciso, contudo, não será divulgado nesta quarta (23) pelo governo paulista, como estava previsto.

A Sinovac Biotech, laboratório chinês que criou a vacina, pediu ao Instituto Butantan, patrocinador do principal estudo da sua fase 3 no mundo, o envio de toda a base de dados.

Os chineses querem unificar e equalizar os dados com os ensaios feitos em outros países, como Turquia e Indonésia, para evitar que índices diferentes sejam divulgados.

Isso deve levar no máximo 15 dias, e o governo paulista afirma que seu planejamento de começar a inoculação em 25 de janeiro está mantido. Tudo dependerá da velocidade de aprovação da Coronavac pela Anvisa.

O sigilo é garantido por contrato entre as partes. Os dados, aos quais o jornal Folha de S.Paulo teve acesso, foram analisados pelo Comitê Internacional Independente, baseado na Áustria, que monitorou o ensaio com cerca de 13 mil voluntários.

O mínimo exigido para aprovar uma vacina é 50% de cobertura, segundo orientação da Organização Mundial da Saúde, o que consolida a Coronavac como um trunfo político de Doria ante Bolsonaro, que trabalha abertamente contra campanhas de imunização.

O estudo começou no dia 20 de julho. A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac e que será produzida pelo Butantan, já havia demonstrado ser segura e capaz de provocar resposta imune em até 97% dos participantes de etapas anteriores do estudo, feitas na China.

Em 23 de novembro, como a Folha de S.Paulo adiantou, o Butantan informou que havia ultrapassado o número mínimo (61) de infectados pelo coronavírus em sua fase 3 para poder analisar se o imunizante de fato é eficaz contra a doença na vida real.

Com isso seria possível ter um resultado preliminar, mas a alta circulação do vírus no Brasil levou o número de contaminados a 170, como foi revelado na segunda (14). Isso permitiu a realização de um estudo considerado completo.

A reportagem procurou o Butantan e o governo estadual para comentarem o resultado, mas não obteve resposta.​

Vacinas como a da Pfizer e da Moderna têm percentuais mais altos de eficácia, de 95% e 94,5%, respectivamente, e utilizam uma nova tecnologia de vetor genético para estimular resposta imune.

Imunizantes como vírus inativados, como a Coronavac, costumam ter cobertura menor – as anuais de gripe ficam abaixo de 60%. A vantagem é que eles têm longa história de segurança e, no caso do fármaco da Sinovac/Butantan, não precisam de baixíssimas temperaturas para serem armazenados -a da Pfizer necessita de 70 graus negativos para durar mais tempo.

Os resultados serão enviados para a China, onde o pedido de registro da vacina ocorrerá na NMPA (Associação Nacional de Produtos Médicos), de forma concomitante à requisição na Anvisa.

A expectativa no governo Doria é dar um xeque-mate na Anvisa, que com o Ministério da Saúde tem sido vista como uma trincheira de resistência bolsonarista à Coronavac. O tucano é rival político e virtual candidato a disputar a Presidência contra Bolsonaro em 2022.

Pela legislação aprovada em fevereiro acerca de medicamentos e vacinas para a Covid-19, se um fármaco for autorizado nos EUA, Europa, Japão ou China, tem de ser avaliado em três dias pela Anvisa. Se ela falhar no prazo e não der uma justificativa técnica, ele é aprovado automaticamente.

Três dias é o prazo que o governo estadual crê que a aprovação da Coronavac irá levar na China. Com isso, o governo Doria acredita ser possível executar o seu plano de imunização, que prevê iniciar a vacinação com profissionais de saúde e pessoas com mais de 60 anos a partir de 25 de janeiro, mesmo com o atraso imprevisto desta quarta.

Desde que anunciou a programação, o tucano colocou Bolsonaro na defensiva. Apesar de várias idas e vindas do ministro Eduardo Pazuello (Saúde), que por ordem de Bolsonaro havia retirado a Coronavac dos planos de compra de vacinas do governo federal, o jogo virou.

Confrontado com a pressão paulista, aliada à jogada de pedir o registro definitivo na China, o Planalto por fim apresentou um plano que inclui a Coronavac e cujas datas de vacinação são quase convergentes.

Ainda falta, contudo, acertar isso em contrato. O Butantan está em contato com a pasta de Pazuello, e a expectativa é de que a situação se resolva nesta semana. Na segunda (21), a Anvisa concedeu o certificado de boas condutas à Sinovac, após inspecionar sua fábrica em Pequim.

Desde o começo da pandemia, que já matou mais de 187 mil brasileiros, 45 mil deles em São Paulo, a rivalidade entre Bolsonaro e Doria foi transposta para a questão do manejo da maior crise de saúde pública em um século.

Ambos os governantes são criticados pela politização inerente ao fato de que deverão se enfrentar nas urnas em 2022, mas a necessidade de uma vacina colocou Doria em posição de vantagem na questão da pandemia quase que por gravidade.

A Anvisa, que teve sua imagem arranhada ao suspender testes da Coronavac sem avisar o Butantan após o suicídio de um voluntário, terá sua análise do imunizante escrutinada.

Bolsonaro já mostrou, quando celebrou a suspensão da fase 3 da vacina, que pode pressionar -mas já foi aconselhado a deixar o embate de lado, dada a demanda óbvia pelo imunizante.

Enquanto isso, o presidente tem insistido em fazer campanha contra a vacinação de forma indireta, dizendo que não obrigaria ninguém a ser inoculado e sugerindo um termo de responsabilidade para quem o fizesse.

Até a ofensiva paulista, só havia apresentado um plano de vacinação tímido, que só começaria em março e que estava direcionado para o imunizante da AstraZeneca, mudou de tom.

Além das 100 milhões de doses compradas dos britânicos, das potenciais 160 milhões que a Fiocruz poderá fazer daquela vacina e das 42 milhões encomendadas do consórcio internacional Covax Facilty, o governo abriu negociação para adquirir mais 70 milhões de doses do fármaco da americana Pfizer, já em uso no Reino Unido e nos EUA.

Com o aparente sucesso de seu esforço antivacina, já que o Datafolha aponta queda no número de pessoas dispostas a se imunizar, o presidente mudou o tom e apresentou seu novo plano, mais detalhados embora não tenha datas definidas.

São Paulo conta ter 46 milhões de doses da Coronavac no fim deste mês, 6 milhões delas prontas da China e o restante, formulada a partir de insumos a granel. A questão pendente é como essa distribuição ocorrerá no estado caso a Coronavac seja mesmo incorporada no Plano Nacional de Imunização.

Outras 15 milhões de doses são esperadas pelo Butantan até março, que pretende ter a capacidade anual de produzir 100 milhões de doses da Coronavac com a nova fábrica que abrirá em meados de 2021.

Outra dúvida é acerca dos acordos para exportação da vacina, para a Argentina, por exemplo. Politicamente, será difícil explicar por que toda a produção nacional possível não seria aplicada no Brasil primeiro.

Jornal Cidade RC
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