Loja ficou com prateleira vazia, mas teve que fazer promoção para alavancar vendas

Ednéia Silva

Loja ficou com prateleira vazia, mas teve que fazer promoção para alavancar vendas
Loja ficou com prateleira vazia, mas teve que fazer promoção para alavancar vendas

Os dois dias que antecederam a Páscoa foram de movimento intenso nas lojas especializadas e supermercados. Muitos consumidores deixaram as compras de ovos para a última hora e enfrentaram fila e muita correria.

Mariza Dias Monteiro, proprietária de uma loja de chocolates, comenta que as vendas aumentaram, mas ficaram aquém do esperado para a época. Ela conta que precisou recorrer às promoções para acabar com o estoque da loja, principalmente dos ovos mais caros como os trufados. A queima foi realizada no sábado (4).

“Tivemos que fazer descontos para vender o estoque. Não era o que a gente esperava”, disse Mariza lembrando que no ano passado e ano anterior os estoques de ovos acabaram antes e sem necessidade de promoção. Para Mariza essa foi a Páscoa da lembrancinha. Segundo ela, as pessoas não queriam gastar mais do que R$ 10,00 com os presentes, por isso optaram pela compra de outros produtos de chocolate com preços mais acessíveis.

Dentre os ovos, os produtos de maior saída foram os clássicos de 350 gramas que custavam R$ 29,90. Nesta segunda-feira (6) a loja estava fazendo reposição nas prateleiras que ficaram vazias. Da Páscoa, restavam apenas alguns ovos infantis, visto que esses não são o de maior saída porque a loja concorre diretamente com os supermercados que vendem produtos com personagens específicos muito solicitados pelas crianças.

Adiar a compra foi a estratégia utilizada por algumas pessoas para economizar. A espera valeu a pena. Para aquecer as vendas, supermercados e lojas fizeram promoções. Em uma loja na região central da cidade, o ovo Serenata de Amor de 170 gramas caiu de R$ 29,90 para R$ 14,99. Os ovos infantis com temas de super heróis de 170 gramas diminuíram de 29,90 para 24,90.

As promoções realmente salvaram a Páscoa. Foi o que constatou o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Páscoa 2015. Segundo a pesquisa, as vendas de última hora impediram a queda nas vendas, mesmo assim essa foi a pior Páscoa desde 2007. De 3 a 5 de abril, as vendas aumentaram 3,2% em todo o País na comparação com o mesmo período do ano passado (18 a 20 de abril). De 30 de março a 5 de abril, o crescimento foi nulo ficando no mesmo patamar que em 2014.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, “com menos dinheiro no bolso em virtude da alta da inflação nestes primeiros meses do ano, os consumidores deixaram para comprar seus presentes de páscoa nos últimos dias, aguardando as promoções do varejo”.

Já o indicador Boa Vista SCPC aponta recuo de 0,3% nas vendas de Páscoa com relação a 2014. Esse foi o primeiro resultado negativo da série que começou em 2008. Em 2014 as vendas para esta data superaram em 2,4% as vendas de 2013.

“O movimento das vendas na Páscoa segue a tendência do varejo geral e antecipa um ano de menor crescimento para o comércio. Diante do cenário econômico incerto, do desaquecimento no mercado de trabalho, e da perda do poder aquisitivo, uma retomada de confiança dos consumidores ainda parece distante para movimentar a economia e as vendas do varejo”, avalia.

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