Área localizada na Avenida 23 ocupa aproximadamente um quarteirão e tem sido frequentada sem controle efetivo de acesso
Moradores do entorno de um imóvel no Jardim Donangela em Rio Claro cobram providências do poder público diante das condições do local e da falta de controle de acesso à área. Segundo os relatos encaminhados à reportagem, o imóvel, que ocupa aproximadamente um quarteirão, estaria sem utilização regular e vem sendo frequentado por pessoas, inclusive em horários de menor movimento.
De acordo com os moradores, o local teria relação com a Escola Estadual Joaquim Ribeiro. Atualmente, uma construção existente na área apresenta identificação com a logomarca do Município de Rio Claro, o que levou os moradores a questionarem quem é o proprietário e qual órgão público é responsável pela manutenção e segurança do espaço.
Os denunciantes afirmam que o portão existente aparenta estar soldado ou fechado, mas isso não impediria a entrada de pessoas no imóvel. Eles relatam ter observado indivíduos entrando, permanecendo e circulando pela área com frequência.
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Ainda segundo os moradores, em algumas ocasiões teriam sido percebidos comportamentos que, na avaliação deles, seriam compatíveis com consumo de bebidas alcoólicas e possível uso de outras substâncias. Também são relatadas situações envolvendo pessoas portando objetos cuja natureza não teria sido identificada.
Os moradores ressaltam, porém, que não atribuem prática criminosa a todas as pessoas que frequentam o espaço. A preocupação, segundo eles, está principalmente na ausência de controle e fiscalização de uma área de grandes dimensões localizada em meio a uma região residencial.

Relatos de insegurança na região
A situação também estaria provocando preocupação entre mulheres que transitam pelas proximidades. Conforme a denúncia, são registradas abordagens, comentários, aproximações e outros comportamentos considerados intimidatórios por moradoras e frequentadoras da região.
Os moradores defendem que medidas preventivas sejam adotadas antes que ocorra uma situação de maior gravidade. Entre as providências solicitadas estão a avaliação das condições físicas do terreno e da construção, do cercamento e dos acessos, além da verificação da iluminação, presença de mato, lixo e entulho, sinais de invasão ou ocupação irregular e eventual utilização ou depredação da estrutura.
Também são reivindicadas ações de manutenção, como capinação, limpeza, retirada de resíduos, poda ou remoção de vegetação, melhoria da iluminação e fechamento adequado dos pontos de acesso.
De quem é a responsabilidade
Procurada pela reportagem para esclarecer a situação do imóvel, a Prefeitura de Rio Claro informou que a área pertence ao Governo do Estado e orientou o contato com a Secretaria de Educação para obter informações sobre a responsabilidade pelo espaço. A Secretaria de Educação, por sua vez, informou que o local é de responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Por fim, a reportagem do JC procurou a SSP para esclarecer a atual finalidade do imóvel, as condições de segurança e manutenção da área, além das medidas que podem ser adotadas diante dos relatos dos moradores. Até o fechamento desta edição, porém, não houve resposta aos questionamentos.
