Estação Ferroviária recebe pintura com cores originais

O prédio histórico da antiga Estação Ferroviária de Rio Claro recebeu na manhã de sábado (19) a ação de uma força-tarefa para a pintura tanto da parte interna, quanto da parte externa, com a presença de cerca de 40 profissionais e, segundo o secretário municipal de Obras, Ivan De Domênico, esse feito era algo muito esperado tanto para a gestão, quanto pelos munícipes, já que tal ponto está presente na cidade desde 1910.

“Em 2012 fizemos a pintura e entregamos para a população, e hoje, com apoio da Minas Tintas, Coral Tintas, Casa do Construtor, LocFácil e demais secretarias, que estão auxiliando no que é necessário, fizemos esse mutirão, com esses profissionais, para pintar em um dia, então essa façanha não custará nada ao município de Rio Claro e vamos restaurar esse patrimônio histórico”, fala.

O secretário cita ainda a importância da Estação Ferroviária no desenvolvimento do município como um todo, por isso a necessidade do restauro.

A ação faz parte do cronograma para celebrar o aniversário da cidade, que completa, no próximo dia 24, 194 anos.

ESTUDO

Ivan De Domenico explica ainda que, após um estudo feito por Monica Ferreira, do Arquivo Público Histórico, a pintura está sendo feita com as cores originais da Estação Ferroviária.

“Foi realizada a pesquisa de cores e estamos seguindo o projeto de cores originais da época que foi feita a primeira pintura do prédio, em 1910”, fala o secretário.

A pintura recebeu aprovação do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).

PARTICIPAÇÃO

Crianças que participam do projeto Sal da Terra também estiveram na antiga Estação Ferroviária com o intuito de fazer parte da história e pintaram cartazes com o croqui do prédio.

O vereador Moisés Marques, autor do pedido para as melhorias, falou sobre a importância da participação de todos nessa iniciativa.

“É fundamental que todos, inclusive os pequenos, entendam a importância histórica da Estação para a nossa cidade e sintam-se parte, e através de um trabalho de união de forças, conseguimos fazer mais por nossa cidade, esse trabalho envolvendo a comunidade é muito importante para todos”, afirma.

TRÂNSITO

Através da Secretaria de Mobilidade Urbana, o trânsito foi desviado e profissionais orientaram motoristas e pedestres no local.

Refugiados no Brasil vêem futuro através de educação, saúde e esporte

Juntos, nós curamos, aprendemos e brilhamos. O lema desta edição do Dia Mundial do Refugiado, celebrado hoje (20), realça a educação, a saúde e o lazer como importantes instrumentos de integração. Neste ano, a data busca chamar atenção para uma série de problemas enfrentados por aquelas pessoas que, por algum motivo, foram forçadas a mudar de país: dificuldades para encontrar um médico, para colocar seus filhos na escola, para desfrutarem momentos de distração.blankblank

O Dia Mundial do Refugiado foi designado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para homenagear os refugiados em todo o mundo e estimular a mobilização social e política para a garantia de seus direitos. É também uma ocasião para promover a empatia e a compreensão com essa população. No Brasil, foi organizada uma programação que inclui oficinas, exposições, saraus, seminários, entre outros. São atividades virtuais e presenciais que irão dar visibilidade para diversas histórias como as de Fiorella Ramos, Marifer Vargas e Lexandra Arrieta, venezuelanas de diferentes faixas etárias. A reposta humanitária brasileira à população de refugiados é uma referência internacional positiva para o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência vinculada à ONU.

Nascida no município de Antonio Díaz, no norte da Venezuela, a indígena warao Fiorella Ramos fez da promoção à saúde seu projeto de vida. Ela obteve apoio para se formar médica na Universidade de Havana, em Cuba, e mais tarde, após voltar ao seu país, ampliou sua formação em um internato no Hospital Universitário Ruiz y Páez, na cidade de Bolívar.

Sua vida começou a mudar tempos após ela ter assumido um cargo de diretora em um hospital público na cidade de Guasipati, a cerca de 450 quilômetros da fronteira entre Venezuela e Brasil. Ali, teve desavenças com autoridades governamentais envolvendo políticas públicas para acesso a medicamentos. Retirada da função, chegou a trabalhar na iniciativa privada, mas a deteriorização das condições econômicas a fez decidir deixar seu país em 2019: atravessou a fronteira e chegou a Pacaraima (RR), indo em seguida para Boa Vista.

Foram 17 dias dormindo na rua e se alimentando graças à ajuda de um irmão que também abandonou a Venezuela e já se encontrava em um abrigo na capital de Roraima. Fiorella foi uma das principais lideranças da ocupação Ka’Ubanoko, ajudando na conquista de vários benefícios para migrantes em situação de rua. O movimento se iniciou com cerca de 150 venezuelanos, indígenas em maioria. Com o apoio de organizações católicas e humanitárias, o grupo obteve acesso a alimentação e a serviços básicos. No ano passado, Fiorella se mudou para um abrigo em Boa Vista e foi contratada como monitora de saúde.

“Atuo no auxílio à parte primária do atendimento. Sou médica, mas ainda não posso exercer no Brasil porque preciso primeiro revalidar meu diploma”, explica. Para Fiorella, a saúde é fundamental no acolhimento aos refugiados indígenas e fator de integração, porém exige que os profissionais atuem respeitando diferenças culturais.

“Há muitas doenças que se podem erradicar, que se podem controlar. Mas muitos indígenas não entendem porque precisam ir a um hospital. E daí a importância da atenção primária, que se baseia na prevenção e na promoção de saúde. É importante esse trabalho nas comunidades. E na atenção secundária, é importante o intercâmbio cultural para que médicos formados e aquelas pessoas com conhecimento em medicina tradicional possam interagir diretamente com o paciente nos centros de saúde”, avalia.

Se o acolhimento de refugiados indígenas nos serviços de saúde demanda cuidados específicos, ao mesmo tempo envolve todos os desafios decorrentes do contexto mundial. A pandemia de covid-19 trouxe novas preocupações para o Acnur. A primeira delas é óbvia: guerras e perseguições não deixam de ocorrer porque há uma crise sanitária global e, com o fechamento de muitas fronteiras, sair do país deixou de ser uma solução possível para muitas pessoas. Mas além disso, havia o receio com aqueles que já se encontravam em outras nações.

“Felizmente, temos observado mais avanços que retrocessos no Brasil. Mesmo no contexto da pandemia, o país manteve o funcionamento do seu sistema de reconhecimento de refugiados. E efetivamente reconheceu um grande número de pedidos principalmente da Venezuela. Também manteve o funcionamento da Operação Acolhida”, diz Luiz Fernando Godinho, oficial de informação pública do Acnur.

O tratamento que o Brasil dá aos migrantes é considerado pelo Acnur como um exemplo positivo. Diferente de outros países, que organizam campos de refugiados, aqui há um esforço para integrá-los na sociedade. E a legislação contribui com essa opção, uma vez que garante a eles acesso a serviços considerados universais, como saúde, educação e mesmo programas sociais.

Em sintonia com essa tradição, a Operação Acolhida é uma iniciativa liderada pelo Ministério da Cidadania que envolve também uma rede de organizações mobilizada pelo Acnur. Através dela, mais de 50 mil venezuelanos que chegaram em Roraima já conseguiram se instalar em diferentes cidades do país. A iniciativa foi criada em 2018 em resposta ao fluxo migratório que teve início no ano anterior decorrente da crise econômica e política que se instaurou no país vizinho. No auge desse movimento, cerca de 500 pessoas ingressavam diariamente no Brasil.

Desde 2017, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, já concedeu refúgio a 46 mil venezuelanos. O último balanço oficial mostrou que 65% das 82.552 pessoas que solicitaram refúgio ao Brasil no ano de 2019 vieram da Venezuelana. O fluxo reduziu com a pandemia, uma vez que o Brasil fechou a fronteira em Pacaraima. Aqueles que aqui já estavam são considerados nas respostas sanitárias à crise sanitária, inclusive para acesso a vacinas. Diversas organizações e entidades articuladas na rede mobilizada pelo Acnur atuam em conjunto para assegurar esses direitos.

A agência da ONU, que é financiada por meio de doações, também desenvolve ações diretas. “O Acnur vem atuando provendo informações seguras, uma vez que essas pessoas estão em um país estrangeiro, muitas vezes não conhecem o idioma e precisam receber uma informação mais customizada”, acrescenta Godinho. Outros esforços da agência incluem a distribuição de kits de higiene, a concessão de apoio financeiro emergencial para grupos específicos de refugiados que tiveram renda comprometida na crise sanitária. O pós-pandemia já está sendo pensado. O Acnur planeja fomentar mecanismos de geração de emprego e renda para essa população.

Fiorella celebra o rendimento fixo mensal e assegura que entre os refugiados indígenas, há muitas pessoas capacitadas em busca de uma oportunidade como ela: engenheiros, professores, informáticos. “Mesmo aqueles que não tem uma formação formal, possuem experiência em alguma área, como artesanato e agricultura. O Brasil nos dá muita esperança positiva. Podemos pensar em um futuro. Podemos estar tranquilos, ter uma família, ter um lugar para viver. Um lugar onde se pode trabalhar com a comunidade”, acrescenta. Ela pretende revalidar seu diploma e atuar como médica em Roraima ou mesmo em outro estado do Brasil. “Se não for possível, se não me estabilizar aqui em alguns anos, posso voltar ao meu país se as coisas estiverem diferentes por lá”.

Oportunidade de somar

Se a saúde é a forma que Fiorella encontrou para ajudar na integração dos refugiados e ao mesmo tempo retribuir o acolhimento que recebeu no Brasil, Marifer vê a educação como uma ferramenta para combater o preconceito. Segundo ela, os refugiados têm necessidades econômicas e sociais como diversos grupos vulneráveis da população brasileira, mas também possuem força e coragem a ponto de deixar uma vida para trás em busca do futuro.

“Garantir educação é importante tanto para o acolhido como também para o país que acolhe. Não basta dar o pão, dar o alimento, vendo o refugiado como um coitadinho, ferido. Educar o refugiado é também dar a ele oportunidade de somar. O refugiado vem para crescer com o país e não para ser um prejuízo. Integração não é somente experimentar comidas, ela envolve uma inclusão”, avalia.

Marifer é professora e vivia em Maracay, a 119 quilômetros da capital Caracas. Ela conta que deixou a Venezuela devido à violência e às ameaças sofridas, após seu companheiro, que é jornalista, ter publicado denúncias de corrupção. Ele veio primeiro, em maio de 2016. Ela chegou depois, com a filha, em agosto de 2017. Entraram no país por Roraima e hoje estão estabelecidos em São Paulo.

“Sou professora de história e geografia da Venezuela. Então não consigo fazer aqui o que eu fazia lá. Mas estou atuando como educadora social nos programas de interiorização dos refugiados”, conta. Ela já atuou na Operação Acolhida e hoje se envolve em projetos educacionais da Cáritas, organização humanitária da Igreja Católica.

Marifer fala português fluentemente e diz gostar de uma roda de pagode. Com a filha matriculada na escola, ela se diz confortável no país. “Um lugar de segurança e tranquilo para recomeçarmos a vida. Conseguimos receber apoio para a documentação, para assistência, para a escola da minha filha, para emprego, para tudo. Eu não tenho como ser mais agradecida. Brasil e Venezuela são vizinhos e não se conhecem bem. Então é legal essa troca. Todos temos algo que ensinar. Em casa, seguimos comendo arepa, falamos espanhol e ouvimos nossa música. Mas já estabelecemos a vida aqui. Estamos em casa”.

Aos 15 anos, esse não é o mesmo sentimento de Lexandra Arrieta. Há um ano no Brasil, junto com sua mãe Bélgica Martinez, seu irmão Leobel Arrieta e outros familiares, ela imagina regressar em um momento mais propício e sonha com o momento em que abraçará seu pai outra vez. “Queremos voltar em algum momento. Não agora. Mas deixamos lá nosso pai, que estará nos esperando”, diz.

Apesar da saudade, ela se sente acolhida no abrigo em que vive, em Boa Vista. Diz que a cidade tem muitos lugares bonitos e que estão conhecendo coisas diferentes da Venezuela. Seu principal elemento de integração é o esporte. Ela pratica futebol e kickball todos os dias e interage com outros adolescentes de sua idade. “Em um instante, já sabem nosso nome. Fizemos muitos amigos. O esporte nos ajuda tanto para fortalecer o corpo como para abstrair a mente”.

Embora esteja no país do futebol, ao citar sua referência, Lexandra não aponta um ídolo brasileiro. Sua inspiração é Deyna Castellanos, atacante da seleção feminina venezuelana e do clube espanhol Atlético de Madrid. “Ela demonstrou aos homens que não são somente eles que podem jogar. Ela é uma excelente jogadora. Gostaria de ser como ela”, afirma.

Saúde distribui mais 7,6 milhões de doses da vacina da AstraZeneca

O Ministério da Saúde começou a distribuir hoje (20) 7,6 milhões de doses da vacina da AstraZeneca para estados e o Distrito Federal. Produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as doses serão destinadas para completar a imunização de grupos prioritários com a segunda dose do imunizante contra a covid-19. O intervalo entre as duas doses é de 3 meses.blankblank

Segundo o ministério, a doses vão imunizar idosos entre 60 e 64 anos e profissionais que atuam na linha de frente de combate à pandemia, como trabalhadores da área da saúde eagentes de forças de segurança e das Forças Armadas. O envio deve ser concluído amanhã (21). 

Com a remessa do novo carregamento, o ministério chega à marca de 120 milhões de doses enviadas aos estados. Mais de 86 milhões já foram aplicadas.

Unesp diz que medidas do município estão falhando

O avanço da pandemia da Covid-19 em Rio Claro levantou alerta na comissão formada por cientistas e pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no município. Os recordes de casos e internações atingidos recentemente na cidade estão sendo considerados como um terceiro ciclo de aceleração, ainda que a cidade esteja avançada na imunização através das vacinas aplicadas. De acordo com manifestação emitida na última semana, a pandemia em Rio Claro entrou neste terceiro ciclo sem ter conseguido controlar a segunda onda, que culminou no final do mês de março e final do mês de abril.

“No pico da primeira onda, que ocorreu em 25/07/2020, foi registrada a média móvel de 77 casos diários, o pico da segunda onda em 21/03/2021 foi de 115 casos diários e até o momento, neste terceiro ciclo, alcançou 117 casos com crescimento de 90% em 14 dias”, detalha a comissão que acompanha a evolução da pandemia desde o seu início.

De acordo com os dados dos pesquisadores, o número de reprodução da epidemia (Rt), que representa a gravidade da transmissão do vírus, passou de 0,58 em 8 de abril para 1,48 em 15 de junho. “Isso significa que em 08/04 cada 100 pessoas infectadas transmitiam o vírus para outras 58, enquanto em 15/06 a transmissão de cada 100 pessoas ocorre para outras 148, mostrando que a infecção está em amplo crescimento”, explica.

Segundo a comissão da Unesp, “os dados apontados indicam que as medidas de mitigação da pandemia no município falharam em conter a pandemia, ao contrário do que se observou entre a primeira e a segunda onda”. A manifestação ocorreu na mesma semana em que o prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) descartou, por hora, qualquer decreto que possa impor novas restrições de circulação como meio de diminuir a transmissibilidade do vírus.

Os cientistas ressaltam a necessidade de o município revisar e atualizar as normas de contenção da transmissão, ampliar a divulgação das mesmas e, ainda, assegurar o cumprimento das normas com campanhas educativas e efetiva fiscalização.

Alerta

Cientistas afirmam que não existe medida cientificamente validada de contenção da pandemia da Covid-19, exceto a rápida vacinação concomitante com baixas taxas de transmissão do vírus.

Conselho Municipal de Saúde também faz alerta sobre pandemia e aciona o Ministério Público

A preocupação com o avanço da pandemia em Rio Claro também motivou o Conselho Municipal de Saúde, órgão deliberativo vinculado à Fundação Municipal de Saúde, a oficiar ao prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) para requerer que medidas de restrições sejam implantadas na cidade.

“Em 15 de junho, as médias móveis de novos casos, internações, ocupação de UTI e óbitos em 7 dias superaram o pico da segunda onda, alcançando 117 casos, 168 internações, sendo 82 em UTI, e 18 óbitos. Em apenas 14 dias, houve aumento de 90% no número de casos, 36% em internações, 24% em UTI e 29% de óbitos”, detalha o Conselho.

Segundo a presidente Maria Helena Betanho Romualdo, “é plausível supor que haverá aumento no número de doentes que precisarão de internações e, mais tardiamente, o de óbitos. Nada justifica a perda de mais vidas, quando sabemos como evitar”, afirma.

O Conselho Municipal de Saúde também está apelando ao Ministério Público. O ofício foi encaminhado ao promotor Gustavo Andreato para que a autoridade recomende ao município a adoção das novas medidas, levando-se em consideração os dados apresentados pela Comissão AntiCovid-19 da Unesp Rio Claro.

Álcool x Direção: Lei Seca completa 13 anos

Um importante instrumento para a redução do número de acidentes de trânsito, a Lei Seca completou, ontem (19), 13 anos em vigor no Brasil. Sua aprovação tornou crime dirigir embriagado. A regra é simples: libera a bebida e a direção mas proíbe a aliança das duas ações. Quem bebe não dirige. Quem dirige não bebe.

Apesar da rigidez em suas punições, muitos motoristas ainda insistem em fazer a combinação e isso reflete em autuações (veja abaixo as estatísticas enviadas pela Polícia Militar e Polícia Rodoviária de Rio Claro).

“A fiscalização de alcoolemia é de suma importância para a prevenção de sinistros. O álcool é uma das principais causas de ocorrências que temos, ficando somente atrás do excesso de velocidade, incluindo a imprudência do condutor. Nós da Polícia Rodoviária nos empenhamos muito em garantir a segurança dos usuários das rodovias. Em face da pandemia e dos riscos de contágio tanto para o policial quanto para o cidadão, é importante dizer que houve sim uma diminuição nas fiscalizações, mas que elas não deixaram de acontecer quando necessárias. Esperamos em breve, com a sequência da vacinação, prosseguirmos com força total nesse importante trabalho”, pontuou o 1º-tenente Bruno Lopes Ribeiro, que atua no policiamento rodoviário há três anos.

“No ano de 2021, de janeiro a abril, foram registrados 3 homicídios culposos e 284 lesões corporais culposas em decorrência de acidente de trânsito. Em 2020 e 2019, respectivamente, foram 19 e 21 homicídios, 901 e 1.178 lesões corporais culposas decorrentes de acidentes de trânsito. Tudo isso sem falar nos danos patrimoniais, que possui relevante impacto econômico. Por fim, ao menos estatisticamente, é muito mais provável que um cidadão rio-clarense seja vítima do trânsito local do que de qualquer outro crime, especialmente homicídio doloso, roubo ou furto”, disse o major PM Ademar Gregolim Jr, coordenador operacional do 37º Batalhão de Polícia Militar do Interior.

Lei Seca

A Lei 11.705, de 19 de junho de 2008, conhecida popularmente como Lei Seca, alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passando a proibir a condução de veículo automotor, na via pública, estando o condutor com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. Antes, não havia previsão em lei do teor alcoólico necessário para a caracterização do crime, bastando que o motorista estivesse sob a influência de álcool.

Em dezembro de 2012, foi sancionada a Lei 12.760, aprovada pelo Congresso Nacional, com nova alteração no CTB, que estabeleceu tolerância zero ao álcool e reforçou os instrumentos de fiscalização do cumprimento da Lei Seca: provas testemunhais, vídeos e fotografias passaram a ser aceitos como provas de que um motorista dirige sob efeito de álcool.

Quem dirige embriagado pode ser multado em R$ 2.934,70, e o valor dobra se o motorista for flagrado novamente dentro de um ano. O condutor terá seu direito de dirigir suspenso por 12 meses, além de ter o veículo recolhido, caso não se apresente condutor habilitado e em condições de dirigir.

Atenção

Estudos médicos demonstram os mais variados sintomas no corpo humano após a ingestão do álcool, entre eles estão a diminuição da capacidade psicomotora, alteração na capacidade de raciocínio, retardo para respostas em condições adversas, visão e audição alteradas, falta de atenção, perda de reflexo e sonolência

Caixa paga hoje 3ª parcela do auxílio para nascidos em março

A Caixa paga neste domingo (20) a terceira parcela do auxílio emergencial 2021 para beneficiários nascidos em março.blankblank

Os recursos serão depositados nas contas digitais dos beneficiários. Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais. Os beneficiários também conseguem movimentar os recursos usando o Caixa Tem na Rede Lotérica. O saque desta parcela será liberado a partir de 5 de julho.

A Caixa lembra que o calendário da terceira parcela foi antecipado. Marcado inicialmente para encerrar em 12 de agosto, com a possibilidade de saques para os nascidos em dezembro, o terceiro ciclo agora finaliza no dia 19 de julho.

De acordo com a Caixa, central telefônica 111 funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h, gratuitamente, e está preparada para atender os beneficiários do Auxílio Emergencial. Além disso, o banco disponibiliza, ainda, o site.

Com pandemia, brasileiros voltam a malhar em casa como nos anos 1980

MARTHA ALVES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nos anos 1980, a atriz americana Jane Fonda, 83, virou a guru da boa forma com vídeos de ginástica em VHS que se tornaram febre mundial. Com a pandemia de Covid-19, os treinos virtuais no YouTube e no Instagram se tornaram populares e tendência, segundo pesquisa global feita pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva.


No Brasil, não foi diferente. Levantamento feito pelo YouTube, à pedido do F5, mostra que os brasileiros estão entre os cinco povos que mais buscaram por “atividades de condicionamento físico em casa” na plataforma de vídeos, nos últimos 12 meses. Eles acompanham treinos pela plataforma de vídeos, participam de grupos no Instagram e fazem aulas virtuais, ao vivo, por aplicativo de videoconferência e redes sociais.


Entre março de 2020 e maio de 2021, estudo feito pelo Google Trends mostra que foram registradas 370 milhões de buscas de vídeos de exercícios com os termos “casa” ou “sem equipamento” no título.


No YouTube, pesquisas sobre “rotina de exercícios diários” aumentaram mais de 3.750%, entre março de 2020 e junho de 2021, em comparação aos 15 meses anteriores. Já os “exercícios para fazer em casa iniciantes” cresceram mais de 2.900% no mesmo período.


Dona de um dos maiores canais fitness do YouTube com mais de 4 milhões de seguidores, a preparadora física Carol Borba confirma essa tendência de aumento na procura por treinos de ginástica online. Desde o início da pandemia em março de 2020, ela viu seu canal dobrar o número de seguidores e visualizações.


Formada em educação física, Carol Borba diz que iniciou o canal em 2016 e, com o tempo, abandonou as aulas presenciais para se dedicar ao conteúdo virtual em uma plataforma em que os alunos pagam para ter acesso aos treinos. Ela publica diariamente exercícios diários para todas as partes do corpo.


No canal, os internautas encontram treinos para diferentes níveis de condicionamento e podem fazer exercícios de levantar peso, por exemplo, com embalagens de amaciante com água que substituem os halteres (equipamento usado para atividade de levantar peso).


A dona de casa Ana Maria Cubissimo, 60, afirma segue a educadora física há cinco anos no YouTube e já perdeu 16 quilos praticando os exercícios. Antes de se exercitar com a youtuber, ela diz que não praticava nenhuma atividade física, estava acima do peso e com dores no joelho.


Ela também passou a fazer musculação em um clube próximo da sua casa, mas que fechou com a pandemia. Com isso, ela intensificou os exercícios em casa. “Carol tem treinos diferentes de abdominal que eu faço [em casa]. Descobri com ela de que gosto de ginástica. Ela é alto astral e põe a gente para cima.”


Com os campeonatos de vôlei suspensos pela pandemia, a jogadora profissional Natália Martins, 36, diz que mantém o condicionamento física malhando em casa com os treinos da youtuber fitness. Ela lembra ainda que conheceu as atividades físicas de Carol Borba há cinco anos e que em dez minutos de ginástica com ela, ficava mais cansada que meia hora de treino.


Nas duas temporadas que jogou na Romênia, a atleta fazia os exercícios online porque pensava que o clube que jogava tinha “pouca malhação”. “Os exercícios me ajudaram no desempenho [na quadra] e indiquei para várias meninas da Romênia. Não quero mais voltar para a academia, é tão prazeroso [o treino], leve. Descobri que posso fazer exercícios usando o peso do próprio corpo.”


Norton Mello, 34, formado em educação física e dono de uma rede de academias, se tornou um fenômeno fitness em 2020 ao reunir mais de 30 mil pessoas em lives diárias no Instagram, de março a dezembro de 2020. Foram 282 treinos online gratuitos para promover a saúde e o bem-estar mental.


Segundo o personal trainer, a pandemia potencializou seu trabalho online, já que as academias foram obrigadas a fechar na quarentena. Ele celebra também os recordes adquiridos no período. “Tenho dois recordes mundiais de lives no Instagram, ao superar 9 milhões [de pessoas] e, em primeiro de junho, com 30,7 mil pessoas treinando ao vivo. É um estádio de futebol do tamanho do Pacaembu.”


As aulas online não eram uma novidade para Mello, que morou nos Estados Unidos e prestava consultoria de treinos há cinco anos para alunos de vários países. “As pessoas imaginam que [as atividades físicas] só acontecem dentro de uma academia. Eu [decidi] levar a academia até elas. Nas lives de treino, eu quero mostrar que elas podem fazer [atividade física] em casa.”


Mello afirma que suas lives apresentam um treino democrático, para todas as idades e com diferentes níveis de treino. Recentemente, ele lançou um plano em que as pessoas têm direito a lives diárias salvas que podem ser feitas a qualquer hora do dia. “Possibilitou a muitas [pessoas] treinarem em casa. A pandemia acelerou em oito anos esse mundo digital.”

A estudante Nataly Debora Manfrim, 31, adepta de atividades físicas, diz que na pandemia se identificou com as aulas online ao ver uma live gravada de Mello, pois o personal trainer trazia uma reflexão nas lives, ao abordar educação, família e afeto. “Norton [Mello] vai muito além dos treinos, a intenção não é você ficar sarado, é saúde. Você faz [o exercício] no seu ritmo, já tem mais de 400 treinos gravados.”


Com o fim das lives grátis de Mello em dezembro do ano passado, Manfrim assinou o perfil privado de treinos no Instagram. Segundo a estudante, o personal muda a dinâmica dos treinos toda semana, oferece aulas extras, lives de dúvidas, com nutricionistas, fisioterapeutas e bate-papo.


“Isso acaba nos aproximando ainda mais e temos de fato a sensação de que ele está treinando na sala de casa ou nós estamos treinando na sala da casa dele. O Instagram privado virou uma família”, diz Manfrim, entusiasmada com as aulas.


A farmacêutica Evelise De Paula, 68, afirma que começou a fazer atividade física com mais regularidade há quatro anos quando conheceu uma professora que dava aulas para a terceira idade em uma academia. Antes da pandemia, ela fazia aulas de alongamento, pilates com bola, postura e aeróbica.


Com o fechamento das academias no ano passado, a farmacêutica comprou uma bicicleta ergométrica e passou a fazer os exercícios que lembrava das aulas com a bola de pilates em casa. Há dois meses, ela começou a fazer aulas de ginástica online com uma professora de educação física, indicada por uma conhecida.


“Eu comecei acompanhando [os treinos] no Instagram, ela fez um grupo de dose diária [de exercício físico] durante 21 dias”, diz. Depois deste período, Evelise continuou com o treino virtual. Ela paga um pacote mensal de aulas gravadas e ao vivo pelo Zoom. “São aulas semanais de 30 minutos. Ela as envia pelo WhatsApp, eu baixo e consigo ver no tablet. A cada 15 dias, entro no Zoom e faço as aulas ao vivo.”

VÍDEO: Doar sangue – o gesto solidário que salva até quatro vidas

Em janeiro de 2021, Jessica Daiane Pereira, 30 anos, precisou ser hospitalizada. Foram dois meses de tratamento contra uma doença rara chamada púrpura trombocitopênica trombótica (PTT). Os pontinhos avermelhados e hematomas que surgiram no seu corpo e que achava serem decorrentes de alergia e contusões, respectivamente, indicavam algo muito mais sério.

Na realidade, esses sinais eram pequenos coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, sendo que em 90% dos casos pode levar o paciente à morte. Entre altos e baixos, a jovem precisou retirar o baço e até fez uso de medicação quimioterápica. Além dos esforços da equipe médica, da sua força, coragem e das orações de amigos e familiares, uma corrente ainda maior foi fundamental para a sua recuperação.

Cerca de 800 pessoas solidárias e anônimas foram fundamentais no momento em que Jéssica mais precisou. “No período de internação, recebi 768 bolsas de hemocomponentes (hemácias, plaquetas, plasma e plasma isento de crioprecipitado) de diferentes doadores. Sem essas pessoas, eu não estaria aqui”, relembra.

Apesar de estar acostumada com a rotina hospitalar, já que é técnica em Enfermagem da UTI Adulto da Santa Casa de Rio Claro, Jessica confessa que sentiu receio diante da nova situação, principalmente por seu tipo sanguíneo. “Sempre tive medo de precisar de sangue por ser O-, que é mais difícil. No final, precisei e estou viva por causa de 768 doadores. Por isso é tão importante uma bolsa de sangue”, reforça.

A biomédica responsável pelo Banco de Sangue de Rio Claro, Ariani Maria Bregadioli, explica que o ato de doar é de extrema importância para salvar vidas em diferentes situações, seja, por exemplo, em casos de pacientes oncológicos, de traumas e àqueles que irão passar por procedimentos cirúrgicos.

O tipo sanguíneo O- (doador universal) é o mais solicitado nas unidades hospitalares, como é o da Jéssica, mas todos são importantes. Inclusive, uma única doação pode salvar até quatro vidas. “Isso acontece porque de uma doação total é possível fracionar a bolsa de sangue em quatro hemocomponentes, podendo, então, salvar até quadro vidas”, reforça Ariani.

Para ser doador no serviço é preciso ter entre 18 e 69 anos; bom estado de saúde; não ser portador de doenças sexualmente transmissíveis; não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas; se fumante, estar duas horas sem fumar. A profissional orienta, ainda, que é realizada triagem clínica junto ao candidato para avaliar o seu estado de saúde, para que a doação de sangue seja feita sem riscos.

No entanto, Ariani pontua algumas situações em que há restrições. “Pessoas que fizeram endoscopia ou colonoscopia precisam aguardar seis meses para doar sangue. Em casos de candidatos que fizeram tatuagem ou colocaram piercing, o período de espera é de 12 meses. Quem teve Covid-19 é necessário aguardar 30 dias e quem recebeu a vacina contra a doença, entre dois e sete dias, dependendo da farmacêutica”, completa.

Mesmo em meio à pandemia, é possível doar sangue de forma segura e tranquila. Hoje, o Banco de Sangue de Rio Claro trabalha com agendamento prévio pelo WhatsApp (19) 99288-9737 e segue os protocolos de segurança e higiene da Vigilância Sanitária. As doações podem ser feitas de segunda, quarta e sexta-feira, das 7h às 11h. O serviço funciona anexo à Santa Casa.

Rio Claro confirma mais três óbitos por Covid

Boletim emitido no sábado (19) pela Secretaria de Saúde de Rio Claro registra mais três óbitos por coronavírus no município. As mais recentes vítimas fatais da Covid-19 são dois homens e uma mulher e, agora, o município tem 485 mortes provocadas pela doença.

O total de casos positivos chegou a 16.460, com 86 confirmações nas últimas 24 horas.O número de pacientes internados é 147, sendo 77 em UTI.

O índice de ocupação de leitos é 83%. O município tem 973 pessoas em isolamento domiciliar e 14.892 pessoas recuperadas.

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos. Isso é fundamental para evitar a infecção pelo coronavírus e também sua transmissão.

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Notícias falsas prejudicam buscas por Lázaro Barbosa, diz secretário

Mais de 200 policiais participam das buscas por Lázaro Barbosa Sousa na região de Cocalzinho de Goiás. As ações são comandadas pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), com a ajuda de equipes do DF e das Polícias Federal e Rodoviária Federal.blankblank

De acordo com a SSP-GO, Lázaro é suspeito de cometer um quádruplo latrocínio em Ceilândia, no DF, além dos crimes em Goiás. “Nos últimos dias, o indivíduo invadiu propriedades rurais da região do entorno, fez três pessoas reféns e baleou outras quatro, entre elas, um policial militar. O PM, que foi atingido de raspão, chegou a ser levado ao Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), mas já está em casa”, informou a secretaria.

Lázaro já possui uma condenação por homicídio, na Bahia, e é também procurado no DF e em Goiás por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo. A SSP-GO tem feito alertas sobre os prejuízos que notícias falsas têm causado para a investigação, segundo o chefe da pasta, Rodney Miranda.

Em coletiva de imprensa feita recentemente, Miranda disse que essas informações falsas acabam fazendo com que os investigadores “deixem de atender mais rapidamente uma informação procedente, para atender uma que não tem relevância”.

Segundo ele, tais situações têm provocado interferências na operação. “É um problema sim. Não só essa fake news [de que Lázaro estaria em um cemitério], como outra de que ele já havia sido baleado, que já estava morto. Tudo isso atrapalha, porque não só a nossa Inteligência, como as unidades de operação, tem que checar. Às vezes a gente deixa de atender mais rapidamente uma informação procedente, para atender uma que não tem relevância”, ressaltou.

Miranda disse que a situação é “complexa, grave e de difícil resolução”, mas que avanços têm sido obtidos, contando com o reforço de 20 policiais da Força Nacional de Segurança Pública.

Senai oferece cursos gratuitos de capacitação profissional

Para quem está procurando emprego, cada diferencial no currículo conta. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferece cursos de iniciação profissional, qualificação e aperfeiçoamento, com duração que varia de horas a alguns meses. Há cursos técnicos, de, no mínimo, 800 horas, o que corresponde a um ano.blankblank

O Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt) do Senai abriu inscrições para mais de 30 cursos gratuitos e online. De acordo com o Senai, os 10 melhores alunos ganharão uma bolsa integral para cursos de graduação e pós-graduação no Senai Cetiqt.

Jovens

Iniciativa voltada para jovens de 14 a 24 anos de idade, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o 1MiO – Unicef tem 20 cursos de iniciação profissional e aperfeiçoamento, com duração de 4 a 30 horas, online, gratuitos e autoinstrucionais. Não há limite de vagas.

Há diversos cursos disponíveis como Consumo eficiente de energia; Desenho arquitetônico; Desvendando a Indústria 4.0; Educação Ambiental; Finanças pessoais; Logística (5´s e almoxarifado); Noções Básicas de Mecânica Automobilística; Privacidade de proteção de dados (LGPD); entre outros.

Emprega Mais

Por meio de vouchers, o Senai está requalificando de graça trabalhadores da indústria e dando uma formação para desempregados ocuparem vagas no setor. Até abril, foram 33 mil vagas ofertadas em 26 estados para cursos de qualificação e de aperfeiçoamento profissional, presenciais e semipresenciais, com carga horária média entre 120 e 240 horas.

De acordo com o Senai, de maio a agosto, estão previstas 46.817 oportunidades em 23 estados. As indústrias podem requisitar os cursos e indicar profissionais, e pessoas físicas devem acessar as opções na Loja Mundo Senai. A loja virtual de cursos tem outras opções além daquelas previstas no Emprega Mais.

Anualmente, o Senai destina 66,66% da sua Receita Líquida de Contribuição Compulsória Geral para viabilizar a oferta de vagas gratuitas nos cursos técnicos e de formação inicial e continuada. O aluno que deseja solicitar a gratuidade com base na declaração de baixa renda deve procurar a unidade Senai da sua região.

Balanço

De janeiro a março, o Senai registrou 265 mil matrículas em cursos gratuitos de diferentes modalidades, como aprendizagem, qualificação, aperfeiçoamento e técnico.

Os três primeiros meses de 2021 já correspondem a 57% do total de matrículas gratuitas do ano passado (459 mil), o que significa um aumento expressivo na procura e na oferta neste início de ano e aponta uma tendência de alta neste ano.

Em 2020, em relação ao ano pré-pandemia da covid-19, o destaque entre os cursos gratuitos foi a modalidade aperfeiçoamento, com duração entre 8 e 360 horas, cujas matrículas saltaram de 79 mil em 2019 para 120 mil matrículas em 2020. Ao perceber a demanda por qualificação rápida, gratuita e online, em razão da queda na renda das famílias, logo no início da pandemia, o Senai disponibilizou vagas para vários cursos na área de tecnologia, em temas como inteligência artificial, blockchain e programação móvel para Internet das Coisas (IoT). Para os cursos técnicos, a mais recente pesquisa de egressos, de 2020, mostra que sete de cada 10 ex-alunos estavam empregados.

Já nos cursos técnicos, os jovens aprendizes trabalham e fazem um curso paralelamente, com duração de um a dois anos e têm como diferencial a parte prática e a aproximação com o mundo do trabalho. O Senai tem simuladores no curso EaD e, nos cursos semipresenciais e presenciais, a estrutura das escolas conta com equipamentos de última geração para a parte prática.

O curso técnico dá uma formação que, em vários casos, possibilita uma renda salarial equivalente à de um curso superior, sendo que não leva quatro, cinco anos.

Relator pede cassação do mandato do vereador Dr. Jairinho

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O vereador carioca Luiz Ramos Filho (PMN) apresentou nesta sexta-feira (18) um relatório favorável à cassação do mandato de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho (sem partido).

Filho é relator do processo contra o parlamentar no Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Jairinho está preso desde o dia 8 de abril, acusado de ter matado em março o enteado Henry Borel, 4. A namorada do vereador e mãe do garoto, Monique Medeiros, também foi detida.


Em seu relatório, Ramos Filho afirma que há elementos suficientes para a cassação do mandato. O documento tem como base o inquérito policial sobre a morte e o depoimento do executivo da rede D’or, Pablo Menezes, que teria recebido pedidos de Jairinho para que o corpo da criança fosse liberado sem ser encaminhado para autópsia no IML (Instituto Médico Legal).


“A ligação do Dr. Jairinho para o executivo do hospital para evitar que o corpo do menino Henry fosse periciado pelo IML caracteriza quebra de decoro a ser punido com a perda do mandato”, apontou Ramos Filho.


A defesa do vereador preso tem cinco dias para apresentar suas alegações finais. Após esse prazo, o conselho voltará a se reunir para deliberar sobre o processo. Se for aprovado, o caso é remetido ao plenário para a votação definitiva.
O vereador Alexandre Isquierdo (DEM), presidente do Conselho de Ética, afirmou que a Câmara do Rio agiu de forma célere, respeitando os prazos e o direito à defesa do acusado.


Segundo Isquierdo, a expectativa é de que a votação definitiva em plenário ocorra no dia 29 de junho. “Com certeza esse parlamento dará uma resposta à sociedade”, disse.


Vereador desde 2005, quando tinha 27 anos, Jairinho está em seu quinto mandato, após ter sido reeleito no ano passado com 16 mil votos.


Próximos passos
Após a entrega das alegações da defesa, em até cinco dias úteis, o parecer do relator é submetido à deliberação do Conselho de Ética. O documento é aprovado se obtiver a maioria absoluta dos votos dos integrantes Caso a denúncia avance, o processo é transformado em projeto de resolução e encaminhado à mesa diretora da Câmara, para ser incluído na ordem do dia A perda de mandato é deliberada em votação aberta no plenário, com direito à fala dos parlamentares e da defesa durante a sessão, decidida por dois terços dos vereadores (34 votos)

Jornal Cidade RC
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