Vacinação contra Covid volta nesta 4ª-feira das 13 às 19h

O município de Rio Claro voltará a vacinar contra Covid nesta quarta-feira (2) das 13 às 19 horas. Em virtude do fim de semana e do feriado de carnaval, houve uma paralisação temporária na vacinação, que retorna agora em ritmo normal.

A vacinação contra Covid é realizada no salão da Igreja Boa Morte, na Rua 10 entre as avenidas 7 e 9.

A primeira dose está disponível para crianças de 5 a 11 anos, adolescentes seguem recebendo primeiras e segundas doses, e adultos recebem primeiras, segundas ou doses de reforço.

A campanha de vacinação contra Covid está disponibilizando primeiras, segundas e doses de reforço de todos os laboratórios. As equipes estão vacinando pessoas de todas as idades.

As crianças devem estar acompanhadas de um responsável com mais de 18 anos, portando CPF e cartão SUS da criança. No caso de primeira dose, o cadastro antecipado no site vacinaja.sp.gov.br

Prefeitura fecha buracos em vários bairros de Rio Claro

Equipes de manutenção trabalham nesta segunda-feira (28) na recuperação do pavimento asfáltico em vários bairros de Rio Claro. Os serviços estão sendo realizados no Jardim Cervezão, Jardim São Caetano, Jardim Kennedy e Avenida dos Estudantes, no bairro Mãe Preta.

A Secretaria Municipal de Obras ressalta que o grande volume de chuvas dos meses de dezembro e janeiro prejudicou o ritmo dos serviços de tapa-buracos. A secretaria informa também que, com a redução das chuvas, os serviços estão sendo realizados com grande intensidade.

Rússia ameaça europeus que fornecerem armas e combustíveis para a Ucrânia

(UOL-FOLHAPRESS) –

Em uma declaração publicada nesta segunda-feira (28), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia ameaçou retaliar países europeus que enviarem armas, equipamentos militares e combustíveis para as Forças Armadas da Ucrânia, como forma de auxiliar na resistência à invasão ordenada por Vladimir Putin.
Segundo a rede de TV americana CNN, a chancelaria russa afirma que cidadãos e organizações da União Europeia “não podem deixar de compreender o nível de perigo” de fornecer esse tipo de auxílio aos ucranianos.
“Cidadãos e organizações da União Europeia envolvidas em fornecer armas letais, combustíveis e lubrificantes para as Forças Armadas da Ucrânia serão responsáveis por todas as consequências de suas ações no contexto da operação militar especial em curso. Eles não podem deixar de compreender o nível de perigo das consequências”, alertou o documento.
Países europeus anunciaram o envio de armamento e outros recursos para a Ucrânia em resposta à invasão russa. Ontem, o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, anunciou o envio de caças para a Força Aérea ucraniana.
Maior economia do continente, a Alemanha anunciou o envio de mil armas antitanque, 500 mísseis e 400 RPGs -granadas impulsionadas por foguete- para ajudar as forças ucranianas. Já a República Tcheca enviará metralhadoras, rifles de precisão e pistolas para os militares ucranianos. A Noruega, por sua vez, ofereceu 2 mil armas antitanque, além de equipamentos como capacetes e coletes à prova de balas.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a liberação de US$ 350 milhões em armamento para a Ucrânia.
ATAQUES À UNIÃO EUROPEIA
De acordo com a rede CNN, a Rússia ainda afirma no comunicado que a União Europeia “não esconde mais o objetivo” de afetar diretamente a população russa com suas sanções.
“Eles pretendem causar o maior dano possível à Rússia, atingir nossos pontos fracos, e destruir gravemente nossa economia, além de suprimir nosso crescimento econômico”.
Apesar disso, afirma o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o objetivo não será alcançado. A pasta garante que o país “continuará garantindo a realização de seus interesses nacionais vitais sem se importar com sanções ou ameaças”.
“Nós queremos garantir a vocês que isso não irá ocorrer. As ações da União Europeia não ficarão sem resposta. A Rússia irá continuar garantindo a realização de seus interesses nacionais vitais sem se importar com sanções ou ameaças. É o momento dos países ocidentais entenderem que seu domínio indiviso na economia global é coisa do passado”, conclui o comunicado.

Guerra deve acelerar inflação da comida e preocupa Guedes

(FOLHAPRESS) –

A guerra na Ucrânia deve fazer com que a inflação da comida volte a acelerar no mundo e, claro, no Brasil. Os preços de trigo, milho e soja deram saltos nesta segunda-feira (28) em vários mercados dessas commodities, em Chicago e em Londres. Milho e soja mais caros também salgam o preço de rações, logo de carnes, e também de óleos.
Os preços do milho subiram mais de 5,5%; da soja, em torno de 3,5%; do trigo, quase 10%. A Rússia e a Ucrânia exportam cerca de 30% do trigo comprado no mercado mundial e pouco mais de 20% do milho.
As exportações desses dois países podem ser prejudicadas pelas ruínas causadas pela guerra, pelas dificuldades de financiamento provocadas pelas sanções ao sistema financeiro russo e pelo bloqueio dos portos da Ucrânia pela Marinha de guerra russa.
O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta segunda estar preocupado com a pressão inflacionária mundial devida à guerra.
“No caso da Ucrânia, a questão são os grãos; da Rússia, são os fertilizantes, no que diz respeito ao Brasil. Estamos preocupados com a inflação mundial. É muito mais o impacto na economia global, porque estamos começando a nos recuperar da pandemia. Então, não é nada bom para o mundo”, afirmou em entrevista à TV Bloomberg, especializada em informações econômicas e financeiras.
A Rússia é o maior exportador mundial de fertilizantes. As sanções americanas contra bancos russos por ora excluem negócios com produtos agrícolas, assim como permitem transações relativas à produção e ao comércio de energia, entre outros. No entanto, também é possível que dificuldades de pagamentos e financiamentos do comércio desses produtos causem escassez, atrasos e altas de preços.
“O mundo está em desaceleração sincronizada. A inflação está crescendo em todo o mundo, e isso poderia agravar o futuro da economia global”, continuou o ministro.
Segundo Guedes, a inflação brasileira é fruto, sobretudo, da inflação global, e usou os Estados Unidos como comparativo. “Não há pressão inflacionária. A inflação no Brasil passou de 3% para 10%. A inflação nos Estados Unidos foi de 0% a 7%. Então, basicamente é inflação global”, disse.
A prévia da inflação oficial no Brasil teve variação de 0,58% em janeiro e segue em dois dígitos no acumulado de 12 meses, com 10,20%, apontam dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15). Nos Estados Unidos, a inflação chegou a 7,5%, a maior alta em 40 anos.
Já a inflação de alimentos no país chegou a 19,1% ao ano em fevereiro de 2021 (de “alimentos no domicílio”, segundo o IPCA-15). Em janeiro, ainda crescia em ritmo veloz, mas desacelerara para 8,5% ao ano. Em fevereiro, voltou a acelerar, para 9,5%.
Em um ano, os preços do milho no mercado mundial aumentaram mais de 25%; o da soja, 17%; do trigo, 42%. No entanto, apenas em dois meses deste 2022, a cotação do milho subiu quase 18%. A da soja mais de 22%; a do trigo mais de 18%. A guerra teve influência maior nessa disparada.
O barril de petróleo (tipo Brent) foi cotado ontem a US$ 101,1, em alta de 3% no dia. Neste ano, a alta acumulada é de quase 30%.
A equipe de Guedes teme que o avanço nos preços internacionais do petróleo intensifique a busca do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do Congresso por iniciativas populistas e, na prática, ineficazes para tentar segurar os preços dos combustíveis.
Hoje, as medidas estão concentradas na desoneração dos tributos federais sobre o diesel e na mudança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A possibilidade de um pico de inflação no auge da campanha eleitoral havia impulsionado a decisão de Bolsonaro de patrocinar a PEC do corte de tributos sobre os combustíveis.
Os preços dessas commodities no Brasil refletem as condições do mercado mundial -​sejam grãos ou o petróleo vendido pela Petrobras e cotado por política declarada da estatal a valores de “paridade internacional”. Uma valorização do real em relação ao dólar poderia conter a disparada da carestia de grãos básicos, carnes e combustíveis. Mas o modesto avanço da moeda brasileira neste ano fica muito atrás da inflação de commodities.
Paulo Guedes também negou que haja pressão fiscal, afirmou que o déficit primário brasileiro recuou de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020 para 0,4% do PIB em 2021 e disse ainda que o gasto social está dentro do teto.
A expectativa da equipe econômica é de queda na inflação, segundo o ministro, que diz acreditar que o Brasil pode novamente “surpreender para o positivo”. “Estou mais preocupado com vocês”, comentou.
“O Fed [Federal Reserve] está bem atrás da curva, o BCE [Banco Central Europeu] também. Estou muito preocupado sobre vocês aqui, o Fed está dormindo no volante e a inflação global está chegando”, disse. Na opinião de Guedes, ambos estão atrasados no combate à inflação.
O titular da Economia comentou o aumento do preço dos grãos em viagem a Nova York, nos Estados Unidos. Aproveitou o feriado de Carnaval para realizar contatos com bancos de investimento e investidores institucionais, em Nova York, nos Estados Unidos.
Ao ser questionado sobre a posição “neutra” do presidente Jair Bolsonaro sobre a guerra, o ministro ressaltou o posicionamento oficial do país.
“O Brasil, no Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas], votou duas vezes -e votaremos de novo-​ condenando a invasão da Ucrânia. Ao dizer isso, nós desejamos que, de forma pacífica, a situação seja resolvida o mais rápido possível”, declarou.
No domingo (27), o presidente Bolsonaro defendeu que o Brasil permaneça neutro no conflito. “Nós não podemos interferir. Nós queremos a paz, mas não podemos trazer consequências para cá”, afirmou o presidente brasileiro durante entrevista coletiva em um hotel em Guarujá (SP).
Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, nesta segunda (28), o Brasil condenou a invasão da Ucrânia pela Rússia. O embaixador Ronaldo Costa Filho pediu que os órgãos das Nações Unidas trabalhem conjuntamente em busca de soluções. “Estamos sob uma rápida escalada de tensões que pode colocar toda a humanidade em risco. Mas ainda temos tempo para parar isso.”
No período da tarde, o Brasil voltou a criticar o risco de escalada de tensões em reunião do Conselho de Segurança.​ “As severas sanções podem trazer efeitos na economia global com consequências sentidas muito além da Rússia. Possivelmente, as populações nos países em desenvolvimento serão as que vão sofrer mais”, disse João Genésio de Almeida Filho, representante permanente alterno do país na ONU.

Dois idosos morrem de Covid em Rio Claro

Com a morte de dois idosos, subiu para 629 o total de óbitos nesta pandemia em Rio Claro. O boletim divulgado nesta segunda-feira (28) pela Fundação Municipal de Saúde também registra a redução no número de pacientes internados. Até domingo eram 31, agora são 22, sendo 11 em UTI. O município tem 27.031 casos positivos e 26.299 pessoas recuperadas da doença. A Fundação Municipal de Saúde alerta a população para a importância da vacinação e para que mantenha os cuidados preventivos, com uso de máscara, distanciamento social e higienização frequente das mãos.

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Mãe busca por jovem que desapareceu ao sair da casa em que mora no Consolação

Foi registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento na delegacia de Rio Claro envolvendo a jovem Marina Bortolin, 20 anos. De acordo com a mãe, Marina que mora no bairro Consolação, a filha disse por volta de 12h40 de domingo (27) que “já voltava” e saiu com o veículo Toyota Etiós (cor cinza) placas EWQ-0392 e não retornou mais.

A mãe cita que fato semelhante nunca ocorreu e que Marina não levou nenhuma mala, nem roupas. O celular não atende e Marina não responde as mensagens. Informações podem ser repassadas nos telefones (19) 98606-7162 ou no 190 da PM.

Policial é preso suspeito de matar homem dentro de igreja em SP

Folhapress

Um policial civil foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (28) por suspeita de matar um homem a tiros dentro da igreja do Calvário, no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) estava realizando patrulhamento na região quando foi acionada para atender a uma ocorrência de homicídio.

O homem atingido pelos disparos estava em uma sessão dos Narcóticos Anônimos que acontecia em um salão dentro da paróquia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

“O infrator empreendeu em fuga, mas foi detido em flagrante pelos guardas civis, que constataram tratar-se de um policial civil”, afirma a SMSU em nota.

Após a prisão, o homem foi conduzido pela GCM ao 14ª Distrito Policial, que também fica no bairro de Pinheiros, junto com a arma do crime. Posteriormente, ele foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil.

Ainda segundo a SSP, o flagrante foi registrado, e o policial deve ser encaminhado ao Presídio Especial da Polícia Civil.

O local onde o crime ocorreu foi preservado pela GCM até as por volta das 9h30 da manhã desta segunda (28).

A identidade do policial e do rapaz morto não foram divulgadas, mas os Narcóticos Anônimos confirmaram que ambos eram frequentadores das reuniões do grupo.

A sessão, que acontecia na madrugada desta segunda-feira (28), faz parte de uma maratona de 24h do NA para atendimento aos frequentadores durante o Carnaval.

A Secretaria de Segurança Pública afirma que todas as circunstâncias do crime estão sendo apuradas.

Crise climática eleva migração forçada, desnutrição e doenças, diz ONU

Folhapress

A mudança do clima já causa prejuízos à saúde, alimentação, economia e infraestrutura das cidades. Os impactos são observados em todas as regiões do planeta, que está em média 1,1ºC mais quente que a era pré-industrial.

Os efeitos em cascata estão reunidos no novo relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU), lançado nesta segunda-feira (28).

Elaborado por 270 cientistas, o estudo revisou 34 mil artigos científicos e aponta que as mudanças profundas causadas pelo aumento da temperatura global já estão em curso.

A partir de modelos climáticos, o relatório também faz projeções de cenários sobre o aumento dos riscos conforme a temperatura e as ações de adaptação ao clima.

“É inequívoco que a mudança climática é uma ameaça ao bem-estar humano e à saúde planetária”, diz o relatório. Desde a última avaliação do painel, em 2014, os avanços na ciência climática permitiram aumentar o grau de certeza sobre a atribuição dos eventos extremos e seus danos ao aquecimento global.

“O volume de informação que a gente tem hoje aumentou muito, assim como o grau de certeza sobre a atribuição dos riscos e dos danos aos sistemas naturais e sociais à mudança climática”, afirma Jean Ometto, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um dos autores do relatório do IPCC.

“Os impactos estão acontecendo antes do que se esperava. Certo impactos que eram previstos para 2050 no relatório anterior, neste consta como impactos que já são observados, já estão começando a acontecer”, destaca Ometto. “Isso também deriva do aumento da informação; ainda assim, é surpreendente.”

“Este relatório reconhece a interdependência do clima, da biodiversidade e das pessoas e integra as ciências naturais, sociais e econômicas mais fortemente do que as avaliações anteriores do IPCC”, disse Hoesung Lee, presidente do painel do clima.

Entre os impactos socioeconômicos já observados atualmente, está a queda na produtividade agrícola. Embora ela tenha aumentado globalmente, esse crescimento foi desacelerado pela mudança do clima, segundo o relatório. Os impactos negativos aconteceram principalmente em regiões de latitudes médias e baixas. Porém, há impactos positivos em altas latitudes.

“Quem vai se beneficiar das mudanças climáticas? Os países nórdicos. Rússia, Suécia, Islândia, Canadá. Podem se tornar potências agrícolas daqui a 30 anos. Porque o solo tem muito material orgânico, vai aumentar a precipitação nesses locais, vai aumentar o período de verão para a colheita. Isso já está começando a acontecer”, diz o físico da USP Paulo Artaxo, membro do IPCC.

Um impacto negativo em uma região pode ser positivo para outra, explica Artaxo. “A diminuição das chuvas no Nordeste brasileiro é algo negativo, mas em uma região onde a agricultura não é viável, isso pode ser benéfico, por diminuir a lixiviação de nutrientes do solo”, exemplifica.

O relatório também afirma que cerca de metade da população mundial já enfrenta escassez hídrica durante uma parte do ano em decorrência de fatores climáticos e não climáticos. O cenário atual expõe milhões de pessoas à insegurança alimentar e à escassez hídrica, com impactos maiores em comunidades da África, Ásia, Américas do Sul e Central, pequenas ilhas e do Ártico.

As perdas repentinas de produção de alimentos também provocam desnutrição, principalmente entre indígenas, pequenos agricultores e pessoas de baixa renda. Os impactos são maiores em crianças, idosos e mulheres grávidas.

A insegurança alimentar aguda e a desnutrição relacionadas com inundações e secas têm aumentado na África e nas Américas do Sul e Central. “As mudanças climáticas estão contribuindo para crises humanitárias onde os riscos climáticos interagem com alta vulnerabilidade”, afirma o estudo.

Segundo o painel do clima, em todas as regiões do mundo já há deslocamentos populacionais impulsionados pelo clima e pelos eventos extremos. A migração forçada é maior nas pequenas ilhas, de forma desproporcional.

O IPCC também aponta que os extremos climáticos impactaram a duração, gravidade ou frequência de conflitos violentos, embora ressalve que a associação estatística é fraca e que os fatores climáticos não são dominantes para a ocorrência dos episódios de violência.

Segundo o relatório, doenças animais e humanas, incluindo zoonoses, estão surgindo em novas áreas. Os riscos de doenças transmitidas por água e alimentos aumentaram regionalmente vindas de patógenos aquáticos sensíveis ao clima e de substâncias tóxicas de cianobactérias de água doce nocivas.

“Embora as doenças diarreicas tenham diminuído globalmente, temperaturas mais altas, aumento das chuvas e inundações aumentaram a sua ocorrência, incluindo cólera e outras infecções gastrointestinais”, aponta o estudo.

“O aumento da exposição à fumaça de incêndios florestais, poeira atmosférica e aeroalérgenos tem sido associado a problemas cardiovasculares e respiratórios sensíveis ao clima”, destaca o relatório, notando ainda que serviços de saúde foram interrompidos por eventos extremos, como inundações.

Em regiões com maior ocorrência de eventos climáticos extremos –como inundações, secas extremas ou ciclones– também já é possível identificar o aumento dos desafios com a saúde mental da população, associados, por exemplo, a traumas por conta dos desastres e da perda de comunidades e suas culturas.

Projeções indicam que a ansiedade o estresse devem aumentar em cenários de maior aquecimento global, particularmente entre jovens e idosos.

Além de apontar os impactos socioeconômicos da crise climática e os grupos mais vulneráveis a ela, o relatório do IPCC apresenta projeções de cenários de risco, que variam conforme a temperatura global e também de acordo com o preparo de políticas de adaptação climática.

Com investimentos em saúde e adaptação proativa –que se antecipa aos cenários climáticos– seria possível reduzir de alto para médio os riscos de saúde ligados ao clima em um cenário de aumento de temperatura em até 2ºC, por exemplo.

O estudo destaca um novo risco climático evitável: o da má adaptação. “Um exemplo é a ação de construir um muro para se preparar contra inundações. Aí vem uma cheia mais alta, o muro desaba e gera ainda mais problemas”, afirma Jean Ometto.

“A adaptação ao clima precisa ser planejada de forma transversal, integrando diversos setores, para gerar um desenvolvimento resiliente”, ele aponta.

Até agora, o progresso na adaptação é desigual e há crescentes lacunas entre as medidas tomadas e o que é necessário para lidar com os riscos crescentes, segundo o relatório. As lacunas são maiores entre as populações de baixa renda.

“O relatório do IPCC é um atlas do sofrimento humano e uma acusação condenatória da liderança climática fracassada”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Neto de Emerson Fittipaldi pode disputar Fórmula 1 caso FIA vete pilotos russos

Folhapress

A Federação Ucraniana de Automobilismo escreveu ao presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, pedindo que a entidade impeça pilotos e equipes que correm com licenças russas ou de Belarus de disputarem seus campeonatos.

Na Fórmula 1, isso atingiria Nikita Mazepin, que tem uma licença da federação russa. A situação do piloto da Haas já é complicada, uma vez que a equipe estuda a possibilidade de romper o acordo com a empresa de seu pai, a UralKali, principal patrocinadora da equipe. E o chefe da Haas, Guenther Steiner, afirmou que, caso Mazepin não corra, seu substituto imediato é o brasileiro Pietro Fittipaldi.

O pedido dos ucranianos veio depois que o próprio Sulayem escreveu à federação oferecendo “o apoio total da FIA” após a Ucrânia ser invadida pela Rússia, com o apoio da vizinha Belarus.

A F1 já cancelou o GP da Rússia, que estava marcado para o final de setembro. Há questões diplomáticas e humanitárias em jogo, e também econômicas, uma vez que a principal patrocinadora da corrida, a empresa de telefonia VTB, entrou já na primeira lista de empresas cujas operações foram bloqueadas pelo governo britânico. Embora a Fórmula 1 seja de propriedade de uma empresa norte-americana, a Liberty Media, sua operação é baseada no Reino Unido.

Em relação a Mazepin, também é esperado que seu pai, o bilionário e aliado de Vladmir Putin, Dmitry, dono da UralChem, tenha dificuldades de fazer negócios fora da Rússia. Tanto que a Haas, tão logo a invasão começou, já tratou de começar a se afastar da UralKali, retirando todas as referências ao patrocínio do carro no último dia de testes da pré-temporada da F1 em Barcelona. E Steiner disse que o próximo passo seria estudar o que poderia ser feito do ponto de vista legal.

Nikita Mazepin não deu entrevistas após o início da invasão, mas pareceu tratar do tema em publicação em rede social na semana passada. “Não tenho controle do muito do que está sendo escrito ou feito. Estou optando por focar no que posso controlar, ao trabalhar duro e fazer meu melhor.”

É claro que Mazepin, pessoalmente, nada tem a ver com as decisões de seu governo, mas sua vaga está diretamente atrelada ao patrocínio da UralKali. Portanto, se esse contrato for cancelado, mesmo que a FIA não atenda imediatamente ao pedido dos ucranianos de impedir que os russos compitam, Mazepin perderia sua vaga no grid da Fórmula 1.

Financeiramente, a Haas está em boa posição porque a UralKali já havia feito pagamentos relacionados à atual temporada, o que deixa o time em uma situação mais confortável para tomar essa decisão sem ter de fazer um leilão pela vaga às vésperas de a temporada começar, dia 20 de março.

Steiner já avisou que a primeira opção do time seria o piloto reserva e de testes Pietro Fittipaldi. “Se Nikita não puder correr, a primeira opção é Pietro, e depois vemos o que vamos fazer”, disse o italiano, dando a entender que essa pode não ser uma decisão definitiva para o restante da temporada.

Fittipaldi já correu pela Haas nos GPs de Sakhir e de Abu Dhabi de 2020, substituindo Romain Grosjean após o francês sofrer um acidente. Caso a decisão sobre Mazepin seja imediata, o brasileiro poderia voltar ao carro já para a segunda bateria dos testes de pré-temporada, entre os dias 10 e 12 de março, em Sakhir.

Rússia é suspensa pela Fifa e fica fora da Copa do Mundo no fim do ano

Folhapress

A Fifa anunciou nesta segunda-feira (28) a suspensão da Rússia de todas as competições internacionais de futebol. Com isso, os russos não poderão disputar a Copa do Mundo do Qatar este ano. A decisão foi tomada em conjunto com a Uefa.

A equipe nacional disputaria a repescagem europeia para o Mundial. O jogo contra a Polônia, pela semifinal, estava marcado para 23 de março. Os poloneses já haviam dito, por meio da federação de futebol do país, que não disputariam o duelo contra a Rússia.

“Na sequência das decisões iniciais adotadas pelo Conselho da FIFA e pelo Comitê Executivo da UEFA, cujas decisões previam a adoção de medidas adicionais, a FIFA e a UEFA decidiram hoje em conjunto que todas as equipas russas, quer sejam equipas representativas nacionais ou equipas de clubes, serão suspensas da participação em competições da FIFA e da UEFA até novo aviso”, diz trecho de comunicado da entidade máxima do futebol mundial.

Caso os russos conseguissem avançar, enfrentariam na decisão por uma vaga o vencedor do confronto entre Suécia e República Tcheca. As duas federações nacionais também haviam tomado a posição de não enfrentar a seleção russa.

A decisão da Fifa, endossada pela Uefa, afeta não só a equipe masculina, mas também as seleções de base, a equipe feminina e os clubes da Rússia em suas disputas internacionais.

Federações e cartolas do futebol mundial pressionavam a entidade por medidas drásticas contra o esporte russo desde a eclosão da guerra na Ucrânia, iniciada na madrugada da última quinta-feira (24) com a invasão das tropas de Vladimir Putin no território ucraniano.

Nesta segunda, a FifPro, sindicato mundial de jogadores de futebol, pedia já pela manhã a suspensão da Rússia de qualquer torneio.

“Baseada nas ações da Rússia nas últimas semanas, a participação de suas equipes em competições da Uefa e da Fifa ou o cumprimento de suas funções executivas no futebol internacional não são uma possibilidade”, afirmou o sindicato em nota.

“A Fifpro apoia todos os jogadores e entidades ao redor do mundo que optem por não enfrentar equipes russas no presente momento.”

O Comitê Olímpico Internacional foi outra organização importante a se posicionar nesta segunda-feira, com o pedido pela exclusão de atletas da Rússia e da Belarus de torneios internacionais. Além da recomendação, informaram a retirada da Ordem Olímpica recebida por Putin em 2001.

A condecoração, em tese, premia contribuições efetivas ao movimento olímpico.

Até o anúncio da suspensão da Rússia, a Fifa tinha anunciado apenas que a seleção não poderia jogar no próprio país, além da proibição de uso do hino e da bandeira nacional em competições. A equipe também deveria competir sob o nome “União de Futebol da Rússia”.

Agora, os russos estão suspensos da disputa da repescagem e não poderão participar do Mundial deste ano, no Qatar, pouco menos de quatro anos depois de sediarem a Copa do Mundo em seu país.

A edição de 2022 do torneio começará no dia 21 de novembro e terminará em 18 de dezembro.

Veja a íntegra do comunicado da Fifa

“Na sequência das decisões iniciais adotadas pelo Conselho da FIFA e pelo Comitê Executivo da UEFA, cujas decisões previam a adoção de medidas adicionais, a FIFA e a UEFA decidiram hoje em conjunto que todas as equipas russas, quer sejam equipas representativas nacionais ou equipas de clubes, serão suspensas da participação em competições da FIFA e da UEFA até novo aviso.

Essas decisões foram adotadas hoje pelo Bureau do Conselho da FIFA e pelo Comitê Executivo da UEFA, respectivamente os mais altos órgãos decisórios de ambas as instituições em assuntos tão urgentes. O futebol está totalmente unido aqui e em total solidariedade com todas as pessoas afetadas na Ucrânia.

Ambos os presidentes esperam que a situação na Ucrânia melhore significativa e rapidamente para que o futebol possa voltar a ser um vetor de unidade e paz entre os povos.”

Advogado analisa acordo do TSE contra ‘fake news’

O recente acordo entre o Tribunal Superior Eleitoral e as grandes redes sociais promete dar um tom diferenciado nas eleições deste ano. Isto porque, após o pleito de 2018, que resultou em inquéritos para investigações de disparos de informações falsas pela internet, a ideia é fechar o cerco contra o crime cibernético das “fake news”.

O TSE deve contar com a colaboração do Facebook, Instagram, WhatsApp, Kwai, TikTok, Twitter e Google de forma a barrar a disseminação dos conteúdos enganosos que podem ser levados aos eleitores. O advogado de Rio Claro, Leopoldo Godoy de Lima, especialista em direito eleitoral, vê com bons olhos este acordo entabulado entre o TSE e as principais plataformas digitais que operam no Brasil, no intuito de mitigar o impacto negativo das fake news ao processo eleitoral brasileiro.

De acordo com o advogado, “um dos graves problemas que o mundo digital nos trouxe é exatamente a desinformação à credibilidade da Justiça Eleitoral e à realização das eleições, podendo influenciar diretamente em seu resultado”, diz. O profissional alerta que outro ponto importante é a possibilidade de se rastrearem os responsáveis pelo pagamento do conteúdo, a fim de verificar sua real intenção.

“O que esperamos é que mentiras que circularem aos montes, como no WhatsApp por exemplo, tenham vida curta a partir de agora. As eleições devem ser realizadas de maneira justa entre os ‘players’, especialmente na disputa que se avizinha, onde novamente teremos uma possível e acirrada polarização de votos (esquerda e direita). O mesmo se aplica ao cenário político local, onde teremos candidatos a deputado estadual e federal lançados pelas siglas municipais, e estes devem ter a atenção tanto com a postagem como compartilhamento de notícias falsas”, adverte o advogado.

O profissional orienta o eleitor sobre o que fazer ao receber notícia de algum candidato ou candidata: “É necessário analisar todo conteúdo divulgado, verificar a origem da notícia, a credibilidade da fonte, buscar a comprovação da veracidade do fato em meios seguros e manter o cuidado com manchetes sensacionalistas”, finaliza.

Shopping Rio Claro e IGA realizam oficinas gastronômicas infantis gratuitas

O Shopping Rio Claro em parceria com o Instituto Gastronômico das Américas (IGA) Rio Claro oferece oficinas gratuitas de gastronomia para crianças nos dias 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10 e 11 de março, no período das 13h30 às 17h30.

O IGA é uma das maiores redes de escolas de gastronomia das Américas, e está presente no Brasil desde 2009, contando com uma escola em Rio Claro que oferece os cursos de Gastronomia, Confeitaria, Cursos Rápidos e Cozinheirinhos. O IGA é uma referência em capacitação em gastronomia e tem como embaixador o Chef Erick Jacquin.

Nas oficinas de gastronomia, que têm vagas limitadas, as crianças irão aprender receitas de brigadeiro, cup cake, minipizza, tortinha de Oreo, pavê ouro, bombom de uva, tortinha de limão e cachorro quente. De acordo com Gisele Alvares, Supervisora de Marketing do Shopping Rio Claro, o objetivo desta parceria com o IGA é incentivar as crianças a desenvolverem o hábito de se alimentar bem. “As crianças irão conhecer os alimentos de uma forma divertida, e como farão a receita, esse aprendizado as incentivará a manter hábitos de alimentação mais saudáveis”, afirma a Supervisora de Marketing.

As inscrições para as oficinas de gastronomia, que acontecem ao lado da Casa Sustentável, podem ser feitas antecipadamente pelo WhatsApp – (19) 97172-5762 | (19) 99461-1129 -, e caso haja vaga, a inscrição pode ser feita no local. É importante que os pais ou responsável se atentem para os ingredientes usados nas receitas, caso a criança tenha alguma restrição alimentar, como alergia ao glúten, ao leite e seus derivados, soja e outros alimentos.

As atividades acontecem por sessões com número determinado de participantes, e seguem as regras sanitárias de combate ao coronavírus, como o uso de máscara e distanciamento social.

SERVIÇO

Oficinas de Gastronomia com o IGA

Dias: 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10 e 11 de março

Horário: sessões das 13h30 às 17h30

Local: ao lado da Casa Sustentável do Shopping Rio Claro

Oficinas gratuitas

Jornal Cidade RC
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