Conhecido pelo nome de “Whey Protein”, o produto promete altas doses de proteína para ganho muscular, mas teste do Inmetro flagrou problemas graves

Fabíola Cunha

Conhecido pelo nome de “Whey Protein”, o produto promete altas doses de proteína para ganho muscular, mas teste do Inmetro flagrou problemas graves
Conhecido pelo nome de “Whey Protein”, o produto promete altas doses de proteína para ganho muscular, mas teste do Inmetro flagrou problemas graves

Para os frequentadores de academias de musculação, a busca pelo corpo perfeito, com músculos definidos, sem flacidez e com baixa taxa de gordura, passa inevitavelmente pela escolha de um suplemento alimentar para chegar mais rápido ao objetivo.

Entre esses produtos está o “whey protein”, um composto derivado do soro de leite, com alto valor proteico e aminoácidos essenciais – que não produzimos sozinhos – e que ajudam na formação muscular.

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Para o efeito positivo ser obtido, no entanto, é preciso saber antes se o “whey” é indicado para seu caso: “Antes de tudo, a pessoa deve procurar um profissional como nutricionista ou educador físico, não é comprando e usando sem orientação que o ‘whey’ vai funcionar”, explica a nutricionista Maura Zamonel.

Como mostrado em recente reportagem do “Fantástico”, na TV Globo, muitas marcas de “whey protein” oferecem menos proteína e mais carboidrato que o prometido. Maura explica que essa defasagem causa grande prejuízo para pessoas obesas que estejam concentradas em consumir pouco carboidrato e muita proteína: “Se tiver menos proteína que o prometido, então vai demorar mais para fazer efeito”, explica.

Ela também ressalta que consumir “whey protein” sem se exercitar pode criar um acúmulo prejudicial do produto em órgãos do corpo. Algumas alternativas para quem busca alta quantidade de proteínas são as claras de ovos (ricas em albumina) e a carne de frango; para quem busca carboidratos complexos, a batata-doce é ideal.

TESTES

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) analisou 15 marcas de “whey protein” concentrado, a versão mais consumida do produto, conforme divulgado pelo Portal EBC.

Foram analisadas marcas de fabricação nacional e importadas disponíveis no mercado brasileiro. São elas: EAS, Body Action, Probiótica, Integral Médica, STN Steel Nutrition, Solaris, Voxx, Dynamic lab, Maxx Titanium, DNA, Universal, Met-Rx, Sportpharma, New Millen e Nature’s Best.

Os resultados dos ensaios realizados nos suplementos proteicos para atletas demonstraram que 93% das marcas apresentaram algum tipo de não conformidade. As 14 empresas produtoras de “whey protein” que foram reprovadas em uma análise feita pelo Inmetro têm 30 dias para adequar a composição do produto ou sua rotulagem.

Veja quais são: EAS 100% (teor de carboidratos, substâncias não declaradas e rotulagem); Body Action (rotulagem); Pró-Profissional Line (teor de carboidratos e substâncias não declaradas; Integral Médica (teor de carboidratos e rotulagem); STN SteelNutrition (teor de carboidratos, substâncias não declaradas e rotulagem); Solaris (teor de proteínas e no teor de carboidratos); Voxx (teor de proteínas e no teor de carboidratos); DynamicLab (teor de carboidratos e na rotulagem); Maxx Titanium (substâncias não declaradas e rotulagem) ; DNA (origem proteica e à rotulagem); Universal (teor de carboidratos e rotulagem); Sportpharma (teor de carboidratos, substâncias não declaradas e rotulagem); New Millen Suplementos (teor de carboidratos e à rotulagem); Nature`s Best (teor de carboidratos e à rotulagem). O Met-Rx Shaping Every Body (foi o único aprovado em todos os testes.

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