Sínodo dos Bispos discute mudanças na Igreja Católica

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Wagner Gonçalves

Sínodo dos Bispos teve início no domingo (5), no Vaticano, e tem como temas principais a evangelização e a família
Sínodo dos Bispos teve início no domingo (5), no Vaticano, e tem como temas principais a evangelização e a família (Imagem: reprodução)

Em curso no Vaticano, o anunciado Sínodo da Família já registaram mais de 70 intervenções, conforme informado nesta terça-feira (07), por meio do portal Rádio Vaticano. Conforme informado, as abordagens iniciais discutiram os pedidos de mudança na linguagem da Igreja sobre a família, a partir de fundamentos embasados “na atração e na beleza do amor de Deus que se vive na família”, que incluem a mídia.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Lombardi, em um encontro com jornalistas disse que muitos encontros tiveram como foco “a importância de promover o conhecimento objetivo e profundo do Magistério da Igreja, que muitas vezes, não é suficientemente conhecido”, que incluem conceitos catequéticos e fundamentos para preparar para o matrimônio.  “E não só no momento da preparação para o matrimónio, mas em continuidade com todas as etapas da vida cristã, em modo tal que exista uma continuidade e uma coerência na formação da vida cristã, da preparação e da compreensão do matrimónio e da família”, destacou o diretor.

Conforme disse o coordenador dos padres da região de Rio Claro, padre Cândido Aparecido Mariano, o sínodo e os discursos do papa Francisco destacam a importância de uma abordagem mais acolhedora a tais pessoas. “Agora, esses assuntos vêm sendo discutidos e mostrados mais abertamente às pessoas”, comentou o sacerdote as expectativas de efeitos positivos do encontro.

De acordo com sua visão, o Sínodo vem para fortalecer o conceito de vida em comunidade e, principalmente, o valor das famílias, tomando por base a que foi formada em Nazaré, por Jesus, Maria e José. “Esse exemplo deve nortear a todas as famílias e o Sínodo levantará questões importantes que envolvem essa constituição no lar”, disse.

Neste sentido, ele acredita ser de fundamental importância levantar essas questões e, para isso, o Sínodo servirá como orientação para comunidades religiosas no inclusão e integralização das pessoas.

O Sínodo

Teve início no último domingo (5) a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, proposta pelo sumo pontífice para discutir a temática no contexto da evangelização, além de repensar a forma como a instituição familiar é tratada atualmente dentro do contexto religioso. Participam 253 pessoas, entre bispos, presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo, membros da Cúria Romana, sociólogos e antropólogos.

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