No dia 22 de junho é comemorado o Dia Mundial do Fusca, data que marca o início do desenvolvimento do lendário modelo. Lançado oficialmente em 1938, o Fusca se tornou um dos carros mais vendidos e reconhecidos no mundo, com mais de 21 milhões de unidades produzidas até 2003, mantendo o recorde de vendas por décadas. Para falar sobre essa lenda, conversamos com a Família Pinga Óleo, um grupo de entusiastas de veículos antigos, 80% composto pelo modelo lendário

Leandro Baumgartner, 42 anos, possui um Fusca 1971 na cor verde Guarujá, com motor 1500 e estilo ‘Rat Look’. Ele reformou o interior do automóvel, mantendo a originalidade externa. No bagageiro, uma prancha, um engradado com garrafinhas e uma mala cheia de ferramentas dão um estilo único ao carro. O para-brisa Safari e viseira, além de funcionais são encantadores. O carro também está cheio de adesivos enfeitando a lataria e os vidros traseiros, e possui calotas diferentes, propositalmente. “No estilo Rat Look, nada pode combinar”, afirma Leandro.

Por anos tentou comprar o Fusca que havia sido do seu pai, mas nunca o encontrou. Acabou adquirindo o modelo de um amigo e o personalizou. “Eu queria uma recordação do Fusca do meu pai”, relata. O carro é o xodó de toda a família.

Com as pontas do bigode pra cima, no clima das décadas passadas, Leandro conta que a Família Pinga Óleo começou com um grupo de quatro pessoas no WhatsApp. Hoje, já são mais de 200 membros. O nome, bem sugestivo, faz referência a duas coisas: “No grupo, todo dia de manhã, um amigo mandava ‘bom dia seus pinga óleo’, e eu peguei essa frase”. Mas também admite ter a ver com carro antigos: “onde eles param, eles marcam território”, comenta rindo. O grupo começou apenas com Fuscas, mas, além do lendário modelo, hoje conta com Variant, Brasília, Gol, Opala, Corsa e outros veículos com mais de 20 anos.

Maximiliano Marcelino Cesar também é apaixonado por Fuscas e fez várias customizações em seu carro. Ele explica que cada peça contém uma história e admite: “fusqueiro não compra peças, acha; é um começo que não tem fim”. No capô do seu Fusca branco, há um macaquinho abraçando o símbolo da Volkswagen, que acabou aceitando o mesmo nome de batismo do carro – Marcelino.

Cada evento que ele participa rende um adesivo, e vários já estão colados no vidro. O boneco Hulk no câmbio e o skate na traseira do Fusa revelam seu gosto por personagens e seu lado esportivo. Além de professor de capoeira, Maxx também pratica jiu-jitsu.  “Tem um pouco de mim no carro”, revela.

Ele comenta que Fusca não se estaciona, fica em exposição!  Depois que adquiriu o modelo, a vida da família mudou, e ele incentiva quem não tem um Fusca a tê-lo. Faz parte da Família Pinga Óleo há quase um ano e destaca que é um grupo diferenciado: “A gente pensa primeiro na amizade, o carro fica em segundo plano”. Ele ressalta a importância da amizade entre os membros e dos encontros que realizam.

Maxx revela o motivo de ter escolhido esse modelo: “Sempre gostei de Fusca; o primeiro carro do meu pai foi um Fusca. Eu ajudei na compra de forma simbólica porque ele queria que eu me sentisse dono também. Aprendi a dirigir nesse Fusca e foi paixão à primeira vista.” Outros Fuscas passaram pela família, e Maxx já está no quarto. O atual foi escolhido a dedo: “Procurei um carro que tivesse a ver comigo, e consegui este aqui, ano 81, o mesmo ano em que eu nasci. Batizei-o com meu sobrenome, Marcelino”. Maxx está com o automóvel há quase três anos, e todas as peças e adereços foram todos colocados por ele, tornando o Fusca Marcelino uma verdadeira extensão.

A Família Pinga Óleo promoverá uma carreata em celebração ao Dia Mundial do Fusca, no domingo, dia 23, iniciando às 9h em frente ao Atacadista Paulistão, no Jardim América, e seguindo em direção à rodoviária.

Leandro Baumgartner e seu lendário Fusca 1971 na cor verde Guarujá, com motor 1500 e estilo ‘Rat Look’
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Maximiliano Marcelino Cesar e sua esposa Josiane no Fusca Marcelino, ano 1981
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Raul Mota com a esposa Fabíola e o pequeno Samuel, de apenas 4 anos, em seu Corsa reformado, mas mantido a cor original
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Alexandre Aparecido Ferro exibe o motor do seu Gol ‘Quadrado’
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