Pedido de afastamento protocolado na Câmara pode significar o apeamento de Dilma Rousseff do cargo de presidente Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Favari Filho

Pedido de afastamento protocolado na Câmara pode significar o apeamento de Dilma Rousseff do cargo de presidente Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Pedido de afastamento protocolado na Câmara pode significar o apeamento de Dilma Rousseff do cargo de presidente Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Impeachment. A palavra que exprime a ideia de afastamento e que aflige o atual governo está cada vez mais à tona em todos os lugares e nas mais diversas classes sociais. Depois que o pedido de impichamento da presidente Dilma Rousseff – formulado pelo jurista Hélio Bicudo, com adaptações do ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior e assinaturas de movimentos sociais – foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), o assunto ganhou a imprensa nacional.

Para discorrer sobre o assunto, o Jornal Cidade conversou com as duas atuais e mais expressivas lideranças políticas de Rio Claro que ocupam cargos públicos em esferas municipal e estadual: Du Altimari (PMDB) e Aldo Demarchi (DEM), respectivamente. O prefeito da Cidade Azul defendeu que o País vive o maior momento democrático da história e lembrou o fato da realização das sete eleições diretas consecutivas ocorridas desde a Abertura Política.

Para Altimari, o fato de a democracia estar consolidada é um motivo de vitória para o Brasil. “É o período mais longo de vigência democrática dos brasileiros. E é assim que a população deseja. Devemos lembrar que lutamos muito para restabelecer as eleições diretas, fato consolidado na Constituição Cidadã de 1988. Sempre defenderemos o respeito à Constituição. Nossa vontade é que prevaleçam, em todas as eleições, os resultados das urnas como forma de fortalecer as instituições e a democracia”, pontuou.

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Já o deputado estadual enxerga o atual momento como resultado de um estratagema criado nos últimos anos. “O Brasil é vítima de um grupo partidário que aparelhou o Estado para garantir a implantação de um projeto de poder. Além da corrupção, sofremos atualmente os reflexos de um modelo econômico equivocado, que atrelou o crescimento ao consumo e abriu mão de receitas tributárias importantes por meio da redução de impostos de eletrodomésticos e automóveis”, apontou.

Demarchi acrescentou que tais medidas levaram o País para a situação em que se encontra, a ponto de a população ansiar pelo afastamento de Dilma. “Acredito que a situação da presidente da República é insustentável. Dificilmente conseguirá completar o mandato, pois a tendência é de que a crise se agrave nos próximos meses e seu governo perca boa parte do pouco apoio que ainda possui no Congresso Nacional”, finalizou.

ANDAMENTO

Na quinta-feira (24), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), leu no Plenário a resposta ao questionamento formal apresentado na semana passada por partidos da oposição sobre os procedimentos de um eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No ofício, Cunha afirmou que não é de sua competência decidir se um presidente da República pode ser responsabilizado por atos cometidos em um mandato imediatamente anterior. Caso o peemedebista indefira os pedidos de impeachment protocolados na Casa, a oposição pode entrar com recurso, a fim de que o Plenário decida sobre a abertura do processo.

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