Novas regras para doação de sangue no Brasil liberam doadores com mais de 70 anos e reduzem tempo de espera para procedimentos estéticos.

Entraram em vigor as novas regras para doação de sangue no Brasil, que trazem mudanças significativas para ampliar o número de pessoas aptas a doar. O novo regulamento permite que doadores regulares continuem realizando doações mesmo após completarem 70 anos e reduz o tempo de espera necessário após a realização de procedimentos como tatuagens, piercings e exames como a endoscopia, sem comprometer a segurança do processo.

Com as novas regras para doação de sangue no Brasil, a expectativa do Ministério da Saúde é aumentar o volume de doações em todo o país. O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, destacou que a população pode procurar os serviços de hemoterapia com a garantia de acolhimento seguro e do uso responsável de cada doação para salvar vidas.

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Procedimentos estéticos, testes de segurança e validade no novo regulamento

Entre as principais alterações nas novas regras para doação de sangue no Brasil está a redução do tempo de impedimento para quem realizou procedimentos estéticos com microagulhamento, como tatuagem, maquiagem definitiva, preenchimentos e aplicação de botox. Caso tenham sido feitos em locais autorizados que sigam as normas de segurança, o prazo de espera passa para apenas sete dias. Quando não for possível realizar essa avaliação do local, o período exigido será de quatro meses. Para piercings na boca ou região genital, a doação é liberada quatro meses após a remoção do adorno.

Além disso, o Brasil passou a ser o primeiro país a adotar obrigatoriamente o teste de malária na triagem, utilizando a tecnologia NAT Plus (desenvolvida por Bio-Manguinhos/Fiocruz), que já identificava HIV e hepatites B e C. Com isso, o prazo de impedimento para doadores que visitaram áreas endêmicas de malária caiu de até 12 meses para 30 dias. A medida é acompanhada pela adoção do padrão internacional ISBT 128 para rastreabilidade de bolsas e amostras, além da ampliação do prazo de validade de concentrados de plaquetas de cinco para sete dias, mediante controles de qualidade.

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