Conselho de Cultura e sociedade civil de Rio Claro defendem a manutenção da entidade; MDB pede a retirada do projeto de lei de extinção.
A retirada do projeto de lei do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD) que extingue a Fundação Pública Municipal Ulysses Guimarães foi defendida nesta sexta-feira (19), durante audiência pública na Câmara Municipal de Rio Claro. A proposta, que está em tramitação no Legislativo, tem gerado pressão contrária à ideia do prefeito, sobretudo por parte do Conselho Municipal de Cultura (ConCult), órgão deliberativo que se manifestou novamente no plenário.
Os representantes do ConCult lembraram a importância histórica da Fundação Ulysses Guimarães. A entidade é proprietária de todo o acervo do ex-deputado rio-clarense, morto em 1992. Além disso, promovia educação política e social desde sua inauguração.
Ulysses foi presidente da Constituinte de 1988, sendo considerado o “Senhor Diretas”. O Conselho defendeu a preservação da finalidade pública e do legado histórico da FUG, criticando a articulação do prefeito Gustavo.
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O ex-prefeito Du Altimari esteve na audiência e pediu atenção aos vereadores. Ele destacou a importância de manter viva a Fundação Ulysses, sugerindo iniciativas para viabilizar a construção de sua nova sede própria. Esta sede seria no Espaço Livre, com projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer.
Em contrapartida, Alberto Merino, ex-presidente da FUG, defendeu a extinção. Ele afirmou que o desmonte na Fundação teve início no Governo Juninho da Padaria.
O secretário-adjunto de Justiça da Prefeitura, Gustavo Barbosa, ressaltou que a proposta segue orientações do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Este último, inclusive, instaurou um inquérito civil em 2023 para investigar o controle da FUG.
Barbosa afirmou que, apesar da extinção do CNPJ da Fundação Ulysses, suas iniciativas e acervo serão controlados e mantidos por outras secretarias municipais.
MDB pede retirada do projeto de lei
Após outras manifestações na audiência pública, incluindo a do ex-vereador Sergio Desiderá, o presidente do MDB, Bruno Oliveira, pediu diálogo. Ele afirmou que, diante das opiniões apresentadas, o mais correto é retirar o projeto de lei para reconstruir o debate sobre o futuro da FUG.
Esta ideia foi apoiada pelo vereador Hernani Leonhardt (MDB), líder da bancada e presidente da Comissão de Administração Pública. Ao lado do relator da Comissão, Diego Gonzales (PSD), Hernani disse que encaminhará o pedido de retirada da proposta do prefeito ao Poder Executivo.