Obras no museu avançam e prédio ganha nova “cara”

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Da Redação

A fachada do Museu Histórico Amador Bueno da Veiga exibe, atualmente, uma nova pintura
A fachada do Museu Histórico Amador Bueno da Veiga exibe, atualmente, uma nova pintura

As obras de reconstrução do Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga continuam em andamento. No momento, os trabalhos estão concentrados na fachada e no revestimento interno. Com pintura nova, o prédio apresenta características de antes do incêndio ocorrido em junho de 2010.

O JC tinha recebido a informação de que já estaria sendo feito o cadastro das peças do acervo para reinauguração do museu. No entanto, a prefeitura não confirma tal fato. Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a administração municipal disse que “a informação não procede. Os procedimentos técnicos de organização do acervo do Museu Histórico de Rio Claro acontecem regularmente e fazem parte das práticas cotidianas de gerenciamento desse material”.

A nota continua dizendo que “a prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, e governo estadual, por meio do Sistema Estadual de Museus (Sisem), desenvolvem esse trabalho em conjunto, uma vez que a gestão do acervo do Museu Histórico é compartilhada entre o município e o estado”. A prefeitura não informou a data de inauguração do museu. Em abril foi feita uma previsão de que a obra seria entregue neste segundo semestre.

A restauração do Museu Histórico de Rio Claro está sendo feita com o objetivo de combinar a recuperação do patrimônio histórico na parte externa com modernas instalações internas, seguindo o padrão de importantes museus nacionais e internacionais. Os amplos salões, criados em três pavimentos – dos dois que existiam – poderão receber muitos eventos. Cento e dez toneladas de ferro sustentam o novo desenho do museu, em obra que é acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As obras estão sendo custeadas com recursos do governo federal, por meio do Ministério do Turismo, que liberou R$ 3,9 milhões a fundo perdido para a recuperação do patrimônio histórico. A contrapartida da prefeitura para a obra é de R$ 350 mil. Outros R$ 180 mil, repassados pela Procuradoria-Geral da União por conta do patrimônio arqueológico destruído pela duplicação da Rodovia Fausto Santomauro (Rio Claro-Piracicaba), foram utilizados para a estabilização das paredes do casarão e remoção dos escombros.

O acervo do museu é composto por cerca de 10 mil peças históricas guardadas em cerca de sete salas. Essas peças integram o acervo do museu e deverão ser expostas lá, tão logo a obra de restauração seja concluída. Fotos, moedas, mobília, quadros, discos, filmes, pedras, estátuas e tantos outros itens apresentam a lógica da catalogação e estão acomodados de forma a não se deteriorarem.

Das cerca de 10 mil peças, 4 mil fazem parte do acervo do Governo do Estado. Em meio às peças do Museu estão os 2.200 itens doados por Argemiro Martins Dias, funcionário aposentado da prefeitura de Rio Claro, que, por mais de 30 anos, colecionou itens de geologia por hobby. O museu fica na Avenida 2 com a Rua 7 e é tombado como patrimônio histórico.

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