Faleceu nesta semana em Rio Claro Oswaldo Valentim Raimundo, aos 86 anos, último integrante do grupo responsável pelo presépio da família Curcio, que durante décadas foi tradição no mês de dezembro. Quem já passou dos 40 anos com certeza vai se lembrar do presépio, que na verdade era uma cidade mecanizada tendo como destaque a Sagrada Família, e que ficava exposto no Jardim Público nos dias que antecediam o Natal. O projeto foi criado por Gino e Lola Curcio. A filha deles, Cida Curcio, deu prosseguimento ao trabalho junto com o marido Oswaldo. “Lembro-me perfeitamente dessa época, quando até mesmo depois de me mudar para São Paulo vinha para Rio Claro para ajudar minha família”, conta a única filha do casal, Kika Curcio.

Na vida profissional, Oswaldo Raimundo era gráfico. Começou como aprendiz, trabalhou durante décadas e até mesmo depois de aposentado no mesmo lugar, a Tipografia Costa. Após a morte de Cida, há 23 anos, Raimundo nunca mais montou o presépio. “Ele perdeu a vontade, já não contava mais com a companhia de minha mãe para dividir o trabalho, que era totalmente artesanal”, explica a filha.

Acervo

Além da filha Kika, dois netos e dois bisnetos, Oswaldo deixa a viúva, dona Nilda Guolo Raimundo, sua segunda esposa. O presépio foi doado ao acervo municipal, permaneceu por um tempo no Museu Amador Bueno da Veiga e há anos não é colocado em exposição

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