Terremoto deixou sem luz e telefone algumas regiões do Chile

Ednéia Silva

Um forte terremoto atingiu a cidade de Santiago, no Chile, na noite de quarta-feira (16), às 19h54 (hora local). O epicentro do tremor foi a cerca de 55 km a oeste de Illapel, na Província de Choapa, localizada a 200 quilômetros ao norte de Santiago, capital do Chile. O tremor, que atingiu 8,3 graus de magnitude na escala Richter, matou 11 pessoas e deixou um milhão de desabrigados.

Terremoto deixou sem luz e telefone algumas regiões do Chile
Terremoto deixou sem luz e telefone algumas regiões do Chile

A informação sobre danos e vítimas está em constante atualização e ainda é parcial. Com apenas dois minutos de duração, o terremoto causou muitos danos materiais e deixou dezenas de feridos. O tremor balançou prédios, provocou um alerta de tsunami e deixou a população em pânico, inclusive brasileiros que estão no país vizinho.

A jornalista Mariana Antonella está de férias com a mãe e a avó em Santiago. Ela conta que o tremor causou pânico na população e nos estrangeiros que estão no país. Mariana está hospedada em um hotel no centro de Santiago e sentiu o terremoto. Segundo ela, foram dois tremores consecutivos. O primeiro de magnitude 7,9 e o segundo de 8,3. Depois disso, pelo menos mais 100 réplicas de menor intensidade foram sentidas.

Mariana conta que sentiu a cama, móveis e paredes tremerem. A sensação, segundo ela, é de medo, porque parece que tudo vai cair. “À noite ouvimos os ruídos das paredes do hotel que parece que vai desabar”, relata. Ela informa ainda que, após o terremoto, o cenário é de destruição nas cidades atingidas. Segundo relatos de moradores, as cidades são constantemente reconstruídas e mais uma vez os chilenos atingidos pelo tremor terão que recomeçar.

A chilena Léslie Calderón Miller, residente em Rio Claro, conta o que ouviu da família que mora em um município de Paine, região metropolitana de Santiago. Nessa região o tremor atingiu 7 graus na escala Richter. “Eu estava falando por e-mail com minha mãe e caiu a internet bem na hora em que começou o terremoto. Ela disse que foi o tremor mais longo que já viveu”, diz.
O susto foi grande. Depois que a conversa foi interrompida, demorou algum tempo para que tivesse notícias da família, quando conseguiu contato com a irmã. Mas até que foi rápido. No terremoto anterior, Léslie conta que demorou três dias para conseguir contato e confirmar o bem-estar de todos. “Acho que agora o Chile estava mais preparado”, avalia.

A própria Léslie já passou por essa experiência em 1985, quando presenciou um terremoto de magnitude 7. “É bem assustador, mas depois que você passa por um desses todos os outros parecem brincadeira. Agora o de ontem (quarta-feira) foi muito forte lá. Fiquei preocupada com a minha família de Valparaíso por causa do alerta de tsunami, mas está todo mundo bem”, informa.

1809-0701

O terremoto do Chile também foi sentido em algumas cidades brasileiras. O Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que recebeu cerca de 50 ligações relatando o tremor na capital paulista. Os chamados vieram da Avenida Paulista, Vila Mariana, Tatuapé, Guarulhos e Osasco. A Defesa Civil também recebeu chamadas de moradores das regiões da Avenida Paulista, da zona norte e da zona leste da capital com queixas de tremores de baixa intensidade.

Em maio deste ano, um terremoto ocorrido no Nepal também foi sentido no Brasil. Na época, o sismólogo João Carlos Dourado, professor de Geofísica do curso de Geologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), campus de Rio Claro, explicou que, para ser perceptível ao ser humano, o terremoto tem que ter intensidade acima de 2. Mesmo assim, apenas as pessoas mais sensíveis poderão captar as ondas. A partir de 3,4 ou 4, os abalos serão sentidos por todas as pessoas.

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