Bolsonaro participa de ato com motociclistas pelas ruas de São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro participa hoje (12) de um passeio de moto com apoiadores pelas ruas da capital paulista. Pela manhã, os motociclistas se concentraram na região da Praça Campo de Bagatele, na zona norte paulistana.blank

Bolsonaro foi ao encontro após participar da cerimônia de entrega de boinas aos estudantes do Colégio Militar de São Paulo. Ao chegar à concentração, foi recebido com gritos de “mito” e posou para fotos com os participantes.

Trajeto

O trajeto passa por grandes avenidas da cidade, como as marginais Tietê e Pinheiros, até ser encerrado no Parque Ibirapuera, na zona sul paulistana. O grupo passou ainda pela Rodovia dos Bandeirantes até a altura do município de Jundiaí, na Grande São Paulo.

A Secretaria de Segurança Pública de Estado de São Paulo informou que 6,3 mil policiais fazem a segurança durante o ato. Segundo a pasta, estão sendo usados viaturas, motocicletas, drones e helicópteros.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interrompeu a circulação de veículos em alguns pontos para facilitar o trânsito dos motociclistas. Linhas de ônibus foram desviadas.

Multa

No início da tarde, o governo do estado de São Paulo informou que multou o presidente Bolsonaro em R$ 552,71 por não usar máscara durante a manifestação. Também foram autuados o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, que também participam do ato.

Morre ex-jogador do Rio Claro Basquete

O ex-atleta do Rio Claro Basquete, Guilherme Firmino, de 26 anos, morreu na última sexta-feira (11) em Americana, vítima de Leucemia Linfoide Aguda.

O atleta e educador físico lutava contra a doença desde o ano passado e diversas campanhas foram feitas para encontrar um doador de medula compatível, mas Guilherme não resistiu.

No Rio Claro Basquete, Firmino atuou nas categorias de base em 2012 e integrou o elenco adulto na Liga Ouro.

Vacinação contra a Covid nesta 2ª-f inclui motoristas profissionais

Quem trabalha como motorista profissional de caminhão ou de transporte de passageiros a partir de segunda-feira (14) poderá se vacinar contra a Covid em Rio Claro.

O grupo inclui taxistas (apresentar certificado de registro municipal de taxista); motoristas e cobradores de ônibus municipal e intermunicipal (apresentar carteira de trabalho comprovando a função); motoristas do transporte escolar (apresentar certificado de registro municipal de transporte escolar); caminhoneiros (apresentar certificado de registro nacional de transportadores rodoviários de carga); e motoristas de aplicativo (apresentar o perfil de motorista do aplicativo, comprovando as últimas viagens). 

O atendimento será das 8 às 15 horas no Centro Cultural e na Faculdade Anhanguera e, em horários diferenciados, nos três pontos de drive-thru. Todos que forem ser vacinados devem levar documento de identidade com foto, CPF e comprovante de residência em Rio Claro.

O atendimento continua para pessoas com deficiência permanente, que devem apresentar também laudo médico ou resultado de perícia médica, e para os profissionais da educação é obrigatório comprovante com QRCode.Antes de procurar o posto de vacinação, o profissional de educação acessa o site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao para ter o seu pré-cadastro, que passa por um processo de análise da Secretaria Municipal da Educação e precisa ser validado pela escola onde trabalha, conforme critérios definidos pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

O profissional recebe, então, em seu email o Comprovante Vacina Já Educação. Este documento comprova a elegibilidade para a vacinação e terá um QRCode para verificação de autenticidade. Gestantes e puérperas com 18 anos ou mais também podem ser vacinadas. Para as puérperas é necessário apresentar certidão de nascimento da criança, comprovando parto em até 45 dias, e para as gestantes o cartão de pré-natal.

A vacinação contra a Covid continua para pessoas com 52 anos ou mais; pessoas a partir de 18 anos que tenham comorbidade ou síndrome de Down ou que estejam em terapia renal substitutiva (diálise) e também para transplantados imunossuprimidos.

Os transplantados devem apresentar declaração médica ou comprovante de que foram atendidos em ambulatório de transplantados. Quem faz diálise deve apresentar relatório do centro de diálise e quem tem comorbidade declaração/relatório médico comprovando e indicando a comorbidade ou receituário de uso contínuo.

A aplicação de segundas doses nesta segunda-feira (14) será para as pessoas que tomaram a vacina Oxford/AstraZeneca até 22 de março e em quem recebeu a Coronavac/Butantan até 17 de maio. Para a segunda dose, além dos documentos pessoais, é necessário apresentar o comprovante da primeira dose.Das 8 ao meio-dia, a equipe do Santa Filomena atende em drive-thru no Shopping Rio Claro, na Av. Conde Francisco Matarazzo Junior.

No mesmo horário, os profissionais do São Rafael estão no pronto atendimento, na Rua 1 entre as avenidas 15 e 19. Já a equipe da Unimed atende das 8 às 13 horas na Rua 12 entre as avenidas 14 e 12 (prédio da antiga empresa Alexandre Junior).Para agilizar o atendimento, é importante que as pessoas, antes de irem ao posto de vacinação façam o cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br.

Dia de Santo Antônio será celebrado com carreata em Rio Claro

Neste domingo(13) às 9h, 12h e 15h serão celebradas missas com bênçãos dos pães. Às 13h30 com saída do aeroclube acontece a carreata. O tradicional bolo será comercializado a partir das 8h30 no valor de R$20,00. Confira a programação na entrevista do voluntário João Paoli da Capela de Santo Antônio na Vila Paulista.

Presidente argentino pede desculpas por frase “brasileiros vieram da selva”

SYLVIA COLOMBO BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Depois das reações negativas à sua frase racista, o presidente argentino, Alberto Fernández, pediu desculpas em uma carta ao órgão que combate a discriminação no país. Em resposta, a diretora do Inadi (Instituto Nacional Contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo), Victoria Donda, 43, disse nesta sexta (11) considerar “exageradas as críticas de uma parte da dirigência política” à declaração do mandatário.

Durante visita do premiê espanhol, Pedro Sánchez, Fernández disse que “os mexicanos vieram dos indígenas, os brasileiros, da selva, e nós [argentinos] chegamos em barcos”. A frase, equivocadamente atribuída ao Nobel mexicano Octavio Paz, na verdade é de uma canção de Litto Nebbia.

Depois de pedir desculpas “a quem se sentiu ofendido”, pelo Twitter, ele encaminhou uma carta ao Inadi -vinculado ao ministério da Justiça, o órgão foi criado em 1994 para reconhecer denúncias de pessoas que afirmam ter sofrido discriminação. A entidade, no entanto, tem autonomia limitada e pode apenas advertir os eventuais agressores. Os casos mais graves são encaminhados à Justiça.

Na carta enviada ao órgão, o presidente afirmou que a frase “foi interpretada de um modo que contradiz minhas ações e nossas decisões de governo” e ressaltou que possui “convicções profundas sobre a identidade da população argentina e latino-americana”.

Fernández disse ainda que não ignora “as situações de violência e genocídio que ocorreram em nossa história contra os povos originários que habitavam essas terras”, mas que o povo argentino é o “resultado de um diálogo de culturas, entre a imigração europeia, a ascendência indígena e as migrações mais recentes dos países latino-americanos”. Também fez referência à “presença muito importante das tradições africanas”. Na tarde desta sexta, Donda declarou que era “histórico e destacável” que Fernández tenha tomado a iniciativa de encaminhar a carta, “desculpando-se por algo que disse e que ofendeu muitas comunidades”.

E acrescentou: “O Inadi pode apenas estimular quem faz afirmações como essas a refletir e, neste caso em particular, o presidente já refletiu e nos mandou essa carta”. “É importante que um presidente tenha a coragem de dizer que há muitas coisas que devem mudar”, completou.

Pedir desculpas ao Inadi também é uma forma de o presidente acalmar as críticas de organizações que defendem os direitos de minorias e que fazem parte da base de apoio do governo. A própria Donda, que já havia estado com os peronistas, passou um tempo num partido de esquerda dissidente, por conta do conservadorismo da então ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) em relação ao aborto, por exemplo.

Donda, que é uma figura popular entre a juventude militante de esquerda, foi das ex-kirchneristas que voltaram a formar parte da aliança que hoje apoia o governo. Na Argentina, haverá eleições legislativas em novembro, e o peronismo tentará se apresentar, assim como em 2015, como um bloco coeso, para continuar tendo maioria no Congresso. A oposição já está em campanha para enxugar o poder peronista no legislativo, principalmente com as críticas à administração da pandemia e da economia.

Morre aos 80 anos Marco Maciel, vice-presidente do Brasil nos dois mandatos de FHC

OSCAR PILAGALLO E DANIEL CARVALHO BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Morreu na madrugada neste sábado (12), aos 80 anos, em Brasília, Marco Maciel, vice-presidente da República durante os oito anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002 e ex-senador.

A informação foi confirmada à reportagem por familiares. Ele estava internado em um hospital da capital federal.
Políticos, como o ex-ministros Ciro Gomes (PDT-CE) e Mendonça Filho (DEM-PE), lamentaram a morte do político.
“Homem decente e de espírito publico, dignificou as melhores tradições pernambucanas na política brasileira. Meus sentimentos à família e amigos”, disse Ciro.

“Falar de Marco Maciel é falar de uma história de honradez, de trabalho em defesa do país e dos valores democráticos. Conciliador, foi um homem público que simboliza a seriedade, a honestidade, o trabalho, a integridade e a simplicidade”, afirmou Mendonça Filho.

Desde 2014, Maciel sofria do mal de Alzheimer. Segundo familiares, ele recuperou-se da Covid-19 após período de internação em março, mas retornou ao hospital em decorrência de uma infecção. Morreu de falência múltipla dos órgãos. Maciel deixa mulher e três filhos. O enterro está previsto para a tarde deste sábado, em Brasília.

Maciel fez parte da geração de políticos conservadores que se projetaram nacionalmente sob a ditadura militar.
Governista desde o golpe de 1964, o político filiado ao DEM só passaria à oposição em 2003, com a posse do presidente Lula. Nascido em 1940, no Recife, Maciel defendeu desde a juventude um ideário liberal que o colocava na contramão da política estudantil.

Em 1963, aluno de direito, presidiu a União dos Estudantes de Pernambuco, que lhe deu uma tribuna de onde criticava o governo do presidente João Goulart e do governador de seu estado natal, Miguel Arraes, ambos apoiados por forças de esquerda.Nesse ano, perdeu a disputa pela presidência da UNE (União Nacional dos Estudantes) para José Serra, dirigente da UEE (União Estadual dos Estudantes de São Paulo).

Depois do golpe, Serra deixaria o Brasil exilado e Maciel daria início a uma bem-sucedida carreira política. Antes de testar sua popularidade nas urnas, Maciel foi secretário-assistente do governador Paulo Guerra, nomeado pelo novo regime para substituir Arraes.

Com a experiência acumulada no executivo, elegeu-se deputado estadual em 1966, pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido que dava sustentação à ditadura.Na legislatura seguinte, Maciel já estava em Brasília, para exercer o mandato de deputado federal. Reeleito em 1974, se tornaria, três anos depois, presidente da Câmara dos Deputados, posição em que viveria um episódio desabonador para sua biografia.

Em abril de 1977, pouco mais de um mês após a posse de Maciel no cargo, o presidente Ernesto Geisel fechou provisoriamente o Congresso com o objetivo de implementar reformas que vinham sendo barradas pela oposição consentida, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro).O objetivo das medidas, que ficaram conhecidas como o “pacote de abril”, foi garantir a hegemonia da Arena e, assim, na perspectiva do governo, dar prosseguimento ao projeto de distensão política.

O Congresso ficou fechado por duas semanas e, nesse período, o Executivo legislou com a colaboração do presidente da Câmara. Em declaração posterior, Maciel diria em sua defesa que “poderia ter sido pior” se ele e o então presidente do Senado, Petrônio Portela, também da Arena, não tivessem negociado com os militares. Em depoimento aos historiadores Maria Celina D’Araujo e Celso Castro para o livro “Ernesto Geisel”, o general cita Maciel como um dos que cooperaram com o governo. “Nós nos reunimos nos dias da Semana Semana Santa no Riacho Fundo, tivemos muitos debates e por fim fomos redigindo a lei.”

Em “A Ditadura Encurralada”, Elio Gaspari diz que, enquanto o Congresso estava com as atividades suspensas, Maciel “despachava no Gabinete Civil e cruzava suas salas carregando pastas de papelão de cujo interior transbordavam tiras de documentos com pedaços da legislação estripada na produção da nova ordem política e eleitoral”.
A recompensa pela fidelidade ao governo veio no ano seguinte, quando Geisel o nomeou governador de Pernambuco, posto que assumiu em 1978. Com o fim do bipartidarismo, em 1979, foi um dos articuladores do PDS (Partido Democrático Social), herdeiro da base arenista.

Nessa legenda elegeu-se senador no pleito de 1982 e, já a partir do ano seguinte, passou a articular sua pré-candidatura à sucessão do presidente João Baptista Figueiredo. Como o PDS tinha maioria absoluta no Colégio Eleitoral, acreditava-se que quem vencesse a disputa interna no partido seria presidente.

Depois da derrota da emenda constitucional que reintroduzia a eleição direta, no entanto, Paulo Maluf emergiu como candidato, rachando o partido, e Maciel aderiu ao grupo dissidente Frente Liberal, que ajudou a eleger Tancredo Neves, do PMDB, no Colégio Eleitoral. No governo José Sarney, o vice que assumiu com a morte de Tancredo antes da posse, Maciel foi ministro da Educação e, em 1986, chefe do Gabinete Civil, de onde fez a ponte entre o governo e o Congresso.

Em 1987 voltou ao Senado e se dedicou a defender uma pauta conservadora na Assembleia Nacional Constituinte. Sem chance de se firmar como pré-candidato à Presidência em 1989, Maciel apoiou o correligionário Aureliano Chaves no primeiro turno e fez campanha para Fernando Collor no segundo. No início de 1991, assumiu a liderança do governo Collor no Senado, posição onde ficaria até setembro do ano seguinte, quando já estava evidente que o presidente seria afastado devido ao processo de impeachment. Após um hiato de poucos dias na oposição, Maciel voltaria às hostes do governo, agora apoiando Itamar Franco, o vice que foi catapultado à chefia do Executivo depois do afastamento de Collor.

Em 1994, ao defender que seu partido não lançasse candidato na eleição presidencial, desempenhou papel importante na costura do acordo entre o PFL e o PSDB, que resultou na eleição do tucano FHC. O acordo pressupunha que o PFL indicaria o nome do vice na chapa. Maciel, que seria uma opção natural, foi vetado pelo PSDB pelo temor de que seu forte vínculo com a ditadura fosse explorado na campanha. Maciel só foi admitido na chapa depois que o escolhido, o senador alagoano Guilherme Palmeira, foi envolvido em denúncias de favorecimento a uma empreiteira.

O passado governista de Maciel foi efetivamente usado pelo candidato Lula contra a chapa encabeçada por FHC, que acusou o golpe, escondendo Maciel nos programas do horário eleitoral gratuito na televisão. No governo, a partir de 1995, Marco Maciel conferiu importância à vice-presidência, posto que usava, com eficiência, para fazer articulações políticas. Em 2002 voltou ao Senado, mas em 2010, já filiado ao DEM, não conseguiu se reeleger naquela que seria a sua primeira derrota eleitoral desde que perdeu a UNE para Serra.

Deixou a vida pública com um patrimônio declarado tão magro quanto sua figura longilínea (pouco mais de 60 quilos distribuídos em 1,87 m). Autor de obras sobre a política brasileira contemporânea, Maciel foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2003 para integrar o chamado “grupamento dos expoentes”, formado por personalidades que não se destacam necessariamente por seus escritos.

Mega-Sena pode pagar hoje prêmio de R$ 42 milhões

O concurso 2.380 da Mega-Sena pode pagar R$ 42 milhões neste sábado (12). O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais das Loterias Caixa (perfil @LoteriasCAIXAOficial no Facebook e canal Caixa no Youtube).blankblank

As apostas podem ser feitas até as 19h nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa (www.loteriasonline.caixa.gov.br), no aplicativo Loterias Caixa ou por meio do Internet Banking Caixa para clientes do banco. O valor de uma aposta simples da Mega-Sena é de R$ 4,50.

Caso apenas um apostador leve o prêmio e aplique todo o valor na Poupança da Caixa, receberá R$ 84,7 mil de rendimento no primeiro mês. Se preferir investir no ramo automobilístico, o prêmio seria suficiente para comprar 140 carros no valor de R$ 300 mil cada. 

Uso de máscaras é medida de proteção necessária aos vacinados quando há alta circulação do vírus, diz especialista

ANA BOTTALLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ciência já sabe os benefícios do uso de máscaras para prevenir a infecção do coronavírus. Recentemente, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos EUA, emitiu uma nota técnica dizendo que pessoas completamente vacinadas não precisam mais usar máscaras, à exceção do transporte público, aviões e em hospitais.

Porém, nos EUA, 51,5% já receberam pelo menos uma dose das vacinas contra Covid e 42,3% estão totalmente imunizados (com as duas doses, no caso das vacinas que utilizam uma dose reforço, ou vacinado com a vacina da Janssen, de dose única).

Aposentar as máscaras, mesmo em indivíduos vacinados, ainda não é um consenso, e a OMS (Organização Mundial da Saúde) se colocou contrária à medida. Isso porque as vacinas em uso em todo o mundo são diferentes e, embora todas tenham sido aprovadas e tenham suas eficácias comprovadas na proteção de casos de Covid graves e óbitos, nem todas protegem contra a infecção assintomática.

Mesmo as vacinas de eficácia mais alta não garantem imunidade total para infecções, embora não esteja totalmente claro o quanto uma pessoa vacinada que seja infectada possa transmitir o vírus. Por isso é importante manter o uso das máscaras. Além disso, diferentes máscaras oferecem diferentes níveis de proteção.

No Brasil estão sendo aplicadas vacinas de três diferentes fabricantes: a Coronavac, a Oxford/AstraZeneca e a Pfizer. Até a última quinta (10), 32,8% da população adulta no país recebeu pelo menos uma dose, enquanto pouco mais de 14% estão totalmente imunizados.

Dessas vacinas, a mais aplicada é a Coronavac, seguida da Oxford/AstraZeneca e a vacina da Pfizer/BioNTech, que só chegou ao país no final de abril.

Para o pesquisador e professor do Instituto de Medicina Social da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Guilherme Werneck, que trabalha semanalmente com uma nota técnica elaborada com outros pesquisadores sobre cobertura vacinal no país, existem três questões principais que envolvem as vacinas e uso de máscaras no momento: a cobertura vacinal, o tipo da vacina utilizada -uma vez que elas possuem dados de eficácia na vida real distintos- e a taxa de transmissão do coronavírus. Depende, ainda, da adesão ao uso de máscaras e do tipo de máscara utilizado.

“No Brasil, temos ainda uma quantidade muito pequena de vacinados com duas doses, vacinas com diferentes efetividades e administradas em intervalos de tempo distintos e uma alta transmissão a nível comunitário do vírus. Então é muito difícil estimar agora quando seria possível deixar de usar as máscaras”, diz.

Os três imunizantes apresentaram em estudos, feitos dentro e fora do país, alta efetividade para redução de casos graves, hospitalizações e óbitos.

Porém, apenas a Oxford/AstraZeneca e a Pfizer possuem dados sobre redução de infecção, isto é, contra a entrada do vírus no organismo. Segundo um estudo feito em Israel, a vacina da Pfizer reduz em cerca de 50% a infecção pelo coronavírus entre 13 e 24 dias após a primeira dose.

Com o esquema completo de duas doses, o imunizante se mostrou eficaz em reduzir em 86% os casos assintomáticos.
No caso da Oxford/AstraZeneca, resultados preliminares de um estudo feito no Reino Unido indicam uma redução de 70% dos casos assintomáticos após duas doses do imunizante.

Em abril, dois novos estudos de efetividade feitos na Inglaterra com Pfizer e Oxford/AstraZeneca apontaram para uma redução de 65% de todos os tipos de casos de Covid, 72% nos casos sintomáticos e 57% nas infecções pelo coronavírus. Foi avaliado o uso apenas da primeira dose em mais de 1,6 milhão de pessoas.

Apesar de já ter 60,23% de pessoas vacinadas com pelo menos uma dose, o Reino Unido vem enfrentando um aumento no número de casos nas últimas semanas, muito provavelmente em decorrência do aumento da circulação da variante gama (B.1.617.2, primeiro identificada na Índia).

A taxa desta sexta no Reino Unido, referente aos últimos sete dias, é de 61,8 casos a cada cem mil habitantes. Há 14 dias, essa taxa era de 32,3 casos por cem mil habitantes.

Para o Brasil, não há ainda dados de efetividade das vacinas Oxford/AstraZeneca e Pfizer. Um estudo em Botucatu (SP) deve avaliar a eficácia da vacina da AstraZeneca em reduzir casos na vida real.

Já para a Coronavac, estudo de efetividade da vacina conduzido na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, indicou uma redução nos novos casos sintomáticos e hospitalizações por Covid-19 quando 75% da população adulta foi vacinada com as duas doses -a redução de casos foi de 80% quando alcançada a marca de 95% de vacinados. Não há, no entanto, dados da Coronavac no país para redução de casos assintomáticos.

Todos esses dados indicam uma alta eficácia das vacinas em proteger contra novos casos de Covid e, em alguns casos, contra a infecção pelo coronavírus. Mas em todos os estudos, há uma janela, de entre 14% e 43%, de possibilidade de surgirem novos casos em pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina.

Para o médico, é preciso pensar na efetividade das três medidas como aditivas, uma sobrepondo-se à outra.
“Para poder fazer como os EUA teríamos que atingir uma cobertura vacina de pelo menos uma dose alta, por volta de 50%, com uma vacina com boa efetividade para impedir a infecção do vírus e taxa de transmissão local baixa. No Brasil, largamos atrás com a vacinação e estamos com uma taxa de transmissão alta, colocando mais pressão ainda nas vacinas”, diz Werneck.

Polícia prende um suspeito de participar de morte de PM em SP

ALEXANDRE DE AQUINO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um homem suspeito de participar da morte do policial militar Leandro Patrocínio, 30 anos, na zona sul de São Paulo, foi preso na manhã desta sexta-feira (13) pela Polícia Civil de São Paulo. A impressão digital dele teria sido encontrada no cativeiro. O homem foi encaminhado para o DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) para prestar depoimento.

Além dele, a digital de outro suspeito teria sido encontrada no local da ocorrência. No sábado (5), a Justiça decretou a prisão temporária de duas pessoas suspeitas de participarem do assassinato. A investigação aponta que, ao menos, cinco estão envolvidas na ocorrência. O laudo da necropsia do IML (Instituto Médico Legal) ainda não foi divulgado, mas acredita-se que Leandro tenha sido vítima de tortura. A causa da morte também depende do exame.

A Polícia Civil ainda apura a motivação do crime e trabalha com duas hipóteses iniciais: ainda não se sabe se o policial militar foi reconhecido pelos criminosos ou se a morte se deu por causa de um desentendimento. Já se sabe que o soldado fez uma compra, com seu cartão de débito, em um bar ao lado de um baile funk, em Heliópolis.

Leandro estava desaparecido desde 29 de maio e seu corpo foi encontrado por cães farejadores na sexta-feira (4), em um terreno em Heliópolis. A retirada do corpo do local aconteceu no sábado (5) e contou com o apoio de uma escavadeira. No domingo (6), a 5ª Delegacia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas, que investiga o caso, confirmou que o corpo era do policial.

O homem trabalhava no 1º Batalhão da PM Rodoviária, em São Bernardo do Campo (ABC). Nascido no Rio de Janeiro, o soldado estava na corporação paulista há cerca de cinco anos.

Rodovia dos Bandeirantes será bloqueada neste sábado (12)

A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) informa que, a partir das 8 horas deste sábado, dia 12, o tráfego de veículos estará interditado na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), a partir da altura do km 14, na capital, até o km 61, em Jundiaí.

O bloqueio total ocorre nos dois sentidos, em todas as pistas, e deve durar até às 16h. A Artesp orienta usuários a evitarem viagens desnecessárias entre as regiões afetadas pela interdição, bem como vias de acesso à rodovia dos Bandeirantes.

Rota alternativa

Em caso de absoluta necessidade de viagem entre as cidades afetadas pela interdição, a Artesp recomenda o tráfego pela Rodovia Anhanguera (SP-330). No sentido capital-interior e vice-versa, há também alternativa de desvio pela Rodovia Presidente Castelo Branco (SP-280).

Jornal Cidade RC
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