A bancada do Partido dos Trabalhadores votou contra a moção e leu posicionamento criticando atuação da justiça federal

Antonio Archangelo

Os vereadores de Rio Claro aprovaram na segunda-feira moção de apoio em prol do juiz federal Sergio Moro, responsável pelo julgamento dos envolvidos na Operação Lava-Jato. A proposta, de autoria do vereador Juninho da Padaria (Democratas), recebeu apoio das bancadas do PRP, PDT, PSDB, PMDB, PP e PTB. Apenas os vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT) rejeitaram a moção, que destaca a “coragem, independência e competência demonstradas no exercício da árdua tarefa de promover justiça”.

“Seguramente, além de servir de modelo para os demais juízes, numa clara contribuição para o fortalecimento da autêntica Magistratura, está Vossa Excelência também dando mostras eficientes de como passar o Brasil a limpo”, cita a moção de apoio.

A bancada do Partido dos Trabalhadores votou contra a moção e leu posicionamento criticando atuação da justiça federal
A bancada do Partido dos Trabalhadores votou contra a moção e leu posicionamento criticando atuação da justiça federal

O vereador Dalberto Christofoletti (PDT), que votou favorável à moção, depois enviou à imprensa uma “ressalva” (que não existe no regimento da Câmara) para justificar seu voto. Para ele, o juiz necessita “ampliar as investigações”, dando a entender que Moro foca somente o governo federal de Dilma Rousseff (PT). Independente da manifestação, o voto do trabalhista foi computado favoravelmente ao magistrado.

Cabe lembrar que, recentemente, o presidente do PDT, Carlos Lupi, defendeu os governos do PT por terem melhorado as condições de vida dos brasileiros mais pobres. Já o PT, por meio da vereadora Raquel Picelli, teceu duras críticas ao que chamou de “tribunal de exceção”, defendendo a tese de que a caça à corrupção só acontece quando o partido é o alvo.

Ontem, 21, o presidente nacional do PT disse em artigo que “a ofensiva golpista não hesita em criar o caos no País para alcançar seu grande objetivo: depor a presidenta Dilma e assumir o governo sem eleições”.

“Para contê-la, é necessário prosseguir com as mobilizações, antes e depois do dia 31 de março, com o esclarecimento da população – que pode perder conquistas e direitos”, disse.

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