Quando chega o Dia do Trabalhador, as homenagens geralmente se concentram nas profissões mais tradicionais. É comum enfatizar as inegáveis contribuições de professores, engenheiros e profissionais da área da saúde. Mas há funções que muitos desconhecem e que são indispensáveis para os serviços essenciais das cidades.

Na BRK Ambiental de Rio Claro, o trabalho de tratamento de esgoto envolve uma rede de profissionais que nem sempre são vistos pela população. A empresa conta com 100 funcionários empenhados em oferecer excelência em tratamento de esgoto enquanto a cidade funciona acima das tubulações e fora das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).

Um deles é Devaldo José da Silva, de 50 anos. Ele é encarregado de manutenção de redes. Robinho, como é carinhosamente chamado pelos colegas de trabalho, atua há 12 anos na equipe que se dedica a substituição de ligações, desobstruções e reparos de tampas de poços de visita. “O nosso trabalho, muitas vezes, passa despercebido porque algumas pessoas não entendem como funciona o serviço de saneamento básico”, justifica.

Em meio a obras e poços de visita, Robinho coleciona histórias de amizade e é testemunha da evolução que o serviço de esgoto oferece a Rio Claro. “Quando vejo as pessoas pescando em um rio que antes era sujo e sem peixes, sinto uma satisfação enorme. Elas, geralmente, não ligam esse avanço ao nosso trabalho. Mas eu fico orgulhoso pelo tanto que trabalhamos até chegar a esse ponto”, conta.

Tiago Quirino da Rocha, 27 anos, também é encanador. Ele conta que antes de entrar para a BRK Ambiental não tinha noção do impacto positivo que o tratamento de esgoto tem para a cidade.  “Na Avenida Visconde do Rio Claro, as pessoas não aguentavam o mal cheiro. Hoje, todos sentem a diferença e temos a satisfação de dizer que é um trabalho que é para sempre”, explica.

No laboratório da Estação de Tratamento de Esgoto do Jardim Conduta, André Luiz Moreira, de 22 anos, trabalha desde os 16, quando entrou como menor aprendiz. Ele faz parte da equipe que mensura a qualidade da água de rios e córregos, além da eficiência das estações. “Se constatamos algo que exija alguma providência, comunicamos para que os procedimentos necessários sejam tomados. A qualidade do corpo hídrico é acompanhada mensalmente e as pessoas estranham quando digo que trabalho em laboratório do serviço de tratamento de esgoto”, relatou.

Na sala ao lado, encontramos Manoel Godoy, de 52 anos, operador de ETE desde 2014. Como ele, há oito operadores fixos e seis volantes. Todo esse pessoal é responsável por coletar amostras e pelo monitoramento das 8 estações espalhadas pela cidade nas 24 horas do dia. “Sempre tem alguém aqui, até no Réveillon”, diverte-se Godoy. Da sala em que atua, ele acompanha o funcionamento das unidades de bombeamento e de tratamento. “A população nem sabe que existimos, mas eu me sinto feliz porque desempenho uma função que é para o bem da minha família e de outras. No futuro, meus netos vão usufruir do meio ambiente que hoje cuidamos com tanto zelo aqui na empresa”, diz.

Para Alexandre Leite, gerente operacional da BRK Ambiental Rio Claro, é comum a população não se lembrar dos trabalhadores do serviço de tratamento de esgoto. “Essas funções apenas são notadas quando há algum problema a ser resolvido”, explica. Em contrapartida, a concessionária se empenha na oferta de treinamentos e capacitações para que os funcionários se sintam seguros no desempenho de suas funções.

Independente do setor, o anonimato não é incomodo para os trabalhadores. Pelo contrário, estimula. “As pessoas não veem os esforços que nos levaram a essa conquista, mas eu vejo e para mim é o suficiente”, diz o operador Tiago Rocha.

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